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18 jun 2018

OVNI: estranhos fenômenos em Mariana

Arquivado em Cidade, Comportamento, Ufologia

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Por: Paulo Baraky Werner
Colaboração: Acam

Mariana foi a primeira vila, cidade e capital do estado de Minas Gerais. No século XVIII, foi uma das maiores cidades produtoras de ouro para o Império Português. É uma região visitada por turistas de todo o mundo, atraídos por sua magnífica arquitetura e um passado repleto de glórias e mistérios. E ao que parece, além de turistas, Mariana também é alvo de outros visitantes, estes, sorrateiros e imprevisíveis.

Minas Gerais é considerado o Estado com o maior número de registro de OVNIs do Brasil. Aqui, desde 1954, com a criação do Cicoani – Centro de Investigação Civil de Objetos Aéreos Não Identificados, as pesquisas sobre o fenômeno tornaram-se mais constantes e muitos grupos de estudos e pesquisadores autônomos catalogaram durante mais de 5 décadas, milhares de relatos e várias evidências sobre a presença em solo mineiro destas estranhas aeronaves e seus tripulantes.

Há regiões em Minas que são classificadas pelos pesquisadores como “zonas de contato” por seu elevado número de ocorrências. Destaca-se nesta relação, a Serra do Cipó, região central, que engloba vários municípios e pequenos distritos. Evidentemente os números de relatos tiveram uma redução drástica desde a década de 80. O Cipfani, chegou a fazer um levantamento destes números. Será que o fenômeno OVNI realmente mudou seu “modus operandi”? Será que as “zonas de contato” já foram exploradas à exaustão? Normal se entendermos que há um propósito definido na atuação destes seres. Seria muita presunção acreditar que estariam aqui apenas a passeio, dando sustos em moradores da zona rural, e brincando com aviões militares de pega-pega. Há sim, uma organização, e somente o estudo in loco poderá definir esta questão.

Um dos motivos para a redução na observação de OVNIs foi batizado pelo Cipfani de “efeito parabólica” ilustrando um fato comum nas zonas rurais pesquisadas nas décadas passadas, com elevado número de observações. E após a chegada da luz e de antenas, alterou completamente a rotina do homem do campo. Antes acostumado a escuridão total e atento a qualquer fenômeno luminoso nos céus, teve as conversas nas ruas com os amigos substituída pelas novelas. Houve então uma redução nas testemunhas, não do fenômeno OVNI. Ele continua atuante. E dentre estes locais com intensa casuística, destaca-se Mariana, situada a pouco mais de 120 km da capital mineira, possui um rico folclore e também inúmeras lendas, dentre elas, a do Caboclo d´água, ser antropomorfo, meio homem, meio réptil, que habita os rios da região, atacando criações dos povos ribeirinhos, e que segundo testemunhas é real.

A equipe da Acam, liderados pelo jornalista Leandro H. dos Santos, vem realizando levantamentos na região, e coletando dezenas de testemunhos. Casos antigos e recentes, que apenas retratam uma realidade comum em Minas Gerais. A observação de luzes, bolas de fogo, pequenas sondas (mãe do ouro) e até de naves imensas.

A seguir alguns relatos coletados em recente pesquisa de campo na região.

Luzes no céu de Mariana

No início do ano a equipe da ACAM esteve em Camargos, distrito de Mariana-MG, coletando relatos de moradores que alegam terem visto luzes estranhas no céu, leia um trecho da entrevista com as testemunhas Jorge e José de Farias – Fazenda da Palha.

Acam: O que o senhor viu?

Jorge: Uma luz tipo uma bola de fogo.

Acam: Que cor era essa luz?

Jorge: -Da cor da Lua.

ACAM: Quando foi isso?

Jorge: No dia nove de outubro do ano de dois mil e dezessete (09/10/2017).

ACAM: Como foi?

José de Farias: No dia nove de outubro o Jorge estava na lagoa pescando, eu e a Efigênia estávamos na horta. Por volta das 18h30 o Jorge me chamou para eu trazer uma isca para ele, ai quando desci, atravessei a porteira, veio um clarão mais ou menos uns três a quatro metros de distância, tipo uma roda de fogo ela tinha mais ou menos trinta a cinquenta centímetros de diâmetro e no meio dela um eixo ou um furo, isso eu não enxerguei direito não e o fogo rodando, nas bordas, no sentido horário numa velocidade mais ou menos controlada.

Bom, eu vendo aquilo passando devagarinho na minha frente e clareando tudo onde eu estava clareando a horta onde eu estava uma claridade azulada. Mas eu não pensei que poderia ser um objeto diferente, eu fiquei meio bobo na hora.

Na parte de trás do objeto tinha tipo um caixotinho com uma largura de uns trinta a quarenta centímetros com, tipo assim, umas fitas azul, vermelha, amarela e verde. Era a mesma coisa você pegar uma folha de papel e corta numa espessura de uns dez centímetros e com uns trinta centímetros de comprimento, mais ou menos, e deixar tudo misturadinho e abrir uma mangueira com oxigênio por baixa dela, ai elas ficam misturando umas nas outras, sabe? Tudo isso atrás dentro desse caixotinho.

A íeu fiquei olhando aquilo e ele foi assim, andando, eu sei que tive tempo de reparar a traseira do caixotinho, aí eu pensei que poderia ser uma brincadeira que alguém está fazendo, mas depois aquele troço foi para frente numa altura de uns três metros do chão, parou e depois sumiu. Aí depois escureceu tudo aí eu parei e falei assim: Mais que coisa mais linda! Eu falando sozinho (riso), mas o negócio foi bacana demais rapaz, você precisa ver. Mas escureceu tudo aí eu pensei: Que brinquedo é esse? Como é que estava claro e agora escureceu de uma vez, por quê? Então isso não é brincadeira de alguém não, eu pensando sozinho. Ai eu fiquei com aquele troço na cabeça, aí eu pensei assim:

– Ah vou chegar lá e vou contar para o Jorge (riso), né? Ele estava na lagoa e eu já ia. Bom, quando eu fui chegando lá o Jorge disse:

Jorge: Veio um negocio aqui, que…uma coisa estranha, eu vou contar para o pessoa do Espeto (Jornal) quando eles vierem aqui, mas eles não vão acreditar não, eles vão achar que é mentira, mas não é mentira não, esteve aqui agorinha mesmo.

José de Farias: Jorge não é mentira não, eu vi lá em cima quando eu estava descendo ,ele esteve pertinho de mim.

O problema é que ele não tem som, não tem temperatura, não tem nada não.

ACAM: O senhor não ficou com medo não?

José de Farias: Fiquei não, para mim era uma brincadeira. Custei para a ficha cair que aquilo não era (riso) coisa que os outros estavam fazendo não.

José de Farias: Aí viemos embora por volta das…devia ser umas oito horas (20 h) e no mesmo lugar nós ficamos conversando então avistamos uma Lua que já tinha sido nova (Lua crescente), e ao redor da “Lua” um círculo grandão ,aí eu falei com o Jorge assim:

– Oh Jorge aquilo parece ser Lua nova mas não é Lua não, ela já foi nova, não pode ser não.

Jorge: Mas é a Lua, olha lá.

José de Farias: Aí eu falei com o Jorge:

– Sabe por que não é a Lua?

– Ela está vindo de lá para cá (oeste/leste). Aí eu falei com Jorge:

– Parece que estamos enxergando coisa demais, vamos embora, vamos conversar com o pessoal lá (demais moradores da fazenda), aí nós viemos para aqui (fazenda) estava a Tita, o Igor e a Efigênia, aí quando nós contamos para eles a “Lua nova” vindo de lá para cá, ela estava no meio do céu e eles viram. No mesmo dia que nós vimos esse troço aqui, nós vimos essa Lua que não era Lua. Aí depois fui conferir (calendário), a Lua tinha sido cheia no dia quatro ou cinco para o dia nove ela deve ter sido nova… então… não tinha condição. Achei que nós estávamos delirando, mas não, o pessoal (moradores da fazenda) também viu (suposta Lua).

Após a entrevista a equipe da ACAM foi ao local onde os senhores Jorge e José de Farias relataram terem visto o OVNI.

Senhor Alípio Evangelista Borges, morador de Mariana há 70 anos, policial civil aposentado, relata uma experiência que aconteceu com ele e seus amigos que jamais esqueceu.

Era meio dia, muito sol, Alípio e seus amigos brincavam no Cruzeiro em Mariana, bairro Santana, por cima do ICHS. De repente uma luz muito forte, tamanho de uma porta, cor azulada, prateada, veio descendo pelos céus, caiu pertinho deles.

Admirados os meninos queriam saber o que eram, e chegaram perto, assim que aproximaram mais a tal “porta” subiu de volta para o céu. Todos ficaram assustados.

“ Desceu e subiu, parecendo elevador. Era como uma porta. Muito bonito. Estávamos em sete pessoas. Todos nós vimos. Nunca esqueci.”

O mecânico Zé Felipe, da autoelétrica Marquês de Pombal afirma que também viu em Mariana um fenômeno muito estranho, era uma bola de luz cor amarela e prateada :

“Fui testar a regulagem dos faróis do carro e subi para a estrada de Camargos. Uma luz forte ficou em cima do carro, que me atrapalhava a ver se o farol estava bom, quando olhei para cima, era como um farol, redondo, amarelo prateado, brilhante, acelerei e fui embora, mas a luz seguia o carro, parei de uma vez e a luz passou, fiquei com muito medo, achei aquela luz muito esquisita.”

Texto – Revista OVNI Pesquisa edição 01 – Maio de 2018

15 jun 2018

Cerca de 92% da população mundial é governada por homens

Arquivado em Cidade, Comportamento

Deputada Marília Campos - Divulgação

Cerca de 92% da população mundial é governada por homens.  O Brasil ocupa a 161ª posição de um ranking de 186 países sobre a representatividade feminina no poder executivo, atrás de todos os outros países do continente americano. O levantamento foi realizado pelo Projeto Mulheres Inspiradoras, que atua pela participação feminina nos espaços de poder. Segundo o estudo, apenas 10% das vagas do Congresso Nacional são ocupadas por mulheres. Só para lembrar, as mulheres representam 51% da população brasileira. Isso significa que a proporção está totalmente desequilibrada. Toda sociedade perde muito com a pouca quantidade de mulheres eleitas no nosso país.

Para reverter o quadro de baixa participação feminina no Congresso, algumas medidas foram adotadas na legislação eleitoral brasileira nos últimos anos. A Lei nº 9.504/1997, que rege as nossas eleições, estabeleceu que cada partido ou coligação deve reservar pelo menos 30% de suas vagas para as candidaturas de mulheres. No entanto, ainda precisamos de incentivos para que possamos ocupar mais cargos eleitos, além de um entendimento de sociedade sobre a importância  das políticas de gênero. Infelizmente, as mulheres sofrem na pele os efeitos de uma sociedade ainda machista e misógina.

Veja o que aconteceu  em um programa na Rádio Marajoara de Belém do Pará: a jornalista e pré-candidata ao senado Úrsula Vida (PSOL) foi impedida de concluir uma entrevista ao vivo. No meio da conversa, um forró começa a tocar… Até o locutor fica confuso.  O fato está repercutindo nas redes sociais. Muitos acreditam que foi uma censura contra a pré-candidata.

Vereadora agredida na Câmara de Vespasiano

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Em dezembro do ano passado, a vereadora Luciene Fonseca (PPS), eleita pela população de Vespasiano, Região Metropolitana de Belo Horizonte, esteve na Assembleia de Minas Gerais e acusou três colegas parlamentares de agressão. Ela apresentou áudios, aos quais teve acesso por um aplicativo de mensagens por celular, que mostrariam comentários sexistas sobre ela. Entre as ameaças, segundo a denúncia, os colegas diziam que não votariam favoráveis a nenhuma proposta da parlamentar na Câmara Municipal de Vespasiano.

“Sou de uma família tradicional fundadora de Vespasiano, que ama muito a cidade. Sempre me indignei com a maneira com que os administradores tratavam o município e o povo. Sentia na pele as dificuldades. A minha indignação com a injustiça e a corrupção me levaram diversas vezes ao ministério público para denunciar e pedir providências. Este meu trabalho corajoso foi reconhecido por grande parte dos moradores. 

Ainda há um enorme preconceito contra a mulher na política. Somos a maioria do eleitorado, mas a minoria nas Câmaras, Assembleias e no Congresso Nacional. O grande desafio é vencer o preconceito de que a mulher é tão capaz quanto o homem. Um atenuante é que a mulher tem uma sensibilidade que a faz muitas vezes suplantar o homem. 

Somos 17 vereadores aqui em Vespasiano, 3 mulheres e 14 homens. As pessoas sabem o que tenho enfrentado na câmara para representar o povo. Infelizmente uma minoria de colegas desrespeitam muito as mulheres, e, o mais triste é a mulher que muitas vezes protege o homem que desrespeita.

Tenho encontrado inúmeras barreiras no exercício parlamentar que me fizeram tomar atitudes que jamais imaginei. Tenho lutado para quebrar o paradigma de que a política é muito perversa para participar dela. As pessoas precisam participar da política de maneira ativa. Se estamos numa situação tão preocupante, é por causa da omissão e descrença. Ninguém acredita mais que pela politica pode-se resolver os grandes problemas da comunidade, é um fogo cruzado, mas não vejo outra maneira da mulher mostrar o seu valor a não ser enfrentando os desafios e participando da politica”.

Entrevista com  Marília Campos, deputada (PT) e presidente da Comissão Extraordinária das Mulheres da Assembleia Legislativa de Minas Gerais

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Foto: Clarissa Barçante/Jornal Estado de Minas

 

Adriana Santos: Qual foi a sua motivação para entrar na política?

Deputada Marília Campos:
A minha paixão pela política começou ainda no movimento estudantil. Nos anos 80 eu ingressei no Banco de Crédito Real de Minas Gerais e na universidade. Nesses ambientes, a política apareceu, despertando o meu olhar para a possibilidade de usá-la para o bem comum e contra as desigualdades sociais. Iniciei a minha militância social no movimento estudantil e sindical, e fui uma das fundadoras do PT e da CUT na região do Triângulo Mineiro. Passei a participar mais ativamente do movimento sindical da capital quando me mudei para Belo Horizonte, período em que realizamos greves importantes da categoria bancária. Foi participando intensamente desse processo que me tornei uma liderança política, e cheguei à presidência do Sindicato dos Bancários, o que reafirmou na minha vida a importância de fazer política.

Você encontrou muita resistência no momento que decidiu seguir a trajetória política?

A resistência à participação das mulheres às vezes se disfarça de desinteresse, de falta de apoio. A gente, vê mesmo dentro de partidos progressistas, que as candidaturas femininas recebem menos entusiasmo, menos empenho, menos destaque e também recebem menos recurso, menos financiamento. Às vezes a carreira das mulheres se inicia por que elas toparam concorrer em situações e condições que os homens não aceitaram, e criou-se um vácuo. Com muito trabalho e muita vontade, as mulheres se elegem, contra as expectativas. Mas sei também que muitas mulheres em algum momento de suas carreiras políticas se depararam com portas fechadas, reuniões a que não tinham acesso, e hostilidade declarada de adversários e daqueles que deveriam ser companheiros. Eu tive a sorte de conseguir construir em conjunto com pessoas que acreditam no mesmo projeto político que eu, que têm paixão por lutar contra as desigualdades sociais, e que se propõem a refletir tanto sobre a sociedade em geral quanto sobre as nossas práticas políticas, e construímos juntos. E com muitas mulheres. Agora, como presidenta da Comissão das Mulheres da Assembleia, percebo na prática como é importante estarmos unidas para nos fortalecermos e enfrentar essa resistência.

Quais os maiores desafios que a mulher encontra no cenário político?

A política institucional ainda é feita na maior parte por homens, que ocupam a maioria dos cargos, e impõem seu ritmo de vida, suas demandas e seu jeito de fazer política. Isso significa que mulheres que busquem espaço, seja no sindicato ou no parlamento, vão encontrar fortes barreiras. É esperado que as mulheres sigam organizando o trabalho na base, coordenando panfletagens, fazendo o grosso do trabalho, sem receber destaque. Mas é quando a gente se destaca que isso se intensifica. As pessoas perguntam como vamos dar conta de cuidar da casa, das crianças e fazer política – perguntas que não fazem para os homens. Sempre questionam nossa habilidade, preferem fazer parcerias com outros homens. No início do ano tivemos o caso da deputada Ana Paula Lima, do PT de Santa Catarina, que teve que ouvir do deputado Roberto Salum (PRB) no meio do plenário que ele não gostaria de debater com ela, mas com o marido dela, que é homem. A deputada Maria do Rosário foi chamada de vaca, e isso sequer configura quebra do decoro parlamentar. Isso sem falar de tudo que fizeram com a nossa presidenta eleita Dilma. É esse tipo de desrespeito que encontramos.

Você tem o respeito por parte dos seus colegas deputados homens?

Já lidei e lido com comentários indevidos, com piadas de mau gosto e agressivas, com preconceitos, com ironias. Colegas parlamentares machistas, que duvidam da capacidade da mulher de opinar, de participar, de propor iniciativas. É essa a situação de qualquer mulher num espaço de poder, especialmente quando somos assertivas, temos um trabalho sério e relevante, e recebemos destaque por conta disso. É por meio dessas falas e atitudes que os homens reafirmam na prática a ideia de que política não é lugar de mulher.

Por que o Brasil ainda tem poucas mulheres ocupando cargos eleitos?

O nosso país ainda tem muito para caminhar em relação a igualdade para as mulheres. Temos a cota feminina nas candidaturas, mas até muito recentemente não vinha acompanhada de garantia de financiamento para esse mínimo de 30% de candidaturas, e também não temos garantia de cadeiras para as mulheres nos parlamentos. Isso reflete a forma como a sociedade enxerga as mulheres, de que a nossa participação não é importante, mesmo sendo 52% da população. Ano passado tentamos articular a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional 16, para que houvesse ao menos uma mulher na mesa diretora da Assembleia. A resistência que encontramos não veio como hostilidade direta, mas como falta de quórum para votar. Neste ano, a mesma coisa. Nossa luta era pra transformar a Comissão das Mulheres, que hoje é Extraordinária, em uma Comissão Permanente de Defesa dos Direitos da Mulher, e novamente não conseguimos quórum nem às vésperas do Dia da Mulher, com a assembleia cheia. Não é apenas um título, uma comissão permanente tem mais recursos para realizar seu trabalho, e consegue ter uma atuação mais forte. No processo de articular a transformação da comissão em permanente, uma das perguntas que ouvimos foi “e se não tiver mulher na próxima legislatura?”. A participação feminina é vista como algo diferente, uma novidade, e algo que pode sumir em pouco tempo. A desvalorização das mulheres na sociedade desencoraja que mais mulheres se decidam pela política, que requer sacrifícios e necessita de muito apoio, além de tornar muito mais difícil chegar ao cargo para aquelas que tomam essa decisão. E permanecer no cargo, tendo uma atuação relevante, é outra luta. Para o Brasil avançar nessa questão, tem que haver uma política de valorização da mulher em todas as esferas. Desde a educação das crianças, até a ações que atinjam os adultos, que punam devidamente quem faz ações que tiram a mulher do espaço público, como assédio e agressões. Sem isso, a participação das mulheres vai continuar prejudicada.

Qual foi o seu maior desafio como parlamentar?

No executivo, temos mais autonomia para atuar. Um desafio como parlamentar é representar as demandas do público, dar voz para que repercutam no parlamento, e ter uma atuação próxima à população, e intermediar os interesses da população na relação com o executivo. No meu mandato, fazemos muitas plenárias, muito trabalho de rua, panfletagens, caravanas, para garantir que o trabalho parlamentar seja uma extensão da participação popular que articulamos.

Você se considera discriminada por ser deputada?

Enquanto parlamentar, não, mas sim enquanto mulher. Deputados e deputadas estão numa posição de poder, ainda haja diferenças enormes entre o respeito que é reservado a um deputado homem e uma deputada mulher. Sou discriminada por ser mulher dentro e fora do parlamento, já que sou mulher o tempo todo. Mas luto contra isso o tempo todo, como cidadã, como parlamentar e junto a coletivos e movimentos de mulheres, para transformar as vidas de todas para melhor.

O que você espera das Eleições 2018?

Espero compor, junto com outras mulheres eleitas, uma grande bancada feminina na Assembleia Legislativa, que supere em muito as 6 em 77 que somos na atual legislatura. Espero que a gente consiga no país inteiro eleger representantes mais progressistas, comprometidos com os direitos do povo e das mulheres, e que Lula possa ser candidato e eleito presidente para avançarmos nas políticas que por 13 anos fizeram o país crescer, a desigualdade diminuir, e abriram caminho para maior participação das mulheres na política, nas universidades, e nos demais espaços de poder.

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14 jun 2018

Hospital mineiro é o segundo no mundo a realizar transplante de fígado nos casos graves de febre amarela

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O Hospital Felício Rocho, localizado em Belo Horizonte (MG), foi o segundo no mundo a realizar o transplante de fígado em casos graves de febre amarela, com sucesso, alcançando o melhor resultado em sobrevida (50%). Pioneiro e inovador na ciência de transplantação, nos últimos dois anos, o Hospital realizou cerca de 442 transplantes. Os órgãos transplantados foram de fígado, rim, pâncreas, coração e medula óssea.

No mês de fevereiro, um grupo de especialistas brasileiros envolvidos nos transplantes de fígado, em parceria com o Ministério da Saúde, definiram critérios específicos para os casos de troca de órgão em pacientes com a febre amarela. Segundo os médicos, a principal diferença entre os pacientes que sobreviveram e os que morreram foi o momento em que o transplante foi realizado.

“Os que tiveram êxito, foram encaminhados para transplante mais precocemente – e quando falo precoce, são apenas um ou dois dias de diferença, o que dá uma ideia do quanto a situação era dramática”, afirma Antônio Márcio de Faria Andrade, responsável técnico pelo transplante de fígado do Hospital Felício Rocho, onde quatro pacientes foram transplantados, e dois sobreviveram.

De acordo com Antônio Márcio Andrade, um dos critérios adaptados para esses pacientes foi referente ao grau de comprometimento cerebral causado pela falência do fígado, a chamada encefalopatia hepática. “Em casos de hepatite fulminante por outras causas, nós indicamos o transplante com comprometimento (máximo) grau 3 ou 4. No caso da febre amarela, o paciente já pode ter indicação com comprometimento grau 1, tamanha a agressividade da doença”, afirma.

De acordo com o boletim divulgado pelo Ministério da Saúde (MS), no dia 7 de fevereiro, foram confirmadas 353 pessoas com febre amarela, totalizando 98 mortes provocadas pela doença entre 1º de julho de 2017 e 6 de fevereiro de 2018. No mesmo período do ano passado, foram confirmados 509 casos e 159 mortes. No Brasil, a febre amarela apareceu pela primeira vez em Pernambuco, no ano de 1685, onde permaneceu durante 10 anos.

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