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21 maio 2018

Educação a distância em saúde será discutida na Assembleia Legislativa

Arquivado em Comportamento, cursos

 

ensino

A Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) irá debater a educação a distância (EAD) em cursos de graduação na área de saúde. Reunião com esse objetivo está agendada para esta terça-feira (22/5/18), às 14h30, no Plenarinho IV. O requerimento para sua realização é do deputado Ivair Nogueira (PMDB).

Segundo o parlamentar, a justificativa para a reunião é o aumento dos cursos da área de saúde, como enfermagem, totalmente disponibilizados por meio da internet. A possibilidade de instituições de ensino superior ofertarem tais cursos veio em virtude do Decreto Federal 9.057/17.

“O EAD é conhecido por ter democratizado o acesso à educação superior no País, obtendo muitos resultados positivos na última década. Todavia, há uma forte tendência à substituição dos cursos presenciais por cursos a distância, especialmente em áreas que demandam contato com o objeto estudado”, afirmou Ivair Nogueira. O temor é que a qualidade da formação profissional seja prejudicada.

O parlamentar aponta em seu requerimento que o Projeto de Decreto Legislativo 733/2017, do deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP), pretende suspender os efeitos da Portaria n° 11/2017, do Ministério da Educação, que regulamenta o decreto federal sobre o ensino a distância.

Ivair Nogueira também menciona que na Assembleia Legislativa de São Paulo existe um projeto de lei para proibir os cursos de graduação a distância na área da saúde. “Conselhos profissionais e entidades de classe buscam apoio das Casas Legislativas para debater o assunto e encaminhar propostas que visem a equilibrar a oferta de cursos a distância, sem comprometer a qualidade do ensino”, declarou o deputado.

Na ALMG já houve discussões dessa natureza. Em audiência pública da Comissão de Saúde realizada em 15 de maio deste ano, enfermeiros posicionaram-se de forma contrária a essa modalidade de ensino. Nessa mesma reunião, a Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed) argumentou que o EAD é um fator importante para formação profissional em todo o mundo e que países como China e Índia já possuem cerca de 100 milhões de estudantes nessa modalidade.

Entre os convidados para a audiência desta terça estão o secretário de Estado de Educação em exercício, Wieland Silberschneider; o secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Paulo Barone; e o conselheiro do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais, Victor Hugo de Melo.

Crédito: Assembleia Legislativa de Minas Gerais

18 maio 2018

Hospital inovador na ciência de transplantação investe em protocolos mais humanizados para incentivar doações

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Quanto mais doações de órgãos maior a chance de recomeços. Dados do Ministério da Saúde mostram que no Brasil, atualmente, há cerca de 40 mil pessoas na fila de espera para doação de órgãos. De acordo com a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), a taxa de recusa de doação de órgãos por parentes é de 43%, e a média mundial em torno de 25%. O Ministério da Saúde busca por meio de campanhas educativas reverter esse quadro.

No Brasil, o número de doadores vem crescendo. No primeiro semestre de 2017 aumentou quase 12%. O país passou de mais de 14 doadores para cada 1 milhão de pessoas, para mais de 16 por milhão de habitantes.

Pioneiro e inovador na ciência de transplantação, o Hospital Felício Rocho, nos últimos dois anos realizou cerca de 442 transplantes, sendo que os órgãos transplantados foram de rim, fígado, pâncreas, coração e medula óssea. Segundo a médica Sandra Vilaça, coordenadora da Unidade de Transplantes do Felício Rocho, as pessoas precisam confiar no sistema de saúde e manter o assunto sobre doação de órgãos presente no seu dia a dia. “O Hospital tem nefrectomia por videolaparoscopia do doador e estamos nos preparando para iniciar o procedimento via robótica”, ressalta.

Sandra Vilaça, diz ainda que no Hospital Felício Rocho existem protocolos humanizados para atender pacientes analfabetos, cegos e potenciais não aderentes. “Temos um ambulatório com profissionais para avaliar tanto o doador como o receptor em cada caso específico. Os órgãos que podem ser doados são: rim, fígado, coração, pâncreas, medula óssea, pele e ossos ”, explica.

Muitas pessoas têm dúvida sobre quem pode ser doador. De acordo com a médica, doador pode ser uma pessoa em vida ou quem tiver morte encefálica (falecido). “Os pacientes transplantados têm alta hospitalar programada e recebem uma cartilha e também têm acompanhamento com uma equipe multidisciplinar: enfermeira, farmacêutica e nutricionista, além de um médico para passar todas as orientações necessárias”, finaliza Sandra Vilaça.

09 maio 2018

Profissionais de saúde discutem cuidados com paciente terminal

Terminalidade resiliencia cuidados paliativos

O Serviço de Psicologia do Hospital Madre Teresa promove o seminário “Terminalidade, Resiliência e Cuidado Paliativo”, sábado (19/05), de 8 às 18h, visando discutir a introdução aos cuidados paliativos, os dilemas e angústias das horas finais com apresentação de casos clínicos. A programação terá a participação do psicólogo, psiquiatra e especialista em psicologia hospitalar Alfredo Simonetti.

A terminalidade de vida é um processo de esgotamento das condições de saúde e o reconhecimento da proximidade inevitável da morte. Nesse período, os cuidados paliativos, focando no suporte psíquico-espiritual, alívio de sintomas e controle da dor são essenciais para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e familiares. Conforme dados da Organização Mundial de Saúde, entre as principais doenças terminais estão as cardiovasculares (38,47%), seguida pelo câncer (34,01%) e a doença pulmonar obstrutiva crônica (10,26%).

A coordenadora de Psicologia Clínica do Hospital Madre Teresa, Gisele Correa, explica que a discussão sobre o tema é atual e retoma os termos do juramento médico de Hipócrates, no século V antes de Cristo, ratificado em 1948Ç “curar algumas vezes, aliviar quase sempre e consolar sempre”. A preparação adequada de psicólogos, fisioterapeutas, enfermeiros, nutricionistas, assistentes sociais e médicos é essencial ao atendimento humanizado. “Contribuímos para prestar a melhor assistência possível”, destaca.

O evento é aberto a qualquer profissional e estudante da área de saúde, sendo que a inscrição é R$ 220 para profissionais e R$ 110 para estudantes e pode ser feita pelo site www.sympla.com.br. Os profissionais do próprio Hospital devem fazer inscrição pessoalmente no CDEP (Centro de Desenvolvimento, Ensino e Pesquisa do hospital). Confira a programação completa no site www.hospitalmadreteresa.org.br

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