Posts de Adriana Santos
22 nov 2017

Voluntárias da Santa Casa de Lagoa Santa são homenageadas e hospital recebe novos equipamentos

Arquivado em Cidade, Comportamento

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Amanhã é um dia especial na Santa Casa de Lagoa Santa, Região Metropolitana de Belo Horizonte. O hospital vai receber equipamentos novinhos, como: ventiladores pulmonares (adulto, pediátrico e neonatal), cardioversor, carrinho de emergência e foco cirúrgico. As doações são muito importantes para acolher com segurança os pacientes e oferecer um atendimento de qualidade. Atualmente, a Santa Casa é 100% SUS.

Durante o evento de entrega, (23/11), às 14 horas, serão feitas duas justas homenagens. A primeira, será à  Associação das Voluntárias de Lagoa Santa (ASSANTA), que desenvolve um trabalho de puro amor aos pacientes. A segunda homenageada será a artista plástica Lêda Gontijo, a primeira voluntária.

voluntárias 2A Associação das Voluntárias  é uma entidade sem fins lucrativos, atuante em Lagoa Santa, desde 2001, por iniciativa da conceituada artista Lêda Gontijo, uma referência também na área social da cidade. Desde então, o grupo formado por mulheres, mães, esposas e amigas, se une em torno do amor incondicional ao próximo, sem discriminação de cor de pele, sexo, religião, partido político, ideologia ou idade.

Atualmente são 22 voluntárias – que se reúnem, às quartas-feiras, na lojinha de artesanato dentro do hospital, a partir das 14 horas, com o objetivo de criar e vender produtos personalizados, como: panos de pratos, bordados, enfeites para casa, kits de higiene, costuras,  brinquedos de madeira, entre outros trabalhos. Elas são responsáveis também pela realização de eventos beneficentes em prol dos pacientes do hospital. As voluntárias já compraram ,com o dinheiro da venda dos artesanatos, equipamentos médicos e cirúrgicos, rouparia e cadeiras de rodas.

O trabalho voluntariado é regulamentado no Brasil pela Lei 9.608/1998. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o voluntário é aquela pessoa que tem interesse pessoal e espírito cívico, dedicando parte de seu tempo (sem remuneração), as várias formas de atividades.

Dia Nacional do Voluntariado foi instituído em 28 de agosto de 1985 e internacionalmente é comemorado  em 5 de dezembro. O objetivo é reconhecer a ação das pessoas que doam tempo, mão de obra e talento para causas de interesse social e para o bem estar da comunidade.

O trabalho voluntário deve ser exercido de forma séria e profissional, uma vez que é realizado em locais como hospitais, clínicas, escolas, entre outros. Nas instituições hospitalares, é uma participação que exige uma ação responsável e humanizada no sentido de promover a qualidade do acolhimento e o conforto aos pacientes no seu processo de tratamento.

O voluntariado faz a diferença no cotidiano da instituição e todos ganham: pacientes, voluntários, profissionais e colaboradores, tendo como principais benefícios:

Humanização no ambiente hospitalar;
Melhora a recuperação e o bem estar do paciente;
Contribui para o fortalecimento institucional;
Incentiva a participação da comunidade no hospital.

Você também pode ajudar a Santa Casa, por meio de doações. Seja solidário.

Conta poupança
Banco Itaú
Agência 3193
Conta 35508-2

09 nov 2017

Gabriel: um chef de cozinha especial que deixou o preconceito de lado e criou uma marca de brigadeiro

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Gabriel Bernardes Lima, 21 anos, conquistou o coração dos brasileiros, em especial depois da apresentação do jovem no Programa da Eliana do SBT.  Ele tem síndrome de Down, criou a marca de brigadeiros “Downlicia” por incentivo da própria mãe, Martha Bernardes, e já vende muitos docinhos. As receitas de Gabriel são disponibilizadas em vídeo em seu canal do YouTube, que já conta com cerca de 9 mil inscritos: www.youtube.com/downlicia

O rapaz começou a fazer brigadeiros gourmet para contribui com as contas de casa. A família mora na zona sul de São Paulo e já passou muitas dificuldades. “O Gabriel começou a se interessar por cozinhar com uns nove anos. Ele fazia sanduíches e sucos. Já maior, eu o ensinei a mexer no fogão, e ele aprendeu a fazer café, fritar ovo… Quando falava para alguém o que ele sabia fazer, percebia que a pessoa me olhava desacreditando. Foi assim que tive a ideia de gravar os vídeos”,  esclarece a mãe dele.

No Brasil, cerca de 300 mil pessoas nascem com Down a cada ano. Trata-se de uma falha genética que ocorre quando o feto está sendo formado. Uma célula humana considerada normal possui 46 cromossomos, divididos em 23 pares. Por alguma razão desconhecida, pode ocorrer um erro no começo do desenvolvimento embrionário e é criado um cromossomo extra, que fica ligado ao par 21. O resultado é  célula com 47 cromossomos.

A síndrome não é considerada uma doença, mas existem algumas complicações que um Down pode apresentar com mais frequência que outra criança, como má formação cardíaca e do intestino, baixa imunidade, problemas de visão, de audição, respiratórios e odontológicos. Algumas características físicas são bem específicas, como os típicos olhos amendoados com uma caída de pálpebra mais acentuada, uma prega única na palma das mãos, língua que tende a ficar fora da boca (língua protusa) e hipotonia (flacidez muscular). A criança pode apresentar certo comprometimento intelectual, que não a impedirá de desenvolver-se como qualquer outra pessoa se receber muita estimulação e amor.

Gabriel é realmente um jovem especial. Ele nasceu de uma mãe destemida e amorosa, além de receber doses cavalares de afeto de sua irmã mais velha.

Adriana Santos: Como foi a sua primeira experiência no preparo dos brigadeiros?

Gabriel: Foi muito legal. Gostei muito de misturar e achar o ponto certo, gostei mais de enrolar e comer 😂

A princípio, você encontrou alguma dificuldade?

Sim. É difícil saber a hora certa de desligar o fogo 😩

Como começou a gravação dos vídeos nas redes sociais?

Minha mãe achou que seria legal gravar e mostrar tudo que eu sei fazer

Qual os brigadeiros que você mais gosta de preparar?

Paçoca e tradicional

Quais brigadeiros você recomenda como os mais saborosos?

Todos

Como você se sente em ser famoso, principalmente depois da sua apresentação no Programa da Eliana do SBT?

Eu fico muito feliz das pessoas gostarem do meu trabalho e é  muito legal ser reconhecido nos lugares, tirar foto com as pessoas. Estou vendendo mais brigadeiros e ganhando mais dinheiro pra comprar meu carro.

Qual o seu conselho para quem está começando?

Não pode ter preguiça e não pode desistir.

Veja só o vídeo que o doce Gabriel fez para o nosso blog. Parabéns, Gabriel. Nós estamos torcendo para que você consiga comprar o carro mais bonito da praça.

24 out 2017

Síndrome pânico afastou 20 mil pessoas do trabalho entre 2012 e 2017

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Foto: Getty Images

Por Maria Inês Vasconcelos – Advogada Trabalhista, especialista em direito do trabalho, professora universitária, escritora

O novo modelo empresarial do século 21 vem sendo baseado em trabalhadores saudáveis, que atuam em organizações sustentáveis. Já se fala em sustentabilidade empresarial no campo do trabalho.  Sustentável, neste aspecto, é a empresa que se preocupa com a qualidade do ambiente de trabalho, propiciando condições favoráveis à manutenção da saúde física e mental de seus empregados.

Contudo, algumas empresas brasileiras vêm andando na contramão. Segundo dados da Previdência Social, a síndrome do pânico afastou cerca de 20 mil pessoas do trabalho entre 2012 e 2017. O transtorno, geralmente desencadeado por estresse ou propensão genética, causa sintomas de ansiedade intensa, falta de ar e aceleração dos batimentos cardíacos. Atualmente, um dos principais fatores que influenciam o desenvolvimento da doença é um ambiente de trabalho permeado por cobranças intensas, exageradas e insuportáveis.

Por meio de formas de gestão obsoletas e indignas, e adotando uma visão completamente desfocada dos princípios que norteiam a relação de trabalho, as empresas atuais “coisificam” seus empregados e exploram a mão de obra além dos limites. Uma das piores e mais nefastas formas de exploração é a violência psicológica.

A violência psicológica se faz de diferentes e ilimitadas formas. Assim, tudo que possa abalar o psiquismo do empregado, causando ou agravando sua doença mental nesta categoria, se enquadra. Podemos exemplificar essa situação de violência psicológica com um “padrão gerencial” que vem literalmente “nocauteando” a mão de obra e trazendo enormes danos ao psiquismo do trabalhador.

Com uma cobrança intensa, as empresas exigem resultados impossíveis de seus trabalhadores, fazendo uso de técnicas levianas e imorais, que até podem culminar na ameaça do corte demissional. Essa pressão constante, para o atingimento de metas, leva o trabalhador à verdadeira “loucura”! Muitos sucumbem com menos de um ano, contraindo em geral, a síndrome do pânico e depressão.

Neste cenário, também se destaca a imposição de jornadas muito longas e ritmo “alucinante” de tarefas. Atualmente, além de fazer muitas horas extras, o trabalhador ainda é mantido “plugado” ao trabalho, fora de seu horário, por meio do uso de celulares e computadores. Ao longo dos anos se tornou popular o chamado “plantão”, que é vedado pela lei, pois entre um turno e outro de trabalho, há de se ter um intervalo de onze horas.

Certo é que o crescimento dos índices de adoecimento mental do trabalhador é um fato que não pode passar despercebido pelos empresários, trabalhadores e judiciário. Se o cenário da doença do trabalhador era antes dominado pela Lesão por esforço repetitivo (LER), hoje não mais o é.  A depressão e as doenças de ordem ansiosa, onde se inserem a Síndrome do Pânico, o estresse pós-traumático e o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), vem “roubando a cena”, não havendo dúvidas do acréscimo de patologias mentais.

Como afirmo anteriormente, o modelo empresarial do século 21 não retrata a realidade do cenário atual.   O índice de crescimento no adoecimento mental do trabalhador é um indício de que as coisas não vão bem, por isso é preciso que as empresas se conscientizem de que explorar a mão de obra de maneira abusiva, é um enorme “nonsense”, isso se levarmos em consideração o alto custo social da reparação destas doenças e os reflexos negativos que atingem até mesmo o seio familiar. Como registrou a advogada, Tallita Massuci Toledo, “o empregador não pode se furtar à sua responsabilidade social de manter condições de saúde e segurança a seus empregados”.

Acredito que se os empregadores não se conscientizarem de que são responsáveis não só pela qualidade da saúde física de seus trabalhadores, mas também da saúde psicológica dos mesmos, em breve a doença mental decorrente do trabalho, vai se tornar uma epidemia.

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