Posts de Adriana Santos
23 out 2017

SAÚDE E LITERATURA: Psicólogos lançam livro sobre redução dos riscos de desastres

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As catástrofes, sejam elas naturais ou provocadas pela ação do homem, sempre fizeram parte da história da humanidade.  Considerando a realidade de vulnerabilidade relacionada à ocorrência de desastres, em particular no Brasil, tornou-se evidente a necessidade de uma gestão integrada formada por profissionais multidisciplinares.

O livro O psicólogo na redução dos riscos de desastres: Teoria e prática, destinado a professores, estudantes, psicólogos e demais profissionais ligados à Proteção e Defesa Civil, oferece diferentes possibilidades de intervenção do psicólogo nas ações para prevenir e minimizar desastres, antes, durante e após eventos adversos, buscando integrar teoria e prática, criando novas oportunidades àqueles que estão expostos a cenários de desastres, ajudando-os a se preparar, responder e reduzir os impactos de uma catástrofe.

A obra reúne importantes artigos sobre a atuação do psicólogo na Redução dos Riscos de Desastres, foi organizada pelos pesquisadores Daniela da Cunha Lopes e Olavo Santanna Filho e já é considerada uma grande contribuição aos profissionais da área. O livro é dividido em três partes.

Parte 1 – Fundamentos teóricos da psicologia nas emergências e nos desastres
Capítulo 1 – A psicologia nas emergências, nos desastres e nos incidentes críticos
Capítulo 2 – Psicodinâmica decorrente de situações traumáticas e o transtorno do estresse pós-traumático (TEPT)
Capítulo 3 – Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil
Capítulo 4 – Profissionais de primeira resposta, de Defesa Civil, de resgate médico de urgência e demais profissionais da área da saúde que atuam em situações traumáticas.

Parte 2 – O fazer do psicólogo em cenários de emergências, desastres e incidentes críticos: da teoria à prática

Capítulo 5 – Suporte psicológico a bombeiros militares
Capítulo 6 – Psicologia na gestão integral do risco de desastres: o caso do terremoto em Caraíbas (MG)
Capítulo 7 – Gestão de riscos de desastres baseada na comunidade: contribuições da/para a psicologia
Capítulo 8 – Desastres aéreos e suas implicações na atenção integral
Capítulo 9 – Intervenções da psicologia na tragédia da boate Kiss
Capítulo 10 – O megadesastre de 2011: humanização e construção de ação centrada na pessoa
Capítulo 11 – A construção do cuidado psicossocial aos atingidos no desastre de Mariana (MG): um relato de experiência.

Parte 3 – O fazer do psicólogo em cenários de conflitos armados, epidemias e auxílios humanitários.

Capítulo 12 – Intervenção de psicólogos de organização não governamental em desastres e situações de auxílio humanitário

Capítulo 13 – Atenção psicológica em conflitos armados e desastres naturais: relatos de experiência em cenários internacionais.
Na última sexta (20/10), na Livraria do Psicólogo, estive com dois autores do livro “O psicólogo na redução dos riscos de desastres”. Eles deixaram vídeos exclusivos para o blog Saúde do Meio.
 

MARIANA

O maior desastre ambiental do Brasil foi abordado no capítulo 11, com o título: “A construção do cuidado psicossocial aos atingidos no desastre de Mariana (MG): um relato de experiência”.  A barragem do Fundão se rompeu no dia 5 de novembro de 2015, destruindo o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, e atingindo várias outras localidades. Os rejeitos também percorreram cerca de 40 cidades do Leste de Minas Gerais e do Espírito Santo. O desastre ambiental, considerado o maior e sem precedentes no país, deixou 19 mortos. Confira:

11 out 2017

Você conhece os benefícios da acupuntura, procedimento da medicina chinesa?

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Reconhecida como especialidade médica no Brasil desde 1995, a acupuntura vem sendo cada vez mais procurada por pacientes que desejam obter o alívio de diversos sintomas. Utilizada como tratamento complementar das mais variadas doenças – de insônia e depressão a infertilidade e lombalgia –, o método oferece o melhor da sabedoria milenar oriental aliada à segurança e à eficácia da medicina ocidental.

No livro Acupuntura e medicina integrativa – Sabedoria milenar, ciência e bem-estar, Dr. Mário Sérgio aborda, em linguagem clara e direta, os princípios que compõem a medicina tradicional chinesa, as evidências de que a acupuntura funciona, os vários tipos de tratamento, as principais indicações do agulhamento, os benefícios da técnica e as dúvidas mais comuns dos leigos. Além disso, mostra como a acupuntura está alinhada com uma nova visão de medicina, baseada na prevenção, na busca do equilíbrio do organismo, na qualidade de vida e no respeito ao paciente.

Confira a entrevista exclusiva que o Dr. Mário Sérgio concedeu ao Blog Saúde do Meio:

 

Adriana Santos: O que é e qual a origem da Acupuntura?

Mário Sérgio: A acupuntura é um procedimento de origem chinesa que visa tratar e prevenir doenças por meio da aplicação de agulhas, estimulando a homeostase, ou seja, a tendência natural do organismo de autorregular-se e reequilibrar- se para uma condição geral de harmonia física, mental, emocional e energética. Pioneiros na descoberta de que o agulhamento de distintas partes do corpo provoca reações e influencia várias funções orgânicas, os chineses desenvolveram explicações para isso conforme sua cultura, filosofia e conhecimento do organismo humano naquela época. Ao longo dos séculos, foram se estabelecendo parâmetros técnicos para que a estimulação por acupuntura fosse a mais eficiente possível, muitas vezes baseados em tentativa e erro, e criteriosa observação clínica e anotação e compilação criteriosa desses dados. Nos últimos 50 anos, com a integração da medicina ocidental à acupuntura e o melhor entendimento de seu funcionamento pelos critérios da ciência ocidental, a técnica foi aperfeiçoada e potencializada, e, agora, integrada ao arsenal médico ocidental, tem resultados cada vez mais expressivos.

O método é reconhecido no Brasil?

No Brasil, a acupuntura foi reconhecida como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em 1995 e, três anos mais tarde, pela Associação Médica Brasileira (AMB). Além disso, desde 1979, é indicada como “medicina complementar”, tendo sua eficácia como tratamento comprovada para mais de 40 doenças pela Organização Mundial de Saúde (OMS). E, mais recentemente, o órgão vem estimulando o uso da medicina tradicional/complementar nos sistemas de saúde de forma integrada às técnicas modernas da medicina ocidental.

A Acupuntura é usada apenas para distúrbios físicos?

Não. A Acupuntura é indicada na prevenção e no tratamento de diversas patologias e apresenta, segundo a visão da medicina ocidental, efeito analgésico, anti-inflamatório e relaxante muscular, além de melhorar a imunidade. Também tem efeito ansiolítico, antidepressivo leve e cicatrizante, entre outras ações, atuando nos mecanismos intrínsecos de autorregulação do organismo.

Como pode ajudar nos transtornos mentais, como a depressão e a Síndrome do Pânico?

A acupuntura pode ser aliada no tratamento de transtornos mentais como a depressão e a Síndrome do Pânico sempre como abordagem complementar às orientações e intervenções propostas pelo médico especialista na área em questão.

Quantas aplicações são necessárias para um bom resultado?

Normalmente consideramos uma média de dez a vinte sessões para reavaliar cada caso. Vale frisar que o ritmo da melhora com a acupuntura deve ser considerado tendo em conta a capacidade do organismo de processar e transformar os estímulos, além do tipo de patologia, que pode ter um prognóstico melhor ou pior. Além disso, por ser uma técnica que depende de um operador, a perícia e habilidade do médico acupunturista ao agulhar o conjunto de pontos mais adequados para aquela patologia são fundamentais para os melhores resultados.

A Acupuntura provoca algum tido de dor, enfeito colateral ou restrição?

A estimulação por acupuntura é muito bem tolerada. A sensação costuma ser de leve pressão e, em alguns casos, sente-se um rápido “choquinho”. A maioria dos pacientes, após algumas sessões, fica completamente relaxada e imersa no ambiente terapêutico da acupuntura, relatando sensações de calma e vitalidade. Alguns inclusive afirmam que a sensação é prazerosa e lhes traz relaxamento imediato.

Como em qualquer outro procedimento invasivo, certos riscos inevitavelmente estarão presentes. Entretanto, a acupuntura é uma técnica muito segura, desde que se cumpram os requisitos de segurança preconizados para essa classe de procedimentos. As técnicas de acupuntura são variáveis e envolvem uma gama de possibilidades de inserção de agulhas em locais, planos de profundidade e tecidos distintos.

Quando conduzida por um profissional experiente, com conhecimento técnico adequado, os riscos são baixíssimos, de pequenas consequências e facilmente administrados.

Existem situações e patologias para as quais a acupuntura não está indicada e sua utilização será perda de energia e tempo. Além disso, os profissionais competentes não utilizam a acupuntura para mascarar sintomas e retardar o diagnóstico correto de uma patologia que deveria estar sendo tratada, por exemplo, com antibióticos.

02 out 2017

Minas Trend 2017: “Amigas do Peito” alertam sobre a prevenção do câncer de mama

Arquivado em Cidade, Comportamento, saúde

Carmelita

“Se você quer vestir a roupa que ela veste, porque não fazer o exame que ela faz ?”

Instalação do fotógrafo Márcio Rodrigues estará no Minas Trend 2017; objetivo é alertar e fazer uma provocação às mulheres sobre a importância da mamografia para aumentar as chances de cura do câncer de mama.

“Se você quer usar o shampoo que ela usa, porque não fazer o exame que ela faz?”. “Se vc quer vestir a roupa que ela veste, porque não fazer o exame que ela faz ?”

Essa é a provocação da instalação “Minhas amigas do Peito”, criada pelo fotógrafo Márcio Rodrigues em homenagem ao Outubro Rosa e que poderá ser vista no Minas Trend 2017. A instalação é formada por fotografias de modelos famosas, que posavam para o fotógrafo sempre que terminavam o trabalho do dia. Enquanto esperava o táxi que iria levá-la ao aeroporto, Márcio montava uma luz e fazia um retrato para postar no Instagram. Com o tempo, todas que chegavam para o job do dia, passaram a pedir para serem fotografadas para o “After Job”, nome do projeto que originou a instalação.

Inspirado no trabalho do também fotógrafo Bob Wolfenson, que na década de oitenta tinha um projeto chamado “Amigas do Peito”, Márcio começou a fotografar as modelos de seios de fora como contribuição à campanha Outubro Rosa, de Prevenção ao Câncer de Mama. Há dois anos passou a postá-las no Instagram, com uma tarja rosa cobrindo os mamilos e um texto de alerta sobre a importância da mamografia para o sucesso na cura dessa doença, que acomete mulheres de todo o mundo.

Com esse projeto, Márcio pretende chamar a atenção para o fato das mulheres serem “modelos” de tantos produtos. “ Se há tantas pessoas que se espelham nelas para o consumo de bens, por que não se espelhar nelas e passar a fazer a mamografia na faixa etária adequada? questiona ele. O grande mérito das imagens é retratar a confiança das modelos, todas importantes no mercado de moda brasileiro e internacional, que se expuseram confiantes em participar de um projeto social e de promoção da saúde. Muitas delas nunca haviam posado de seios à mostra.

O fotógrafo Márcio Rodrigues recebeu o apoio do ex-secretário estadual de Saúde e atual membro da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Antônio Jorge, que fez um apelo à organização do Minas Trend para que a instalação fizesse parte da programação oficial do evento, no que foi prontamente atendido. Junto a ela, cartilhas explicativas serão distribuídas durante o credenciamento dos participantes para que a informação correta, aliada à ação, consiga fazer com que as mulheres cuidem ainda mais da própria saúde. Prevenção nunca sai de moda!

OUTUBRO ROSA

Em sua décima edição, a campanha nacional Outubro Rosa visa conscientizar a sociedade sobre o enfrentamento do câncer de mama. Durante o mês, várias campanhas de prevenção são realizadas em todo país e vários prédios púbicos são iluminados com a cor rosa.

O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação de células anormais da mama, que formam um tumor. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa é de 60 mil novos casos por ano em mulheres cada vez mais jovens. Quanto mais cedo, porém, o diagnóstico, mais chances de cura. A entidade informa que, quando descoberto no início, há 95% de probabilidade de recuperação total.

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