Categoria "Alimentação e Nutrição"
15 nov 2016

Somos os únicos animais a ingerir leite de outra espécie

medalha

Sou há quase 3 anos sou vegetariana restrita (como ovos, queijo e alguns derivados). Foi uma decisão importante que contribuiu para o meu crescimento pessoal e espiritual. Na verdade, seria vegetariana desde criança, mas na época meus pais me convenceram de que a carne era a única fonte de proteína- o que não é verdade.

A minha intenção é reduzir o consumo de queijo, mas confesso que sou uma mineira devoradora das delícias da culinária regional, em especial do pão de queijo e o queijo tipo Canastra. Com relação aos ovos, dou preferência aos caipiras. Qual o motivo? Pelo menos as galinhas são criadas soltas no quintal. Sim… Sou uma defensora dos animais e amo os vegetais. Se pudesse me alimentaria de luz. Sou louca? Sim… pelos animais.

Mas voltando o assunto: QUEIJO. Amo de paixão, apesar de saber que a iguaria não é tão inofensiva como gostaria que fosse. Pedi um SOS para Mônica Vitorino, nutricionista vegetariana, para acelerar meu processo de desmame do queijo e derivados. Confira:

queijoPense e me responda: De onde vem o cálcio da vaca?

Por Mônica Vitorino

“Precisamos de bom senso sobre a mesa, escolhendo bem aquilo que vamos nos alimentar. Critério, ética, senso crítico e ambiental não podem faltar no cardápio. Somos os únicos animais a ingerir leite de outra espécie. O ato nos parece normal e rotineiro, mas  na verdade tem trazido grandes estragos ao organismo.

O leite branquinho e nutritivo vendido na embalagem com a vaquinha sorridente e feliz está em nossa memória, pois desde a infância é oferecido como um ótimo alimento. É associado inclusive a imagem materna  — LEITE = CARINHO MATERNAL— e por isto muitas vezes libertar desta bebida, que veremos adiante, é difícil. É uma quebra de paradigma alimentar.

Somos educados acreditando que o leite branquinho é fonte super importante de cálcio. Sim, o leite possui e bastante. Contudo o cálcio do leite de animais não humanos é de péssima biodisponibilidade, ou seja, é pouco absorvido pelo nosso organismo. Uma média de 32% de absorção e o restante é depositado nas artérias ao longo do corpo.

Os males ligados a ingestão desta secreção animal são vários, mas o maior problema é que seus efeitos são conhecidos apenas a médio ou longo tempo, como a osteoporose, que inicia o seu desenvolvimento na infância e se apresenta na fase adulta pelo fato de acreditarmos que a ingestão de leite é um facilitador da boa estrutura óssea das crianças.

Portanto, se quisermos manter a saúde, alguns tabus e paradigmas alimentares necessitam cair por terra. Como, por exemplo, a  crença  de que a proteína do leite é saudável. Muito pelo contrário,  causa em qualquer pessoa, problemas como; alergia alimentar, e com o passar do tempo, bronquite, rinite, asma e outras auto-imunes como a diabetes tipo 1, infantil, através do que chamamos de mimetismo molecular, o que acaba por destruir as células do pâncreas devido o uso da proteína do leite.

No período da gravidez, como todos  sabemos, os níveis de progesterona em uma mulher aumentam . Não há vida sem progesterona e o mesmo acontece na vaca. Mas o hormônio da vaca é a estrona e em níveis muitos elevados devido ao fato da vaca leiteira estar constantemente sendo fertilizada. A estrona  está relacionada com câncer no ser humano, principalmente o câncer de mama na mulher.

O leite o os produtos derivados do leite são os maiores contribuintes para a indústria bilionária das doenças. Soma-se aos fatos acima que ele traz resquícios de vacinas, antibióticos, pesticidas, substâncias radioativas, hormônios, metais pesados, outros medicamentos e bactérias perigosas.

O uso do leite  causa alergias, gases, prisão de ventre, obesidade, câncer, doenças cardíacas, doenças infecciosas e osteoporose. Infelizmente, as doenças aparecem com o consumo do leite, principalmente do queijo – que nada mais é do que a precipitação destas proteínas chamadas caseínas.

Esta substância provoca o mesmo efeito do que as substâncias conhecidas como opiáceos. Quando o leite é transformado em queijo essas substâncias ficam mais concentradas  e as pessoas  se viciam no sentimento de satisfação e felicidade  após comer o queijo. Qualquer queijo é assim, provoca esta dependência química.

A casomorfina, derivada do uso da caseína, afeta zonas do cérebro compostas por vias dopaminérgicas, serotoninérgicas e gabanérgicas, que relacionam-se  aos comportamentos emocional, motivacional, a adaptação social, alucinação e delírio. Isto explica o vício e a adoração das pessoas pelo inocente queijo.

Algumas pessoas orgulhosamente e sem saber de que fato são, se declaram viciadas em queijo. Expressões como “não vivo sem o meu queijinho” são comuns… e infelizmente verdadeiras. E assim, quanto mais  se come o queijo, mais vontade você terá de comer queijo.  A introdução de queijos e soro de leite em produtos  industrializados é cada vez maior.  Observe os rótulos dos produtos que você consome!

A correta relação nutricional de nutrientes e a sua biodisponibilidade pelo organismo  pode ser perfeitamente obtida através da combinação de outros alimentos. Inclusive se desejar, você pode consumir somente alimentos do reino vegetal. Se você quer se livrar deste veneno que é o leite, comece já, agora! Sua saúde agradece!”

03 jun 2016

Saiba mais sobre vegetarianismo na gravidez

Por: Mônica Vitorino
Email: nutricionistamonicavitorino@gmail.com
vida.nutri – alimentação vegetariana –  Rua do Ouro 548 – 3° andar – Belo Horizonte

IMG-20160406-WA0056Atualmente o numero de pessoas que deixa de se alimentar de carnes aumenta a cada dia. E não se restringe somente as carnes vermelhas. Carnes brancas, ovos, leite e seus derivados também estão no rol daqueles alimentos que estão a cada dia mais sendo substituídos. Nada é tão simples e tão difícil como a prática do vegetarianismo, inclusive na gestação.

Infelizmente, a futura mamãe vegetariana é muito criticada e questionada por sua atitude e o pior que soma-se a estas criticas, a chantagem emocional dos leigos. Conselhos de amigos, parentes e até desconhecidos chegam a cada instante com uma grande carga de desinformação…

E como se fosse pouco conviver com tantas críticas negativas, a pouca sabedoria se estende aos profissionais da área de saúde, pois a maioria possui poucas informações e a futura mamãe entra em profundo conflito.

Está certo que muitas dúvidas persistem, na grande maioria das pessoas, sobre a eficácia da alimentação vegetariana durante a gravidez, mas estas incertezas não devem existir nos profissionais da área de saúde. A dieta vegetariana é absolutamente segura e saudável para gestantes e para os bebes. Inclusive a alimentação vegetariana estrita está ligada a inúmeros benéficos para a saúde.

Vit B12, ácido fólico, ferro devem ser suplementados em grávidas vegetarianas ou não. O motivo destas suplementações é de origem metabólica e não devido a opção alimentar. Cálcio e outros nutrientes importantes serão solicitados de acordo com a avaliação dos dados laboratoriais e a suplementação ocorrerá ou não para vegetarianos e não vegetarianos. Novamente não é a opção alimentar que condiciona a suplementação e sim o estado de saúde da pessoa.

As futuras mamães vegetarianas devem sempre variar o cardápio diário e lembrar que não é o famoso comer para dois que funciona. Na verdade o acréscimo calórico é mínimo. A segurança da dieta vegetariana ou não vegetariana, se faz através do aporte calórico correto e das escolhas alimentares sadias com os nutrientes necessários. Incluir sempre alimentos ricos em zinco, cálcio, ferro, ômega 3 é essencial, além da exposição solar diária.

Montar os seus pratos coloridos todos os dias, decisivamente é a melhor escolha para uma dieta bem planejada e equilibrada. Portanto, a futura mamãe deve contar com o auxílio do nutricionista e do médico, independentemente de sua escolha alimentar.

Antes de marcar a consulta, verifique se o profissional sabe trabalhar com a dieta vegetariana e se ele respeita a sua escolha. Lembre-se que nenhum profissional precisa ter as mesmas convicções ideológicas que você.

Colocar o vegetarianismo na prática da vida é possível, ético e saudável. Basta assistir aos documentários na TV e ler as revistas que tratam com seriedade o tema SAÚDE.
Aqui a minhas homenagens as futuras mamães vegetarianas e aos destemidos profissionais que atuam nesta área pois possuem a alegria de ser o que a consciência silenciosa e insistentemente solicita. Brilham pela alegria de em paz com a lei universal da não violência e brilham por estarem convictos de estar contribuindo para um mundo melhor!

18 maio 2016

Afinal, porque adoecemos?

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Por: Mônica Vitorino
Email: nutricionistamonicavitorino@gmail.com
vida.nutri – alimentação vegetariana –  Rua do Ouro 548 – 3° andar – Belo Horizonte

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Devemos sempre ter em mente que a doença não se manifesta e muito menos permanece em um corpo ecologicamente sadio.

Quando aperfeiçoamos a nossa fisiologia e permitimos que todas as funções do corpo trabalhem harmoniosamente desencadeamos o processo de auto cura. Assim estaremos agindo em favor da nossa idade biológica que é a idade do desgaste do nosso corpo e que é diferente da idade da nossa certidão de nascimento, chamada de cronológica.

O que mantém a nossa idade biológica em alta são hábitos de vida e conduta de pensamentos. Se ingerirmos alimentos que não deveríamos ingerir como os industrializados, as carnes e seus derivados, laticínios, álcool, frituras, ou seja, se deixarmos de nos alimentar de uma forma natural e alcalina, mantemos o corpo e mente em constante stress. Isto somado a poluição ambiental a que involuntariamente nos submetemos por certo estaremos caminhando para o envelhecimento fisiológico.

Geralmente, a pessoa que está focada no seu presente e tem aspiração para o seu futuro não envelhece facilmente e não polui a sua mente. Existe no coração um “cérebro” formado por 400.000 ou mais neurônios cuja intensidade elétrica é muito maior que a intensidade elétrica cerebral. A energia magnética do coração batendo é distribuída por todo o corpo trazendo vida, força e vigor.

Vamos, então, usar da nossa sabedoria focando em nossa idade biológica, consumindo alimentos aprovados pela mãe natureza( sem morte e sem sacrifício animal), agradecendo pela vida, buscando o auto conhecimento pedindo perdão quando a voz interior solicitar.

Tomar água, banhos de sol, andar descalço pela natureza. Fechar os olhos e procurar ouvir as batidas do coração, tendo nos momentos difíceis da vida uma boa oportunidade de desenvolver a habilidade de fazer a CONEXÃO do cérebro ao coração.

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