Categoria "Animais"
12 fev 2016

Aedes aegypti transmite doença que pode causar embolia pulmonar e morte em cães

Arquivado em Animais, Dengue

aedes cães

Créditos: Ultimo Segundo via Correio Braziliense

Foto: Marvin Recinos/ AFP)

Apesar do senso comum, os alvos do mosquito Aedes aegypti não são apenas as pessoas, mas também seres felpudos e de quatro patas. A dirofilariose canina é uma doença que tem entre seus vetores o mosquito transmissor da dengue, do zika vírus e do chikungunya. E a consequência é uma embolia pulmonar que pode levar à morte.

O veterinário André Luís Soares da Fonseca, professor na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), explica que “o Aedes aegypti prefere sangue humano, mas também ataca cães” – momento em que o parasita dilofilaria immitis entra no corpo do animal e passa a se desenvolver em seu coração, podendo atingir até 20 centímetros de comprimento.

“É um verme que fica em forma de novelo. O animal infectado chega a abrigar no coração dez larvas ou até mais”, alerta Rodrigo Monteiro, professor do curso de Medicina Veterinária na Universidade Anhanguera. “O parasita se alimenta dos componentes do sangue, nutrientes e proteínas do animal.”

A partir do momento em que o Aedes aegypti contaminado com a dirofilária pica o cão, o verme é transmitido para o animal, caindo na corrente sanguínea e indo direto ao coração, onde instantaneamente começa a causar danos.

Inicialmente de uma dimensão minúscula, capaz de passar pela tromba do mosquito, o verme se desenvolve rapidamente e, em três anos, chega a seu auge, com 20 centímetros, momento em que passa a causar maior estrago ao organismo. Cansaço, dificuldade para se exercitar, tosse e edema pulmonar são alguns dos sintomas.

O tratamento, diz Monteiro, é de alto risco, já que o medicamento atualmente disponível mata o verme, mas, por se hospedar nas artérias do coração e até do pulmão, se fragmenta e pode entupir algum capilar do órgão respiratório, causando a embolia pulmonar e levando à morte. Sem ele, no entanto, o animal está fadado a morrer, pois o verme continua a crescer e se desenvolver dentro do coração.

“Mas os animais dificilmente morrem por infarto, porque o coração canino consegue se irrigar de forma mais eficaz do que o humano quando alguma artéria está obstruída”, ressalta o especialista. “Só que a embolia é ainda mais grave do que o infarto.”

Apesar de o primeiro vetor da doença ser o mosquito culex, um pernilongo comum, a alta densidade do Aedes no País aumenta o risco de transmissão pela espécie.

Proteger o cão é a melhor maneira de evitar a doença

Monteiro explica que há um medicamento vermífugo que pode ser oferecido mensalmente aos cães que vivem em áreas endêmicas da dirofilariose, mas que ele só vale como método preventivo, quando a infecção pela larva ainda é recente.

“Se o cão for picado pelo mosquito infectado, assim que essa larva cair no sangue, automaticamente ele vai morrer”, conta Ribeiro. Ele enfatiza que o medicamento, receitado por médicos-veterinários, é seguro e que há cães tomando-o mensalmente há mais de dez anos, sem registro de efeitos colaterais.

Outra forma de prevenir, segundo Fonseca, da UFMS, é passar um inseticida canino nos pelos dos cães, cuja eficácia contra o Aedes aegypti é de 98%, com durabilidade da proteção de 30 dias.

A incidência da dirofilariose canina varia de região a região. O litoral norte de São Paulo, o interior do Estado e o Nordeste do País, por exemplo, são algumas áreas com maior número de casos em território nacional.

03 fev 2016

Cientistas chineses criam macacos autistas em pesquisa cruel

Macacos-autistas

Anti-vivisseccionistas criticaram a “cruel” e “falha” criação dos primeiros macacos autistas do mundo. Cientistas na China modificaram geneticamente oito macacos para carregarem um gene ligado ao autismo em humanos. As informações são do The Huffington Post UK.

De acordo com a revista de ciência Nature, os pesquisadores disseram que os animais começaram a mostrar sinais da doença, incluindo correr “obsessivamente em círculos”, ignorar seus colegas e grunhir ansiosamente quando encarados.

Até agora, as investigações sobre o autismo têm explorado predominantemente camundongos e ratos.

O principal cientista, Dr. Qiu Zilong, do Instituto de Neurociências da Academia Chinesa de Ciências, disse em uma coletiva de imprensa: “O modelo do rato não é próximo o suficiente. Não há escolha. Temos que ir para uma espécie de primatas não-humanos.”

Mas o estudo tem sido criticado pelo grupo de campanha anti-vivissecção, Cruelty Free International, que disse que não só a pesquisa tem probabilidade de falhar, mas também provoca um enorme sofrimento para os macacos.

“O autismo é uma desordem complexa e as causas genéticas estão longes de ser claras”, afirmou Dr Katy Taylor, diretora de ciência da Cruelty Free International

“As tentativas de explorar macacos para modelar doenças humanas são, ao nosso ver, falhas e improváveis de ter sucesso”, disse.

“Enquanto você pode ser capaz de alterar um ou dois genes, você não pode superar as enormes diferenças entre nós e outros primatas não humanos em outras áreas, incluindo a expressão do gene. Também é cruel; vários macacos neste recente trabalho ficaram muito doentes e foram mortos”, explica Taylor.

“Em vez de desenvolver técnicas que possam levar a um aumento na exploração de macacos em pesquisas, os cientistas deviam concentrar seus esforços no desenvolvimento de abordagens mais relevantes para humanos.”

A equipe de pesquisadores deu o gene MECP2 – pensado a ser ligado ao autismo em humanos – para dezenas de óvulos de macacos, que foram fertilizados in vitro.

Os animais nasceram de fêmeas fertilizadas e foram estudados à medida que eles cresciam.

Fonte: ANDA

22 jan 2016

Fotógrafo vegano questiona abate humanitário de animais para consumo humano

Arquivado em Animais, Direito Animal

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Fotógrafo vegano Hugo Fagundes questiona o abate humanitário de animais para o consumo humano em projeto de conclusão do curso de Design. A série fotográfica –  Inversão Oculta foi realizada em um antigo matadouro abandonado localizado em Limeira, cidade no interior de SP, cerca de 70 km de Campinas. O objetivo é mostrar o sofrimento e a exploração animal presentes em um abate.

O  Abate humanitário pode ser definido como o conjunto de procedimentos técnicos e científicos que garantem o bem-estar dos animais desde o embarque na propriedade rural até a operação de sangria no matadouro-frigorífico. O abate de animais deve ser realizado sem sofrimentos desnecessários, e as condições humanitárias devem prevalecer em todos os momentos precedentes ao abate. No entanto, para Hugo, a carne que comemos é proveniente de um animal que foi explorado e morto.

Uma das fotografias traz a mensagem: “Não existe abate humanitário quando o próximo a morrer é você“. No rodapé das imagens, Hugo também informa que foram gastos 300 dias de estudo para produção do material, e que durante esse tempo o equivalente a 4.717.440.000 animais tinham sido mortos para consumo no Brasil. Os dados são do Portal vegano Vista-se.

Foram elaborados 4 cartazes que, além das imagens, trazem frases para fazer pensar no tratamento que damos às outras espécies. Uma página no Facebook foi criada para divulgar o ensaio.

Conversei, por e-mail com o fotógrafo.

Adriana Santos: Você é vegano?

Hugo: Me tornei Ovo Lacto Vegetariano no ano de 2007, desde então venho me adaptando ao veganismo. Somente a partir de 2013 eu decidi não consumir qualquer produto de origem animal. Portanto, sim, hoje em dia eu me considero vegano.

Adriana Santos: Como surgiu a ideia do projeto?

Hugo: Desde que me tornei vegetariano venho passando por diversas provações em minha vida. Uma delas é sobre o consumo desenfreado estimulado pela mídia. Através dessas reflexões, iniciei o curso de Design Gráfico e consegui entender o contexto das comunicações presentes hoje em dia. Como sou fotografo há alguns anos, utilizei todos o conhecimento para divulgar a ideia do veganismo. O movimento envolve muito mais coisas do que o simples ato de não comer carne. O veganismo foi o ponta pé para a criação. Os veganos lutam há muitos anos pelos direitos dos animais.

Adriana Santos: Quem são os modelos das fotos?

Hugo: Os modelos (Matheus, André, Juliana, Lola e Sara) são amigos que acompanharam toda a construção do trabalho e me ajudaram a concluí-lo. São todos veganos, também cansados de tanta exploração. Eles tentam mudar essa realidade.

Adriana Santos: Você recebeu apoio da universidade?

Hugo: Recebi. Professores e coordenadores da FAAL (Faculdade de Administração e Artes de Limeira) me ajudaram com a construção do trabalho.

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