Categoria "Cidade"
02 abr 2018

Santa Casa promove curso sobre o processo da morte no ambiente hospitalar

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No contexto hospitalar, a dualidade vida-morte pode ser percebida como uma constante sensação que pode gerar aos profissionais de saúde um encontro com o desamparo psicológico, ou seja, com a própria impotência frente ao desconhecido, esperado. Diante desse contexto, a Pós-graduação Lato Sensu do Instituto de Ensino e Pesquisa Santa Casa BH (IEP SCBH) promove, durante quatro encontros, o curso “Luto e Terminalidade: processo de morte e morrer no contexto hospitalar”.

Por meio de bases teóricas da Psicologia e da Psicanálise, o curso abordará a tentativa da psique em simbolizar a morte, discutir o luto, suas fases e repercussões biopsicossociais na vida do sujeito e da equipe de saúde. Também vai, a partir de vivências psicológicas, possibilitar a aproximação do aluno e equipe com o seu próprio significado de morte.

O curso será ministrado pelo psicólogo Ãngelo Gustavo Venâncio de Lima, especialista em Psicologia Hospitalar pela Santa Casa BH, coordenador dos programas de Pós-graduação do IEP SCBH e cursos de Tanatopraxia, entre outros cursos de Extensão.

Serão quatro encontros, sempre às 18h, nos dias 8, 15, 22 e 29 de maio, na Sala Ouro do IEP SCBH, na Rua Domingos Vieira, 590, Santa Efigênia – BH. Mais informações pelos telefones (31) 3238-8974 | 3238-8102.

Investimento e inscrições

O valor do investimento varia de acordo com o perfil do interessado: estudantes e profissionais da Santa Casa BH: R$ 110. Para demais interessados, taxa única de R$ 220.

26 mar 2018

Livro aborda a presença consciente e inconsciente dos animais

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Os animais nos encantam por vários motivos, conscientes ou inconscientes. Motivadas pela observação de sua importância no cotidiano e na prática clínica como analistas, as autoras do livro “OS ANIMAIS E A PSIQUE abordam na publicação um rico simbolismo ligado ao asno, ao camelo, ao gato, ao golfinho, ao morcego, à raposa e ao rato. Características biológicas, detalhes sobre o habitat e dados atuais acerca desses animais dividem espaço com lendas, mitos e fatos históricos de diversos lugares do mundo – da Amazônia brasileira à Romênia, passando pelo Japão e por muitas regiões longínquas. Este livro – segundo volume de uma obra produzida ao longo de anos de pesquisa – é mais uma contribuição aos inúmeros esforços desenvolvidos por grupos que lutam pelo respeito e pela preservação de nossos companheiros animais. Nesse sentido, o leitor passa a ser conosco mais um elo dessa corrente em prol da harmonia e da saúde da vida no planeta.

Adriana Santos:  Qual é o objetivo central do livro?

Autoras (Denise Gimenez Ramos, Maria do Carmo De Biase, Maria Helena Monteiro Balthazar, Neuza Maria Lopes Sauaia, Roseli Ribeiro Sayegh, Stella Maria T. Cerquinho Malta): O objetivo central deste livro é conhecer e explorar o simbolismo animal nas mais diferentes culturas e épocas, mostrando a relação íntima e plena de significados entre a vida humana e a vida animal. Além disso, se propõe a relacionar este simbolismo à psique, uma vez que os símbolos são essenciais para sua estruturação. Neste sentido o contato com a riqueza do simbolismo animal traz a possibilidade do homem conhecer e se relacionar com sua instintividade, promovendo um equilíbrio e uma integração entre a esfera intelectual e os instintos, fundamentais para o desenvolvimento da personalidade.

Quais foram os critérios para a escolha dos animais analisados?

Nossa opção foi pesquisar os mamíferos, dada a sua proximidade com o ser humano na escala evolutiva. A escolha de cada um dos animais dependeu do interesse das autoras, sem o uso de um critério de maior ou menor importância ou popularidade dos animais eleitos. Independentemente do animal escolhido, o método utilizado para estudar seu simbolismo pode perfeitamente ser aplicado ao estudo de qualquer outro animal, dada a impossibilidade real de elencar todos os animais existentes no universo, para tal proposta de trabalho.

Qual a relação simbólica dos animais apresentados com o comportamento humano?

Simbolicamente a energia dos animais manifesta-se como diferentes forças no homem. Cada ser humano contém em si todos os animais: dentro de nós está o gato, o rato, o camelo, o golfinho … cada um exemplificando parte de várias convenções comportamentais, que podem ser encontradas nas expressões populares como “esperto como uma raposa”, “teimoso como um asno” ou “trabalhar como um camelo”.  Cada uma dessas e de outras expressões tão comuns na fala popular, retrata uma característica do animal, que corresponde a um sentimento ou a uma qualidade humana.

Qual o marco teórico do livro?

Embora o livro tenha sido escrito tendo como base teórica a Psicologia Analítica de Jung, ele é muito mais amplo já que apresenta os dados de uma enorme pesquisa qualitativa sobre os animais estudados. Para cada um dos animais são apresentados, além dos dados biológicos e etológicos já citados, uma enorme quantidade e diversidade de mitos, contos, lendas e folclore do mundo todo. Do Ocidente ao Oriente, do Norte ao Sul, da Antiguidade até os nossos dias. Nada foi desprezado, nele estão descritas histórias folclóricas da pequena ilha de Samoa, da Europa, do Antigo Egito, das tribos nativas americanas de norte a sul e em especial as brasileiras. Isto o torna um livro totalmente diferenciado, realmente uma referência.

Porque os animais estão tão presentes nas manifestações culturais e folclóricas?

Os animais, presentes na vida de todo ser humano, mesmo que não direta e objetivamente, representam uma instância importante da psique humana – a vida instintiva – tanto no plano pessoal quanto no plano coletivo. Desta forma trazem a possibilidade do homem relacionar-se, através desses símbolos, com seus aspectos instintivos, tão vitais na experiência e na vida humana. Por essa razão são frequentemente encontrados nas produções culturais dos mais variados povos, assim como nos sonhos, fantasias, na arte e em tantas outras expressões do inconsciente.

Que tipo de influência recebemos do mundo animal?

Não nos esqueçamos que pertencemos a ele e que evolutivamente estamos associados à classe dos mamíferos. Vivemos e evoluímos conjuntamente a milhares de anos. Esta interação vem sendo modificada durante toda a história da evolução em nosso planeta. Certamente mecanismos de defesa, de sobrevivência e reações instintivas da mais variada amplitude estão entre as maiores influências que recebemos. Estamos passando atualmente por mais uma transformação na relação homem/animal, a maioria de nós deixou de compartilhar o mesmo ambiente selvagem ou campestre para vivermos nos centros urbanos, mas não conseguimos nos separar deles e os trazemos para dentro de nossas casas… de nossas vidas…

Os animais analisados, qual é o mais surpreendente? Qual o motivo?

Vários deles nos revelaram aspectos surpreendentes e por vezes desconhecidos, assim como atributos presentes com muita força e relevância em seus simbolismos. Como exemplo podemos citar a dimensão da capacidade de resistência do camelo, a qualidade de guia e salvador do golfinho, a importância do morcego por eliminar insetos nocivos e seu aspecto polinizador/fertilizador, sua imagem sendo usada por muitos povos como amuletos provedores de sorte e proteção, a gratidão da raposa, a visão do rato como animal benéfico em algumas culturas, simbolizando prudência e retidão, e sendo adorado num templo na Índia e o gato preto tendo um caráter positivo nas culturas orientais.

O que é um animal de poder e qual a relação com nosso inconsciente?

O poder de um animal é conferido pela projeção de poder que o ser humano e/ou sua sociedade faz sobre ele. Esta projeção se dá de acordo com as características biológicas, etológicas ou simbólicas que damos a cada um deles. Animais fisicamente grandes e pesados, como o elefante, evocam projeções referentes principalmente a solidez, estabilidade, suporte, segurança, força e proteção. Já sobre a raposa é projetado o poder de ser esperta e astuta, não por suas características físicas, mas etológicas de conseguir sobreviver devido a sua capacidade de aguardar a melhor hora para atacar e criar estratégias para não ser pega. Estes poderes projetados sobre cada animal também estão presentes em nosso inconsciente, quando conscientes e desenvolvidos podem ser utilizados como qualidades protetoras frente a situações ameaçadoras por exemplo.

Qual a principal mensagem do livro?

A principal mensagem deste livro diz respeito à importância dos animais e do significado simbólico das caraterísticas de cada um deles para o homem, no que concerne à compreensão mais profunda da vida psíquica. Entendemos que tal compreensão promoveria uma ampliação do conhecimento de si mesmo e uma maior integração e equilíbrio no desenvolvimento da personalidade. Esta condição possibilitaria ainda ao indivíduo a consciência da importância da vida animal e da preservação da natureza para a viabilidade da vida no planeta.

13 mar 2018

Cartilha orienta médicos a agir em situações de emergência durante voos

Arquivado em Cidade, Comportamento

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Por: Sabrina Craide – Repórter da Agência Brasil

Quando uma pessoa passa mal em um voo, a tripulação pergunta aos passageiros se existe algum médico a bordo. É obrigação ética do médico se apresentar para ajudar no atendimento do passageiro. Para dar essas orientações aos médicos, o Conselho Federal de Medicina (CFM) lança hoje (12) a cartilha Medicina aeroespacial: orientações gerais para médicos a bordo.

A publicação será disponibilizada para pacientes, médicos e companhias de aviação e traz informações sobre como agir nessas situações, especialmente pelo fato de estarem em um ambiente estranho, onde as condições de temperatura e pressão são diferentes e o espaço físico é limitado. Mesmo que os tripulantes recebam treinamento para situações de emergência, a ajuda de passageiro médico a bordo pode ser solicitada em casos mais graves.

O coordenador da Câmara Técnica de Medicina Aeroespacial do CFM, Emmanuel Fortes, diz que os temas relacionados à altitude e à adaptação do corpo a essas condições não são tratados com profundidade nas faculdades de medicina. “Hoje as estatísticas mostram que quase 3 bilhões utilizam o transporte aéreo anualmente. Metade da população está voando, então temos que ter cuidado mesmo”, diz Fortes.

Entre os problemas de saúde mais frequentes em voos estão desmaios, sintomas respiratórios e cardíacos, convulsões, náuseas, vômitos e reações alérgicas. Segundo a CFM, as ocorrências médicas a bordo são decorrentes de estresses fisiológicos relacionados à altitude, e podem agravar-se com doenças preexistentes dos passageiros.

A legislação brasileira obriga as empresas aéreas a disponibilizarem, em aviões comercias, o chamado Conjunto Médico de Emergência, que contém medicamentos como analgésicos, antialérgicos, além de adrenalina, seringas, agulhas e equipamentos como desfibrilador e estetoscópio.

Edição: Graça Adjuto

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