Categoria "Cidade"
20 jan 2016

Caso Varginha comemora 20 anos hoje, mas Exército ainda nega as evidências

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Reprodução/Youtube

Por: Revista UFO

Caso Varginha, principal caso da Ufologia Brasileira e sem dúvida um dos mais importantes da Ufologia Mundial, completa 20 anos neste 20 de janeiro de 2016. São nada menos que duas décadas de pesquisa, revelações espantosas, descobertas impressionantes, muita polêmica e inúmeras versões oficiais desencontradas, além das sempre presentes negativas oficiais. Em 1996, quando se tornou evidente que algo de proporções monumentais acontecia no sul do estado de Minas Gerais, alguns dos principais ufólogos do país para lá se dirigiram, em um esforço para descobrir toda a verdade a respeito.

O descobridor do caso foi o advogado e então ainda pesquisador Ubirajara Rodrigues, morador de Varginha e que decidiu investigar os rumores de que uma estranha criatura havia sido avistada. Ele então entrou em contato com as primeiras testemunhas do caso, as jovens Kátia Andrade Xavier, Liliane Fátima da Silva e Valquíria Aparecida da Silva, que na tarde daquele dia 20 tiveram um estarrecedor encontro com um ser diferente de tudo que já haviam visto. De forma chocante, em 2009 Rodrigues renegou suas descobertas em uma bombástica entrevista, publicada nas edições 153 e 154 da Revista UFO. Contudo, de forma alguma o afastamento de seu primeiro pesquisador representou o fim do Caso Varginha.

Outro pesquisador, que havia se unido à numerosa equipe que realizou uma profunda investigação naqueles meses inesquecíveis, foi Marco Antonio Petit. Coeditor da Revista UFO, ele denunciou já em 2005, em artigo para a edição especial 34, Reabrindo o Caso Varginha, da Revista UFO, a existência de um Inquérito Policial Militar destinado a identificar e silenciar as testemunhas militares do incidente, e que viria inclusive a convocar os então principais pesquisadores do caso, Rodrigues e Vitório Pacaccini, para que apresentassem aos militares sua versão dos acontecimentos. Petit somente fez essas estarrecedoras revelações quando ficou patente que a investigação não avançava, e o descobridor do Caso Varginha parecia ter perdido o interesse no mesmo.

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Marco Petit

COBRANDO EXPLICAÇÕES DO EXÉRCITO

Ao longo de tanto tempo de investigação, Marco Petit sempre afirmou que parte das estarrecedoras descobertas que fez ainda não poderia ser revelada, por uma série de razões. Contudo, há pouco tempo esses motivos deixaram de se aplicar, e então o coeditor da Revista UFO anunciou que faria essas revelações. E o fez, em um dos maiores sucessos da Coleção Biblioteca UFO, seu mais novo livro, Varginha: Toda a Verdade Revelada. Conforme o próprio Petit explica: “No início de 1996, algo muito especial aconteceu no sul de Minas Gerais. Inúmeros testemunhos revelam a queda de uma nave alienígena e o recolhimento de sua tripulação ainda viva por forças militares. Depois do início de uma manobra de acobertamento dos fatos por essas mesmas forças, sob o comando do Exército, que parecia ter controlado as coisas e mantido tudo sob sigilo, a atuação dos principais investigadores do caso e falhas no processo de acobertamento permitiram que uma parte dos incríveis fatos fosse divulgada à imprensa naquela época”.

O coeditor da Revista UFO prossegue: “Mas, com o passar do tempo e a instauração de um Inquérito Policial Militar (IMP), que foi assumido por membros da inteligência do Exército que passaram a comandar a operação de acobertamento da recuperação do UFO acidentado e dos tripulantes ainda vivos, coisas misteriosas e sem explicação começaram a acontecer, deixando algumas importantes perguntas no ar: por que foi solicitado ao primeiro investigador do caso, após seu depoimento no IPM, que não revelasse sua existência? O que temia o Exército?”. O mesmo Exército que até hoje nega possuir informações quanto aos acontecimentos do sul de Minas Gerais naquele ano inesquecivel, alegando que a documentação se resume ao Inquérito Policial Militar (IPM), realizado pelo Exército nas dependências da Escola de Sargento das Armas (EsSA). Contudo, as conclusões do mencionado IPM foram completamente desmentidas graças à investigação dos ufos.

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Kátia Andrade Xavier, Liliane Fátima da Silva e Valquíria Aparecida da Silva

A cronologia do Caso Varginha foi objeto de um detalhado trabalho, realizado pelo saudoso coeditor da Revista UFO Claudeir Covo, para o site do Instituto Nacional de Investigação de Fenômenos Aeroespaciais (INFA), e publicado no final dos anos 90 na edição Coleção Planeta ETs, número 1. O artigo aponta o avistamento de um UFO cilíndrico pelo casal Eurico e Oralina tendo ocorrido à 01h30 do dia 20 de janeiro de 1996. A seguir, às 10h30, os bombeiros capturaram a primeira criatura, no bairro Jardim Andere, e às 14h00 uma testemunha viu militares entrando em uma mata, ouviu disparos, e depois os militares saíram com dois casos pretos, sendo que um se mexia. Às 15h30 as moças tiveram seu histórico avistamento do ser em um terreno baldio, criatura que provavelmente foi capturada por oficiais da Inteligência da Polícia Militar às 20h00.

FATOS ESTARRECEDORES NEGADOS AO PÚBLICO

Seguiu-se a intensa movimentação nos hospitais, a transferência dos seres e todo o material recolhido para a Escola de Sargentos das Armas de Três Corações (EsSA), e o translado para Campinas no dia 23 de janeiro. Em 08 de maio aconteceria a desastrada intervenção do general de brigada Sérgio Pedro Coelho Lima, então comandante da EsSa, que leu uma declaração para jornalistas presentes e respondeu com irritação à indagação de um dos profissionais da imprensa, em vídeo pode ser assistido clicando aqui. Extremamente significativa foi a reunião, ocorrida em 29 de maio em Campinas, do então Ministro do Exército Zenildo Zoroastro de Lucena com 29 generais, compondo todo o Alto Comando e ainda contando com o chefe do Estado Maior, general Délio de Assis Monteiro. Cercada de sigilo e pouco divulgada, a inédita reunião, a primeira fora de Brasília em todos os tempos, teve uma pauta oficial que não condizia com os altos cargos de seus participantes.

Mesmo diante de todas as espetaculares revelações, contidas em diversas edições da Revista UFO e em dois de seus livros, O Caso Varginha, de Ubirajara Rodrigues, e o recém lançado Varginha: Toda a Verdade Revelada, de Marco Petit, o Exército Brasileiro continua negando conhecimento dos fatos do Caso Varginha. Conforme Marco Petit escreveu: “O Exército continuou em silêncio, e na verdade ainda pode manter o sigilo sobre o caso legalmente dentro da atual legislação, que permite que documentos classificados como ultrassecretos, fiquem mantidos longe da população por 25 anos, ou seja, até o ano de 2021.

Devido a essa realidade e na verdade depois de ser convencido pelo editor da revista UFO no final do ano passado, já que eu era o único a ter estudado a fundo o IPM, e ter conhecimentos sobre todos os detalhes, que envolveram os bastidores da própria pesquisa, resolvi escrever e publiquei meu oitavo livro, o primeiro inteiramente dedicado a Varginha. Afinal, eu havia sido membro do pequeno grupo que liderou as investigações a partir de maio de 1996, e ao contrário dos outros, continuava disposto a seguir falando, ou a escrever sobre a verdade, abordando os aspectos potencialmente perigosos”.

A COMISSÃO BRASILEIRA DE UFÓLOGOS SE MOVIMENTA

Diante da falta de respostas do Exército, a Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU) decidiu protocolar o livro de Marco Petit, Varginha: Toda a Verdade Revelada, no Ministério da Defesa, o que foi feito em 07 de abril de 2015. A intenção foi apresentar toda a gravidade dos fatos que envolviam o Exército Brasileiro nesse episódio. Outras cópias da obra foram igualmente encaminhadas, a fim de que chegassem aos comandos da Força Aérea e da Marinha. A CBU, pouco tempo depois, tomou conhecimento que o livro foi analisado dentro do Ministério da Defesa, porém o Exército continuou a negar possuir qualquer documento relativo ao Caso Varginha além do já mencionado IPM. Conforme o próprio Marco Petit, autor de Varginha: Toda a Verdade Revelada, explica: “Nenhum comentário foi feito em relação ao conteúdo do meu livro, mesmo em termos de uma possível crítica, além de sua citação por explícito logo no primeiro parágrafo do ofício que recebemos”.

Paradoxalmente, na mesma ocasião a CBU teve acesso a mais documentos, liberados pela Força Aérea Brasileira, descrevendo a presença de UFOs no espaço aéreo de nosso país. O Exército, lamentavelmente, prossegue em sua postura de negar a realidade, e Marco Petit comenta: “Não vamos aceitar este tipo de postura, e continuaremos a expor publicamente de maneira séria, e responsável, e principalmente contrariando a ampla existência de evidências a favor do caso, o silêncio inaceitável de nossas autoridades, agora inclusive com a denúncia pública mediante meu livro sobre as irregularidades descobertas por mim dentro do Inquérito Policial Militar realizado pelo Exército nas dependências da Escola de Sargento das Armas (EsSA), na cidade mineira de Três Corações. Logo após iniciar meus estudos sobre o IPM, anos atrás, quando a CBU teve acesso ao seu conteúdo mediante nossa campanha, eu já havia iniciado a divulgação dessas irregularidades de forma menos detalhada, em artigo publicado na revista UFO. Essas denúncias não poderiam ser ignoradas agora, até porque o livro foi oficialmente protocolado e lido dentro do próprio MD”.

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Os seres foram transladados para Campinas, autopsiados e analisados detidamente

DE IMPORTÂNCIA AINDA MAIOR QUE A DE ROSWELL

O Caso Varginha é o maior acontecimento ufológico registrado em território brasileiro. É ainda maior e mais importante do que Roswell, pois os pesquisadores já estavam em plena investigação na mesma semana em que se deram os primeiros fatos. Boa parte da numerosa equipe de ufólogos ainda trabalha para desvendar toda a verdade a respeito, graças aos quais seguramente esse importante episódio da Ufologia Mundial nunca será esquecido. O evento ainda inspirou, ao lado de outros casos da Ufologia Brasileira, trabalhos de ficção científica do consultor especial da Revista UFO, Renato A. Azevedo, que podem ser conhecidos clicando aqui e aqui, e também em seu blog. Varginha também é parte fundamental da campanha UFOs: Liberdade de Informação Já da Revista UFO, que já conseguiu obter a liberação de milhares de páginas dos arquivos oficiais sobre UFOs do governo e Forças Armadas do Brasil, e a campanha terá prosseguimento, com os pesquisadores exigindo do governo e dos militares o acesso pleno que a sociedade brasileira merece ter, a respeito de um dos episódios mais fundamentais da história da humanidade.

18 jan 2016

Gaúchos podem denunciar focos do mosquito por aplicativo

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aplicativo

Divulgação/Aplicativo

Para facilitar as denúncias relacionadas aos focos do mosquito Aedes aegypti, a Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul (SES/RS), em parceria com TelessaúdeRS/UFRGS e o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERSO), criou o aplicativo RS Contra Aedes. Por meio do app a população pode denunciar os locais com possíveis focos do mosquito e enviar fotos, saber mais sobre como se manifestam os sintomas do Zika Vírus, Dengue, Chikungunya.

O aplicativo também conta com um questionário que, respondido pelo usuário, traça o perfil da residência (se possui vasos com plantas, piscina, caixa d’agua) e ajuda a descobrir quais lugares da casa podem se tornar criadouros do Aedes. Ele também envia um alerta semanal para lembrar a verificação destes locais e garantir a que a residência livre de focos do mosquito.

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Otávio D´avilla, Coordenador Adjunto de Teleducação do TelessaúdeRS/UFRGS, responsável pelo desenvolvimento da ferramenta, conta que a ideia do aplicativo veio para agregar novas formas de acesso à informação. “Lançamos um site para alertar a população e percebemos uma boa potencialidade em ofertar um espaço para a denuncia de possíveis focos. Sempre com o objetivo de mobilizar a população do RS no combate ao mosquito. Nossa experiência como núcleo de Telessaúde demonstrou que as pessoas possuem diferentes características de acesso à informação. Por isso, desenvolvemos o aplicativo, que além das orientações para a população, possui um espaço para denúncia com localização via GPS (e envio de foto do foco). Essas ações foram planejadas e executadas em 21 dias. O TelessaúdeRS criou um time de resposta rápida para emergências em saúde pública que está totalmente dedicado a estratégia”, conta.

Todas as denúncias são qualificadas e organizadas por regional de saúde e município e enviadas diariamente aos órgãos responsáveis pela verificação e eliminação dos focos. Desde dezembro, o site www.rscontraaedes.ufrgs.br e o telefone 0800 645 3308, que também integram a ação, receberam mais de 1300 denúncias.

O aplicativo RS Contra Aedes (https://play.google.com/store/apps/details?id=br.ufrgs.telessauders.aedes&hl=pt_BR) pode ser baixado gratuitamente para dispositivos móveis com sistema operacional Android e muito em breve em iOS.

Fonte: Blog da Saúde

14 jan 2016

Após 20 anos do caso ET de Varginha, ufólogo promete novidades em breve

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revista ufo

Revista UFO

Na madrugada do dia 13 de janeiro de 1996, por volta das 01h30 horas, Eurico Rodrigues de Freitas e Oralina Augusta de Freitas, marido e mulher, avistaram uma pequena nave em forma de submarino, do tamanho de um microônibus, com um enorme buraco em uma das pontas, saindo muita fumaça branca, sem ruído, sem iluminação e voando lentamente. A nave estava com aparente dificuldade de voo. O objeto foi avistado sobrevoando uma fazenda cerca de 10 Km do Centro de Varginha, no Sul de Minas Gerais. No mesmo dia, por volta de 8h, Carlos de Sousa passava pela Rodovia Fernão Dias e viu a mesma nave, mas, agora, com um estranho ruído. Carlos acompanhou a nave pela rodovia por uns 20 Km, quando percebeu que o objeto não identificado estava caído no meio da mata. Ele levou uns 30 minutos para encontrar o local, mas os militares já estavam recolhendo os milhares de pedaços da nave. Ele foi convidado e se retirar do local e ficar em silêncio.

Já no dia 20 de janeiro, logo pela manhã, os bombeiros foram acionados para capturar um estranho animal no bairro Jardim Andere. A criatura teria sido levada pelo Exército. A captura foi realizada pelos bombeiros sargento Palhares, cabo Rubens, soldado Santos e soldado Nivaldo, sob a coordenação do major Maciel. No mesmo dia, por volta das 15:30h, Kátia Andrade Xavier, Liliane Fátima da Silva e Valquíria Aparecida da Silva retornavam do trabalho quando avistaram uma estranha criatura. Correram assustadas pensando que tinham visto o demônio.

No mesmo dia, por volta das 20:00 horas, a Polícia Militar fez uma segunda captura de uma estranha criatura. O “ser” foi encaminhado ao Hospital Regional. Durante a madrugada do dia 21 de janeiro do mesmo ano, a criatura foi transferida para o Hospital Humanitas, mas morreu. A operação teve a participação do soldado P2 Marco Eli Chereze e, provavelmente, o Capitão Siqueira.

No dia 22 de janeiro, no fim da tarde, um comboio vindo da ESA – Escola de Sargentos das Armas do Exército Brasileiro chegou em Varginha e retirou a “estranha criatura” do Hospital Humanitas.

“Um dos aspectos mais aterradores do caso foi a morte do soldado Marco Eli Chereze. Ele foi submetido a uma micro cirurgia na axila esquerda. Marco foi internado no Hospital Bom Pastor e depois transferido para o Hospital Regional, onde morreu no dia 15 de fevereiro. Causa da morte: insuficiência respiratória aguda, septicemia e pneumonia bacteriana. Existe a dúvida se o Chereze não foi contaminado por algum vírus ou bactéria do estranho ser”, revela Thiago Luiz Ticchetti, coordenador da Revista UFO Brasil, integrante da Comissão Brasileira de Ufólogos – CBU e autor de livros importantes sobre ufologia. Conversei com o ufólogo, por e-mail, sobre o “Caso ET de Varginha” que completa 20 anos de mistério. Ele promete divulgar novidades em breve. Confira:

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Adriana Santos: Podemos afirmar que o caso Varginha é o mais documentado relato ufológico do Brasil?

Thiago Luiz Ticchetti: Um dos mais bem documentados, certamente. Existem outros exemplos como: Operação Prato, além dos casos investigados pelo CICOANI. Mas o caso Varginha é o principal evento ufológico brasileiro.

Adriana Santos: Ainda há avistamentos de objetos não identificados na região?

Thiago Luiz Ticchetti: No Brasil todo, em destaque para Minas Gerais. Há uma grande incidência no estado.

Adriana Santos: Qual a posição da Aeronáutica e do Exército sobre o caso?

Thiago Luiz Ticchetti: A aeronáutica não tem nada a ver com isso, porque não participou dessa operação. Já o exército deu sua “explicação” em outubro de 2010 através do Inquérito Policial Militar (IPM) e de uma sindicância. Os arquivos estão no Superior Tribunal Militar (STM). Os interessados podem consultar a página 334 do material. São 357 no total. No documento está a história oficial contada pelos militares com relação ao suposto ET avistado pelas três garotas. Foram sete meses de investigação. Para o tenente-coronel Lúcio Carlos Pereira, encarregado do IPM, elas viram, na verdade, um homem popularmente conhecido como “Mudinho”. Ele costumava ficar agachado (mesma posição em que estaria o ET, segundo os relatos) e provavelmente apresentava algum desvio mental. Segundo o Exército, o ET nunca existiu. Na época, “Mudinho” tinha cerca de 30 anos e morava com a família em frente ao terreno onde as garotas afirmaram ter visto a criatura. Ainda hoje, esse morador é visto regularmente agachado recolhendo objetos do chão, como cigarros e galhos. Sabemos que essa não é a verdadeira história.

Adriana Santos: As testemunhas foram intimidadas de alguma forma?

Thiago Luiz Ticchetti: Intimidadas não. Não diretamente. Elas sofreram tentativas de suborno, principalmente a Liliane Fátima da Silva e a Valquíria Aparecida da Silva. Dois homens foram até a casa delas para oferecer dinheiro caso as garotas desmentissem o que tinham falado.

Adriana Santos: Em seu último livro, você relata o caso. Alguma novidade que nos ajude a entender o fato?

Thiago Luiz Ticchetti: A novidade está nas revelações do pesquisador Marco Antonio Petit no livro “Varginha – Toda a Verdade Revelada”, publicado no ano passado pela Biblioteca UFO, que mostra as gravações feitas com militares que participaram efetivamente da operação de captura dos seres.

Adriana Santos: A cidade ganhou muita visibilidade sobre o caso Varginha, inclusive o turismo na região. É positivo?

Thiago Luiz Ticchetti: Sim. No entanto poderia ser mais positivo se não fosse a falta de visão dos governantes e dos empresários. Varginha poderia ter se tornado um ponto turístico mundial para os ufólogos e para os turistas. Temos o exemplo de Roswell nos Estados Unidos, onde em 1947 um UFO caiu e seus ocupantes foram capturados. A cidade tornou-se a “Meca” da ufologia mundial, com eventos, congressos e o Roswell UFO Festival, que atrai dezenas de milhares pessoas para a cidade do interior dos EUA.

Adriana Santos: Qual o motivo de tantas quedas de objetos não identificados?

Thiago Luiz Ticchetti: Depois de quase 20 anos estudando esse aspecto da ufologia, ainda não descobri a razão; e duvido que alguém tenha a resposta definitiva. Como a palavra acidente mesmo diz, é uma casualidade, um erro, um fenômeno natural, como um raio, por exemplo, que pode causar a queda de um objeto voador. Mesmo com tanta tecnologia, não existe ser perfeito. Todos cometem erros. E isso pode ser a causa de algumas quedas.

Adriana Santos: Considerações finais. Obrigada pela entrevista.

Thiago Luiz Ticchetti: Para finalizar, gostaria de registrar aqui que o Caso Varginha será tão grande ou maior do que o Caso Roswell, visto que o evento americano aconteceu em 1947 e demorou quase 30 anos para que viesse à tona. Já Varginha, desde as suas primeiras notícias, vem sendo investigado por ufólogos brasileiros. Ainda temos muitas perguntas, mais do que respostas. Não chegamos ainda a 40% de toda a verdade. O exército brasileiro ainda não abriu seus arquivos sobre o fato, mas a Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU), da qual faço parte, está empenhada e trabalhando incansavelmente, dentro da lei que nos respalda, para que a verdade seja revelada através de documentos oficiais do exército e do Governo brasileiro. Aguardem que novidades serão divulgadas em breve.

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