Categoria "Comportamento"
13 jan 2016

Alunos com alta habilidade ou superdotados terão atendimento especial nas escolas a partir de 2016

Arquivado em Comportamento
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Ricardo Barbosa participa do Naahs, programa de orientação para superdotados criado em 2005 numa parceria entre a Secretaria de Educação do Pará e governo federal

Foi sancionada pela presidente da República Dilma Rousseff a Lei 13.234/2015, que determina a identificação, o cadastramento e o atendimento dos alunos com altas habilidades ou superdotação na educação básica e no ensino superior. A proposta foi aprovada no Senado no início de dezembro e publicada no Diário Oficial da União dia 30 de dezembro de 2015.

A lei, originalmente de iniciativa do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) por meio do Projeto de Lei do Senado 254/2011, altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/1996) e tem objetivo de fomentar a execução de políticas públicas destinadas ao desenvolvimento pleno das potencialidades desses alunos.

As mudanças incluem a possibilidade de classificação do aluno em qualquer série ou etapa desses níveis de ensino, por promoção, transferência ou, independentemente de escolarização anterior, mediante avaliação feita pela escola; e a exclusão, dos regimentos escolares, de normativos que tratem de formas de progressão parcial, deixando o assunto exclusivamente a cargo dos sistemas de ensino.

Também está prevista na lei a extensão da possibilidade de organização de classes, ou turmas, com alunos de séries distintas, com mesmo nível de domínio de conhecimento da matéria, para todos os componentes curriculares; a extensão da possibilidade de aceleração de estudos mediante verificação de rendimento escolar também para alunos com adiantamento escolar ou com altas habilidades; e a possibilidade de aceleração de estudos em uma ou mais disciplinas escolares por avanço escolar, compactação curricular ou verificação de aprendizagem.

Crédito: Agência Senado

12 jan 2016

Atriz Nicole Puzzi denuncia nas redes sociais maus-tratos contra os animais no Mercado Central de BH

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Reprodução/Youtube

O Mercado Central de Belo Horizonte ainda não se “adaptou”  às novas regras para a exposição de cães, roedores, pássaros e outros animas domésticos em vitrines e gaiolas. A resolução do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) entrou em vigor em 15 de janeiro de 2015.

A resolução prevê regras para a comercialização dos animais. Desde janeiro de 2015, os bichos podem ficar expostos, mas em ambiente livre de excesso de barulho, com luminosidade adequada, livre de poluição, em ambiente limpo e sem riscos de acidentes, os locais têm que ter espaço para movimentação. Os estabelecimentos e veterinários que não cumprirem os requisitos definidos na resolução estão sujeitos a multas.

Próximo de completar um ano de completo descaso, a atriz Nicole Puzzi publicou um vídeo em suas redes sociais mostrando que nada ainda foi feito em favor dos animais.  Cães, pássaros e roedores continuam confinados em espaços pequenos. O Mercado Central de Belo Horizonte continua o mesmo…  Nada ainda foi feito… Até quando??? Assista

12 jan 2016

Estudo analisa caça esportiva no Brasil, a partir de vídeos no Youtube

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Reprodução/Youtube

Para avaliar a caça esportiva praticada no Brasil, identificar o perfil dos caçadores e analisar a opinião dos usuários da internet sobre o assunto, pesquisadores do Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, desenvolveram um estudo científico, tendo como base conteúdo publicado no Youtube. A pesquisa, realizada desde 2014, teve os resultados publicados em artigo científico no volume 20 da revista Ecology Society.

Os autores do artigo argumentam que são necessárias ações do Governo para aumentar a vigilância ou legalizar programas de caça esportiva no Brasil. Segundo eles, essas ações poderiam contribuir para decisões políticas eficazes para a conservação da vida silvestre no país.

“Os vídeos representam uma fonte de dados importantes para suprir a demanda sobre o conhecimento da atividade de caça no Brasil. Percebemos que a maioria dos vídeos apresenta eventos de caça esportiva, aquela realizada pelo prazer da caçada e de consumir carne de caça, e não por necessidade de comida, por subsistência, a qual é garantida pela lei”, diz Hani Bizri, um dos autores do artigo

O pesquisador comenta que historicamente há exemplos bem-sucedidos de programas de caça esportiva, assim como programas com falhas que podem causar impacto às populações de animais silvestres. De acordo com Hani, essas experiências poderiam servir de base para traçar estratégias viáveis para a realidade brasileira.

Entre esses exemplos está a caça esportiva a fim de controlar populações de espécies nativas ou introduzidas, em crescimento populacional descontrolado. Como é o caso da autorização para caça do javali, espécie exótica no Brasil, concedida em instrução normativa do Ibama para controle da população e redução de danos ambientais e econômicos. A África também possui algumas iniciativas bem-sucedidas, em 23 países, que valorizam a caça esportiva, especialmente como atividade turística, contribuindo para geração de renda para as comunidades rurais envolvidas.

Em contraponto, muitas ações de governos geram polêmica e desequilíbrio ambiental. Como é o exemplo de programas de caça esportiva implantados no México, que em função de dificuldades de manutenção da infraestrutura, treinamento pessoal, entre outras, causam grandes impactos nas populações de animais caçados. No Brasil, já foi autorizado no passado um programa de caça esportiva para algumas espécies de ave no Rio Grande do Sul, que foi revogado cinco anos depois.

De acordo com Hani, a pesquisa levanta dados importantes para uma percepção sobre a atividade, e é possível inferir sobre alternativas para solucionar os impactos da caça esportiva no Brasil. “Para uma estratégia de conservação ser viável, ela precisa levar em conta as opiniões dos atores envolvidos. Seja qual for a estratégia adotada, ela tem que envolver uma melhoria substancial na fiscalização e monitoramento da caça no Brasil, especialmente em áreas protegidas, além de ações de conscientização ambiental”, afirma o pesquisador.

“Uma estratégia poderia ser a criação de programas de caça sustentável. A lei no Brasil prevê que espécies cinegéticas sejam estudadas e que, anualmente, sejam divulgadas listas das espécies que possam ser caçadas mediante autorização. Essa é uma estratégia polêmica e arriscada”, comenta Hani.

Na legislação brasileira, a caça esportiva já foi autorizada no passado, o que contribui para que a atividade se tornasse uma prática cultural no país. Mas, em 1967, a lei de proteção da vida silvestre criminalizou a caça de animais silvestres e a comercialização de produtos ou objetos que impliquem na caça, em todo o país.

Metodologia

Por meio de vídeos postados no site Youtube, a equipe pesquisou a veiculação da atividade de caça de mamíferos no Brasil, usando como chave para a busca a expressão “caça” + “nome do animal”. Entre os animais contemplados na pesquisa estavam anta, paca, tatu, queixada, catitu, veado e cutia.

Foram avaliados 383 vídeos, com mais de 15 milhões de visualizações no total. A maior parte dos vídeos foi publicada nos meses de julho e dezembro, coincidindo com os dois principais períodos de férias no país. A análise indica que os caçadores esportivos brasileiros são residentes urbanos, possivelmente de bom poder aquisitivo.

Para cada busca, foram analisadas as 10 primeiras páginas de resultados, e registradas informações como o local de postagem, a duração do vídeo, o número de visualizações, o método de caça utilizado, entre outras informações.

Categorias gerais foram definidas para os vídeos, que poderiam ser de propagandas de armas ou cães, de eventos de caça em si, com ou sem sucesso de abate, ou vídeos de instrução, relacionadas às técnicas de caça e uso de instrumentos. Os 20 primeiros comentários foram considerados e classificados como contra ou a favor da atividade de caça. A partir daí outras categorias foram delimitadas, como comentários que citam a ilegalidade, a imoralidade, ou se criticam a atividade em si.

Além de Hani, também assinam o artigo científico Thaís Morcatty, Jéssica Lima e João Valsecchi, que integram a equipe do Instituto Mamirauá.

Com informações da Assessoria de Comunicação / Instituto Mamirauá

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