Categoria "Comportamento"
20 jul 2015

Shampoo seco: tendência de inverno

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Os shampoos secos servem como um quebra galho para aquele dia em que você não tem tempo de lavar os cabelos, mas deseja deixá-los com um aspecto menos oleoso e mais cheiroso. A intenção do shampoo seco é justamente absorver a oleosidade e dar mais volume e textura à raiz. Ele também pode ser usado para encorpar as madeixas pois, desta forma, fica mais fácil manipular os cabelos e fazer penteados. Algumas marcas proporcionam frescor e possuem protetor solar. Prático, ele pode ser encontrado em pó solto ou aerossol. É um produto coringa para ter no nécessaire.

Cuidados

O shampoo seco não deve ser aplicado em todo comprimento. Ele deve ser usado somente na raiz e somente naqueles momentos de emergência quando não dá tempo de lavar os fios, principalmente para quem sofre com oleosidade excessiva. Mas atenção!! NÃO é um shampoo para ser usado regularmente, pois NÃO substitui a lavagem tradicional. Usado de forma indiscriminada e sem intercalar com o shampoo habitual, ele afeta a saúde do couro, que pode virar um ninho de fungos, além de ressecar o cabelo.

Como não manchar os cabelos

O shampoo seco não mancha os cabelos. Alguns podem deixar os fios um pouco esbranquiçados, entretanto, é só aguardar alguns segundos e penteá-los normalmente para que fiquem com a aparência natural. Algumas marcas oferecem shampoos a seco com cor para disfarçar os fios brancos e, da mesma forma, os cabelos devem ser penteados para imprimir aparência natural.

Aplicação correta

O cabelo deve ser aberto por partes e os jatos devem ser direcionados para a raiz, a uma distância recomendada de 20 a 30 centímetros. Após aplicado, o cabelo deve ser escovado para que sejam removidos possíveis resquícios do shampoo.

Por: Rosângela Rocha, hair stylist e visagista do Maison Rocha

16 jul 2015

Telmo Ronzani: Liberação de cerveja no Mineirão é um grande retrocesso

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A Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou nesta terça-feira (14/07) o projeto de lei que volta a liberar a venda e o consumo de bebidas alcoólicas nos estádios do Estado. A votação registrou 35 votos a favor e 15 contra. Agora, o projeto espera a sanção do governador Fernando Pimentel. Caso seja aprovado, as bebidas já poderão ser vendidas nos estádios mineiros a partir de agosto.

Pimentel prometeu examinar o tema com atenção redobrada: “Vamos conversar com as autoridades na área da segurança pública, vamos ver o parecer delas e se for possível sim, mas não posso garantir neste momento. Eu mesmo não tenho opinião a respeito. Devo dizer que sinto que o clima nos estádios melhorou muito depois que a venda de bebidas alcoólicas foi limitada. Um ambiente mais de paz, sem conflitos internos. Mas isto não quer dizer que a gente não possa examinar o projeto com um olhar mais tolerante”, destacou, em entrevista coletiva.

Conversei sobre o assunto com Prof. Dr. Telmo M. Ronzani, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Psicologia e do Centro de Referência em Pesquisa, Intervenção e Avaliação em Álcool e Drogas-CREPEIA da Universidade Federal de Juiz de Fora.  Em 2014, ele foi o único representante da América Latina a compor o grupo final de pesquisadores de todo o mundo na comissão que desenvolverá documento oficial contendo recomendações a todos os países para políticas sobre drogas. Telmo foi convidado pelo United Nations Oficce on Drugs and Crime (UNODC), da Organização das Nações Unidas (ONU), responsável pela política internacional sobre drogas. Confira.

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Adriana Santos Bebidas alcoólicas consumidas em ambientes de grande concentração de pessoas favorecem a violência?

Telmo Ronzani Não podemos atribuir a violência humana ao uso de álcool e outras drogas. Não seria uma simples relação direta. Por outro lado, existem evidências de situações ou contextos que favorecem comportamentos violentos onde o álcool é um aditivo importante para promover violência. Sabe-se que ambientes de grande concentração, com algumas pessoas ou grupos que exacerbam a rivalidade ou estimulam uma posição de violência ou mesmo desumaniza o adversário, vendo-o muitas vezes como um inimigo a ser eliminado, o álcool pode ser um componente sim que favorece ações ou reações violentas.

Adriana Santos Há estudos científicos que apontam a relação direta entre consumo de bebidas e violência doméstica?

Telmo Ronzani Relação direta não, mas os estudos apontam uma importante associação entre tais comportamentos. Temos vários estudos internacionais e mesmo nacionais que demonstram que o consumo de álcool é bastante associado à violência doméstica. Porém, é importante ressaltar e reforçar de que o uso de álcool não é a causa da violência doméstica. Para entendermos o fenômeno da violência é preciso uma análise mais complexa e multifatorial. Por outro lado, ao considerarmos o uso de álcool como um desses fatores, podemos pensar em ações objetivas para mudar tais indicadores.

Adriana Santos Liberar o consumo de cerveja no Mineirão é uma boa ideia do ponto de vista da saúde pública?

Telmo Ronzani Na minha opinião, baseada nas evidências, é uma péssima ideia. Quando conseguimos esse importante avanço que foi proibir a venda de bebidas alcoólicas nos estádios, pudemos observar importantes indicadores dentro e fora dos estádios nos momentos do jogos de diminuição da violência. Vários países que possuem uma regulação de fato do consumo de álcool adotaram e demonstram como isso contribuiu para diminuir os eventos violentos. Portanto, a liberação é um grande retrocesso.

Adriana Santos Na sua opinião quais os interesses imperam na liberação do consumo de cervejas no Mineirão: saúde ou mercado de bebidas?

Telmo Ronzani Na minha opinião, infelizmente o mercado e o lobby de alguns setores tem grande influência em diversos níveis do poder público. Por isso a dificuldade que temos no país para se implementar de fato uma regulação da venda, produção e consumo de álcool e tabaco. Não conseguimos avançar em ações efetivas simplesmente por um interesse de mercado que praticamente é livre de qualquer regulação. Esses dois produtos muitas vezes são vistos como um produto qualquer e esse é um grande equívoco em relação à saúde pública.

Adriana Santos Cerveja pode ser considerada uma droga?

Telmo Ronzani Sim, a cerveja é a bebida alcoólica é a droga mais consumida no Brasil. E o álcool é a droga com maior impacto de saúde e social no mundo. Porém, há uma regulação fraca em nosso país e temos uma cultura ligada ao consumo em grandes quantidades, principalmente entre os jovens. Isso demonstra nossa grande contradição ao defendermos políticas altamente proibicionista de algumas drogas hoje consideradas como ilícitas, com impactos e consumo muito menores mas, por uma posição equivocada, acaba por deixar que o tráfico tenha sua própria regulação e tenha como uma das consequências a violência vinculada principalmente a populações mais pobres. Por isso, defendo um ampla e real regulação de todas as substâncias.

16 jul 2015

Mercado vegano aposta na compaixão

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“O princípio da compaixão é o cerne de todas as tradições religiosas, éticas e espirituais, nos conclamando sempre a tratar todos os outros da mesma maneira como gostaríamos de ser tratados. A compaixão nos impele a trabalhar incessantemente com o intuito de aliviarmos o sofrimento do nosso próximo, o que inclui todas as criaturas, de nos destronarmos do centro do nosso mundo e, no lugar, colocar os outros, e de honrarmos a santidade inviolável de todo ser humano, tratando todas as pessoas, sem exceção, com absoluta justiça, equidade e respeito”. Carta Pela Compaixão Por uma nova civilização.

Comecei a postagem com um pequeno trecho da Carta Pela Compaixão porque acredito que a mudança de paradigma para a construção de uma civilização cada vez mais justa e amorosa precisa envolver todos os habitantes da Terra. Por mais que a mudança tenha origem no íntimo de cada ser, o outro sempre vai fazer a diferença. Vivemos em rede. A sua ação desencadeia muitas outras mesmo contra a nossa vontade.

As mudanças são geralmente difíceis e arraigadas de preconceitos e de excessos de ideologias. Abandonar o cigarro para mim, por exemplo, foi terrível. Foram várias tentativas frustradas e muitos apelos dos meus amigos mais queridos e do meu filhote. Já faz um tempão que deixei o cigarro. Fico feliz por deixar meu pulmão sudável e o ar que respiro mais limpo.

Agora estou em outra empreitada. Há quase um ano não como carnes (carnes de boi, frango, porco, peixe ou outro animal). Diminui bastante o consumo de leite e derivados. O queijo canastra ainda é meu fraco.

É difícil a mudança no padrão alimentar, principalmente para as pessoas que comem fora de casa. Meu filho adolescente ainda resiste, mas consegui diminuir bastante o consumo de carnes na minha casa. Não forço a barra ou provoco brigas desnecessárias. Simplesmente ofereço deliciosas opções de alimentos. Aos poucos, ele vai entender que a alimentação viva é mais saudável. Hoje, prefiro mil vezes um churrasquinho de vegetais servido em um barzinho da Savassi, em Belo Horizonte. Um espetáculo!

Enfim, aproveito a oportunidade para listar algumas empresas que também escolheram o caminho da compaixão, deixando a matéria-prima de origem animal de lado.

sapa

Os sapatos da Insecta são coloridos, exclusivos e confeccionados a partir de roupas usadas. A palavra-chave da empresa é reaproveitamento: aumentar a vida útil do que já existe pelo mundo, sempre de modo criativo e descontraído.

Os mais diversos tecidos e estampas daqueles modelitos abandonados viram botas e oxfords veganos, sem nenhum uso de matéria-prima de origem animal.

vega

Para a alegria dos viciados em games e contra qualquer abuso físico, emocional ou ideológico contra animais, uma boa notícia! Foi lançado o tão esperado “Butcher goes Vegan”.

App Store: https://itunes.apple.com/us/app/butcher-goes-vegan-animals/id994940131?ls=1&mt=8

Google Play: https://play.google.com/store/apps/details?id=com.arvingames.butchergoesvegan
queijo vegano
A Superbom inova o mercado de produtos saudáveis com a linha de queijos 100% vegetais. Queijos tipo muçarela, prato e provolone sem nenhum ingrediente de origem animal, fatiáveis e que, segundo a divulgação da empresa, derretem. Os produtos são os grandes lançamentos e a aposta da empresa para este ano.
creme dentel vegano
A marca Contente reconhece a importância do mercado Vegano. O Creme Dental Contente Plus não contém nenhum ingrediente de origem animal e não foi testado em animais.

milão

Os Produtos Milão não têm componentes de origem animal e são de origem extrativista, ou seja, são a principal fonte de renda de muitas comunidades do Maranhão, Pará, Tocantins e Piauí, entre outros estados.

O sabão de coco é um produto recomendado por médicos para uso com roupas e contato com as mãos de pessoas sensíveis aos detergentes, que são os princípios ativos, petroquímicos, da maior parte dos produtos no mercado hoje. Os Lava Louças e Lava Roupas Milão não contém detergente, seu princípio ativo é o sabão de coco puro.

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“Os humanos imploram a misericórdia divina, mas não têm misericórdia dos animais, para os quais são divinos” Buda

“Cultivar estados mentais positivos como a generosidade e a compaixão decididamente conduz a melhor saúde mental e a felicidade” Dalai Lama

 

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