Categoria "Comportamento"
07 set 2015

Você sabe como proteger o seu “mindset”?

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ana paixão

Ana Paula Paixão

Em momentos de crise acreditamos que os nossos sonhos ficam cada vez mais distantes. Ficamos perdidos no meio de tantas informações negativas, visões pessimistas e invadida por medos de arriscar algo diferente. O que mais desejamos em períodos de instabilidade é coragem para mudar, mas não sabemos exatamente o que fazer.

Para ajudar na tomada de decisão mais acertada, muitas pessoas estão procurando os serviços de um coach. O Coaching é um processo com duração definida que visa a mudança de comportamentos e estratégia para a realização de seus objetivos, além da melhoria de performance em áreas específicas.

Seja pessoal ou profissional, o sonho de realizar algo é muito tentador e fascinante, mas por vezes frustante se você não tiver os componentes necessários para a ação. Ou então você sabe que tem potencial para realizar mais, mas falta alguma habilidade para isso.

E essa melhoria inclui organização de agenda e desenvolvimento de competências, por exemplo, mas os fatores essenciais são aqueles atrelados à crenças e valores. Pois são eles que moldam nossa forma de estar e viver no mundo.

A metodologia do Coaching tem validação científica e eficiência comprovada, mas cabe ao coachee (cliente) empreender as mudanças que deseja em sua vida. E isso é possível com a ajuda do coach (profissional) que conduz o processo e domina as técnicas necessárias.

Conversei com Ana Paula Paixão, Coach de Alta Performance com foco em desenvolvimento profissional. Ela é relações públicas, pós graduada em Gestão de Negócios com mais de 10 anos de experiência na área de relacionamento com clientes internos e externos. Atua principalmente com empreendedores, profissionais liberais e micro-empresários, fortalecendo seu perfil e desempenho profissional e pessoal. Idealizadora do Programa On Line Coragem para Mudar.

Ana Paula nos alerta sobre as crenças e valores que configuram a nossa mente e a importância de se proteger o “mindset”. Mas o que é midset?  É o modo como você vê e se relaciona com o mundo. Saiba mais:

03 set 2015

Setembro amarelo alerta contra o suicídio

cvv

Imagem: Divulgação CVV

Assim como já existe o ‘Outubro Rosa’, mês de prevenção do câncer de mama; e o ‘Novembro Azul’, com ações para conscientizar sobre as doenças masculinas, o ‘Setembro Amarelo’ é uma iniciativa do Centro de Valorização da Vida (CVV) para prevenir uma das formas mais dramáticas de mortes evitáveis, o suicídio.

A iniciativa tem o apoio da Associação Internacional pela Prevenção do Suicídio (IASP) e consiste em iluminar ou sinalizar locais públicos com faixas ou símbolos amarelos.

No Brasil, a campanha já conseguiu que no dia 10 de setembro, Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, seja totalmente iluminado até o fim do mês.

Como ajudar?

Para colaborar, qualquer pessoa pode iluminar ou identificar a fachada de uma casa ou prédio, gravar um vídeo e disponibilizar no Youtube, promover caminhadas com camisetas amarelas ou outras ações que impactem a população.

Suicídio

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o suicídio representa uma das vinte maiores causas de morte no mundo e um importante problema de saúde pública. A cada ano, cerca de um milhão de pessoas morrem por suicídio em todo o mundo (uma morte a cada 45 segundos), representando a triste estatística de estar entre as dez principais causas de morte na maioria dos países.

Existe uma forte relação entre a presença de transtornos mentais e risco de suicídio. Estudos mostram que praticamente 100% dos suicidas têm uma doença psiquiátrica que não foi diagnosticada nem tratada, muitas vezes. Os diagnósticos mais frequentes são depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia e transtornos relacionados ao uso de substancias (álcool, crack, etc)

No Brasil, estima-se em dez mil mortes anuais, com um aumento significativo de morte por suicídio entre jovens nas ultimas décadas. Os principais grupos de risco são jovens entre 15 e 29 anos e idosos. Segundo o vice- presidente da Associação Latinoamericana de Suicidologia, representante do Brasil na IASP (International Association of Suicide Prevention) e vice-presidente da Associação Mineira de Psiquiatria, Humberto Corrêa, os homens se suicidam três a quatro vezes mais do que as mulheres. Leia a entrevista do dia 21 de maio com Dr. Humberto. AQUI

02 set 2015

As teorias da conspiração fazem algum sentido?

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illuminati

aécio maçonariadilma illuminatti

Quando as crises financeiras e políticas apertam, surge um solo fértil para as teorias da conspiração, em especial nas redes sociais. Você sabe exatamente o que é teoria da conspiração? Também chamada de “conspiracionismo” é qualquer teoria que explica um evento histórico ou atual como sendo resultado de um plano secreto levado a efeito geralmente por conspiradores maquiavélicos e poderosos, tais como uma “sociedade secreta” ou “governo sombra”.

Conversei com Sérgio Pereira Couto, 48 anos, jornalista e escritor especializado em história do esoterismo, da ciência criminal, de teorias de conspiração e das sociedades secretas. Segundo entrevista para a revista Istoé em 2010, foi redator das revistas História Oculta e Biblioteca Negra, publicadas pela Editora Mythos, além de ter participado das revistas Geek, Discovery Magazine e outras. Hoje continua a trabalhar com outras revistas da mesma editora (Biblioteca Secreta, Sociedades Secretas e Arquivos Negros), enquanto prepara novos livros que serão lançados em livrarias e bancas de jornais. Confira:

Adriana Santos: Na sua opinião: por que as crises políticas e econômicas favorecem as teorias da conspiração?

Sérgio Pereira Couto: Numa situação onde ninguém sabe apontar um culpado oficial, uma causa para a crise acontecer, é mais interessante experimentar a sensação de “estamos impotentes” do que se preocupar em localizar as verdadeiras causas e analisá-las. Assim, é mais fácil culpar as conspirações, algo que não acontece em plena luz do dia e que nunca se sabe quando estão em operação, do que admitir que a possível culpa esteja em nós mesmos, pela incapacidade de enfrentar o problema.

Adriana Santos: Na sua avaliação, quais os motivos dos interesses dos brasileiros pelas sociedades secretas, em especial com relação aos Iluminatti?

Sérgio Pereira Couto: Todo povo gosta de pensar que os problemas de seu dia-a-dia são causados por forças “invisíveis”, como dizia Jânio Quadros. Com os estadunidenses, o vilão preferido sempre foi o governo federal, pois contra ele pouco (ou nada) pode ser feito. O mesmo acontece no Brasil. O que não se conhece ou não se tem acesso, é foco de desconfiança. E o governo está cheio de membros de sociedades secretas (principalmente maçons). Essa história toda de Illuminati no governo é coisa típica de conspirólogos (estudiosos de teorias de conspiração) e nunca esbarra na confirmação histórica, científica ou mesmo acadêmica. Porém todos adoram uma boa história de suspense, não é? Assim, é fácil pensar nos Illuminati como o grupo manipulador que todos adoram odiar…

Adriana Santos: Até que ponto as sociedades secretas influenciam a política brasileira?

Sérgio Pereira Couto: Hoje em dia, muito pouco. Mesmo porque os diversos grupos sabem que, desde o estouro de O Código da Vinci em 2004, as sociedades secretas passaram a ser uma atração que atrai muita gente. E depois, esquecemos com facilidade que não são apenas políticos que participam desse tipo de grupo. Praticamente todos os setores da sociedade moderna frequentam as lojas e templos ligados a maçonaria e outros grupos.

Adriana Santos: A maçonaria continua influenciando a política brasileira?

Sérgio Pereira Couto: Se levarmos em consideração que os políticos da velha guarda eram, em quase sua maioria, maçons, há ainda muitos casos de que seus filhos e até seus netos passaram a fazer parte da mesma sociedade secreta. Ainda mais porque a Maçonaria possui grupos organizados para as esposas, os filhos e as filhas, ou seja, cobrem todos os componentes da família tradicional. E a famosa ajuda que os membros dão uns aos outros ainda faz com que muitos prefiram se tornar maçons a fim de conseguir uma ascensão social e até econômica rápida. Não acredito em uma influência direta, mas sim indireta.

Adriana Santos: Ao longo da história da humanidade, várias sociedades secretas foram criadas com os mais diversos propósitos, que obviamente nunca são totalmente revelados, se tornando um fácil alvo de teorias de conspiração. Por que os iluminatti são considerados as sociedades secretas que buscam dominar o mundo e são tão temidos pelos cristãos?

Sérgio Pereira Couto: Meus contatos e minhas pesquisas desmentem isso de maneira inequívoca. Para se ter uma ideia, é complicado falar sobre Illuminati sem vê-los inseridos em outros contextos (dentro das lojas maçônicas ou misturados com os neotemplários, por exemplo). Não há hoje um grupo que seja Illuminatus por si mesmo. Até o site oficial deles está dentro do domínio grandorient.org, que pertence aos Maçons. Isso os torna parte dos Illuminati? Pelo contrário, mostra que são um pequeno grupo que age de maneira quase simbiótica com os maçons, bem maiores e com muito mais recursos. Pelo que eu saiba, os cristão nunca temeram os Illuminati mais do que qualquer outra sociedade secreta. Esse é um conceito criado pela ficção de Dan Brown e não corresponde aos fatos históricos colhidos e reconhecidos pelos pesquisadores tarimbados. E os Illuminati não querem mais dominar o mundo do que as demais sociedades secretas. Novamente é necessário separar o joio do trigo por aqui.

Adriana Santos: Por que as sociedades secretas não aceitam membros mulheres?

Vale dizer que apenas os ramos mais tradicionalistas não aceitam mulheres. Mesmo na Maçonaria já há correntes feministas e mistas, embora não sejam reconhecidas pela maçonaria tradicional. Isso tem uma explicação histórica: desde o começo esses grupos eram exclusivos de homens, que os mantinham em atividades ditas “saudáveis” longe dos rigores e obrigações do casamento, como se fosse uma espécie de “clube de cavalheiros”, comuns até hoje na Europa. Há quem afirme que as mulheres não são aceitas porque tem “tendências a falar mais que os homens” e que, por isso, não serviriam para guardar os segredos dos grupos onde atuam, mas são apenas reinterpretações modernas e sem apoio histórico.

Adriana Santos: Os iluminatti estão presentes no governo brasileirol? A presidente Dilma poderia ser uma Iluminatti?

Sérgio Pereira Couto: Não. Não há nenhum Illuminatus no governo. E se houver, com certeza não estará no PT ou se envolvendo com política brasileira via partido.

Adriana Santos: Por que alguns símbolos Iluminatti são considerados satânicos?

Sérgio Pereira Couto:  Os símbolos universais, quando não se conhece sua verdadeira origem, são assim interpretados porque a maioria das pessoas tem a mente fechada e imagina sempre um cenário de conspiração ou controle da mente. Nenhum dos chamados símbolos Illuminati são satânicos. Nem mesmo os símbolos considerados satânicos são assim chamados, são pura invenção de pessoas normais. O Olho que Tudo Vê, como já disse antes, é apenas a presença de Deus,nada mais. Ou já esqueceram que Deus não tem a forma de um homem velho de barbas longas? Como você representa algo que não tem forma? Essa do domínio político de um único país é invenção descarada de conspirólogos.

Adriana Santos: Muitos afirmam que alguns desenhos animados muito conhecidos das crianças usam mensagens subliminares para atender aos planos de dominação dos Iluminatti. Isso é possível? O cinema, por exemplo, seria um grande divulgador das ideias Iluminatti?

Sérgio Pereira Couto: Outra bobagem pura. Sim, na teoria qualquer coisa (mesmo um simples email) pode passar uma imagem codificada ou um texto subliminar. Mas se começarmos a ver demônios onde não existem, de que adianta irmos ao cinema ou vermos tv? A maldade está na cabeça de quem interpreta o quadro que vê. O cinema é propagador de violência e sexo, não de ideias Illuminati.

Adriana Santos: Você é Iluminatti ou conhece algum me membro Iluminatti?

Sérgio Pereira Couto: Não, com certeza não sou um Illuminatus. Conheço pelo menos seis pessoas que são Illuminati, três delas maçons e três pertencentes a outra vertente. Todos são minhas fontes de confiança e uso-as toda vez que preciso de informações. Da mesma forma que mantenho relações com pelo menos um membro de todas as outras sociedades existentes.

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