Categoria "depressão"
20 fev 2017

Deixem o palhaço chorar pelo Brasil

palhaço2As sociedades atuais detestam a tristeza, por isso gastam verdadeiras fortunas para camuflar as dores humanas. No Brasil, somos os primeiros países no consumo abusivo de antidepressivos. Somos também aqueles que estamos entre os primeiros no consumo de álcool, como cerveja e outras drogas, ilícitas e lícitas. As brasileiras movimentam com paixão o comércio mundial de cirurgias plásticas. Adoramos cosméticos e renovamos o estoque a cada ida ao Shopping. Somos reis e rainhas durante o período do Carnaval. Gastamos uma grana preta para desfilar nas escolas de samba. As páginas do Facebook estão lotadas de pessoas felizes, gratas e abençoadas por ter uma família perfeita, filhos adoráveis, um marido carinhoso, amigos generosos e um sorriso no rosto toda vez que ver o sol nascer.

Aprendemos desde cedo que é melhor ser alegre do que ser triste, mesmo que você esteja enfrentando uma tempestade de emoções intragáveis para qualquer simples mortal. Muitos homens aprendem a engolir o choro, em especial os adolescentes. Pobres garotos!!! A tristeza é algo patológico, uma doença terrível que precisa de doses cavalares de medicamentos para não contaminar as outras pessoas com “baixas vibrações”. Já escutei cada barbaridade sobre pessoas deprimidas. Muitos dizem que pessoas com depressão são como vampiros e devem ser evitadas porque sugam nossa energia vital. Enquanto isso, as dores humanas criam formas cada fez mais fantasmagóricas.  Novas doenças psicológicas e psiquiátricas surgem, porque as pessoas não tem o direito de chorar suas dores sem ter culpa.

Durante o Carnaval, muitas pessoas se perguntam: “O que há de errado comigo? Não me sinto capaz de compartilhar de tanta alegria coletiva, sabendo dos milhares de desempregados, dos bilhões de reais desviados para a vaidade de poucos e miséria de muitos, da falta de atendimento médico de qualidade, do aumento do número de suicídios, da greve com graves consequências dos policiais do Espírito Santos, dos políticos presos por corrupção, pela violência contra nossos jovens negros e homossexuais. O Carnaval já não é mais uma festa de resistência política, mas do fortalecimento ideológico/político que somos um povo feliz, apesar de todas as mazelas sociais e individuais. Só que isso não passa de uma ilusão que faz bem para alguns que ainda não acordaram. Nem só de pão e circo que vive o homem. Deixem o palhaço chorar pelo Brasil.

08 set 2016

Especialistas discutem prevenção ao suicídio em BH

tunel

Imagem Google

 Por: Assessoria de Comunicação da Associação Médica de Minas Gerais

De acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), todos os anos são registrados cerca de dez mil suicídios no Brasil e mais de um milhão em todo o mundo. Os especialistas consideram o problema uma silenciosa epidemia e realizam um grande debate na Reunião Multidisciplinar do dia 10 de setembro (sábado), a partir das 8h30, na Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), e lançam a campanha ‘Setembro Amarelo’, que fala sobre prevenção ao suicídio durante todo o mês. Além de psiquiatras, participam representantes da clínica médica, geriatria, ginecologia, medicina do trabalho e pediatria;

Quando se fala em suicídio, a principal abordagem é a prevenção. Conforme a cartilha ‘Suicídio: Informando para prevenir’, desenvolvida pela ABP, juntamente com o Conselho Federal de Medicina (CFM), em 2014, “é possível prevenir o suicídio, desde que os profissionais de saúde, de todos os níveis de atenção, estejam aptos a reconhecer os seus fatores de risco”. O psiquiatra Frederico Garcia explica que, de maneira geral, o paciente com pensamento suicida quase sempre procura um médico alguns dias antes de fazer uma tentativa. O médico pode, muitas vezes, perceber o risco e interceder favoravelmente pelo paciente. “Ao contrário do senso comum, falar sobre suicídio não causa suicídio, o previne! É preciso abordar claramente o tema com a pessoa, quando a ideia de tirar a própria esteja presente”, ressalta.

Os médicos alertam que o suicídio ou comportamento suicida está quase sempre relacionado a fatores externos, por exemplo, às doenças mentais e a uso de drogas. Os diversos públicos e faixas etárias nas quais as pessoas tiram a própria vida também serão tema de discussão e foram divididos em: suicídio em médicos; militares; idosos; gestantes; jovens e adolescentes. O Centro de Valorização da Vida (CVV), organização não governamental que oferece apoio emocional e prevenção do suicídio, é parceiro do evento. Um dos membros estará presente para contar as experiências que ultrapassam o ponto de vista clínico. O CVV atende voluntária e gratuitamente as pessoas que se sentem fragilizadas, que querem e precisam conversar, de maneira sigilosa, por telefone, email, chat e Skype, durante 24 horas.

Participam do encontro, Associação dos Ginecologistas de Obstetras de Minas Gerais (Sogimig), Associação Mineira de Medicina do Trabalho (Amimt), Associação Mineira de Psiquiatria (AMP), Sociedade Brasileira de Clínica Médica – Regional Minas Gerais (SBCM-MG), Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia – Regional Minas Gerais (SBGG-MG), Sociedade Mineira de Pediatria (SMP), e Sociedade dos Acadêmicos de Medicina de Minas Gerais (Sammg). A Reunião Multidisciplinar é promovida pela AMMG na sede da entidade. Informações e inscrições pelo site: seaci@ammgmail.org.br ou (31) 3247 1619.

15 ago 2016

Saiba enfrentar o “cachorro preto” da depressão

dente de leão

Nada é permanente. Quem passa pelo planetinha azul deve saber disso para evitar o “cachorro preto chamado depressão”  , a ansiedade e o estresse. Tudo passa. O mundo gira. Somos movimento. Acontece que, a cada dia, somos invadidos pelo medo de não dar tempo de fazer alguma coisa ou pela lamentação das perdas… Então esquecemos de Ser o que somos.

Já fui mordida pelo cachorro preto. Foi difícil escapar da fera. Precisei reinventar o meu mundo, mesmo sem a presença física de pessoas amadas do meu convívio familiar. A primeira regra que aprendi foi: “não sou vítima das circunstâncias; sou prisioneira dos meus pensamentos”.

Quando o estresse e ansiedade se uniram, tomei outro tombo. Fiquei bem ferida. Mas gato escaldado  tem medo de água fria, diz o ditado popular.  Foi aí que encontrei o poder curativo da meditação, da respiração e do silêncio. Saiba mais no vlog que preparei para você.

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