Categoria "Drogas"
22 fev 2018

Organização Mundial de Saúde considera o tabagismo uma doença pediátrica

Arquivado em Cidade, Comportamento, Drogas, saúde

Woman's fingers with smoking cigarette macro shot

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera o tabagismo uma doença pediátrica, já que 90% dos fumantes ficam dependentes da nicotina até os 19 anos de idade. A estatística é assustadora e uma preocupação a mais para mães e pais de crianças e adolescentes. No entanto, aqui no Brasil, algumas medidas recentes de prevenção nos deixa um pouco mais aliviada.

Em 23 de janeiro de 2018, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, no Diário Oficial da União, a Resolução RDC Nº 213, dispondo sobre a exposição à venda e a comercialização dos produtos derivados do tabaco. Na sequência, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a validade de uma resolução da Anvisa de 2012, a RDC Nº 14, que proíbe o uso de aditivos em produtos de tabaco.

A propaganda dos derivados do tabaco no Brasil atualmente só é permitida nos pontos de venda. Entretanto, na maioria dos estabelecimentos comerciais, estes produtos ficam ao lado de balas, chocolates, gomas de mascar e se localizam próximos ao caixa. De acordo com a RDC 213, os derivados do tabaco devem ser expostos o mais distante possível de balas, gomas de marcar, bombons, chocolates, gelados comestíveis e brinquedos, de modo a não facilitar a visibilidade por crianças e adolescentes.

Na mesma direção, a decisão do STF mantém a proibição de se fabricar produtos do tabaco com aditivos que, entre outras ações, lhes conferem sabores ou aromas. Esta decisão foi baseada nos argumentos da Anvisa, em 2012, de que a proibição da inclusão de aditivos como açúcar, adoçantes, edulcorantes, aromatizantes e flavorizantes, diminui a atratividade do produto para o público jovem. Entretanto, a norma que, deveria entrar em vigor em 2013, ficou suspensa por cinco anos devido à uma liminar concedida pelo STF, para uma ação direta de inconstitucionalidade proposta pela Confederação Nacional da Indústria. Desde então, o julgamento dessa ação era aguardado. Apesar disto, as fabricantes ainda poderão obter nas demais instâncias da Justiça a liberação dos aditivos por meio de decisões individuais.

A pneumologista pediátrica Maria das Graças Rodrigues, presidente da Contad -Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), reafirma que foram ganhos relevantes, embora ainda haja necessidade de implantação de outras políticas públicas para dificultar a iniciação no tabagismo por crianças e adolescentes, como, por exemplo, a adoção de embalagens padronizadas. No momento, há dois projetos de lei tramitando no Senado sobre a implantação destas. As embalagens padronizadas são livres de logotipos, design e textos promocionais, seguindo um padrão definido pelo Governo, que determina forma, tamanho, modo de abertura, cor, fonte, mantendo-se as imagens e advertências sanitárias sobre os malefícios do fumo e apenas o nome da marca.

18 abr 2017

Hospital de Lagoa Santa alerta sobre aumento de casos de suicídios

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Imagem Google

A Santa Casa de Lagoa Santa registrou, no último mês, cinco tentativas de suicídio entre jovens na faixa dos 25 anos. A maioria dos casos provocado por praguicidas de uso doméstico, produtos de limpeza e consumo de medicamentos controlados.

Segundo Fabiana Saqueto, assistente social do Hospital, houve um aumento significativo de casos. As vítimas são atendidas no ambulatório do hospital. “Uma das dificuldades de tratar o paciente é a ocultação de informações do próprio paciente ou dos familiares. As situações de extremo sofrimento, angústia e outros conflitos podem provocar, com o tempo, algum tipo de distúrbio psiquiátrico”, esclarece Fabiana.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que o suicídio é um problema de saúde pública responsável por uma morte a cada 40 segundos no mundo, sendo a segunda principal causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos. Setenta e cinco por cento dos suicídios ocorrem em países de baixa e média renda. O Brasil é o oitavo país com mais registros de suicídios.

Alguns casos estão relacionados com transtornos mentais, em particular, depressão e abuso de álcool. Os casos mais frequentes acontecem em momento de crise ou na dificuldade de lidar com os estresses da vida – tais como problemas financeiros, términos de relacionamento ou dores crônicas e doenças. Além disso, enfrentamento de conflitos, desastres, violência, abusos ou perdas e solidão estão fortemente associados com o comportamento suicida.

Segundo dados da OMS, até o momento, apenas alguns países incluíram a prevenção ao suicídio entre suas prioridades de saúde e só 28 países relatam possuir uma estratégia nacional para isso. O suicídio é uma questão complexa e, por isso, os esforços de prevenção necessitam de coordenação e colaboração entre vários setores da sociedade, além da conscientização da população por meio de informações claras, sem preconceitos e com o objetivo de alertar as famílias sobre os principais sinais de uma pessoa com perfil suicida.

10 ago 2016

Atletas brasileiros apostam no neurofeedback para conquistar medalhas

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Divulgação

Desde 2014, uma nova regra permite a livre manifestação de torcedores no local das competições esportivas. Novidade  que fez com que os atletas tivessem que se readaptar ao ambiente de disputa. Felipe Wu, 24 anos, atleta de tiro esportivo, faturou a prata pistola de ar de 10 m da Olimpíadas Rio-2016, no último sábado (6), mesmo assediado por buzinas, gritos e até mesmo por um princípio de confusão na arquibancada provocado por torcedores brasileiros insatisfeitos com a postura provocadora de um russo armado de uma insuportável buzina. O jovem atirador manteve a calma necessária para  recolocar o Brasil no pódio olímpico da modalidade após 96 anos, mesmo em um ambiente desfavorável para competições de tiro.

Felipe e outros atletas brasileiros da equipe de tiro esportivo apostam em um método conhecido como neurofeedback. A técnica  age nos quadros de estresse, ansiedade e auxilia nos tratamentos neurológicos, psiquiátricos e psicológicos.

Entrevistei Denise Viana de Mello Dutra, psicóloga, terapeuta certificada EMDR Institute – EUA e Membro da Comissão de Certificação EMDR Brasil e Treinamento Cerebral/Neurofeedback Avançado – The Learning Curve, Inc – EUA e PSYCH-K® para saber mais sobre as vantagens da terapia que permite a alteração das ondas cerebrais por meio da prática da repetição. psicologadenisedutra@yahoo.com.br  Site:  AQUI

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Arquivo pessoal

Adriana Santos: O Neurofeedback tem como objetivo treinar uma pessoa de forma a modificar o funcionamento do cérebro. Como isso é possível?

Denise Viana de Mello Dutra: O neurofeedback, também conhecido como EEG biofeedback, é um treinamento totalmente natural, não invasivo e não medicamento que tem como objetivo reequilibrar os padrões de funcionamento do cérebro de forma a aprimorar o desempenho cognitivo, emocional e comportamental do cliente.

Eletrodos colocados no couro cabeludo captam os sinais neurológicos e transmitem ao equipamento. Este recebe o sinal e o processa por meio de um software possibilitando fazer o acompanhamento de toda a atividade cerebral projetada em uma tela de computador em tempo real. Durante o treinamento as informações de atividades das ondas cerebrais são apresentadas ao cliente através de imagens de jogos específicos, vídeos e/ou sons, tendo como base o condicionamento operante.

Através de uma avaliação inicial estabelecemos o que precisa ser treinado, em quais regiões do cérebro e como as informações serão dadas de volta (feedback) ao cérebro.

Se por exemplo a nossa intenção for aumentar a capacidade de concentração para suprir o déficit de atenção, então o equipamento nos possibilita o reconhecimento de sinais de distração e ensina o cérebro a manter o foco.

Adriana: Qual a média de tempo de aplicação da técnica para obter resultados?

Denise: O treinamento com o Neurofeedback  depende de cada pessoa, no entanto a média de sessões é de 30 a 60 sessões. Como estamos trabalhando com um cérebro que pode estar disfuncional por um longo tempo, precisamos treinar uma forma mais funcional repetidas vezes para que seus resultados sejam duradouros.

Adriana: O treinamento pode acelerar o processo de controle de depressões e de fobias?

Denise: Sim. A depressão e as fobias estão associadas a padrões cerebrais que precisam ser reequilibrados. A técnica permite amenizar as queixas.

Adriana: O cliente precisa ser medicado para a aplicação da técnica ou realizar exames?

Denise: Não, pelo contrário. A medida que o cérebro vai sendo treinado e reequilibrado, muitas vezes as medicações vão sendo diminuídas ou em alguns casos retiradas completamente pelo médico responsável pelo paciente.

Adriana: Qual a melhor vantagem do Neurofeedback?

Denise: A principal vantagem do neurofeedback é a auto-regulação, a melhora do desempenho. A auto-regulação ocorre porque é um processo de dentro para fora ou seja, não invasivo. O melhor de tudo é que quando mudamos padrões eles tendem a se reafirmar com isto a possibilidade de voltar a ser como antes é bem difícil.

Adriana: O treinamento também funciona para pessoas com dependência química?

Denise: Sim, pois a técnica possibilita que o cérebro da pessoa fique mais equilibrado. Só que o dependente precisa estar comprometido com o processo e faz-se necessário que não utilize drogas e/ou bebida no período de treinamento.

Adriana: O Neurofeedback pode ser usado também para treino de alto desempenho?

Denise: Podemos aperfeiçoar os cérebro saudáveis aumentando as capacidades intelectuais, cognitivas e criativas de executivos, educadores, estudantes e artistas como também o desempenho esportivo dos atletas. Um exemplo bem recente é o medalhista olímpico Felipe Wu que ganhou a medalha de prata.

Adriana: Em quais outras situações o treinamento pode atuar de forma satisfatória?

Denise:

• Déficit de Atenção e Hiperatividade – TDAH;
• Dislexia (dificuldades de ler palavras e dificuldades de reconhecer palavras);
• Discalculia (distúrbio neurológico que afeta a habilidade com números);
• Disgrafia (dificuldade na escrita está associada à dislexia);
• Demais perturbações da aprendizagem;
• Perturbações do desenvolvimento;
• Controle de crises convulsivas na epilepsia;
• Prevenção de cefaleias de tensão e enxaquecas;
• Ansiedade e Stress;
• Depressão e outras perturbações do humor;
• Perturbações do sono;
• Otimização da performance no esporte;
• Treino de otimização da Performance  Mental (Mente de Alta Performance);
. Preparação para provas e concuros;
• Otimização da Performance Profissional;
• Otimização da Performance no Esporte.
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