Categoria "humanização"
14 jun 2018

Hospital mineiro é o segundo no mundo a realizar transplante de fígado nos casos graves de febre amarela

figado

O Hospital Felício Rocho, localizado em Belo Horizonte (MG), foi o segundo no mundo a realizar o transplante de fígado em casos graves de febre amarela, com sucesso, alcançando o melhor resultado em sobrevida (50%). Pioneiro e inovador na ciência de transplantação, nos últimos dois anos, o Hospital realizou cerca de 442 transplantes. Os órgãos transplantados foram de fígado, rim, pâncreas, coração e medula óssea.

No mês de fevereiro, um grupo de especialistas brasileiros envolvidos nos transplantes de fígado, em parceria com o Ministério da Saúde, definiram critérios específicos para os casos de troca de órgão em pacientes com a febre amarela. Segundo os médicos, a principal diferença entre os pacientes que sobreviveram e os que morreram foi o momento em que o transplante foi realizado.

“Os que tiveram êxito, foram encaminhados para transplante mais precocemente – e quando falo precoce, são apenas um ou dois dias de diferença, o que dá uma ideia do quanto a situação era dramática”, afirma Antônio Márcio de Faria Andrade, responsável técnico pelo transplante de fígado do Hospital Felício Rocho, onde quatro pacientes foram transplantados, e dois sobreviveram.

De acordo com Antônio Márcio Andrade, um dos critérios adaptados para esses pacientes foi referente ao grau de comprometimento cerebral causado pela falência do fígado, a chamada encefalopatia hepática. “Em casos de hepatite fulminante por outras causas, nós indicamos o transplante com comprometimento (máximo) grau 3 ou 4. No caso da febre amarela, o paciente já pode ter indicação com comprometimento grau 1, tamanha a agressividade da doença”, afirma.

De acordo com o boletim divulgado pelo Ministério da Saúde (MS), no dia 7 de fevereiro, foram confirmadas 353 pessoas com febre amarela, totalizando 98 mortes provocadas pela doença entre 1º de julho de 2017 e 6 de fevereiro de 2018. No mesmo período do ano passado, foram confirmados 509 casos e 159 mortes. No Brasil, a febre amarela apareceu pela primeira vez em Pernambuco, no ano de 1685, onde permaneceu durante 10 anos.

08 jun 2018

“Existe uma família atrás da farda”, desabafam familiares de policiais mortos no Rio de Janeiro

pm Tânia Rêgo ABr

Foto: Tânia Rêgo /Agência Brasil

OPINIÃO. Caro leitor, ontem fui dormir com um nó na garganta, depois de ler os noticiários sobre a trágica morte de Maria José Fontes, de 56 anos, mãe de mais um policial morto nas mãos de bandidos, no Rio de Janeiro.  Senti na pele o significado da palavra empatia, a capacidade psicológica para sentir o que sentiria uma outra pessoa caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela.

O sargento Douglas Fontes Caluete estava de carro com a namorada quando foi abordado por cinco bandidos, dois deles armados com fuzis, que atiraram contra o PM ao ver que ele tinha uma arma. Dona Maria foi chamada para reconhecer o corpo e teve um mal súbito ao vê-lo morto. A Polícia Militar afirmou que ela chegou a ser socorrida na UPA, em Duque de Caxias, mas não resistiu e também morreu.

O coração de uma mãe é grande, mas não é perfeito… Ela morreu de uma síndrome do coração partido.  Não é de hoje que poetas, escritores, filósofos, psicólogos e psiquiatras nos contam casos, no mínimo curiosos, a respeito das reações que são descritas por algumas pessoas ao viverem uma grande perda afetiva.

O filho de dona Maria José Fontes é o 56º policial morto no Rio, de janeiro de 2018 até agora. Em  2017, no Brasil, foram 542 policiais mortos em serviço ou em decorrência da profissão.  Na soma de 1995 a 2017, morreram mais de 3 mil policiais militares, ou 3,52% dos 90 mil homens que, nesse período, formaram a corporação na cidade. Entre os soldados americanos que lutaram a Segunda Guerra, o índice de mortalidade foi menor: 2,52% da tropa perdeu a vida entre 1942 e 1945.

Com o objetivo de exigir que os crimes contra os policiais sejam elucidados e os bandidos devidamente punidos, familiares criaram a a Associação Somos Todos Sangue Azul.  No próximo dia 09 de junho , em Nova Iguaçu, na Via Light, em frente a loja da Leader, às 15:00 horas, esposas, mães e filhas de policiais vão estar reunidas para uma grande manifestação. Avante!

familia policia

09 maio 2018

Profissionais de saúde discutem cuidados com paciente terminal

Terminalidade resiliencia cuidados paliativos

O Serviço de Psicologia do Hospital Madre Teresa promove o seminário “Terminalidade, Resiliência e Cuidado Paliativo”, sábado (19/05), de 8 às 18h, visando discutir a introdução aos cuidados paliativos, os dilemas e angústias das horas finais com apresentação de casos clínicos. A programação terá a participação do psicólogo, psiquiatra e especialista em psicologia hospitalar Alfredo Simonetti.

A terminalidade de vida é um processo de esgotamento das condições de saúde e o reconhecimento da proximidade inevitável da morte. Nesse período, os cuidados paliativos, focando no suporte psíquico-espiritual, alívio de sintomas e controle da dor são essenciais para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e familiares. Conforme dados da Organização Mundial de Saúde, entre as principais doenças terminais estão as cardiovasculares (38,47%), seguida pelo câncer (34,01%) e a doença pulmonar obstrutiva crônica (10,26%).

A coordenadora de Psicologia Clínica do Hospital Madre Teresa, Gisele Correa, explica que a discussão sobre o tema é atual e retoma os termos do juramento médico de Hipócrates, no século V antes de Cristo, ratificado em 1948Ç “curar algumas vezes, aliviar quase sempre e consolar sempre”. A preparação adequada de psicólogos, fisioterapeutas, enfermeiros, nutricionistas, assistentes sociais e médicos é essencial ao atendimento humanizado. “Contribuímos para prestar a melhor assistência possível”, destaca.

O evento é aberto a qualquer profissional e estudante da área de saúde, sendo que a inscrição é R$ 220 para profissionais e R$ 110 para estudantes e pode ser feita pelo site www.sympla.com.br. Os profissionais do próprio Hospital devem fazer inscrição pessoalmente no CDEP (Centro de Desenvolvimento, Ensino e Pesquisa do hospital). Confira a programação completa no site www.hospitalmadreteresa.org.br