Categoria "Idoso"
25 nov 2016

“Diabetes na Praça” alerta sobre a doença e orienta sobre prevenção

diabetes3Evento terá atrações como food trucks de comidas saudáveis, degustação de doces diet, demonstração do dispositivo que emite alertas em casos de crises de hipoglicemia, mediação de glicose, aferição de pressão, apresentações musicais, palhaços e malabares.

Você sabia que dirigir um carro automático pode levá-lo a engordar até quatro quilos por ano? Que deixar de subir e descer o vidro do seu carro pode levar você a adquirir 360 gramas no mesmo período? E que 80% dos casos de hemodiálises poderiam ser evitados se as pessoas fossem menos sedentárias e tivessem uma alimentação mais saudável? O sedentarismo e o ganho de peso podem ter como consequências o adoecimento por diabetes.

Para alertar o cidadão sobre esses riscos é que neste sábado (26.11), de 10 às 16 horas, na Praça Floriano Peixoto, Bairro Santa Efigênia, em Belo Horizonte, será realizado “Diabetes na Praça – Encerramento do Mês de Prevenção à doença”.

No local estarão disponíveis dez food trucks, com alimentos saudáveis. Também haverá uma tenda, a “Vovó Diet, para degustação de doces sem adição de açúcar, além de atividades lúdicas, com a apresentação de palhaços, malabares, danças, atividades físicas. No estande de prestação de serviços estarão voluntários farão aferição de pressão, glicemia capilar, orientações sobre saúde bucal e atividade física, além da coleta de exames de PSA e DST/AIDS.

Artistas também se apresentarão voluntariamente ao longo do dia. Além da dupla Carlos e Roberta, do cantor Vine Fonseca, haverá aula de rumba e de exercício funcional com o professor Marcílio.

Botão do pânico – Em outra tenda estará será feita a demonstração de um dispositivo de alerta destinado a socorrer diabéticos durante as crises de hipoglicemia. O dispositivo funciona como um botão de pânico. Quando acionado, o emite um sinal que é captado pelo cuidador, pelo familiar ou até mesmo por um serviço de urgência, previamente cadastrados. O dispositivo, criado pelo designer de interação Vitor Moura a partir de uma demanda do deputado Antônio Jorge, foi doado à Associação de Diabetes Infantil, que busca um parceiro privado que produzir o equipamento em escala industrial.

O evento é promovido pela Sociedade Brasileira de Diabetes, Associação de Diabetes Infantil (ADI), Federação Nacional das Associações de Diabetes (Fenad) e tem o apoio do deputado Antônio Jorge (PPS), membro da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), da Associação dos Food Trucks de Belo Horizonte e da UniBH.

Cenário diabetes no Brasil e no mundo – No mundo, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, há 422 milhões de adultos diabéticos, dos quais, 14 milhões são brasileiros, número que corresponde a 7% da população total. Neste universo, 46,3% têm diabetes tipo 2 e não sabem que têm a doença. Hoje, 72 mil pessoas morrem por ano no País em decorrência do Diabetes. Estudo conduzido no Brasil, envolvendo mais de seis mil pacientes, mostrou resultados preocupantes: 90% de pessoas com diabetes tipo 1 e 73% de pessoas com diabetes tipo 2 não fazem controle da doença. Amputação, cegueira e problemas de circulação são os danos mais conhecidos. A relação com doença cardíaca e AVC – duas das maiores causas de morte no mundo – aparecem em 11º e 12º lugar em uma lista dos maiores prejuízos.

O diabetes – Trata-se de uma doença crônica metabólica caracterizada pelo aumento da glicose no sangue. O distúrbio acontece porque o pâncreas não é capaz de produzir a insulina em quantidade suficiente para suprir as necessidades do organismo. A insulina promove a redução da glicemia ao permitir que o açúcar presente no sangue possa penetrar as células, para ser utilizado como fonte de energia. Se não tratado, o diabetes pode causar insuficiência renal, amputação de membros, cegueira, doenças cardiovasculares, como AVC (derrame) e infarto.
07 abr 2016

Morremos quase todos os dias e nem percebemos

Arquivado em Espiritualidade, Idoso, opinião
envelhecer

Imagem/Google

Pensar a velhice não é muito confortável, principalmente em tempos modernos de sentimentos líquidos e, muitas vezes, cambiáveis. Valemos menos quando temos mais rugas no rosto e mais calos na mão. Também lamento imaginar, por exemplo, meu filho adolescente de 14 anos desfrutando, no futuro, o convívio com os meus bisnetos, seria a mesma coisa que plasmar minha ausência. Confesso que não tenho a pretensão de viver tanto tempo assim, já que engravidei bem pertinho dos 30 anos e meu filhote não pensa em encarar choro de criança antes dos 40 anos, mas fica um lamento no ar. Os jovens de hoje tendem a adiar cada vez mais a maternidade e a paternidade.

Nas sociedades ocidentais, a velhice é o “fim do caminho”, é indesejável, é impróprio para os negócios. Talvez porque temos a sensação exata que estamos perto da morte física. Para a maioria dos jovens, a morte não existe ou é improvável. No entanto, envelhecer é o processo natural da vida. A morte não é o contrário da vida, mas a oportunidade de uma nova forma de consciência. Além disso, convivemos com a morte desde sempre. Morremos quase todos os dias e nem percebemos. Você duvida?

A cada cinco dias, temos um revestimento interno do estômago. Ganhamos um novo fígado a cada dois meses. Nossa pele se repõe a cada seis semanas. A cada ano, 98 por cento dos átomos de nosso corpo são substituídos. Essa substituição química ininterrupta, o metabolismo, é um sinal seguro de vida.

É a nossa poesia interna (autopoese) nos ensinando que quanto mais morremos, mais estamos vivos. Estas informações preciosas estão em um dos livros mais lindo que a vida me possibilitou ler sobre a morte: (O QUE É VIDA? de Lynn Margulis e Dorion Sagan.

Além da morte física de cada dia, morremos também emocionalmente, por meio de mudanças de consciência. Às vezes ficamos altruístas, generosos, sábios, pacientes, evoluídos, mas acontece também o contrário. Muitos não conseguem renovar os sonhos, ideais, virtudes e ficam no sofá esperando a morte chegar.

Não somos mais sábios porque estamos mais velhos, não somos mais éticos porque estamos mais velhos, não somos mais generosos porque estamos mais velhos. Envelhecer não é uma questão moral ou meramente materialista, mas, talvez uma grande oportunidade de superar os desafios da vida por meio da mudança de consciência. A renovação no planeta Terra não é pela morte, mas pela transformação. O envelhecimento é uma chama divina, um convite para novas formas de “estar” no mundo. No entanto, devemos enterrar o que é realmente velho; como a corrupção, a falta de ética, a humilhação, o medo, o desespero, a inveja, o racismo, a pobreza.

Envelhecer é um ponto de vista diante de várias possibilidades. Que saibamos envelhecer com os olhos dos sábios, com a alegria dos apaixonados, com a experiência de vida e com grandeza do Universo.

29 set 2015

Oncologista alerta sobre os cuidados especiais com o idoso com câncer

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O Brasil já não é mais tão jovem. Estimativas do IBGE apontam que a população acima de 60 anos vai quadruplicar até 2060, passando de 14,9 milhões, em 2013, para 58,4 milhões. Estamos mais velhos e também mais preocupados com saúde, prevenção de doenças e qualidade de vida. Queremos envelhecer bem para aproveitar os momentos preciosos com a nossa família e os nossos queridos amigos.

Próximo às comemorações do Dia Internacional da Terceira Idade (1º/10) um dado chama a atenção e serve de alerta para todos. Segundo pesquisas, cerca de 50 % dos diagnósticos de câncer e de 70 % das mortes por câncer ocorrem em indivíduos acima de 65 anos. Estes números tendem a crescer à medida que o percentual de idosos aumenta.

De acordo com a oncologista Raquel Andrade Ribeiro, da equipe do Oncocentro Mina Gerais, os princípios essenciais do tratamento de câncer avançado em idosos são os mesmos que em pacientes mais jovens, com o agravante de que os pacientes mais velhos podem ter declínio da função de órgãos relacionados com a idade. “Por isso, os idosos necessitam de uma atenção especial quanto aos riscos da quimioterapia em relação à qualidade de vida, em particular no contexto de expectativa de vida estimada”, explica a especialista.

Segundo a médica, a dificuldade no tratamento oncológico do idoso está na diversidade da própria população idosa, pois existem pacientes que não apresentam qualquer patologia, enquanto outros possuem múltiplas doenças, portanto maior fragilidade. Por isso, o tratamento multidisciplinar é o mais indicado para estes pacientes. “O oncologista entra com toda sua expertise em câncer, prescrevendo o correto tratamento. E o geriatra cuida do idoso como um todo, em todas as necessidades”, destaca Raquel Andrade.

Para a especialista, a idade avançada não é, por si só, contra indicação para um tratamento oncológico curativo. No entanto, orienta que a avaliação global do paciente é fundamental para definir a melhor forma de realizar o tratamento. “A presença de um geriatra é fundamental no atendimento ao idoso devido às alterações fisiológicas e psicossociais decorrentes do envelhecimento e que podem comprometer a segurança e a eficácia do tratamento oncológico caso não forem abordadas. Em alguns casos, os riscos do tratamento podem até exceder os potenciais benefícios”, alerta a oncologista.

Definir qual a melhor estratégia no tratamento oncológico para o paciente idoso implica em uma avaliação global, que considera a expectativa de vida do paciente, sua capacidade física, suporte social, opções e crenças pessoais. “A importância da funcionalidade do tratamento está diretamente relacionada com a heterogeneidade da população idosa, que não nos permite considerar apenas a idade cronológica. Podemos ter um idoso de 65 anos totalmente dependente e um de 80 anos independente e funcional. Este último provavelmente estaria apto a receber o tratamento oncológico tradicional”, completa Raquel Andrade.

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