Categoria "Saúde da Mulher"
08 jun 2017

Sobreviver ao câncer depende de você descobrir a melhor forma de agir

zilda

Por: Relato pessoal de Zilda de Assis, jornalista, gestora de pessoas e editora do blog Comportamento sem Grilos . Ela nos conta os desafios de encarar um diagnóstico de câncer.

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Sobreviver ao câncer é um dos maiores desafios que um ser humano pode vivenciar. A notícia de que você está com um tumor chega como uma bomba destruidora em sua mente. Paralisa, choca e traz consigo a ideia de que você foi vencido.

A doença em si mexe com o emocional, além de todo o organismo que se volta para combatê-la. E é por isso que muita gente ainda não consegue nem pronunciar seu nome.

Ocorre que saber que você é portador de um tumor maligno não é o mesmo que ter sua morte decretada. E, como estou muito viva, decidi aprender com ele quando descobri que tinha um na mama.

Atitude e autocuidado são as senhas para sobreviver ao câncer. É, acima de tudo, uma questão de atitude e autocuidado. Muito antes pelo contrário, saber que você tem a doença trata-se do começo de uma longa jornada.

Quando descobri o diagnóstico, junto com ele, permiti que a tristeza fizesse seu papel e me entreguei ao choro. Foi um dia inteirinho de lágrimas, nariz entupido, soluços e uma famigerada dor de cabeça que me obrigou a tomar uma decisão. Fazer da situação um momento para reconstruir a mim mesma.

Passado o primeiro impacto, levantei e sacodi a poeira. Para dar a volta por cima ainda era cedo, pois que as médicas que acompanham meu caso indicaram um período de seis a oito meses de tratamento.

Só que já podia ver minha história de maneira diferente. Na verdade, a primeira etapa da jornada durou 10 meses. A segunda, que vivencio agora, tem previsão de outros seis.

Lição 1 para sobreviver ao câncer

Aprendi há uns anos, quando li o livro “O efeito sombra” um fato muito importante. A melhor maneira de lidar com um incômodo é olhá-lo de frente, sem vergonha, sem rodeios. E essa foi minha escolha.

Tornei pública minha situação e inúmeros amigos abraçaram a causa comigo. Naquele momento, me senti acolhida, amada, confortável.

Além disso, sou acompanhada por uma equipe de alto nível científico e de relacionamento. Inteligência emocional é tudo num momento desses.

Daí veio o primeiro ensinamento. A maneira como se lida com o problema é que vai determinar sua qualidade de vida. Com tantas mensagens e telefonemas carinhosos, fiquei tentada a entrar no “vitimismo”.

Ter uma neoplasia não é como ter dengue, que é epidemia e todo mundo tem. E, apesar de não ser uma sentença de morte, a tendência é que todos pensem que precisam estar mais perto. Funciona como se você fosse se quebrar todo a qualquer momento.

Logo de cara, um amigo me ligou cheio de dedos. Ainda estava aos prantos e ele foi tateando, até que não aguentei e soltei uma piada.

Foi a senha para que o cidadão fizesse outras piadas e me ajudasse a aliviar a tensão. Rir faz muito bem, tanto que meu ânimo voltou. Porém, eu ainda estava muito envolvida com a dor e a perspectiva de meses de rotina alterada pelo tratamento.

O dia a dia do câncer

As sensações que o câncer de mama me causa atualmente são predominantemente de esgotamento. As dores são terríveis no local das lesões e muito sono.

O mal estar é generalizado, com tremuras, suor frio, náuseas, de vez em quando, e isso tudo exaure a energia. Mesmo assim, levei poucos dias para conseguir reagir.

Sobreviver ao câncer passou então, a ser objetivo mais palpável, já que conto suporte dos amigos. A agilidade da Dra. Lúcia, a presteza da Dra. Ana Carolina e o comprometimento da Dra. Alessandra me colocaram para correr atrás do tratamento.

Foi num amanhecer para seguir a caminhada para a cura que tomei a decisão mais sábia. Optei por lidar com o carcinoma, aprender o que ele veio me ensinar. Naquela 5ª-feira, sabia que poderia entrar em guerra ou olhar a situação de maneira mais pacífica e crescer com ela.

Decidi tentar identificar o que a vida tem para me ensinar com essa doença. Com certeza, o câncer pode fazer algo para meu crescimento emocional e espiritual.

Naquela manhã empoderei-me. Mudei de postura, ergui a cabeça e determinei para mim, que eu serei otimista do início ao fim. E do espanto pela notícia à postura que adotei, para vivenciar uma doença tão ingrata, acabei gerando admiração.

Admiração que virou incentivo, companheirismo e mais. Afastou aquele espírito triste que estava rondando minha alma. Até então, já havia feito três exames de sangue para verificar os fatores de coagulação do sangue e todos os três deram alteração.

Era tudo para que eu tivesse condições de sobreviver ao câncer. Até o momento, ele tem sido agressivo, insistente, mas apesar de todos os desafios, tenho certeza de que terminarei a jornada mais forte e experiente.

Transformar em amigo para sobreviver ao câncer

A partir do momento que decidi fazer do câncer professor, meu ânimo virou outro. Apesar de ficar muito emotiva em momentos do dia, tenho estado em paz e otimista. Passei por momentos dolorosos, de agonia e de esperança.

A primeira etapa da doença foi extremamente pesada. Contudo, aprender a ter atitude positiva e disposição para aprender me deu forças.

A segunda etapa, que vivencio agora, tem sido um tanto mais desafiadora. Foi muito decepcionante, descobrir que o tumor já tinha se ramificado em outras partes do corpo.

Por alguns dias me abati profundamente. Tinha feito de tudo para me ver livre do câncer de mama, mas ele resistiu à cirurgia, quimioterapia e radioterapia.
Segundo a oncologista que me acompanha, Dra. Ana Carolina, meu caso é raro. Afinal de contas, a doença retornou menos de seis meses após o fim da quimioterapia.

As dores que senti eram terríveis. As lesões surgiram na coluna lombar, pélvis, bacia e ossos do bumbum, além de fígado e pulmão.

O susto foi terrível e novamente, surgiu a primeira lição. Abatida com a notícia, fiquei com um medo enorme da morte e ele tornou as dores mais intensas.

Lembrei então de um pensamento matinal enviado pela Brahma Kumaris. Ele diz que quando estamos com nosso campo energético impregnado de energias positivas, elas nos acompanham onde quer que estejamos.

Elas são geradas pelo nosso próprio pensamento e, portanto, uma propriedade nossa. Dessa forma, podemos influenciar positivamente as pessoas que entram em contato conosco.

Sendo assim, procurei forças na experiência que acabei de viver. Estou seguindo os mesmos passos. Enfrentei o medo de morrer e me abri para o tratamento.

Com isso, as dores começaram a perder força. Cultivar otimismo e o bom ânimo é o que me dá condições para sobreviver ao câncer.

Conclusão

Você leu nesse artigo que a atitude é o ponto chave para sobreviver ao câncer. E este foi meu primeiro aprendizado com a doença.

Tanto que após o susto de descobrir a recidiva da neoplasia, retomar a postura positiva tem sido a salvação. Meu estado mental faz com que a jornada seja mais ou menos pesada.

Além disso, a força que eu possuir vai ser multiplicada, sendo transmitida igualmente para as pessoas à minha volta. E esse empoderamento continuará a contribuir, fatalmente para que a realidade seja mais leve, digna e positiva.

Se você está passando por essa experiência ou conhece alguém que está, lembre-se que a atitude é tudo. Com certeza você já conviveu com alguém que teve a doença e sabe que sobreviver ao câncer depende da forma como o paciente lida com ele.

28 nov 2016

Procedimento estético promete congelar e matar as células dos pneuzinhos

verao

A estação mais sex está chegando e as mulheres querem estar com tudo perfeito para aproveitar o máximo das maravilhas do sol. Para isso, correm contra o tempo para deixar o corpo cada vez mais belo e desfilar sem medo de ser feliz.

Desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, a criolipólise usa baixas temperaturas para acabar com a gordura localizada. O aparelho é colocado na superfície da pele, fazendo as células de gordura serem congeladas a temperaturas negativas para serem destruídas. De acordo com a proprietária da Clínica Speciale, a criolipólise é um dos melhores tratamentos indicados para aposentar de vez a canga.  Sem cortes e agulhas, a técnica conta com o auxílio de apenas um aparelho que congela as células de gordura para então, destruí-las.

O aparelho é posicionado sobre a parte do corpo a ser tratada. Uma espécie de manta é colocada sobre a pele para protegê-la. O aparelho então, ‘suga’ a pele e a congela por cerca de uma hora a uma temperatura de -5°C a -10°C, resultando na quebra das células de gordura.

Esse tratamento atinge especificamente as células adiposas, pois a gordura é sensível ao frio, não atingindo pele e músculo. Em uma única sessão pode-se chegar à redução de cerca de 25% de gordura localizada.

Rua Rio De Janeiro, 2244 Telefone:(31) 3223-8809

Confira as recomendações da Carol da Speciale,

04 ago 2016

Mulheres diagnosticadas com câncer podem engravidar. Saiba mais:

Arquivado em Mamãe, saúde, Saúde da Mulher

a pregnant woman is holding her tummy

O diagnóstico de um câncer é encarado como um momento difícil na vida da mulher. Felizmente, os avanços na medicina têm contribuído para a cura ou controle da doença, no entanto as intervenções terapêuticas ainda continuam agressivas, podendo ocorrer a falência ovariana precoce.

Como o câncer alcança cada vez mais os jovens, em idades férteis, a preservação da fertilidade também deve ser levada em conta durante o tratamento da doença. A estimativa do Instituto Nacional do Câncer – INCA – é que no biênio 2016 e 2017, ocorram 600 mil novos casos de câncer, sendo que 10% dos tumores estejam entre as mulheres mais novas.  A medicina reprodutiva aliada à oncologia tem avançado e oferecido técnicas que permitem que as pacientes, em tratamento do câncer, consigam futuramente se tornarem mães.

Conversei por e-mail com o Dr. Marco Melo, ginecologista e diretor da Vilara – Clínica de Reprodução Assistida. Saiba mais como uma mulher diagnosticada com câncer pode engravidar.

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Adriana Santos: Qual o período aconselhado, após tratamento, para que a mulher possa engravidar com segurança?

Dr. Marco Melo: Dependendo do tipo do câncer, recomenda-se um período de 2 a 5 anos para que se possa buscar uma gestação. Este período é considerado como um período médio onde ocorre a maioria das recidivas do tumor.

2- Os efeitos colaterais da quimioterapia e da radioterapia podem trazer prejuízos para o desenvolvimento do bebê?

Sim, por isto não se deve engravidar durante o tratamento de câncer. Os efeitos podem variar desde alterações moleculares das células dos bebês, passando por geração de defeitos de formação (efeito teratogênico), até mesmo, o óbito.

3- Mulheres que fizeram tratamento do câncer de mama também podem engravidar?

Sim, com certeza! Claro que devem fazê-lo após comprovada a remissão da doença e vencido o período de “controle de cura”, cerca de 5 anos após o término do tratamento do tumor.

4- Qual a restrição, ou seja, qual grupo de mulheres que tiveram algum tipo de câncer não pode engravidar?

Em geral, todas as mulheres que tiveram câncer e foram tratadas adequadamente e chegaram a curam, podem engravidar. A restrição, é claro, será quando o tratamento provocar sequelas no útero que o impossibilitem de o seu desenvolvimento normal durante a gravidez.

5- Como a medicina moderna por ajudar mulheres que tiveram câncer a engravidar?

Primeiramente, com a preservação de óvulos ou embriões, antes delas serem submetidas ao tratamento quimioterápico e/ou radioterápico. Para as mulheres solteiras, sem parceiro definido, o recomendado é que congelem óvulos; já as casadas, o mais adequado seria o congelamento de embriões. Desta forma, poderemos preservar a possibilidade de uma gravidez caso haja um possível dano ao funcionamento dos ovários.

Para as mulheres que, por algum motivo, tiveram um comprometimento do útero pelo tratamento ou que tiveram que retirar seu útero acometido pelo câncer, podemos recorrer ao “útero de substituição”, método pelo qual uma familiar da paciente gestará os embriões da mesma. Por fim, para aqueles casos em que não foi possível criopreservar óvulos nem embriões da paciente, podemos recorrer à doação de óvulos ou adoção de embriões, a fim de se obter a gestação desejada.

Além destes tipos de tratamento, o maior conhecimento sobre o funcionamento ovariano e métodos de se avaliar a reserva ovariana (quantidade de óvulos existente nos ovários) permitem com que os especialistas em reprodução humana possam aconselhar melhor as mulheres sobre o seu planejamento familiar.

6- A idade pode ser um complicador, mesmo com os avanços da medicina?

Sim, em se tratando de reprodução humana, a idade da mulher é o melhor fator de prognóstico de gestação, exceto quando se recorre ao congelamento de óvulos e embriões e se decide obter a gestação numa idade mais avançada. Neste caso, não percebemos uma alteração nas taxas de gestação, mas podemos observar uma maior taxa de complicações obstétricas devido à maior idade da gestante, como por exemplo, diabetes gestacional e doença hipertensiva específica da gravidez.

Explicando um pouco melhor, ao congelarmos óvulos ou embriões de mulheres com idade inferior aos 35 anos, mantemos suas altas taxas de gestação. Entretanto, se estas mulheres desejarem uma gestação após os 40 anos, por exemplo, apesar de apresentarem boas taxas de gravidez, elas apresentam maior risco de complicações obstétricas.

Sabemos também que os danos aos ovários são maiores quando a quimioterapia é realizada em mulheres com idade mais avançada. Isto é, o risco de uma falência ovariana (perda da função ovariana) é mais frequente nas mulheres mais velhas submetidas ao tratamento do câncer.

7- E se o câncer voltar no período de gestação ou amamentação? Qual a orientação?

Este é um quadro muito complicado e grave. Infelizmente, acontecendo este tipo de problema, a paciente deverá ser acompanhada e orientada por uma junta médica composta por obstetra de alto risco, oncologista e neonatologista, a fim de se tomar a melhor conduta, que sempre será, em primeiro lugar, a preservação da vida da gestante. Claro, que como é um caso muito delicado, toda a discussão sobre o que se fazer deverá ser discutido com o casal.

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