Categoria "Saúde & Literatura"
05 out 2015

Terapia integrativa combina psicologia com formas ancestrais de cuidar da mente e do corpo

Arquivado em Saúde & Literatura

Yoga

Numa época em que a saúde se tornou uma das maiores preocupações do ser humano, são poucos os que conseguem levar uma vida plena. De um lado, o ritmo de vida frenético facilita o aparecimento de distúrbios como a depressão e insônia. De outro, a alimentação desregrada envia para dentro do organismo conservantes, hormônios e agrotóxicos. Então nos tratamos com remédios, o que acaba intoxicando o corpo e tornando-o cada vez mais frágil. Como sair desse círculo vicioso?

Ilan Segre mostra no livro Terapia Integrativa que a saúde está ao alcance de todos. Usando um discurso crítico e partindo de sua longa experiência com ioga, ayurveda e naturopatia, o autor alinha essas três ciências à sua formação de psicólogo e propõe um novo caminho para aqueles que almejam o bem-estar físico e mental. Além disso, analisa casos de pacientes que atendeu na Índia utilizando sua abordagem integrada e mostra que a terapia integrativa é capaz de curar moléstias e aliviar sintomas de doenças graves como esclerose múltipla.

A Terapia Integrativa combina as técnicas da Psicologia Moderna com formas ancestrais de cuidar da mente e do corpo. Como embasamento para adoção de formas complementares de tratamento utilizam-se tanto pesquisas científicas como também o uso tradicional, já consagrado através de milhares de anos de utilização pelas civilizações orientais.

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terapia

Saúde & Literatura de hoje é sobre o livro Terapia Integrativa (Editora Ágora) do autor Ilan Segre. Ele é psicólogo formado pela USP (CRP 06/112563) e pós-graduado em Fitoterapia pela Faculdade Mario Schenberg. Também formou-se em Yoga e Ayurveda no Brasil e se especializou fora do país, em viagens para a Austrália (Satyananda Ashram) e para a India, onde morou por dois anos para concluir sua pós-graduação em Yogaterapia e Naturopatia.

Complementou sua formação como psicólogo residente no Gupta Yogic Hospital (Lonavala), Jipmer Hospital (Pondicherry) e no Nisargopchar Ashram (Pune), na Índia. Atualmente funde psicoterapia com técnicas de Yoga, incluindo respiração, correção de alimentação e utilização de ervas como tratamentos complementares.

Conversei com Ilan sobre a importância do Ioga, os mitos em torno do jejum e da alimentação saudável, a importância da água morna com limão para a desintoxicação do organismo e emoções. Confira:

Adriana Santos: Como o Yoga pode ajudar homens e mulheres na conquista da saúde integral?

Ilan Segre:  Depende de como se entende o Yoga. Yoga como conhecemos no ocidente são apenas uma pequena parte do que é a Prática de Yoga na Índia. Lá trata-se de uma das seis linhas filosóficas tradicionais, e que propõe um estilo de vida. Aqui, muitas vezes, Yoga é resumido a posturas, os chamados ásanas. Antigos textos clássicos, como o Hatha Yoga Pradipika, o Gherandha Samhita e os Yoga Sutras, estabelecem claramente como um praticamente, o Yogui, deve se comportar, se alimentar e até mesmo efetuar a sua prática. O texto mais conhecido, os Yoga Sutras de Patanjali, por exemplo, tem apenas uns poucos versos dedicados aos ásanas. Lá é explicado que o primeiro passo são os códigos de conduta, a forma como um aspirante deve se comportar em relação a si mesmo e aos outros para progredir no caminho de Yoga. Depois dos códigos, vêm as posturas, os exercícios respiratórios e a Yoga interna ou mental, que também possui quatro passos: a internalização dos sentidos, a concentração, a absorção e o Samadhi, o mais alto grau de realização que um aspirante pode procurar. Aulas Yoga que estejam imbuídas dessa filosofia ajudarão, de alguma forma, os praticantes a se observarem, se autoconhecerem e, eventualmente, abrirem a oportunidade para quebrarem os vícios mentais e físicos. Isso nos dá a oportunidade de revermos as formas como nos comportamos e respondemos ao mundo. Só isso já é uma incrível oportunidade para recuperar ou manter a saúde física e mental.

Adriana Santos: No livro, você alerta que só devemos comer quando a fome estiver presente. Ao contrário do que os nutricionistas recomendam, comer de 3 em 3 horas. Qual a importância de escutar o nosso organismo?

Ilan Segre: Eu não sou nutricionista nem médico e, portanto, minha ideia não é contestar as práticas modernas. Posso afirmar, porém, que essa proposta de comer a cada três horas não está presente nos antigos textos de ayurveda. Em textos como o Ashtanga Hrudaya, por exemplo, é dito que a comida só deve ser ingerida quando a refeição anterior tiver sido completamente digerida e isso em geral leva várias horas, dependendo daquilo que se come. Atualmente vivemos num tempo onde é mais fácil seguir uma regra que nos foi apresentada em vez de nos perguntarmos se estamos com fome ou sede antes de ingerir ou deixar de ingerir qualquer coisa. A ideia de dizer que alguém deve beber dois litros de água por dia ou comer determinadas vezes ao dia é absolutamente ocidental e não leva em conta as diferenças individuais e as atividades de cada pessoa. Ninguém precisa ser versado nas escrituras para experimentar, na prática, o que faz sentido ou não ao próprio corpo. Mais uma vez, é a busca a consciência do que se passa no próprio corpo, seja para não ficar subnutrido ou mesmo viver se alimentando em excesso, o que pode levar o que pode levar órgãos, como o estômago e o pâncreas, à exaustão, e a doenças como obesidade, hipertensão, etc.

Adriana Santos:A prática do jejum é polêmica, em especial para os ocidentais, ainda que tolerada. Qual a importância do jejum para a saúde integral?

Ilan Segre: O jejum é recomendado para desintoxicar o corpo e a mente. Porém, não é indicado para pessoas em condições precárias de saúde, por exemplo. É uma prática importante, mas que não deve ser realizada de forma leviana; precisa ser feito com acompanhamento médico. Existem vários tipos de jejum: só de dieta líquida (sopas), apenas de sucos ou água de coco ou suco de cenoura e, ainda, um jejum mais radical, de apenas água. Quando morei no Ashram, na Índia, o jejum sempre era indicado para as pessoas obesas ou aquelas que tinham algum tipo de vício, como chocolates, cigarros, drogas, por exemplo. Quem já jejuou sabe que o corpo se acostuma a não ser alimentado e entra gradativamente em espera. Durante o jejum, os pensamentos se tornam mais abstratos, e as ideias tendem a parecer mais aéreas, pode-se ter até uma sensação sutil de leveza e flutuação. Porém, tão importante quanto fazer o jejum, é sair dele. É preciso quebrar o jejum com alimentos leves, de preferência sopas, sucos ou frutas e gradativamente reassumir uma dieta mais consistente.

Adriana Santos: Quais os benefícios da água morna com limão logo pela manhã, ainda em jejum?

Ilan Segre: Essa é uma prática de ayurveda que muitas pessoas adotam sem saber exatamente o motivo. A água morna com limão atua como um detergente no corpo. Como o limão tem um caráter de dissolver as gorduras e seu PH se torna básico após a digestão, ele alcaliniza os fluídos do corpo, melhorando os casos em que há acidez (quando se ingere muito álcool, açúcar, gorduras ou carne). A água com limão costuma ser eficaz especialmente para melhorar o trânsito intestinal e a velocidade da eliminação, para quem sofre de constipação. Pode-se obter o mesmo efeito com babosa ou linhaça. Até porque, eu se deve recomendar para quem tem problemas como azia ou gastrite a ingestão de água com limão quente, o que poderia agravar os sintomas. A questão central, em qualquer tratamento, é investigar as causas dos incômodos ou doenças e a melhor central alternativa fitoterápica no tratamento. Um terapeuta com experiência adotará este caminho para definir a melhor opção para tratar um desequilíbrio ou manter a saúde.

Adriana Santos: Qual a relação dos sentimentos reprimidos com a saúde integral?

Ilan Segre: Estudando Yoga veremos que em vários momentos, as escrituras abordam especificamente a parte mental. Para essa filosofia, todos os adoecimentos começam na mente, seja com escolhas erradas (alimentação e estilo de vida), seja com desejos que não conseguimos realizar, expressar ou, que, ao contrário, realizamos em excesso. Todos nós sofremos inúmeras interferências e influências ao longo da vida e é importante aprender a reconhecer e lidar com os sentimentos que surgem. Assim como o stress pode ser útil para exigir uma resposta rápida do organismo, o problema se manifesta quando ficamos presos a um estado constante de estresse ou alerta, por exemplo. Da mesma forma, ficar preso a um sentimento, seja ele raiva, tristeza ou indignação pode causar sérios problemas a médio prazo. Mesmo a alegria em demasia não era bem-vinda, segundo as escrituras. A saúde é um estado de equilíbrio instável, por isso, viver as emoções e saber passar por elas é um grande aprendizado. No consultório, é possível observar que, quando não conseguimos superar alguns sentimentos, eles se manifestarão posteriormente no corpo como sintomas físicos.

Adriana Santos: Mente sadia significa corpo sadio?

Ilan Segre: Nem sempre. Muitos grandes mestres acabaram morreram depois de terem passado longos períodos doentes, mas a qualidade de seus pensamentos e ações ditava a paz interna que tinham alcançado. Invariavelmente teremos que deixar esse plano, então, em última instância, o adoecimento e a morte são parte integrantes da vida. A questão é saber discernir entre o que é um desequilíbrio normal (de um estado saudável que é por definição, instável), como um resfriado, e o que é uma doença grave que se manifeste de forma prematura. Uma mente sadia sempre nos capacita a enfrentar todos os desafios de forma mais harmoniosa e serena. É por isso que na filosofia de Yoga se fala tanto nos conceitos de “prática” e “desapego”. Eles são as duas asas que podem tornar “o pássaro mental” mais livre e atento.

Adriana Santos: Como manter a mente sadia em tempos tão conturbados?

Ilan Segre: Acredito que cada um deve buscar o autoconhecimento para formular seu próprio caminho. Não tem um jeito único. Em geral, sofremos porque mentalmente nos percebemos numa situação ou estado indesejados. Vejo cinco pilares fundamentais para buscar evitar isso e ter uma mente saudável. Em primeiro lugar, fazer aquilo que acredita, que gosta de verdade. Depois, aprender a viver um dia de cada vez, sem tantas expectativas sobre tudo e todos. Terceiro aspecto, a moderação quanto a excessos e a comparações com os outros – pode ser bem útil exercitar isso. Mais adiante, buscar ser útil e generoso em relação aos pensamentos, sensações e ações. Isso é um desafio especialmente quem mora em grandes metrópoles, nas quais reina uma espécie de energia acelerada e por vezes até violenta na sua manifestação, com trabalho em demasia e “tempo para nada”, como muitos costumam dizer, orgulhosos. Por último, a contemplação, sempre que possível em contato com a natureza, para estimular o corpo e a mente a lembrarem-se de suas origens. Mas de forma mais terapêutica, eu recomendo que cada um inclua na sua rotina práticas regenerativas para o complexo corpo-mente. Seja Yoga, massagem, meditação, dança ou esportes. O importante é encontrar um lugar onde possamos estar por inteiros e relaxados, sem a necessidade de cumprir uma agenda ou alcançar nenhuma meta.

06 set 2015

Resenha do livro Libertação Animal de Piter Singer

libertação animal

Desde a primeira edição, em 1975, esta obra inovadora vem conscientizando milhões de pessoas sobre o “especismo” – nosso sistemático descaso em relação aos interesses dos animais não humanos – e inspirado, em todo o mundo, movimentos pela mudança de nossas atitudes em relação aos animais e pelo fim da crueldade que lhes infligimos.

Em Libertação Animal, Peter Singer expõe a terrível realidade da indústria pecuária e dos testes de novos produtos – destruindo as falsas justificativas que embasam essas práticas e propondo alternativas para algo que, além de uma questão moral, assumiu contornos de um sério problema social e ambiental. Este livro, um importante e persuasivo apelo à consciência, à justiça e à decência, é leitura obrigatória não só para aqueles que reconhecem os direitos dos animais, mas também para os que ainda ignoram essa realidade.

Veja o vlog sobre o livro Libertação Animal de Piter Singer.

04 set 2015

O que está por trás dos arquivos secretos do Vaticano?

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Tudo o que é oculto, secreto, proibido parece chamar mais nossa atenção. E, de fato, uma aura de mistério envolve os Arquivos Secretos do Vaticano.

O local é um imenso repositório de informações. Em seus 85 quilômetros de prateleiras estão livros, documentos, papéis e imagens, contando cerca de dois milhões de registros, que a Igreja Católica acumulou em oito séculos. 85 quilômetros é a distância aproximada entre Belo Horizonte e Pará de Minas.

Mas o que há de tão secreto em tudo isso? O local, apenas parcialmente aberto para consulta, não é um simples depósito de dados, mas uma espécie de área proibida, que guarda detalhes que mudariam não apenas a história do cristianismo, mas também a da humanidade como a conhecemos. Lá seria possível encontrar informações “perigosas”, como os Evangelhos Apócrifos, o código da Bíblia, o verdadeiro terceiro segredo de Fátima, documentos confidenciais e outros, incluindo os relacionados à renúncia do papa emérito Bento XVI.

Se há algo que fascina as pessoas é a possibilidade ter acesso a dados considerados “proibidos”, que desafiam a realidade como a conhecemos e provocam nosso imaginário a conjecturar qual seria, na verdade, a realidade.

O “Saúde e Literatura” entrevista Sérgio Pereira Couto, 48 anos, autor do livro “Arquivos Secretos do Vaticano, jornalista e escritor especializado em história do esoterismo, da ciência criminal, de teorias de conspiração e das sociedades secretas. Foi redator das revistas História Oculta e Biblioteca Negra, publicadas pela Editora Mythos, além de ter participado das revistas Geek, Discovery Magazine e outras. Hoje continua a trabalhar com outras revistas da mesma editora (Biblioteca Secreta, Sociedades Secretas e Arquivos Negros), enquanto prepara novos livros que serão lançados em livrarias e bancas de jornais. Confira:

sérgio

Aquivo pessoal

Adriana Santos:  O que são os Arquivos Secretos do Vaticano e quais os principais assuntos abordados nos documentos?

Sérgio Pereira Couto: Os arquivos são a coleção de documentos comuns a qualquer administração. Só que, em vez de conter apenas documentos comuns, estes contém, inclusive, papeis históricos e importantes do vasto e amplo espectro de atuação da Igreja com o passar dos anos. E o mais interessante é verificar que há, por exemplo, a carta de Henrique VIII da Inglaterra requisitando o divórcio de seu primeiro casamento com catarina de Aragão ou trabalhos apreendidos pela Inquisição de autoria de Galileu Galilei, que foi investigado por eles por heresia ao afirmar que o Sol era o centro do universo, não a Terra.

Adriana Santos: Por que o tema despertou o seu interesse?

Sérgio Pereira Couto: Tudo que é secreto á passível de ser interpretado de maneiras diferentes. Tive uma oportunidade de viajar para o Vaticano e lá conheci o prefeito dos arquivos, que me disse algumas coisas interessantes, como o fato de que as pessoas interpretam mal os arquivos secretos e que a verdadeira definição deveria ser “arquivos do secretário”, já que o secretário do Vaticano, na época do pontificado de cada papa, é quem alimenta o órgão com os papéis, que ficam pelo menos 75 anos mantidos em segredos e só depois desse período é que são liberados para consulta pública.

Adriana Santos: O que há de tão interessante nos Arquivos Secretos que pessoas do mundo todo, pesquisadores ou não, se interessam tanto pelo assunto?

Sérgio Pereira Couto: Por ter muita coisa apreendida pela Santa Inquisição convencionou-se achar que os arquivos conteriam muitos documentos que provariam as mais variadas coisas. Os conspírólogos, os “especialistas” em conspirações, acham que lá há até correspondência entre os papas e ETs e coisas assim. Os arquivos viraram uma espécie de Área 51 europeia e temática, já que pertencem ao Vaticano.

Adriana Santos: Quais foram suas fontes de pesquisa? Quanto tempo demorou para reunir todas as informações disponibilizadas no livro?

Sérgio Pereira Couto: Minhas fontes de pesquisa foram quatro visitas de 20 minutos ao local, além de entrevistas com os encarregados. Todas as informações no livro demoraram cerca de sete anos no total para serem reunidas.

Adriana Santos: Quem tem acesso irrestrito aos Arquivos Secretos do Vaticano?

Sérgio Pereira Couto: Em geral os documentos mais modernos são apenas para os funcionários da cúria romana, enquanto o acervo é aberto para o público, mas mesmo assim é necessário passar por uma espécie de pré-seleção para obter acesso aos papéis.

Adriana Santos: Você acredita que o Papa Francisco possa facilitar o acesso dos arquivos que abordam o “Terceiro Segredo de Fátima”, um assunto que interessa grande parte dos católicos?

Sérgio Pereira Couto: Até onde sabemos, o terceiro segredo de Fátima foi revelado ao público pelo papa João Paulo II. Não há nenhum indício de que haveria mais para ser revelado sobre esse assunto. E não acredito que o papa Francisco saiba de algo espúrio e que ainda não foi divulgado.

Adriana Santos: O que se trata o Código da Bíblia?

Sérgio Pereira Couto: O código da Bíblia é uma sequência de letras equidistantes que pode ser revelado a partir do momento que se insere no computador i texto original do Velho Testamento em hebraico em forma de matriz de texto sem linhas ou parágrafos. A partir de então o computador pode procurar as passagens onde essas sequências revelam profecias ocultas e que podem citar o nome de qualquer um. O estudo, originado em Israel por um cientista matemático, ganhou o mundo quando foi divulgado pela mídia norte-americana, que encontrou no texto sequências que previam mortes como as de Yitzak Rabin e da princesa Diana Spenser, além de acontecimentos como a invasão do Iraque e o 11 de setembro. Especula-se, sem provas, de que uma cópia bem guardada do software que faz as análises estaria nos Arquivos Secretos, guardada a sete chaves, e que ela teria como realizar o mesmo estudo na Bíblia inteira, ao contrário do programa original, que só analisava o Antigo Testamento.

Adriana Santos: O que está por trás da renúncia do papa emérito Bento XVI?

Sérgio Pereira Couto: Razões administrativas fortes demais para que um papa pudesse enfrentar todos os problemas que uma Cúria Romana envolta em casos de corrupção e até de lavagem de dinheiro pudesse resolver por si mesmo. Quando se é um sacerdote que só tem força no campo espiritual e não no administrativo, essas coisas acontecem. Uma andorinha só não faz verão.

Adriana Santos: Por que os evangelhos apócrifos são tão “perigosos” para o “status quo” da Igreja Católica?

Sérgio Pereira Couto: Porque trazem ideias que são díspares ao que é pregado pelos evangelhos canônicos. Desde a descoberta no fim da década de 1940 a quantidade desses textos aumentou muito e ideias como a do suposto casamento entre Jesus e Madalena começaram a surgir. A intenção é manter uma unidade na administração espiritual, não promover separações e cismas, como aconteceu muito durante a história da Igreja.

Adriana Santos: Os Arquivos Secretos do Vaticano guardam segredos de seres extraterrestre?

Sérgio Pereira Couto: Que eu tenha visto, não. Isso é mais uma bobagem propagada por conspirólogos.

Adriana Santos: Para finalizar, o Vaticano ainda hoje faz alguma pressão política com relação às descobertas científicas que tentam provar a reencarnação?

Sérgio Pereira Couto: Que eu saiba as autoridades católicas tem como premissa não aceitar a noção da reencarnação. Sendo assim, não monitoram nada que corresponde ao assunto, preferindo se preocupar com astronomia, física, matemática e outros assuntos que ocupam as principais correntes de pensamento científico moderno.

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