Categoria "Saúde & Meio Ambiente"
04 dez 2015

Indústria mundial da carne lança compromisso ambiental na COP21

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BOI

Divulgação

A indústria global de carnes pela primeira vez entrou em acordo sobre o papel que pode desempenhar para mitigar as mudanças climáticas. O Secretariado Internacional da Carne (IMS, na sigla em inglês) divulgou durante a 21ª Conferência do Clima (COP-21), em Paris, um documento com uma série de iniciativas e práticas, já em andamento, que podem contribuir para a redução das emissões de gases do efeito estufa e para elevar a eficiência da produção no que se refere à preservação ambiental.

A entidade reúne produtores, exportadores e entidades governamentais e empresariais de todo o mundo, que representam mais de 75% da produção global de carnes. Uma das signatárias do compromisso é a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), que representa a cadeia produtiva da carne bovina no Brasil.

No documento, o IMS cita que a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) estima que o setor contribui com 14,5% das emissões de gases do efeito estufa. No entanto, a entidade ressalta que estas estão sendo diminuídas por meio de práticas inovadoras “que apoiam a produção sustentável e ambientalmente responsável de proteína animal, utilizando menos recursos e resultando em menor impacto”.

O IMS cita programas de melhoramento genético e sanidade para aprimorar a nutrição animal e evitar perdas de carbono e nitrogênio na atmosfera, além da preservação dos solos ao otimizar a produção de pastagens e prevenir a erosão. No documento, o setor também se compromete com práticas para a gestão de resíduos a fim de reciclar nutrientes e energia, reduzir significativamente o desmatamento e utilizar tecnologias no processamento das carnes que otimizem recursos e reduzam a demanda por água e energia, além de melhorar as condições de trabalho.

Em comunicado, o diretor executivo da Abiec, Fernando Sampaio, afirma que o Brasil tem a oportunidade de atender parte da demanda crescente por proteínas animais no mundo ao contribuir “para mitigar mudanças climáticas, por meio da intensificação da produtividade e restauração de pastagens e da recuperação de florestas previstas no Código Florestal”. Além de representar a cadeia nacional, Sampaio também é vice-presidente do Comitê de Sustentabilidade do IMS.

O IMS afirma que associados ao redor do mundo estão engajados em traçar estratégias de mitigação que sejam eficientes do ponto de vista de custos e adequadas à diversidade e complexidade do setor. “Muito progresso já foi feito e estamos comprometidos com uma cultura de contínuo desenvolvimento”, escreve a entidade.

20 nov 2015

Plataforma online mostra quais fontes geram eletricidade no Brasil

hidrelétrica de Ilha Solteira

A Usina Hidrelétrica Ilha Solteira, localizada no rio Paraná. A fonte hídrica é a principal do Brasil

Você sabe de onde vem a eletricidade que faz o seu computador, tablet ou celular funcionar para que possa ler esse texto? Nesse momento ela está vindo de diferentes fontes, como a hidráulica ou eólica, por exemplo. Mas isso varia dependendo da demanda por energia e da disponibilidade de cada usina no país.

Para mostrar o panorama da geração de eletricidade no Brasil e as missões de gases de efeito estufa associadas a ela, foi lançado o SEEG Monitor Elétrico. A plataforma online é uma iniciativa coordenada pelo Observatório do Clima e desenvolvida pelo Greenpeace e pelo Instituto de Energia e Meio ambiente (Iema).

O site mostra quais fontes estão gerando nossa eletricidade e também as emissões de gases de efeito estufa para a atmosfera associadas às usinas térmicas, que consomem combustíveis poluentes como carvão e óleo diesel.

Os dados do Monitor são atualizados todos os dias. Assim, a ferramenta mostra a realidade do sistema elétrico a todo o momento. E, já que a plataforma foi abastecida com dados da produção de eletricidade no país nos últimos anos, podemos analisar períodos específicos e visualizar a evolução tanto da geração de eletricidade como de suas emissões no Brasil.

Pelo Monitor, ficamos sabendo, por exemplo, que no dia 16 de novembro deste ano, 73,32% da eletricidade gerada no Sistema Interligado Nacional (SIN)* veio de usinas hidrelétricas. Outros 3,99% vieram de usinas eólicas, enquanto 17,92%, de térmelétricas movidas à combustíveis fósseis, que são poluentes. Por conta dessa geração térmica, vemos pelo Monitor que as emissões de gases de efeito estufa pela geração de eletricidade no SIN eram de 15,8 milhões de toneladas equivalentes de CO2 em 2011 e foram para 70,8 milhões em 2014 – ou seja, mais que quadruplicaram.

gráfico emissões. monitor

“O Monitor nos permite ver até mesmo um raio-X da crise do setor elétrico”, diz Larissa Rodrigues, da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil. “A avaliação dos últimos anos nos mostra como a geração está cada vez mais suja, e também muito cara, já que a conta dos combustíveis é alta. Assim, o cidadão perde duas vezes: vive em um ambiente poluído e tem uma conta de luz cara”. Desde 2011, como podemos ver no gráfico abaixo, as emissões de gases de efeito estufa associadas a geração de eletricidade subiram sem parar.

O Monitor também traz o número dos sistemas de micro e minigeração distribuída registrados no país. Esses sistemas, como painéis fotovoltaicos nos telhados, são instalados pelos próprios consumidores e conectados na rede de distribuição. Entre suas vantagens está a compensação econômica: a eletricidade produzida e que não é logo consumida é colocada à disposição da rede, gerando descontos na conta de luz do consumidor. Aqui no Greenpeace trabalhamos para disseminar a geração distribuída para todos os brasileiros.

*O Sistema Interligado Nacional (SIN) é o grande sistema de produção e transmissão de energia elétrica do país. Nele estão conectadas as usinas de geração e as linhas de transmissão e distribuição. O SIN atende mais de 90% da eletricidade do país. Atualmente, não são atendidos pelo SIN os sistemas isolados (Ex.: alguns municípios) e não são por ele contabilizados parcela da autoprodução (Ex.: indústrias com usinas de geração próprias) e a geração distribuída, que inclui os sistemas de micro e minigeração (Ex.: painéis fotovoltaicos instalados pelos próprios consumidores).

Crédito:  Greenpeace

16 jun 2015

Temperatura do planeta pode aumentar 4,3 graus até fim do século

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temperatura-56

A Agência Internacional de Energia (AIE) alertou (15/06) que a temperatura do planeta pode subir 4,3 graus até o fim do século XXI e pediu aos países medidas mais audaciosas na redução das emissões de gases com efeito de estufa.

Num relatório publicado antes da conferência do clima, em dezembro, em Paris, a AIE disse que podia ser feito mais para alcançar a meta de manter a média da temperatura global abaixo dos dois graus centígrados. Os compromissos atuais “terão um impato positivo nas tendências energéticas futuras, mas ficarão aquém da necessária correção para respeitar o objetivo dos dois graus”, indica o relatório, apresentado em Londres.

O estudo aponta que será registado um aumento médio da temperatura global em cerca de 2,6º até 2100, defendendo que o aumento pode subir até aos 4,3º nos países do hemisfério norte.

“O setor energético deve desempenhar um papel crítico para que os esforços na redução das emissões dos gases com efeito de estufa tenham êxito. A produção e a utilização de energia representam dois terços das emissões mundiais de gases com efeito de estufa” (GEE), disse a diretora executiva da AIE, Marie van der Hoeven.

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