Categoria "Saúde mental"
08 set 2016

Especialistas discutem prevenção ao suicídio em BH

tunel

Imagem Google

 Por: Assessoria de Comunicação da Associação Médica de Minas Gerais

De acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), todos os anos são registrados cerca de dez mil suicídios no Brasil e mais de um milhão em todo o mundo. Os especialistas consideram o problema uma silenciosa epidemia e realizam um grande debate na Reunião Multidisciplinar do dia 10 de setembro (sábado), a partir das 8h30, na Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), e lançam a campanha ‘Setembro Amarelo’, que fala sobre prevenção ao suicídio durante todo o mês. Além de psiquiatras, participam representantes da clínica médica, geriatria, ginecologia, medicina do trabalho e pediatria;

Quando se fala em suicídio, a principal abordagem é a prevenção. Conforme a cartilha ‘Suicídio: Informando para prevenir’, desenvolvida pela ABP, juntamente com o Conselho Federal de Medicina (CFM), em 2014, “é possível prevenir o suicídio, desde que os profissionais de saúde, de todos os níveis de atenção, estejam aptos a reconhecer os seus fatores de risco”. O psiquiatra Frederico Garcia explica que, de maneira geral, o paciente com pensamento suicida quase sempre procura um médico alguns dias antes de fazer uma tentativa. O médico pode, muitas vezes, perceber o risco e interceder favoravelmente pelo paciente. “Ao contrário do senso comum, falar sobre suicídio não causa suicídio, o previne! É preciso abordar claramente o tema com a pessoa, quando a ideia de tirar a própria esteja presente”, ressalta.

Os médicos alertam que o suicídio ou comportamento suicida está quase sempre relacionado a fatores externos, por exemplo, às doenças mentais e a uso de drogas. Os diversos públicos e faixas etárias nas quais as pessoas tiram a própria vida também serão tema de discussão e foram divididos em: suicídio em médicos; militares; idosos; gestantes; jovens e adolescentes. O Centro de Valorização da Vida (CVV), organização não governamental que oferece apoio emocional e prevenção do suicídio, é parceiro do evento. Um dos membros estará presente para contar as experiências que ultrapassam o ponto de vista clínico. O CVV atende voluntária e gratuitamente as pessoas que se sentem fragilizadas, que querem e precisam conversar, de maneira sigilosa, por telefone, email, chat e Skype, durante 24 horas.

Participam do encontro, Associação dos Ginecologistas de Obstetras de Minas Gerais (Sogimig), Associação Mineira de Medicina do Trabalho (Amimt), Associação Mineira de Psiquiatria (AMP), Sociedade Brasileira de Clínica Médica – Regional Minas Gerais (SBCM-MG), Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia – Regional Minas Gerais (SBGG-MG), Sociedade Mineira de Pediatria (SMP), e Sociedade dos Acadêmicos de Medicina de Minas Gerais (Sammg). A Reunião Multidisciplinar é promovida pela AMMG na sede da entidade. Informações e inscrições pelo site: seaci@ammgmail.org.br ou (31) 3247 1619.

15 ago 2016

Saiba enfrentar o “cachorro preto” da depressão

dente de leão

Nada é permanente. Quem passa pelo planetinha azul deve saber disso para evitar o “cachorro preto chamado depressão”  , a ansiedade e o estresse. Tudo passa. O mundo gira. Somos movimento. Acontece que, a cada dia, somos invadidos pelo medo de não dar tempo de fazer alguma coisa ou pela lamentação das perdas… Então esquecemos de Ser o que somos.

Já fui mordida pelo cachorro preto. Foi difícil escapar da fera. Precisei reinventar o meu mundo, mesmo sem a presença física de pessoas amadas do meu convívio familiar. A primeira regra que aprendi foi: “não sou vítima das circunstâncias; sou prisioneira dos meus pensamentos”.

Quando o estresse e ansiedade se uniram, tomei outro tombo. Fiquei bem ferida. Mas gato escaldado  tem medo de água fria, diz o ditado popular.  Foi aí que encontrei o poder curativo da meditação, da respiração e do silêncio. Saiba mais no vlog que preparei para você.

10 ago 2016

Atletas brasileiros apostam no neurofeedback para conquistar medalhas

felipe

Divulgação

Desde 2014, uma nova regra permite a livre manifestação de torcedores no local das competições esportivas. Novidade  que fez com que os atletas tivessem que se readaptar ao ambiente de disputa. Felipe Wu, 24 anos, atleta de tiro esportivo, faturou a prata pistola de ar de 10 m da Olimpíadas Rio-2016, no último sábado (6), mesmo assediado por buzinas, gritos e até mesmo por um princípio de confusão na arquibancada provocado por torcedores brasileiros insatisfeitos com a postura provocadora de um russo armado de uma insuportável buzina. O jovem atirador manteve a calma necessária para  recolocar o Brasil no pódio olímpico da modalidade após 96 anos, mesmo em um ambiente desfavorável para competições de tiro.

Felipe e outros atletas brasileiros da equipe de tiro esportivo apostam em um método conhecido como neurofeedback. A técnica  age nos quadros de estresse, ansiedade e auxilia nos tratamentos neurológicos, psiquiátricos e psicológicos.

Entrevistei Denise Viana de Mello Dutra, psicóloga, terapeuta certificada EMDR Institute – EUA e Membro da Comissão de Certificação EMDR Brasil e Treinamento Cerebral/Neurofeedback Avançado – The Learning Curve, Inc – EUA e PSYCH-K® para saber mais sobre as vantagens da terapia que permite a alteração das ondas cerebrais por meio da prática da repetição. psicologadenisedutra@yahoo.com.br  Site:  AQUI

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Arquivo pessoal

Adriana Santos: O Neurofeedback tem como objetivo treinar uma pessoa de forma a modificar o funcionamento do cérebro. Como isso é possível?

Denise Viana de Mello Dutra: O neurofeedback, também conhecido como EEG biofeedback, é um treinamento totalmente natural, não invasivo e não medicamento que tem como objetivo reequilibrar os padrões de funcionamento do cérebro de forma a aprimorar o desempenho cognitivo, emocional e comportamental do cliente.

Eletrodos colocados no couro cabeludo captam os sinais neurológicos e transmitem ao equipamento. Este recebe o sinal e o processa por meio de um software possibilitando fazer o acompanhamento de toda a atividade cerebral projetada em uma tela de computador em tempo real. Durante o treinamento as informações de atividades das ondas cerebrais são apresentadas ao cliente através de imagens de jogos específicos, vídeos e/ou sons, tendo como base o condicionamento operante.

Através de uma avaliação inicial estabelecemos o que precisa ser treinado, em quais regiões do cérebro e como as informações serão dadas de volta (feedback) ao cérebro.

Se por exemplo a nossa intenção for aumentar a capacidade de concentração para suprir o déficit de atenção, então o equipamento nos possibilita o reconhecimento de sinais de distração e ensina o cérebro a manter o foco.

Adriana: Qual a média de tempo de aplicação da técnica para obter resultados?

Denise: O treinamento com o Neurofeedback  depende de cada pessoa, no entanto a média de sessões é de 30 a 60 sessões. Como estamos trabalhando com um cérebro que pode estar disfuncional por um longo tempo, precisamos treinar uma forma mais funcional repetidas vezes para que seus resultados sejam duradouros.

Adriana: O treinamento pode acelerar o processo de controle de depressões e de fobias?

Denise: Sim. A depressão e as fobias estão associadas a padrões cerebrais que precisam ser reequilibrados. A técnica permite amenizar as queixas.

Adriana: O cliente precisa ser medicado para a aplicação da técnica ou realizar exames?

Denise: Não, pelo contrário. A medida que o cérebro vai sendo treinado e reequilibrado, muitas vezes as medicações vão sendo diminuídas ou em alguns casos retiradas completamente pelo médico responsável pelo paciente.

Adriana: Qual a melhor vantagem do Neurofeedback?

Denise: A principal vantagem do neurofeedback é a auto-regulação, a melhora do desempenho. A auto-regulação ocorre porque é um processo de dentro para fora ou seja, não invasivo. O melhor de tudo é que quando mudamos padrões eles tendem a se reafirmar com isto a possibilidade de voltar a ser como antes é bem difícil.

Adriana: O treinamento também funciona para pessoas com dependência química?

Denise: Sim, pois a técnica possibilita que o cérebro da pessoa fique mais equilibrado. Só que o dependente precisa estar comprometido com o processo e faz-se necessário que não utilize drogas e/ou bebida no período de treinamento.

Adriana: O Neurofeedback pode ser usado também para treino de alto desempenho?

Denise: Podemos aperfeiçoar os cérebro saudáveis aumentando as capacidades intelectuais, cognitivas e criativas de executivos, educadores, estudantes e artistas como também o desempenho esportivo dos atletas. Um exemplo bem recente é o medalhista olímpico Felipe Wu que ganhou a medalha de prata.

Adriana: Em quais outras situações o treinamento pode atuar de forma satisfatória?

Denise:

• Déficit de Atenção e Hiperatividade – TDAH;
• Dislexia (dificuldades de ler palavras e dificuldades de reconhecer palavras);
• Discalculia (distúrbio neurológico que afeta a habilidade com números);
• Disgrafia (dificuldade na escrita está associada à dislexia);
• Demais perturbações da aprendizagem;
• Perturbações do desenvolvimento;
• Controle de crises convulsivas na epilepsia;
• Prevenção de cefaleias de tensão e enxaquecas;
• Ansiedade e Stress;
• Depressão e outras perturbações do humor;
• Perturbações do sono;
• Otimização da performance no esporte;
• Treino de otimização da Performance  Mental (Mente de Alta Performance);
. Preparação para provas e concuros;
• Otimização da Performance Profissional;
• Otimização da Performance no Esporte.
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