Categoria "Saúde mental"
10 ago 2016

Atletas brasileiros apostam no neurofeedback para conquistar medalhas

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Divulgação

Desde 2014, uma nova regra permite a livre manifestação de torcedores no local das competições esportivas. Novidade  que fez com que os atletas tivessem que se readaptar ao ambiente de disputa. Felipe Wu, 24 anos, atleta de tiro esportivo, faturou a prata pistola de ar de 10 m da Olimpíadas Rio-2016, no último sábado (6), mesmo assediado por buzinas, gritos e até mesmo por um princípio de confusão na arquibancada provocado por torcedores brasileiros insatisfeitos com a postura provocadora de um russo armado de uma insuportável buzina. O jovem atirador manteve a calma necessária para  recolocar o Brasil no pódio olímpico da modalidade após 96 anos, mesmo em um ambiente desfavorável para competições de tiro.

Felipe e outros atletas brasileiros da equipe de tiro esportivo apostam em um método conhecido como neurofeedback. A técnica  age nos quadros de estresse, ansiedade e auxilia nos tratamentos neurológicos, psiquiátricos e psicológicos.

Entrevistei Denise Viana de Mello Dutra, psicóloga, terapeuta certificada EMDR Institute – EUA e Membro da Comissão de Certificação EMDR Brasil e Treinamento Cerebral/Neurofeedback Avançado – The Learning Curve, Inc – EUA e PSYCH-K® para saber mais sobre as vantagens da terapia que permite a alteração das ondas cerebrais por meio da prática da repetição. psicologadenisedutra@yahoo.com.br  Site:  AQUI

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Arquivo pessoal

Adriana Santos: O Neurofeedback tem como objetivo treinar uma pessoa de forma a modificar o funcionamento do cérebro. Como isso é possível?

Denise Viana de Mello Dutra: O neurofeedback, também conhecido como EEG biofeedback, é um treinamento totalmente natural, não invasivo e não medicamento que tem como objetivo reequilibrar os padrões de funcionamento do cérebro de forma a aprimorar o desempenho cognitivo, emocional e comportamental do cliente.

Eletrodos colocados no couro cabeludo captam os sinais neurológicos e transmitem ao equipamento. Este recebe o sinal e o processa por meio de um software possibilitando fazer o acompanhamento de toda a atividade cerebral projetada em uma tela de computador em tempo real. Durante o treinamento as informações de atividades das ondas cerebrais são apresentadas ao cliente através de imagens de jogos específicos, vídeos e/ou sons, tendo como base o condicionamento operante.

Através de uma avaliação inicial estabelecemos o que precisa ser treinado, em quais regiões do cérebro e como as informações serão dadas de volta (feedback) ao cérebro.

Se por exemplo a nossa intenção for aumentar a capacidade de concentração para suprir o déficit de atenção, então o equipamento nos possibilita o reconhecimento de sinais de distração e ensina o cérebro a manter o foco.

Adriana: Qual a média de tempo de aplicação da técnica para obter resultados?

Denise: O treinamento com o Neurofeedback  depende de cada pessoa, no entanto a média de sessões é de 30 a 60 sessões. Como estamos trabalhando com um cérebro que pode estar disfuncional por um longo tempo, precisamos treinar uma forma mais funcional repetidas vezes para que seus resultados sejam duradouros.

Adriana: O treinamento pode acelerar o processo de controle de depressões e de fobias?

Denise: Sim. A depressão e as fobias estão associadas a padrões cerebrais que precisam ser reequilibrados. A técnica permite amenizar as queixas.

Adriana: O cliente precisa ser medicado para a aplicação da técnica ou realizar exames?

Denise: Não, pelo contrário. A medida que o cérebro vai sendo treinado e reequilibrado, muitas vezes as medicações vão sendo diminuídas ou em alguns casos retiradas completamente pelo médico responsável pelo paciente.

Adriana: Qual a melhor vantagem do Neurofeedback?

Denise: A principal vantagem do neurofeedback é a auto-regulação, a melhora do desempenho. A auto-regulação ocorre porque é um processo de dentro para fora ou seja, não invasivo. O melhor de tudo é que quando mudamos padrões eles tendem a se reafirmar com isto a possibilidade de voltar a ser como antes é bem difícil.

Adriana: O treinamento também funciona para pessoas com dependência química?

Denise: Sim, pois a técnica possibilita que o cérebro da pessoa fique mais equilibrado. Só que o dependente precisa estar comprometido com o processo e faz-se necessário que não utilize drogas e/ou bebida no período de treinamento.

Adriana: O Neurofeedback pode ser usado também para treino de alto desempenho?

Denise: Podemos aperfeiçoar os cérebro saudáveis aumentando as capacidades intelectuais, cognitivas e criativas de executivos, educadores, estudantes e artistas como também o desempenho esportivo dos atletas. Um exemplo bem recente é o medalhista olímpico Felipe Wu que ganhou a medalha de prata.

Adriana: Em quais outras situações o treinamento pode atuar de forma satisfatória?

Denise:

• Déficit de Atenção e Hiperatividade – TDAH;
• Dislexia (dificuldades de ler palavras e dificuldades de reconhecer palavras);
• Discalculia (distúrbio neurológico que afeta a habilidade com números);
• Disgrafia (dificuldade na escrita está associada à dislexia);
• Demais perturbações da aprendizagem;
• Perturbações do desenvolvimento;
• Controle de crises convulsivas na epilepsia;
• Prevenção de cefaleias de tensão e enxaquecas;
• Ansiedade e Stress;
• Depressão e outras perturbações do humor;
• Perturbações do sono;
• Otimização da performance no esporte;
• Treino de otimização da Performance  Mental (Mente de Alta Performance);
. Preparação para provas e concuros;
• Otimização da Performance Profissional;
• Otimização da Performance no Esporte.
18 jan 2016

SUS incorpora risperidona para comportamento agressivo em adultos com autismo

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Reprodução/Google

Portaria do Ministério da Saúde publicada hoje (18) no Diário Oficial da União incorpora o uso da risperidona no tratamento de comportamento agressivo em adultos com transtorno do espectro do autismo no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Em 2014, a pasta já havia anunciado a incorporação do remédio para tratar sintomas de autismo em crianças. A distribuição da droga, nesse caso, começou no ano passado. O medicamento também já é utilizado na rede pública para outros fins, como no tratamento de transtorno bipolar.

De acordo com a pasta, o autismo aparece nos primeiros anos de vida. Apesar de não ter cura, técnicas, terapias e medicamentos, como a risperidona, podem proporcionar qualidade de vida para os pacientes e suas famílias.

A estimativa da Organização Mundial da Saúde é que 70 milhões de pessoas no mundo tenham a síndrome. No Brasil, o número é próximo de 2 milhões de pessoas.

A inclusão de medicamentos no SUS obedece a regras da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias, que exige comprovação da eficácia, do custo-efetividade e da segurança do produto por meio de evidência clínica consolidada.

Após a incorporação, o remédio pode levar até 180 dias para ficar disponível ao paciente.

Agência Brasil

18 dez 2015

Como se livrar dos sentimentos tóxicos. Veja o vlog

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Sempre que o ano novo se aproxima, aproveitamos a data para traçar planos, jogar fora o que não presta e apostar em um futuro melhor. Para ajudar no planejamento de uma virada com mais prosperidade, faço uma listinha de desejos. Em 2016, desejo mais pensamentos positivos e menos pessimismo. Quero também observar tudo aquilo que interfere no meu humor durante o dia. Pretendo investir mais tempo no meu processo de reforma íntima, evitando, sempre que possível, sentimentos como; ciúmes, inveja, julgamentos neuróticos, estresse, frustração, raiva, apego, culpa e rejeição. Mas o que significa isso? Simplesmente separar o joio do trigo, ou seja, descartar o supérfluo e semear a generosidade. Acredito que a humanidade precisa melhorar a vibração energética dos pensamentos, muitas vezes  tóxicos, prejudicando a saúde mental do planeta.

Talvez o mais importante em qualquer mudança no padrão comportamental, seja identificar os pensamentos negativos que rondam nossa cabeça. Nem sempre é fácil admitir os nossos desejos mais íntimos, mas é necessário. Tentar identificar que a culpa nem sempre está no outro é um bom começo. Nossas emoções existem para serem sentidas, não para nos dominar, ou elas se tornarão tóxicas. Uma emoção tóxica pode devastar relacionamentos e aniquilar a autoestima. Para curar-se desse mal é preciso deixar que cada emoção encontre seu propósito, libertando-se de sentimentos negativos e ressentimentos.

Que tal começar fazendo uma faxina mental? Deixei um dica com o objetivo de ajudar na identificação dos tais sentimentos tóxicos. Confira no vlog:

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