Categoria "saúde"
29 nov 2017

Vídeo revela terror em granja de porcos no Brasil

porquinho

Por: A PIPA

PETIÇÃO: junte-se à Mercy For Animals pedindo ao Grupo Pão de Açúcar que pare de comprar de fornecedores inescrupulosos que confinam animais em celas ou gaiolas e que realizam mutilações dolorosas nos corpos de porquinhos recém-nascidos.

Impactantes imagens gravadas dentro de uma granja de porcos cooperada da Aurora mostram a agonia de porquinhos no momento em que funcionários serram seus dentes, cortam seus rabos e pedaços de suas orelhas, sem qualquer anestesia. O sofrimento de suas mães também é inimaginável. Elas vivem presas em minúsculas celas de gestação, num espaço tão pequeno que elas não podem sequer se virar de lado. Os produtos da Aurora são vendidos nos supermercados do Grupo Pão de Açúcar (Extra, Pão de Açúcar e Assaí Atacadista).

Se você também se preocupa com os animais e não quer que eles sofram, provavelmente você também sabe que porcos e outros animais têm a mesma capacidade de sofrer que os animais com os quais estamos habituados em nossas casas, como cães e gatos. O que a Mercy For Animals descobriu em uma granja de porcos cooperada da Aurora no Brasil vai te deixar chocado.

Porquinhos com poucos dias de nascidos vivenciam a agonia e o desespero enquanto humanos cruéis serram seus dentes, cortam seus rabos e pedaços de suas orelhas, sem usar qualquer tipo de anestesia. A poucos metros estão as suas mães, que são tratadas como meras máquinas produtoras de carne, presas em minúsculas celas de gestação minúsculas, pouco maiores que seus próprios corpos, onde não podem sequer virar de lado. Esses animais incrivelmente inteligentes e sociais ficam tão estressados, submetidos a esta experiência de terror, que passam quase o tempo todo mordendo suas celas – um sinal alarmante de que estão enlouquecendo.

24 nov 2017

Novos equipamentos garantem segurança e qualidade no atendimento aos usuários da Santa Casa de Lagoa Santa

Arquivado em Cidade, Comportamento, saúde, SUS

SANTABLOG

O estacionamento da Santa Casa de Lagoa Santa/Hospital Dr. Lindouro Avelar foi palco de comemorações, homenagens e doações. Na tarde chuvosa desta quinta-feira (23/11), o prefeito, Rogério Avelar presidiu a solenidade de doação de equipamentos de última geração para a instituição, ao lado do secretário de Saúde, Gilson Urbano. Prestigiaram a solenidade, vereadores; o novo gestor do hospital, Paulo Boschi; as voluntárias da ASSANTA; a renomada artista plástica, Lêda Gontijo, pacientes e funcionários.

santa 1Para garantir segurança e a qualidade no atendimento foram doados ventiladores pulmonares (adulto, pediátrico e neonatal), cardioversor, carrinho de emergência e foco cirúrgico e rouparia. Durante o evento também foi lançado oficialmente o novo portal da Santa Casa www.santacasalagoasanta.org.br. Paulo Boschi agradeceu a entrega dos equipamentos e ressaltou a importância da participação da população no site da Santa Casa. “Essas doações vêm ao encontro com o que estamos planejando para a Santa Casa em 2018, que é o aumento e melhoria do atendimento para deixar o munícipe tranquilo em relação à saúde. Com o lançamento do site, os pacientes e usuários do hospital poderão enviar sugestões que irão nos ajudar a melhorar nossos serviços”, disse.

O prefeito de Lagoa Santa destacou que tudo está sendo feito para garantir o pleno funcionamento da Santa Casa. No entanto, há necessidade de sensibilizar a União e o Estado no sentido de que participem efetivamente do financiamento da atenção hospitalar municipal. “Esse hospital só está funcionando porque a Prefeitura de Lagoa Santa tem feito a parte dela, a parte do Estado e a parte da União. Sem isso, o hospital não estaria aberto sob hipótese alguma. Os recursos que mantém a Santa Casa em funcionamento são 98% do município, frisou o prefeito Rogério Avelar.

santa saudeASSANTA  – O trabalho voluntário foi reconhecido pelas autoridades locais como estratégico para fortalecer as ações de saúde no município e em outras iniciativas sociais. A presidente da Associação das Voluntárias da Santa Casa (ASSANTA), Briguitta Barbian, em nome das 22 voluntárias, recebeu uma placa comemorativa e flores pelas mãos do novo diretor da Santa Casa. “A gente trabalha pelo prazer de trabalhar, não esperando nenhum tipo de reconhecimento e recompensa”, disse emocionada.

A consagrada artista plástica, Lêda Gontijo, 102 anos, foi a fundadora da Associação das Voluntárias, em 2001 e também foi homenageada. Ela recebeu das mãos do prefeito da cidade uma placa comemorativa, flores e um vídeo especial sobre sua trajetória artística. Entre as muitas obras que criou, duas se destacam: as imagens de São Tomás de Aquino e São Agostinho, que estão no Mausoléu dos Imortais, no Cemitério São João Batista (Rio de Janeiro).

24 out 2017

Síndrome pânico afastou 20 mil pessoas do trabalho entre 2012 e 2017

assedio-moral

Foto: Getty Images

Por Maria Inês Vasconcelos – Advogada Trabalhista, especialista em direito do trabalho, professora universitária, escritora

O novo modelo empresarial do século 21 vem sendo baseado em trabalhadores saudáveis, que atuam em organizações sustentáveis. Já se fala em sustentabilidade empresarial no campo do trabalho.  Sustentável, neste aspecto, é a empresa que se preocupa com a qualidade do ambiente de trabalho, propiciando condições favoráveis à manutenção da saúde física e mental de seus empregados.

Contudo, algumas empresas brasileiras vêm andando na contramão. Segundo dados da Previdência Social, a síndrome do pânico afastou cerca de 20 mil pessoas do trabalho entre 2012 e 2017. O transtorno, geralmente desencadeado por estresse ou propensão genética, causa sintomas de ansiedade intensa, falta de ar e aceleração dos batimentos cardíacos. Atualmente, um dos principais fatores que influenciam o desenvolvimento da doença é um ambiente de trabalho permeado por cobranças intensas, exageradas e insuportáveis.

Por meio de formas de gestão obsoletas e indignas, e adotando uma visão completamente desfocada dos princípios que norteiam a relação de trabalho, as empresas atuais “coisificam” seus empregados e exploram a mão de obra além dos limites. Uma das piores e mais nefastas formas de exploração é a violência psicológica.

A violência psicológica se faz de diferentes e ilimitadas formas. Assim, tudo que possa abalar o psiquismo do empregado, causando ou agravando sua doença mental nesta categoria, se enquadra. Podemos exemplificar essa situação de violência psicológica com um “padrão gerencial” que vem literalmente “nocauteando” a mão de obra e trazendo enormes danos ao psiquismo do trabalhador.

Com uma cobrança intensa, as empresas exigem resultados impossíveis de seus trabalhadores, fazendo uso de técnicas levianas e imorais, que até podem culminar na ameaça do corte demissional. Essa pressão constante, para o atingimento de metas, leva o trabalhador à verdadeira “loucura”! Muitos sucumbem com menos de um ano, contraindo em geral, a síndrome do pânico e depressão.

Neste cenário, também se destaca a imposição de jornadas muito longas e ritmo “alucinante” de tarefas. Atualmente, além de fazer muitas horas extras, o trabalhador ainda é mantido “plugado” ao trabalho, fora de seu horário, por meio do uso de celulares e computadores. Ao longo dos anos se tornou popular o chamado “plantão”, que é vedado pela lei, pois entre um turno e outro de trabalho, há de se ter um intervalo de onze horas.

Certo é que o crescimento dos índices de adoecimento mental do trabalhador é um fato que não pode passar despercebido pelos empresários, trabalhadores e judiciário. Se o cenário da doença do trabalhador era antes dominado pela Lesão por esforço repetitivo (LER), hoje não mais o é.  A depressão e as doenças de ordem ansiosa, onde se inserem a Síndrome do Pânico, o estresse pós-traumático e o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), vem “roubando a cena”, não havendo dúvidas do acréscimo de patologias mentais.

Como afirmo anteriormente, o modelo empresarial do século 21 não retrata a realidade do cenário atual.   O índice de crescimento no adoecimento mental do trabalhador é um indício de que as coisas não vão bem, por isso é preciso que as empresas se conscientizem de que explorar a mão de obra de maneira abusiva, é um enorme “nonsense”, isso se levarmos em consideração o alto custo social da reparação destas doenças e os reflexos negativos que atingem até mesmo o seio familiar. Como registrou a advogada, Tallita Massuci Toledo, “o empregador não pode se furtar à sua responsabilidade social de manter condições de saúde e segurança a seus empregados”.

Acredito que se os empregadores não se conscientizarem de que são responsáveis não só pela qualidade da saúde física de seus trabalhadores, mas também da saúde psicológica dos mesmos, em breve a doença mental decorrente do trabalho, vai se tornar uma epidemia.

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