Categoria "saúde"
04 fev 2016

OPINIÃO: Zika vírus e a reascensão da eugenia

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Arno Alcântara Jr./Divulgação

NOTA EDITORA BLOG SAÚDE DO MEIO:  “Posso não concordar com o que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo”.  A frase atribuída ao filósofo francês Voltaire jamais foi escrita ou proferida pelo autor. No entanto, isso não tem tanta importância prática, afinal já está na boca do povo e vale para alertar sobre o livre pensamento. Por isso, acredito que a função social do blog Saúde do Meio é “dialogar” sempre.

O aborto é um tema polêmico e envolve nossa história do ponto de vista cultural, social, emocional e espiritual. A evolução da consciência é justamente encarar o contraditório sem um julgamento prévio.

Confesso que prefiro acreditar nas mil possibilidades da vida. Nesse sentido sou contrária ao aborto como medida preventiva de saúde pública. Sou solar. Vejo luz quando tudo aponta para o buraco negro das desilusões. Mas posso mudar de opinião… Só não posso deixar de acreditar na vida.

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OPINIÃO: Por Padre Paulo Ricardo

* Nasceu em Recife – PE, no dia 7 de novembro de 1967.  É licenciado em Filosofia pelas Faculdades Unidas Católicas de Mato Grosso – FUCMAT, Campo Grande, MS (1987); bacharel em teologia (1991) e mestre em direito canônico (1993) pela Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma).

Muito antes de juristas brasileiros virem em defesa do aborto de microcefálicos, Adolf Hitler já os tinha incluído em seus programas de extermínio.

Não é novidade o pedido que alguns juristas e acadêmicos de Direito farão à Suprema Corte brasileira, requerendo um suposto “direito ao aborto” de crianças com microcefalia. Na década de 1930, na Alemanha, o programa nazista de extermínio de crianças deficientes (a Kinder-Euthanasie) incluía, entre as doenças genéticas passíveis de execução, a síndrome de Down, a paralisia, a hidrocefalia e, também, a microcefalia [1]. A princípio, o objetivo era matar as crianças com até 3 anos de idade. Mais tarde, o plano de Adolf Hitler se estenderia também aos adultos.

Certamente, Ana Carolina Cáceres – a brasileira de 24 anos, portadora de microcefalia, que se graduou recentemente em jornalismo – não teria sobrevivido ao regime nazista. Como ela, tampouco teriam passado as irmãs Ana Victória (16) e Maria Luiza (14), também portadoras da síndrome. Fossem concebidas hoje, porém, a vida dessas mulheres estaria em risco muito mais cedo: elas poderiam ser descartadas antes mesmo de nascerem.

Fora ou dentro do útero, no entanto, meses ou anos depois da concepção, são realidades meramente circunstanciais. Nada disso muda a essência do que os promotores do aborto, aproveitando-se do pânico gerado em torno do zika vírus, pretendem advogar junto ao Supremo Tribunal Federal: a ideia de que alguns seres humanos são mais dignos de viver do que outros.

O nome disso é eugenia.

Dar um novo nome às coisas não altera a sua substância, pelo que “saúde reprodutiva”, “direito de escolha” e “controle de natalidade” não passam de eufemismos construídos para disfarçar a realidade.

Nem pode mudá-la o fato de algumas pessoas aparentemente esclarecidas estarem do lado de lá. Na verdade, quando o eugenismo surgiu na Europa, ainda no final do século XIX, muitos nomes de peso também deram sua aprovação à ideia, chegando a defendê-la pública e notoriamente: Winston Churchill, H. G. Wells e Bernard Shaw são apenas alguns exemplos. Francis Galton, um homem inteligente, responsável por cunhar a expressão “eugenia”, chegou a falar dela como uma espécie de “nova religião”. O entusiasmo pela coisa só pareceu cessar após a Segunda Guerra Mundial, quando as pessoas viram a que tudo isso realmente levava: pilhas de cadáveres em campos de concentração.

A essência dessa forma de pensamento, todavia, não está por trás só do pedido do aborto de microcefálicos, mas de todo o movimento pela legalização do aborto.

Como se sabe, o problema de quem defende essa prática não é com esta ou aquela má formação específica. Seja sob um viés feminista – como o defendido pela antropóloga Débora Diniz –, seja sob uma ótica aparentemente social – como a colocada pelo dr. Drauzio Varella –, o que se pretende é o aborto total, sem exceções. Por isso, perderíamos muito de nosso tempo tentando defender apenas os fetos microcefálicos quando, na verdade, quem está ameaçado em seu direito à vida são todos os nascituros, portadores ou não de microcefalia, sem ou com deficiência.

São eles as verdadeiras vítimas da eugenia moderna. Tratados como “cidadãos de segunda categoria” simplesmente porque não podem ser vistos – ainda que a ciência confirme a sua humanidade, desde a concepção. Considerados “indignos de viver” porque submetidos a uma liberdade total e irrestrita por parte da mulher – que deixa de arbitrar sobre o seu corpo para ter poder de vida e de morte sobre o próprio filho. Ameaçados, enfim, pelos próprios juristas e acadêmicos de Direito, que, passando por cima da lei natural e das leis de nosso país [2], deixam sem proteção a vida dos membros mais indefesos da nossa sociedade.

Tudo isso, aliado ao silêncio cúmplice de todos, forma um cenário que a humanidade já conheceu antes: tragicamente, os nossos tempos não são diferentes dos que precederam a barbárie nazista.

Mas, assim como algumas vozes se levantaram corajosamente contra a eugenia, antes mesmo que ela fosse aplicada na prática, também nós precisamos dar o nosso “grito” de alerta, antes que seja muito tarde. Como escreve o escritor britânico G. K. Chesterton, em seu livro profético Eugenics and other evils (“Eugenia e outros males”),

“A coisa mais sábia do mundo é gritar antes de ser ferido. Não é bom gritar depois, especialmente depois que você foi ferido de morte. As pessoas falam sobre a impaciência das multidões, mas os bons historiadores sabem que maior parte das tiranias só foi possível porque os homens reagiram muito tarde. Geralmente, é essencial resistir a uma tirania antes que ela exista. E não é resposta alguma dizer, com um vago otimismo, que a conspiração apenas está no ar. Um golpe vindo de um machado só pode ser evitado enquanto ainda está no ar.” [3]

Por enquanto, parece que a conspiração está apenas no ar. Mas, de notícia em notícia, já é possível antever o golpe de machado que se aproxima de nossas cabeças. O alvo, leitor, são homens e são mulheres, são pobres e são ricos, são brancos e são negros – em suma, são os nossos filhos. Se não lutarmos por eles, ninguém o fará por nós.

Referências

  1. LIFTON, Robert Jay. The Nazi Doctors: Medical Killing and the Psychology of Genocide. Basic Books, 2000, p. 52.
  2. Cf., v.g., Constituição Federal, art. 5.º, caput; Código Civil (Lei 10.406/02), art. 2.º etc.
  3. CHESTERTON, Gilbert K. Eugenics and Other Evils. London: Cassell and Company, 1922, p. 3.
30 jan 2016

Ministério da Saúde recebe inscrições para cursos gratuitos a distância sobre Chikungunya e dengue

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Arquivo/Agência Brasil

CHIKUNGUNYA

Interessantes para todos os profissionais de saúde e para a população, estes cursos são gratuitos e totalmente a distância.

O curso Manejo Clínico de Chikungunya recebe inscrições até 30 de junho de 2016.

Por se tratar de uma doença introduzida recentemente no Brasil, o objetivo é capacitar os profissionais de saúde para que desenvolvam competências para realizar ações de atenção à saúde da população. Dessa forma, o curso aborda as três patologias, a partir do diagnóstico diferencial e respectivos protocolos de atendimento. O conteúdo aponta ainda para a importância da realização da anamnese e exame físico que irão auxiliar no diagnóstico.

É composto por duas unidades. A primeira traz informações sobre a epidemiologia, quadro clínico, diagnóstico, ações de vigilância, organização do serviço de saúde, além de apresentar a importância da educação permanente em saúde.  A segunda unidade aborda casos clínicos, nos quais o profissional poderá refletir sobre a melhor conduta para realizar o manejo de pacientes com suspeita desta doença.

O curso é oferecido pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), integrante da Rede UNA-SUS. A iniciativa é fruto da parceria com a Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) e Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), Secretaria Executiva da UNA-SUS e Fiocruz Mato Grosso do Sul (Fiocruz MS).

Público: Médico; enfermeiros; assistentes sociais; fisioterapeutas; psicólogos e cirurgiões dentistas.

Carga horária: 30 horas

Inscrições: AQUI

DENGUE

Já a atualização do Manejo Clínico da Dengue recebe inscrições até 15 de maio de 2016. O curso é fruto da parceria entre a Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS) e o Ministério da Saúde, por meio das Secretarias de Vigilância em Saúde (SVS) e de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES). A iniciativa educacional tem como objetivo familiarizar os alunos com as recomendações atuais Ministério da Saúde no que tange o manejo clínico da doença. O enfoque do conteúdo é prático, baseado na análise de casos clínicos.

Em julho de 2015, o curso passou por uma atualização, com a inclusão de mais quatro casos clínicos, novo layout e vídeo que aborda a diferenciação do diagnóstico da febre chikungunya e da dengue.

Carga horária: 10 horas

Público: O curso é aberto para todos os profissionais de saúde de nível superior. É aberto também a demais interessados no tema.

Inscrições: AQUI

28 jan 2016

Cigarro, envelhecimento e medicamentos podem deixar os dentes amarelos; saiba mais:

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Divulgação

Muita gente não sabe, mas sorrir ajuda a liberar endorfina, neurotransmissor responsável pelas sensações de prazer, e ainda influencia nos sistemas cardiovascular, respiratório e imunológico. Ao sorrir, a pressão arterial e a frequência cardíaca aumentam, possibilitando o fluxo de sangue no organismo; os pulmões hiperventilam, otimizando a distribuição de oxigênio nos tecidos e; por último, há um aumento da quantidade de saliva e, consequentemente, da imunoglobulina, substância de defesa do organismo. Além de todos estes benefícios, de acordo com pesquisa realizada pela  Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) com 1.612 jovens, a saúde dos dentes interfere diretamente a autoestima.

“A importância do sorriso é muito maior do que as pessoas imaginam”, alerta o Dr. Paulo Coelho Andrade, especialista em implantodontia e odontologia estética. Por isso, a preocupação com um sorriso saudável vai além dos problemas físicos; como força mastigatória, dor na mandíbula, fonética e alterações no sono, por exemplo. Atualmente a odontologia estética está relacionada ao bem estar integral. “São diversas opções para reabilitação oral, como: clareamento, próteses e implantes. Os pacientes buscam uma imagem mais positiva, por meio de um sorriso bonito e harmonioso, explica Dr. Paulo.

Adriana Santos: Quais os motivos para dentes amarelados?

Paulo Coelho: Pode ser causado por vários motivos. Nem sempre o amarelamento dos dentes significa má higiene. Fatores genéticos, envelhecimento, além do consumo de tabaco e de medicamentos, estão relacionados ao amarelamento.  Traumatismos e tratamentos de canal insatisfatórios também podem levar ao escurecimento dos dentes.

Adriana Santos: O que pode ser feito para clarear os dentes?

Paulo Coelho: Há muitas possibilidades. Clareamento a laser é a melhor opção para dentes saudáveis. Para dentes em tratamento endodôntico (tratamento de canal), realiza-se o clareamento endógeno, que é um tratamento a laser exclusivo para clientes com canal tratado. Quando o paciente necessita de um clareamento somado ao alinhamento e/ou à falta de estética dos dentes, a melhor opção é a técnica de faceteamento, restaurando a cor, estética e funcionalidade ideais.

Adriana Santos: Quais os alimentos que alteram a cor dos dentes?

Paulo Coelho: Os alimentos com maior potencial de pigmentação dentária são: chocolates, molho de tomate, beterraba, açaí, cenoura e vinho tinto. Eles causam o que chamamos de pigmentação extrínseca. Como é impossível a exclusão total destes alimentos do nosso dia-a-dia, é indispensável uma boa higiene e frequentes visitas ao dentista para profilaxia ou retoque do clareamento.

Adriana Santos:  Por que alguns dentes quebram com facilidade?

Paulo Coelho: Algumas pesquisas relacionam a fraqueza dental a fatores genéticos. Já os fatores sistêmicos como deficiência de cálcio na formação dos dentes e uso de certos medicamentos no mesmo período podem sim facilitar a quebra, uma vez que essas carências causam alterações na estrutura dental.

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