Categoria "saúde"
12 jan 2016

Estudo analisa caça esportiva no Brasil, a partir de vídeos no Youtube

caçada

Reprodução/Youtube

Para avaliar a caça esportiva praticada no Brasil, identificar o perfil dos caçadores e analisar a opinião dos usuários da internet sobre o assunto, pesquisadores do Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, desenvolveram um estudo científico, tendo como base conteúdo publicado no Youtube. A pesquisa, realizada desde 2014, teve os resultados publicados em artigo científico no volume 20 da revista Ecology Society.

Os autores do artigo argumentam que são necessárias ações do Governo para aumentar a vigilância ou legalizar programas de caça esportiva no Brasil. Segundo eles, essas ações poderiam contribuir para decisões políticas eficazes para a conservação da vida silvestre no país.

“Os vídeos representam uma fonte de dados importantes para suprir a demanda sobre o conhecimento da atividade de caça no Brasil. Percebemos que a maioria dos vídeos apresenta eventos de caça esportiva, aquela realizada pelo prazer da caçada e de consumir carne de caça, e não por necessidade de comida, por subsistência, a qual é garantida pela lei”, diz Hani Bizri, um dos autores do artigo

O pesquisador comenta que historicamente há exemplos bem-sucedidos de programas de caça esportiva, assim como programas com falhas que podem causar impacto às populações de animais silvestres. De acordo com Hani, essas experiências poderiam servir de base para traçar estratégias viáveis para a realidade brasileira.

Entre esses exemplos está a caça esportiva a fim de controlar populações de espécies nativas ou introduzidas, em crescimento populacional descontrolado. Como é o caso da autorização para caça do javali, espécie exótica no Brasil, concedida em instrução normativa do Ibama para controle da população e redução de danos ambientais e econômicos. A África também possui algumas iniciativas bem-sucedidas, em 23 países, que valorizam a caça esportiva, especialmente como atividade turística, contribuindo para geração de renda para as comunidades rurais envolvidas.

Em contraponto, muitas ações de governos geram polêmica e desequilíbrio ambiental. Como é o exemplo de programas de caça esportiva implantados no México, que em função de dificuldades de manutenção da infraestrutura, treinamento pessoal, entre outras, causam grandes impactos nas populações de animais caçados. No Brasil, já foi autorizado no passado um programa de caça esportiva para algumas espécies de ave no Rio Grande do Sul, que foi revogado cinco anos depois.

De acordo com Hani, a pesquisa levanta dados importantes para uma percepção sobre a atividade, e é possível inferir sobre alternativas para solucionar os impactos da caça esportiva no Brasil. “Para uma estratégia de conservação ser viável, ela precisa levar em conta as opiniões dos atores envolvidos. Seja qual for a estratégia adotada, ela tem que envolver uma melhoria substancial na fiscalização e monitoramento da caça no Brasil, especialmente em áreas protegidas, além de ações de conscientização ambiental”, afirma o pesquisador.

“Uma estratégia poderia ser a criação de programas de caça sustentável. A lei no Brasil prevê que espécies cinegéticas sejam estudadas e que, anualmente, sejam divulgadas listas das espécies que possam ser caçadas mediante autorização. Essa é uma estratégia polêmica e arriscada”, comenta Hani.

Na legislação brasileira, a caça esportiva já foi autorizada no passado, o que contribui para que a atividade se tornasse uma prática cultural no país. Mas, em 1967, a lei de proteção da vida silvestre criminalizou a caça de animais silvestres e a comercialização de produtos ou objetos que impliquem na caça, em todo o país.

Metodologia

Por meio de vídeos postados no site Youtube, a equipe pesquisou a veiculação da atividade de caça de mamíferos no Brasil, usando como chave para a busca a expressão “caça” + “nome do animal”. Entre os animais contemplados na pesquisa estavam anta, paca, tatu, queixada, catitu, veado e cutia.

Foram avaliados 383 vídeos, com mais de 15 milhões de visualizações no total. A maior parte dos vídeos foi publicada nos meses de julho e dezembro, coincidindo com os dois principais períodos de férias no país. A análise indica que os caçadores esportivos brasileiros são residentes urbanos, possivelmente de bom poder aquisitivo.

Para cada busca, foram analisadas as 10 primeiras páginas de resultados, e registradas informações como o local de postagem, a duração do vídeo, o número de visualizações, o método de caça utilizado, entre outras informações.

Categorias gerais foram definidas para os vídeos, que poderiam ser de propagandas de armas ou cães, de eventos de caça em si, com ou sem sucesso de abate, ou vídeos de instrução, relacionadas às técnicas de caça e uso de instrumentos. Os 20 primeiros comentários foram considerados e classificados como contra ou a favor da atividade de caça. A partir daí outras categorias foram delimitadas, como comentários que citam a ilegalidade, a imoralidade, ou se criticam a atividade em si.

Além de Hani, também assinam o artigo científico Thaís Morcatty, Jéssica Lima e João Valsecchi, que integram a equipe do Instituto Mamirauá.

Com informações da Assessoria de Comunicação / Instituto Mamirauá

11 jan 2016

Vai viajar? Saiba como escolher um serviço de hospedagem para seu animal de estimação

Arquivado em Animais, Comportamento, saúde

viajar

Viajar envolve planejamento, ainda mais para quem tem animal de estimação e, nem sempre, pode levá-lo junto. O crescimento do mercado pet no Brasil fez surgir uma variedade de oferta de hospedagem para animais de companhia. É preciso escolher bem onde deixar seu companheiro para evitar dor de cabeça.

Depois de passar por experiências nada boas quando tinha um cachorro, a advogada Laís de Souza Serique aprendeu a ser mais exigente na hora de escolher os serviços de hospedagem. Hoje ela é tutora do Alfredo e da Samanta, dois gatos com pouco mais um ano de idade.

“Sempre levo em conta a indicação de algum conhecido, visito o local, vejo a rotina, como eles tratam os animais, qual o tipo de atenção que dão, se os gatos terão brinquedos e arranhadores à disposição, por exemplo”, conta Laís.

Fazer uma visita prévia para que se conheça a estrutura, além de conversar com outras pessoas que já tenham utilizado o serviço oferecido é mesmo uma das principais recomendações.

Também é importante verificar se o estabelecimento está registrado no Conselho Regional de Medicina Veterinária da localidade, o que é obrigatório. O local deve possuir um médico veterinário como responsável técnico.

De acordo com secretário-geral do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), Marcello Roza, é preciso verificar o estado de saúde do animal, se ele tem alguma necessidade de cuidado especial por conta de doenças, idade e uso de medicamento contínuo, por exemplo.

“O temperamento do animal, se ele é dócil com pessoas e outros animais, também influencia na hora de escolher um local pois muitos hotéis tem hospedagens coletivas”, alerta Marcello Roza.

A não adaptação aos outros hóspedes foi o que incomodou a cadela Lia, uma Golden Retrivier de seis anos de idade.

“Quando precisei deixar a Lia novamente no local ela ficou desesperada e não queria entrar. Como viajo muito a trabalho preciso usar os serviços de hospedagem para animais então tive que escolher outras opções”, conta a médica Letícia Vervloet.

O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Sul (CRMV-RS) elaborou uma nota técnica sobre os serviços de hospedagem de animais. No documento, recomenda-se que os proprietários dos animais busquem locais que ofereçam condições plenas de bem-estar aos hóspedes, informem-se sobre o controle sanitário e ambiental dos animais hospedados e das instalações, verifiquem como é feito o controle de zoonoses e de doenças que o animal hospedado pode contrair ou disseminar pelo contato com o ambiente ou com os demais animais e procurem locais que ofereçam proteção contra fuga e lesões aos animais.

Na hora do check-in, os locais devem exigir o comprovante de vacinação em dia e a aplicação de antipulga.

“Acho que agora fiz a escolha certa pois a Lia tem várias atividades como de natação e futebol. Quando chego para buscar, ela vai me receber, mas depois volta para continuar a brincadeira com os outros cachorros”, conta Letícia Vervloet.

E se o animal for junto na viagem?

De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em viagens dentro do país é necessário apenas o atestado de saúde assinado por médico veterinário, que deve atentar para a assiduidade da vacinação antirrábica.

Se a viagem for feita de avião, é preciso providenciar a documentação necessária e contatar a companhia aérea para saber as exigências. “Recomenda-se chegar ao aeroporto com antecedência e jamais dar qualquer tipo de medicação sem a orientação do médico veterinário”, afirma o secretário-geral do CFMV, Marcello Roza.

Nas viagens de carro, lembre-se de programar paradas para que o animal possa beber água e se alimentar adequadamente, além de urinar e defecar. “Jamais viajar com o animal solto no carro. A caixa de transporte também deve ficar presa ao cinto de segurança, evitando, assim, que se desloque durante eventuais frenagens”, ressalta.

No site do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) você encontra mais informações sobre o transporte de animais de companhia, inclusive em viagens internacionais.

Saiba mais: AQUI

Assessoria de Comunicação do CFMV

08 jan 2016

Cartilha orienta a população sobre prevenção de infecções do vírus Zika

zika8Para orientar a população sobre as medidas de prevenção contra o vírus Zika de forma fácil e objetiva, o Ministério da Saúde elaborou a cartilha “VÍRUS ZIKA – INFORMAÇÕES AOS PÚBLICO”.

A diretora substituta do Departamento de Atenção Hospitalar e Urgência, Inez Gadelha, explica que o conteúdo foi elaborado para informar a população com mais facilidade. “A cartilha faz parte de um contexto maior de ações que o Ministério da Saúde e o Governo Federal estão tomando para o enfrentamento da infecção por esse vírus e da microcefalia. Como desenvolvemos protocolos para os profissionais de saúde, achamos que precisávamos desenvolver um material de distribuição geral que trouxesse um resumo de todas aquelas ações de forma simples para o entendimento de todos”.

A cartilha traz informações segmentadas, destinadas a diversos públicos: população em geral, mulheres em idade fértil, gestantes, recém-nascidos e recém-nascidos com microcefalia.

Alguns cuidados valem para todos os grupos. São eles:

• Utilizar telas em janelas e portas e uso contínuo de roupas compridas – calças e blusas.
• Nas áreas do corpo expostas, aplicar repelente.
• Ficar, preferencialmente, em locais com telas de proteção, mosquiteiros ou outras barreiras disponíveis.
• Observar o aparecimento de sinais e sintomas de infecção por vírus zika (manchas vermelhas na pele, olhos avermelhados e febre).
• Buscar um serviço de saúde para atendimento, caso necessário.
• Para febre e dor, usar acetaminofeno (paracetamol) ou dipirona.
• Não tomar qualquer outra medicação sem orientação médica.
O material ainda alerta sobre a importância de buscar os veículos oficiais para obter informações adequadas. “Sabemos que em um momento como esse, circulam muitas informações”, completa Inez. A diretora ressalta que estas ações são preventivas, mas não se deve descuidar da eliminação dos criadouros do mosquito aedes aegypti, transmissor da zika, dengue e chikungunya. “Não adianta apenas passar o repelente, o mais importante é não deixar o mosquito nascer”.

A cartilha está disponível de forma digital no site do Ministério da Saúde e, em breve, estará disponível na versão impressa em todo o Brasil.

Aedes aegypti – O ciclo de reprodução do mosquito, do ovo à forma adulta, pode levar de 5 a 10 dias. Por isso é preciso estar sempre atento. Um balde esquecido no quintal ou um pratinho de planta na varanda do apartamento, após uma chuva, podem facilmente se tornar um foco do mosquito e afetar toda a vizinhança. É importante verificar se a caixa d’água está vedada, a calha totalmente limpa, pneus sem água e em lugares cobertos, garrafas e baldes vazios e com a boca virada para baixo, entre outras pequenas ações que podem evitar o nascimento do mosquito.
Os ovos do mosquito podem ficar aderidos às laterais internas e externas dos recipientes por até um ano sem água. Se durante este período os ovos entrarem em contato com água, o ciclo evolutivo recomeça e, consequentemente a transmissão. Por isso, é necessário lavar os recipientes com água e sabão, utilizando uma bucha. Não importa se você mora em casa ou apartamento, o mosquito Aedes aegypti pode encontrar um recipiente com água parada para depositar os ovos e se reproduzir.

Saiba mais sobre o Sábado da Faxina, campanha lançada pelo Ministério da Saúde para a eliminação dos focos do mosquito.

CARTILHA

Fonte: Gabriela Rocha/ Blog da Saúde

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