Categoria "saúde"
02 mar 2018

“Saúde da Mulher – Cuide dos Seus Rins” é tema do ‘Dia Mundial do Rim 2018’

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saude mulher

O ‘Dia Mundial do Rim’ (8/3) tem como tema a saúde da mulher. De acordo com a Sociedade Mineira de Nefrologia (SMN) a doença renal crônica (DRC) atinge 10% da população mundial. No Brasil, aproximadamente 10% da população feminina tem algum grau de acometimento renal. “Mais de 120 mil pessoas no país já se encontram na fase terminal da doença, necessitando de tratamento de diálise. Como na mesma data comemoramos o Dia Internacional da Mulher, queremos alertar esse público sobre as formas de prevenção, além de transformá-lo em multiplicador de informação junto à família e amigos”, explica o presidente da SMN, Daniel Calazans.

Para dar destaque ao tema, a Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), em parceria com a SMN, iluminará a fachada de sua sede, durante todo o mês de março, nas cores azul e vermelho. “Devemos chamar a atenção da comunidade para esta doença silenciosa”, reforça Calazans. Ele explica que no Brasil a maior parte dos diagnósticos já é dado na etapa final da DRC, o que dificulta o manejo e a reversão do quadro do paciente. De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), nos últimos 15 anos, mais que dobrou o número de doentes em hemodiálise no Brasil. Isto se deve principalmente ao envelhecimento da população, obesidade, hipertensão e diabetes.

O ‘Dia Mundial do Rim’ deste ano, para o presidente da SMN, quer levar às pessoas, principalmente às mulheres, informações sobre como prevenir e tratar a doença. Ele alerta que outro embate para o diagnóstico e tratamento é o fato de o doente, muitas vezes, ter o primeiro contato com o nefrologista já no momento de admissão para a hemodiálise. “É de fundamental importância a prevenção e uma avaliação com o seu nefrologista”, destaca.

Para trabalhar também a comunidade médica, a SMN, em parceria com a Associação Médica do Vale do Aço e a Fundação São Francisco Xavier, de Ipatinga, promove, dia 7 de abril, a I Jornada de Nefrologia do Vale do Aço e XXXIII Encontro Amicen, no Hospital Márcio Cunha. “O evento contará com a presença de nefrologistas renomados nacionalmente que abordarão em 13 aulas, os assuntos de maior relevância em Nefrologia e Transplante Renal. Será mais um grande evento científico com objetivo de abordar novos conceitos terapêuticos visando melhor prática clínica, fornecendo ferramentas úteis aos profissionais de saúde atuantes com paciente nefrológico”, conclui Calazans.

O que é DRC? Como é tratada?

Doença renal crônica (DRC) é a perda progressiva da função dos dois rins. Quando os rins falham e a capacidade de funcionar cai abaixo de determinado nível, o que chamamos de insuficiência renal, as impurezas não são retiradas do sangue e afetam os órgãos do nosso corpo, como o coração, pulmões, músculos, estômago e cérebro. Isso pode se tornar uma ameaça à vida da pessoa e requer atenção urgente. Atualmente não existe cura para a DRC. Os tratamentos atuais são as diálises (filtragem do sangue por outros meios) ou o transplante (que depende de um doador compatível), e devolvem parte da qualidade de vida do paciente.

Como é detectada?

No começo, a DRC não tem sintomas. A pessoa pode perder 90% da função renal sem perceber. Por isto a prevenção e a detecção precoce são essenciais, pois permitem controlar o avanço da doença e a necessidade de tratamentos mais complexos. Exames de urina e de sangue podem detectar o início da doença.

Quais são as causas da DRC? Quem está no grupo de risco?

Hipertensão arterial (pressão alta) e diabetes são as causas mais comuns de DRC. Pode afetar pessoas de todas as idades e raças. O risco é maior para pessoas mais velhas, sofrem de diabetes e/ou pressão alta, tem pessoa na família que tenha DRC, ou seja, de origem africana, hispânica, oriental ou aborígene. Se a pessoa está no grupo de risco deve obrigatoriamente consultar um nefrologista periodicamente.

Prevenção

1. Mantenha-se em forma e pratique atividade física regularmente;

2. Controle o nível de açúcar no sangue (glicemia) para evitar o diabetes;

3. Monitore sua pressão arterial;

4. Mantenha sua alimentação saudável e evite o sobrepeso;

5. Mantenha-se hidratado, tomando líquidos não alcoólicos;

6. Não fume;

7. Não tome remédios sem orientação médica;

8. Consulte um médico regularmente para verificar a situação dos seus rins.

22 fev 2018

Organização Mundial de Saúde considera o tabagismo uma doença pediátrica

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Woman's fingers with smoking cigarette macro shot

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera o tabagismo uma doença pediátrica, já que 90% dos fumantes ficam dependentes da nicotina até os 19 anos de idade. A estatística é assustadora e uma preocupação a mais para mães e pais de crianças e adolescentes. No entanto, aqui no Brasil, algumas medidas recentes de prevenção nos deixa um pouco mais aliviada.

Em 23 de janeiro de 2018, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, no Diário Oficial da União, a Resolução RDC Nº 213, dispondo sobre a exposição à venda e a comercialização dos produtos derivados do tabaco. Na sequência, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a validade de uma resolução da Anvisa de 2012, a RDC Nº 14, que proíbe o uso de aditivos em produtos de tabaco.

A propaganda dos derivados do tabaco no Brasil atualmente só é permitida nos pontos de venda. Entretanto, na maioria dos estabelecimentos comerciais, estes produtos ficam ao lado de balas, chocolates, gomas de mascar e se localizam próximos ao caixa. De acordo com a RDC 213, os derivados do tabaco devem ser expostos o mais distante possível de balas, gomas de marcar, bombons, chocolates, gelados comestíveis e brinquedos, de modo a não facilitar a visibilidade por crianças e adolescentes.

Na mesma direção, a decisão do STF mantém a proibição de se fabricar produtos do tabaco com aditivos que, entre outras ações, lhes conferem sabores ou aromas. Esta decisão foi baseada nos argumentos da Anvisa, em 2012, de que a proibição da inclusão de aditivos como açúcar, adoçantes, edulcorantes, aromatizantes e flavorizantes, diminui a atratividade do produto para o público jovem. Entretanto, a norma que, deveria entrar em vigor em 2013, ficou suspensa por cinco anos devido à uma liminar concedida pelo STF, para uma ação direta de inconstitucionalidade proposta pela Confederação Nacional da Indústria. Desde então, o julgamento dessa ação era aguardado. Apesar disto, as fabricantes ainda poderão obter nas demais instâncias da Justiça a liberação dos aditivos por meio de decisões individuais.

A pneumologista pediátrica Maria das Graças Rodrigues, presidente da Contad -Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), reafirma que foram ganhos relevantes, embora ainda haja necessidade de implantação de outras políticas públicas para dificultar a iniciação no tabagismo por crianças e adolescentes, como, por exemplo, a adoção de embalagens padronizadas. No momento, há dois projetos de lei tramitando no Senado sobre a implantação destas. As embalagens padronizadas são livres de logotipos, design e textos promocionais, seguindo um padrão definido pelo Governo, que determina forma, tamanho, modo de abertura, cor, fonte, mantendo-se as imagens e advertências sanitárias sobre os malefícios do fumo e apenas o nome da marca.

21 fev 2018

Academia Nacional de Cuidados paliativos lança minissérie sobre medicina humanizada

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Visando difundir os conceitos de Cuidados Paliativo a Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP) lança o primeiro capítulo da minissérie sobre cuidados paliativos “Um olhar sobre a medicina humanizada”. A minissérie de quatro capítulos terá um lançamento por mês em seu site e no canal no Youtube da ANCP (https://www.youtube.com/c/TVANCP), e abordará temas pertinentes tanto a profissionais de saúde, como a pacientes e familiares em cuidados paliativos.

Assista o primeiro capítulo:

As gravações contaram com a participação de diretores e especialistas associados ANCP, além de convidados especiais, foi produzida e editada pela produtora Prosa Press e viabilizada em parceria com a Mundipharma®

Crédito: ANCP

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