Categoria "Segurança"
08 jun 2018

“Existe uma família atrás da farda”, desabafam familiares de policiais mortos no Rio de Janeiro

pm Tânia Rêgo ABr

Foto: Tânia Rêgo /Agência Brasil

OPINIÃO. Caro leitor, ontem fui dormir com um nó na garganta, depois de ler os noticiários sobre a trágica morte de Maria José Fontes, de 56 anos, mãe de mais um policial morto nas mãos de bandidos, no Rio de Janeiro.  Senti na pele o significado da palavra empatia, a capacidade psicológica para sentir o que sentiria uma outra pessoa caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela.

O sargento Douglas Fontes Caluete estava de carro com a namorada quando foi abordado por cinco bandidos, dois deles armados com fuzis, que atiraram contra o PM ao ver que ele tinha uma arma. Dona Maria foi chamada para reconhecer o corpo e teve um mal súbito ao vê-lo morto. A Polícia Militar afirmou que ela chegou a ser socorrida na UPA, em Duque de Caxias, mas não resistiu e também morreu.

O coração de uma mãe é grande, mas não é perfeito… Ela morreu de uma síndrome do coração partido.  Não é de hoje que poetas, escritores, filósofos, psicólogos e psiquiatras nos contam casos, no mínimo curiosos, a respeito das reações que são descritas por algumas pessoas ao viverem uma grande perda afetiva.

O filho de dona Maria José Fontes é o 56º policial morto no Rio, de janeiro de 2018 até agora. Em  2017, no Brasil, foram 542 policiais mortos em serviço ou em decorrência da profissão.  Na soma de 1995 a 2017, morreram mais de 3 mil policiais militares, ou 3,52% dos 90 mil homens que, nesse período, formaram a corporação na cidade. Entre os soldados americanos que lutaram a Segunda Guerra, o índice de mortalidade foi menor: 2,52% da tropa perdeu a vida entre 1942 e 1945.

Com o objetivo de exigir que os crimes contra os policiais sejam elucidados e os bandidos devidamente punidos, familiares criaram a a Associação Somos Todos Sangue Azul.  No próximo dia 09 de junho , em Nova Iguaçu, na Via Light, em frente a loja da Leader, às 15:00 horas, esposas, mães e filhas de policiais vão estar reunidas para uma grande manifestação. Avante!

familia policia

04 abr 2018

Comissão Extraordinária da Assembleia debate, em Vespasiano, violência contra a mulher

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Motivada por denúncias de agressão contra a vereadora Luciene Fonseca (PPS), de Vespasiano, Região Metropolitana de Belo Horizonte, a Comissão Extraordinária das Mulheres da Assembleia Legislativa de Minas Gerais esteve na cidade nessa terça-feira (3/4), no Palácio das Artes Nair Fonseca Lisboa, para debater, junto com a população, os vários tipos de violência (física, moral, psicológica e discriminatória por gênero) sofridos pelas mulheres no município. A audiência pública contou com a presença de autoridades locais do executivo e do legislativo, deputados, representantes de organizações em defesa da mulher e membros dos direitos humanos.IMG_2618[1]

Em dezembro do ano passado, a vereadora Luciene Fonseca esteve na Assembleia de Minas Gerais e acusou três colegas parlamentares de agressão. Ela apresentou áudios, aos quais teve acesso por um aplicativo de mensagens por celular, que mostrariam comentários sexistas sobre ela. Entre as ameaças, segundo a denúncia, os colegas diziam que não votariam favoráveis a nenhuma proposta da parlamentar na Câmara Municipal de Vespasiano. “Em um primeiro momento fiquei anestesiada. No entanto é indispensável compreender que a violência não é um caso reservado ao tratamento policial ou à lei. Ela é uma questão social que requer atenção de toda sociedade, que precisa ser enfrentada com muita coragem e determinação. Não obstante temos pessoas corajosas, que através do senso de justiça, amor próprio e amor ao próximo, são capazes de superar as ameaças e consequências para combater tais violências”, desabafa a vereadora Luciene.

Os autores do requerimento para a realização da reunião são: a presidente da comissão, deputada Marília Campos (PT), a deputada Geisa Teixeira (PT) e os deputados Antônio Jorge (PPS) e Geraldo Pimenta (PCdoB). A presidente da comissão repudiou o ato e classificou a violência sofrida pela vereadora como “machista” e uma clara tentativa de impedi-la de exercer o mandato. Ela anunciou que serão aprovados requerimentos em relação ao tema. À Câmara de Vespasiano, será solicitado que comunique as providências tomadas quanto às denúncias. A comissão vai sugerir à prefeita local, Ilce Rocha Perdigão, que filie Vespasiano ao Consórcio Mulheres das Gerais. Também será requerido à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social que informe o andamento do inquérito sobre a violência contra a vereadora.

Marília Campos ressaltou que Vespasiano é uma cidade com importante representação da mulher na política. “É a cidade das mulheres. Vespasiano tem uma forte representação feminina: com uma prefeita, uma vice-prefeita. Dos 11 secretários muncipais, sete são mulheres. A cidade conta ainda com uma delegada, uma promotora e uma juíza. É uma cidade das mulheres para as mulheres”, constatou.

A prefeita de Vespasiano agradeceu a iniciativa da Assembleia e ressaltou a importância da defesa dos direitos das mulheres e a participação da mulher na tomada de decisões políticas. “É importante ter uma mulher a frente de uma Comissão da Assembleia Legislativa em defesa dos direitos das mulheres.  Eu sei o quão difícil é construir isso em um universo masculino. Sabemos que existem leis, mas muitas delas não contemplam realmente as mulheres. As leis falam pela metade, não falam com clareza sobre a ocupação da mulher na sociedade, na política, como acontece em outros países”, diz a prefeita de Vespasiano Ilce Rocha.

O deputado Antonio Jorge (PPS) disse estar chocado com o grau de violência contra as mulheres. “infelizmente, vivemos um cenário em que parece que nos acostumamos com a violência. Mas temos que nos inquietar. E quando se trata de violência contra mulheres é ainda pior. Quanto maior esse tipo de violência maior é nosso afastamento de patamares civilizatórios aceitáveis”, constatou.

O Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) de Vespasiano esteve presente e falou um pouco sobre o projeto “Acordar para Crescer”, uma iniciativa contra a violência doméstica e o empoderamento da mulher.

Mapa da Violência mostra aumento do feminicídio

“O Mapa da Violência divulgado depois de dez anos de aprovação da Lei Maria da Penha foi um tapa na nossa cara”, afirmou Ermelinda Ireno de Melo, superintendente do Consórcio Regional de Promoção da Cidadania Mulheres das Gerais de Belo Horizonte. Segundo ela, os assassinatos de mulheres aumentaram após a lei, “mostrando o quanto é sexista e racista o Brasil”. O documento de 2016 dá conta que diariamente 13 mulheres são assassinadas no País, a quinta mais alta taxa no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Ermelinda acrescentou que o Mapa traçou os cem municípios mais violentos para as mulheres no Brasil, dentre os quais sete são de Minas Gerais. “O levantamento nos mostra porque os assassinatos de mulheres negras ainda não nos chocaram tanto, pois em sua maioria acontecem em municípios com menos de 20 mil habitantes”, alertou.

A pesquisadora acredita que uma mudança nesse quadro de violência só será possível com a inversão da lógica assassina que dizima minorias – mulheres, negros, LGBTs. Essa lógica resulta do modelo patriarcal, implantado pelo grupo dominante, que é masculino, heterossexual, burguês e branco, afirma Ermelinda. “Quando Luciene e Marielle sofrem violência é porque denunciam esse sistema”, concluiu.

Com essa linha de pensamento, Cássia Costa de Oliveira, psicóloga e cientista das religiões, postulou que o feminismo pode ser a resposta para a atual crise. “O atual modelo agoniza e a crise ética se mostra em todas as instituições criadas pelo patriarcado. O feminismo é a solução, mas sem propor o matriarcado, e sim, uma luta radical em favor dos direitos dos setores excluídos pelo patriarcado – mulheres, negros, LGBTs”, analisou.

*com dados da Assembleia Legislativa de Minas Gerais

02 jun 2015

Polícia mineira comemora 240 anos nas redes

Arquivado em Cidade, Segurança

pm

No dia 09 de junho de 2015 a Polícia Militar de Minas Gerais, completa 240 anos de serviços prestados em favor de uma cidade mais segura, menos violenta.  São quase dois séculos e meio de muitas histórias. Algumas delas são contadas na página do Facebook (Comunidade não autorizada) pelos próprios policiais e admiradores da polícia mineira, por meio de fotos, pequenos depoimentos, vídeos.

A postagem sobre uma banda composta por policias militares é um sucesso. Eles se apresentaram em Pirapora e cantaram músicas de louvor e agradecimento a Deus. Já são mais de 150 mil visualizações.

Parabéns!

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