Facebook Twitter Youtube Google+ Image Map
25 maio 2018

Greve dos caminhoneiros já afeta serviços de nefrologia

Arquivado em Cidade, Comportamento, saúde

renais

Com a greve dos caminhoneiros indefinida no Brasil, as clínicas de diálise, que fazem o tratamento de terapia renal substitutiva – TRS e mantêm a vida de mais de 130 mil pacientes renais começam a serem afetadas, de acordo com informações do presidente da Sociedade Mineira de Nefrologia (SMN), Daniel Calazans. “A falta da chegada de insumos e materiais necessários para a realização dos tratamentos já coloca diversas clínicas de nefrologia mineiras em situação de alerta”, afirma.

Uma clínica de Contagem, enviou comunicado à SMN informando que os insumos para a realização de sessões de hemodiálise têm previsão de término na segunda-feira, 28 de maio, no terceiro turno. Como solução, clínica vai reduzir o fluxo de solução e o tempo de diálise até que exista uma possibilidade de resolução do problema.

Em Belo Horizonte, outro serviço, que atende atualmente 180 pacientes com doenças renais informou que seu estoque de materiais terá duração até terça-feira, 29 de maio, no primeiro turno. Após esse período provavelmente não haverá mais como tratar os pacientes. “Já em Governador Valadares, as clínicas estão em alerta, pois os insumos estão chegando ao fim, e um caminhão carregado com capilares está parado em um dos bloqueios”, frisa Calazans. No Vale do Aço o serviço que atende a mais de 420 pacientes têm estoque até a próxima dia 29 de maio.

O presidente da SMN revela que no caso das clínicas de diálise o problema não é apenas econômico: “Para a realização de uma sessão de hemodiálise são necessários vários materiais e a falta de um deles, por menor que seja, impede a realização do procedimento. Os pacientes renais crônicos dependem do tratamento para sobreviverem. O setor está no limite, devido à peculiaridade do serviço de diálise, à necessidade de continuidade do tratamento e à fragilidade dos pacientes”, sintetiza.

“Compreendemos a seriedade do movimento, mas no momento estamos receosos com o impacto que ele pode gerar nos serviços de hemodiálise, porque o transporte é fundamental para a chegada de insumos e materiais para o tratamento dos pacientes”, explica Daniel Calazans. Segundo ele, a SMN já notificou as secretarias de saúde (municipais e estadual) e o Ministério Público.

*