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23 maio 2015

Venda irregular de Poodle Toy na Praça Sete

Arquivado em Direito Animal

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12:40h. Praça Sete. Belo Horizonte. Um olhar triste me fez reduzir os passos largos e apressados em pleno hipercentro da capital mineira. Impossível não reparar em uma criatura tão frágil diante de um homem forte e determinado.

Tentei não me impressionar com a carinha de súplica de um filhote de Poodle Toy vestido com a camisa do Cruzeiro e a venda por trezentos reais no dinheiro vivo, mas o meu senso de justiça falou mais alto. É claro que recuei alguns passos para obter mais informações sobre aquele cachorrinho apático e com sinais visíveis de desidratação. Ao me aproximar, o vendedor abriu a pequena boca do animal na tentativa de me convencer que ele estava sadio, mas só enxerguei tristeza.

Desde que meu filho peludo do coração, um levado filhote de Pug, entrou na minha vida há cerca de quatro meses, estou com o olhar mais atento com relação ao direito animal. Não tenho dúvidas, o bichinho estava sofrendo com aquela situação de abuso. Cachorro não é bem de consumo. Cachorro é um ser vivo que sente sede, calor, tristeza, alegria, tédio, dor…

A venda irregular em vias públicas na cidade de Belo Horizonte é proibida, de acordo com a Lei Municipal número 8616/03, alterada pela 9845/10.  Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos é crime ambiental (Lei Federal 9.605/98l).  A pena é detenção, de três meses a um ano, e multa. Denuncie! Não permita abusos contra animais na nossa cidade.

Denúncia maus-tratos

Denúncias de maus-tratos contra animais poderão ser feitas pelos telefones 181 e (31) 3212-1339

Poodle Toy

Poodle Toy é a menor das quatro variedades de Poodle que existem (gigante, médio, anão e toy). Medindo entre 24 e 28 centímetros de altura, a raça apresenta musculatura firme e pode pesar até 4,5 quilos. O cãozinho conquista pelo tamanho, inteligência e pelagem.

Extremamente popular no Brasil desde o início da década de 90, esse cãozinho adorável adora receber atenção e estar sempre ao lado do dono. Nos Estados Unidos, é a terceira raça mais numerosa, junto com o Cocker e o Labrador.

22 maio 2015

Carro Vegetariano na UFMG

Arquivado em Cidade

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Pessoal, notícia boa demais para quem ama as delícias do primeiro trailer vegetariano do Brasil!. Na próxima segunda-feira (25/05), o carro vegetariano volta a ficar estacionado, diariamente, na Rua Flor de Fogo (ao lado da Telha norte) bem pertinho da entrada principal da UFMG, quase esquina com Avenida Antonio Carlos. Em dois turnos: das 12 às 15h e das 17:30 às 22:00h.

Já o telefone para entregas começa dia primeiro de junho somente por WhatsApp (31 9219-9269/Paulo). O cardápio é irresistível: tropeiro, coxinha de jaca, nhoque, lasanha de mandioqueijo, feijoada, salgados, sucos naturais, doces veganos.

Tudo sem carne! Tudo gostoso. O tropeiro vegano é sensacional. Provei, gostei e recomendo. O preço é bacana demais e não pesa no bolso.

Há um carro vegetariano também estacionado na Praça Mendes Junior (Praça do COPOM). Ao lado da Rua da Bahia 2200. Atrás da Praça da Liberdade. Em frente a casa FIAT de cultura, Belo Horizonte.

Vegetarianos no Brasil

Veja alguns dados que permitem entender um pouco melhor o mercado vegetariano brasileiro:

> Segundo pesquisa do IBOPE, 8% dos brasileiros – ou seja, mais de 15 milhões de pessoas declaram-se vegetarianos. Em Belo Horizonte, a média ainda é maior, 9%. (fonte: IBOPE, 2012).

> Segundo a Associação de Franquias Sustentáveis, o mercado de alimentos saudáveis cresceu 80% ao ano entre 2004 e 2009. Em 2011 este mercado movimentou R$ 40 bilhões. Em 2015 os números chegam a 55 R$bilhões (fonte: ISTOÉ Dinheiro, 2012).

> Segundo o IPSOS, 28% da população brasileira quer reduzir o consumo de carne (fonte: PEGN, 2007)

> No Brasil, o número de restaurantes vegetarianos nas grandes cidades tem crescido ano após ano. Ao final de 2013, já havia mais de 200 restaurantes vegetarianos no Brasil (fonte: Guia de Restaurantes da Revista dos Vegetarianos, 2014)

> Intolerância à lactose atinge até 70% dos adultos brasileiros

Para entender melhor

Semivegetarianos: são avessos à carne vermelha. Consomem peixes e aves.

Ovolactovegetarianos: não comem carne de nenhum tipo, mas consomem ovos, leite e derivados.

Ovovegetarianos: essa turma aprecia ovos, mas abre mão de leite e derivados.

Lactovegetarianos: tiram os ovos da dieta, mas não o leite e seus derivados.

Vegetarianos estritos: não comem carne, ovos, leite e derivados.

Veganos: evitam todo tipo de carne, além de ovos, leite, mel e seus derivados. Diferentemente dos vegetarianos, cujo princípio é restrito à alimentação, os veganos não usam nenhum produto de origem animal. Couro, lã e seda, por exemplo, são proibidos.

21 maio 2015

Uma pessoa morre a cada 40 segundos por suicídio

Arquivado em Uncategorized

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o suicídio representa uma das vinte maiores causas de morte no mundo e um importante problema de saúde pública. A cada ano, cerca de um milhão de pessoas morrem por suicídio em todo o mundo (uma morte a cada 40 segundos), representando a triste estatística de estar entre as dez principais causas de morte na maioria dos países.

Existe uma forte relação entre a presença de transtornos mentais e risco de suicídio. Estudos mostram que praticamente 100% dos suicidas têm uma doença psiquiátrica que não foi diagnosticada nem tratada, muitas vezes. Os diagnósticos mais frequentes são depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia e transtornos relacionados ao uso de substancias (álcool, crack, etc)

No Brasil, estima-se em  dez mil mortes anuais, com um aumento significativo de morte por suicídio entre jovens nas ultimas décadas.  Os principais grupos de risco são jovens entre 15 e 29 anos e idosos.  Segundo o vice- presidente da Associação Latinoamericana de Suicidologia, representante do Brasil na IASP (International Association of Suicide Prevention) e vice-presidente da Associação Mineira de Psiquiatria, Humberto Corrêa, os homens se suicidam três a quatro vezes mais do que as mulheres.

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Adriana Santos: Há como se prevenir contra o suicídio?

Dr. Humberto Correa: Sim, o suicídio pode ser prevenido. Sabemos hoje que praticamente cem por cento dos suicidas tinha um transtorno psiquiátrico no momento em que se mataram, embora muitos não tivessem um diagnóstico e muito menos um tratamento adequado.O mais comumente associado ao suicídio sendo a depressão.

Há várias estratégias possível para a prevenção, mas uma muito importante consiste na identificação e tratamento rápido e eficaz de pessoas que passam por uma doença mental. Sabemos também que uma tentativa de suicídio é um importante predispor de nova tentativa de suicídio e de suicídio. Assim, o acompanhamento próximo, rigoroso, de pessoas que fizeram uma tentativa de suicídio seria também fundamental para a prevenção do suicídio.

Adriana Santos: O que é comportamento suicida?

Dr. Humberto Correa: Comportamento suicida é o nome que se dá ao conjunto de fenômeno associados ao suicídio e se divide, de forma didática em: Pensamentos de morte, pensamentos de suicídio, com ou sem planos para sua execução, tentativa de suicídio e suicídio.
Define-se o suicídio como: Todo ato provocado pelo próprio indivíduo, cuja intenção seja a própria morte, usando um método que ele acredita ser letal.

Adriana Santos: Quais os comportamentos suicidas associados a doenças psiquiátricas?

Dr. Humberto Correa: Todo suicídio está associado a doença psiquiátrica.

Adriana Santos: É comum uma pessoa que não apresenta transtornos mentais cometer suicídio? Em quais situações?

Dr. Humberto Correa: Não é comum, diria mesmo que é muito raro, embora, em tese possam existir pessoas que, em seu perfeito juízo, optem, por escolha pessoal tirarem suas próprias vidas.

Durante um episódio de doença mental, vamos tomar a depressão como exemplo, o indivíduo perde a capacidade de avaliar de forma neutra o que acontece a seu redor. Na depressão o indivíduo enxerga sua vida e tido o que está a sua volta de forma mais pessimista, parece a esse indivíduo que todos os seus problemas são sem solução, ele sente muitas vezes que se tornou um peso, um fardo para as pessoas próximas. Esse tipo de alteração da visão da realidade, provocada pela doença mental, pode fazer com que o indivíduo pense em se matar e pode fazer com que ele tire sua própria vida. O tratamento da doença fará com que essa visão pessimista da realidade desapareça e as ideias de suicídio desaparecerão também.

Adriana Santos: Quais os fatores de risco e fatores protetores para o comportamento suicida?

Dr. Humberto Correa: Todos os laços sociais são fatores protetores: trabalho, família, filhos..etc.

Assim, quem esta trabalhando se suicida menos do que quem esta desempregado ou aposentado. Quem é casado se suicida menos do que quem é solteiro ou viúvo ou separado. Quem tem filhos se suicida menos do que que não tem. Quem tem uma fé religiosa se suicida menos do que quem não tem nenhuma. Ou seja, laços sociais são protetores, falta desses laços são fatores de risco

Temos ainda fatores de risco epidemiológicos; Ser do sexo masculino (os homens se suicidam três a quatro vezes mais do que as mulheres) , jovens (15 a 29 anos de idade) e idosos (mais de 60 anos).

Ter uma historia familiar de comportamento suicida (tentativa dou suicídio). Hoje sabemos que o suicídio também em parte geneticamente determinado.

Ter feito uma tentativa de suicídio anterior (esse eh o principal fator de risco).

Estar passando por alguma situação de vida estressante.

Ter sofrido abuso físico, sexual ou psicológico na infância

livro suicídio

Suicídio: Informação para prevenir. Publicada pela Associação Brasileira de Psiquiatria em 2014, o livro aborda de forma sucinta, porém não menos completa questões como definição, mitos, avaliação, prevenção entre outras questões importantes para a abordagem do tema. Acesse gratuitamente: AQUI

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