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29 maio 2015

Mau hálito afeta 40% da população mundial, alerta OMS

Arquivado em Saúde Bucal

halito

A halitose, popularmente conhecida como mau hálito, é alteração do hálito que pode ser ou não uma doença. Normalmente significa alguma disfunção orgânica (demanda tratamento) ou fisiológica (demanda orientação) no corpo. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 40% da população mundial enfrenta o problema.

Conversei com o especialista em implantodontia e odontologia estética, Dr. Paulo Coelho Andrade, sobre o assunto de saúde que preocupa tantos brasileiros(as). Confira:

Adriana: O que provoca o mau hálito?

Dr. Paulo Coelho Andrade: A halitose, na maioria das vezes, é causada por problemas na cavidade bucal como estagnação de restos alimentares, doença periodontal, cárie dental com ou sem necrose pulpar e saburra lingual. Todas estas coisas levam à formação de substratos que podem produzir o odor.

Adriana:  Chicletes, balas e spray com sabores resolvem o problema do mau hálito?

Dr. Paulo Coelho Andrade: Não. Somente mascaram o problema. O correto é ir ao dentista e realizar uma consulta para investigar a causa do mau hálito, pois existem vários tipos de halitose:

 -Halitose da manhã;

– Halitose da fome e do regime;

– Halitose por doença periodontal;

– Halitose por saburra lingual;

– Halitose por má higiene bucal.

Adriana: O mau hálito é sinal de doença?

Dr. Paulo Coelho Andrade: A halitose não é considerada doença, mas pode ser sinal de alguns sérios problemas de saúde como cárie, gengivite, diabetes, distúrbios renais e doenças do estômago.

Adriana: Os relacionamentos sociais podem ser prejudicados por conta do mau hálito?

Dr. Paulo Coelho Andrade: Da mesma forma que um sorriso espontâneo e bonito atrai e conquista, o mau hálito pode destruir relacionamentos mesmo antes de começarem. As pessoas que têm hálito desagradável são muito prejudicadas em seus relacionamentos sociais, afetivos e profissionais. O que agrava situação, na maioria dos casos, é que elas não são conscientes do problema porque as pessoas próximas se sentem constrangidas em comentar e o portador do mau hálito tem o que chamamos de fadiga olfativa, que faz com que ele mesmo não perceba.

A relação dos odores bucais com os aspectos sociais sempre foi fator de preocupação para a sociedade que, procurando mascará-los, se utilizava de diversos artifícios e substâncias. O mau odor bucal sempre foi e ainda é um obstáculo para a plenitude da vivência conjugal. Sendo a halitose um distúrbio que acompanha a sociedade há muitos anos, revela-se inaceitável que, com o avanço dos conhecimentos, estes não sejam transmitidos de forma adequada para a população. O desconhecimento sobre como prevenir halitose permite a sua ocorrência, limitando a qualidade de vida. Tais problemas poderiam ser sanados facilmente por meio da educação em saúde, pois a etiologia da halitose concentra-se basicamente na boca.

Adriana: Qual a melhor forma de se evitar o mau hálito?

– Realizar uma boa higiene bucal diariamente com uma escova de dente macia ou extra-macia, não se esquecendo de utilizar o fio dental;

– Higienizar o dorso da língua com a escova ou raspadores de língua;

– Evitar a ingestão de álcool e o fumo;

– Não ingerir alimentos condimentados frequentemente e fazer refeições várias vezes ao dia evitando o jejum prolongado;

– Visitar o dentista regularmente (no mínimo de 6 em 6 meses)

Adriana: A higiene bucal é a única forma de se evitar mau hálito?

Dr. Paulo Coelho Andrade: Não é a única forma, mas é a essencial para os cuidados bucais, pois além de prevenir o mau Hálito, previne diversas doenças bucais. As escovações devem ocorrer após todas as refeições e antes de dormir. Fios dentais e anti-sépticos bucais também fazem parte da limpeza.

28 maio 2015

Poluição mata, alerta ONU

Arquivado em Cidade

soeicon

ONU alerta sobre poluição do planeta, moradores de Vespasiano questionam ar que respiram na cidade. É a globalização!

A Organizacão Mundial de Saúde (OMS) aprovou na última terça-feira (26/05), na 68ª Assembleia da instituição, em Bruxelas, uma resolução que chama a atenção para as graves consequências da poluição atmosférica para a saúde pública e a economia, especialmente nos países mais pobres. Os números são alarmantes: cerca de 3,7 milhões de mortes são atribuídas à contaminação lançada ao ar livre, enquanto 4,3 milhões de mortes são resultantes de contaminação de ambientes mal ventilados.

A Resolução sobre Poluição do Ar faz uma chamada à própria OMS para fortalecer sua capacidade e para os países redobrarem seus esforços de redução dos impactos da poluição do ar. O documento também reconhece a relação complexa entre a melhoria da qualidade do ar e a redução das emissões de gases que causam as mudanças climáticas.

A resolução da OMS chega em um momento crucial para a humanidade que clama por mudanças de paradigmas na área ambiental. A iniciativa pode contribuir para salvar milhões de vidas que se perdem prematuramente por doenças que poderiam ser evitadas facilmente e, ao mesmo tempo, evitar o enorme impacto econômico que afeta todos os países, mas particularmente os mais pobres. Segundo indica um estudo da Universidade de São Paulo, o Brasil vai produzir 250 mil mortes nos próximos 15 anos, 25% delas somente na cidade de São Paulo. Para evitar tantas mortes, todos devem estar envolvidos no enfrentamento da poluição atmosférica, um inimigo invisível, ameaçador e que mata.

Moro em Vespasiano, região metropolitana de Belo Horizonte, a caminho do Aeroporto de Confins. Lá os moradores questionam a qualidade do ar por conta da fábrica – SOEICOM/Liz Cimentos, instalada na cidade há 4o anos. Nasci praticamente junto com a fábrica e com a esperança dos meus pais no suposto progresso de Vespasiano e do Brasil vindo do cimento.

Os primeiros relatos sobre a história do cimento, ou Caementu no latim, se dão há cerca de 4500 A.C., no Egito Antigo. Nessa época, utilizava-se uma liga composta por uma mistura de gesso calcinado para unir as pedras que davam sustentação à construção dos monumentos. De lá para cá, uma longa história de exploração e depredação em nome do desenvolvimento da economia. Só que esqueceram da nossa saúde e da preservação do Planeta Terra.

Por meio do grupo de Facebook TRANSPARÊNCIA VESPASIANO, os amigos e amigas da cidade não querem pagar essa dívida sozinhos e pedem uma investigação mais profunda sobre o ar que respiramos e sobre um suposto lixo de resíduos tóxicos queimados próximo à fábrica, além da fumaça preta vista com frequência pela comunidade. Veja o vídeo. É impressionante!

“Os órgãos públicos deveriam fiscalizar rigorosamente e se omitem. Sabemos que a cimenteira tem todas as licenças dos órgãos ambientais. Como? As doenças, a poluição, os odores, a fumaça preta, os altos índices de câncer na cidade são tão visíveis aos nossos olhos, mas não são considerados pelas autoridades competentes. Cadê o CODEMA – Conselho de Meio Ambiente de Vespasiano? Queremos transparência com relação ás fiscalizações realizadas na Soeicom”, denuncia Luciene Fonseca, mediadora do grupo Transparência.
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