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19 jul 2017

Mapeamento genético pode detectar 32% dos casos de câncer

Arquivado em Comportamento, Genética, saúde

DNA

Os avanços tecnológicos na área da saúde são notórios e grandes aliados para o prolongamento da vida. Na área da oncologia não é diferente. A cada dia, novas técnicas de prevenção e rápido diagnóstico fazem com que o câncer não seja tão temido. Uma das possibilidades, por meio se uma simples amostra de sangue, pode fazer toda a diferença. A tecnologia do sequenciamento genético para diagnóstico, controle e tratamento diferenciado para a pessoa que tem câncer é uma realidade dos tempos virtuais.

“Em muitas situações, a análise do perfil genético tumoral pode ser feita inclusive por meio da coleta de sangue periférico, pois esta tecnologia consegue realizar a leitura do DNA tumoral livre circulante, o que poupa muitas vezes o paciente de biópsias das metástases tumorais” (André Márcio Murad).

Conversei com André Marcio Murad, professor adjunto-doutor Coordenador da Disciplina de Oncologia da Faculdade de Medicina da UFMG e  diretor clínico da Personal – Oncologia de Precisão e Personalizada de Belo Horizonte, sobre a tecnologia em prol do diagnóstico precoce do câncer.

Adriana Santos: O estudo genético de uma pessoa pode prevenir o aparecimento de um câncer?

André Murad: Sim. Não só o tratamento como também a prevenção do câncer passou a contar com uma poderosa ferramenta: a análise genética para a identificação de mutações responsáveis pela predisposição hereditária ao câncer. Identificando-se estas predisposições, que podem ser responsáveis por até 32% dos casos de câncer, uma estratégia de prevenção pode então ser personalizada ou individualizada para cada paciente. Vários genes podem hoje ser rastreados através de exames de sequenciamento genético, realizados com material de saliva ou sangue. Uma vez detectada a predisposição, podemos individualizar medidas preventivas e de rastreamento precoce específicas para o ou os cânceres para o qual ou os quais aquele indivíduo está predisposto. Estas medidas variam desde modificações dietéticas e de hábitos de vida até o emprego de exames periódicos de imagem ou endoscópicos e até mesmo cirurgias conhecidas como “redutoras de risco”, como a remoção preventiva de mamas, ovários, tireoide ou intestino grosso.

Como a tecnologia genética pode ajudar na cura do câncer?

R: Nos casos dos pacientes com cânceres já diagnosticados, o mapeamento genético dos tumores pode estabelecer seu prognóstico, orientar seu tratamento, muitas vezes indicando tratamentos específicos para mutações então identificadas (a chamada terapia alvo-molecular), ou até mesmo contraindicá-los pois, determinadas mutações são preditivas de resistência a certos tipos de medicamentos. Mesmo a moderna imunoterapia também é indicada ou contraindicada de acordo com a presença de mutações específicas, instabilidade genômica dos tumores e hiperexpressão de determinadas proteínas como o ligante da proteína PD-1. O DNA das células tumorais circula pelo sangue periférico e hoje já há tecnologia disponível para extraí-lo e também sequenciá-lo. É a chamada “biópsia líquida”. Esta ferramenta permite não só o diagnóstico molecular tumoral como também o monitoramento do tratamento, detectando com precisão: resposta, remissão molecular e recaída ou resistência tumoral.

Os mais variados tipos de câncer podem ser detectados pela tecnologia genética?

R: Sim, embora nem sempre mutações ou variações gênicas relevantes sejam identificadas nos tumores estudados. Mesmo quando mutações ou variações gênicas são identificadas nos tumores, em apenas 20 a 25% dos casos teremos drogas específicas para tratá-los de forma específica. Já as mutações herdadas, ou seja, aquelas que predispõem a cânceres, podem ser identificadas em até 32% dos casos. Esse diagnóstico guiará medidas preventivas nos portadores, incluindo seus familiares.

Como é feito o mapeamento genético?

R: Através das modernas tecnologias que identificam, estudam e mapeiam os genes presentes no DNA ou RNA, tanto das células tumorais (mutações somáticas ou tumorais) quanto das células sadias, naqueles casos com suspeita de síndromes de predisposição hereditária ao câncer (mutações germinativas). Os genes podem ser estudados tanto individualmente, usualmente através da tecnologia de PCR (reação de polimerase em cadeia) quanto como em grupos, através do chamado sequenciamento genômico. A revolucionária tecnologia de sequenciamento genético de nova geração (NGS) consegue estudar vários genes e sequências de DNA ao mesmo tempo, ou até mesmo todo o exoma tumoral ou germinativo, detectando com precisão mutações e variações gênicas causadoras ou de câncer ou promotoras de crescimento e multiplicação tumoral. O exoma é o conjunto de éxons, ou seja, a parte do genoma com uma função biológica ativa, como as regiões codificantes de todos os nossos 20.000 genes. Nessa porção, portanto, encontra-se a grande maioria das alterações responsáveis pelas doenças genéticas, incluindo o câncer.

Por que ainda não conseguimos tecnologia suficiente para curar o câncer?

R: A maioria dos cânceres pode ser curada quando o diagnóstico é feito em fases precoces da doença. Hoje, estima-se que, desde que todos os recursos terapêuticos sejam utilizados, pelo menos metade dos pacientes seja curada desta doença. Já para os casos em que o tumor seja diagnosticado em sua fase avançada ou metastática, a cura não é possível para a maioria dos casos. Entretanto, graças aos tratamentos mais modernos, como a quimioterapia, o tratamento alvo-molecular e a imunoterapia, a sobrevida dos pacientes tem sido consideravelmente prolongada e a tendência no futuro próximo é que boa parte destes cânceres seja controlado através de um processo de “cronificação”, tal qual acontece com o tratamento para AIDS com os modernos antirretrovirais. Com estes avanços, a sobrevida média de pacientes portadores de câncer de pulmão, melanoma ou câncer de rim, por exemplo, passou de meses (7 a 9 meses) com a terapia convencional para anos (4 a 6 anos) coma utilização de drogas alvo-moleculares ou imunoterápicas. Os Avanços caminham a passos largos.

26 jun 2017

Jardineiro que intrigou o mundo com imagens de um suposto ovni

Arquivado em Cidade, Comportamento, Ufologia

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É sempre uma grande surpresa participar dos encontros promovidos pelo Fórum Permanente para Estudos de Fenômenos Transcendentes de Minas Gerais (FOTRANS) – na Universidade FUMEC. A organização é impecável e o clima de confraternização deixa o ambiente com um gostinho de quero saber mais sobre ufologia.

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No último sábado (24/06) foi ainda mais especial. A data marcou o Dia Internacional do Ufólogo. A palestra ficou por conta de uma pessoa que sempre cultivou a vida na terra fértil, mas sempre com os olhos grudados no céu: Geraldo Bruzinga.

Bruzinga, 54 anos,  jardineiro aposentado estuda, há 30 anos, objetos não identificados em Belo Horizonte.  Já conseguiu reunir 30 vídeos com registros de luzes e formas desconhecidas. “Não  me considero ufólogo, mas gosto de olhar para cima. As pessoas não olham mais para o céu”, diz.

Geraldo ganhou fama internacional, depois que publicou um vídeo de 44 segundos, no dia 12/03 desse ano, com imagens de um objeto não identificado no bairro Nova Cintra, na capital mineira. As imagens foram exibidas na emissora T3M no México. O apresentador compara as imagens feitas pelo senhor Geraldo com outra filmagem realizada em 29 de janeiro de 2017 por um israelense.

Ele conta um pouco no pequeno vídeo abaixo como conseguiu filmar o objeto no telhado de sua casa, apesar das dificuldades de locomoção provocadas por uma degeneração na medula.

Veja as imagens do objeto voador não identificado captadas pelo Geraldo Bruzinga, por meio de um telescópio médio porte (Toya de 200 mm). O equipamento foi adaptado com um artefato de madeira com o objetivo de fotografar os fenômenos.

22 jun 2017

Caminhada pela Água destaca ações sobre uso consciente e reutilização do recurso natural

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Diante de um quadro de consumo desenfreado e racionamento de água, a Hidrologia Ideias Sustentáveis, com sede em Betim (MG), fez uma parceria com o Instituto Rondon Minas e com a empresa Sua Árvore Consultoria e realiza em 25 de junho de 2017 a Caminhada pela Água. A ação tem como objetivo conscientizar os participantes sobre a importância do uso da água e da sua reutilização.

O evento também tem o propósito de lembrar o Dia Mundial da Luta Contra a Desertificação e a Seca (17/06). Os participantes percorrerão 3 km de trilhas de mata fechada na região de Nova Lima (MG), acompanhados por guias profissionais. Além de conhecerem um pouco da fauna e da flora da região, os participantes terão ainda uma aula sobre como evitar o desperdício de água e de como reutilizá-la de uma forma simples e econômica.

A Caminhada pela Água é aberta para pessoas de todas as idades e a participação será feita mediante inscrição online no valor de R$12,00. O valor arrecadado com as inscrições será revertido para a compra de galões de água mineral que serão distribuídos para moradores de cidades do Vale do Jequitinhonha (MG), pelo Instituto Rondon Minas.

A realização do evento marcará, também, a inauguração de um centro de discussões sustentáveis para os moradores e ambientalistas de Nova Lima, de Belo Horizonte e Região Metropolitana. O local conta com um amplo auditório onde serão realizados futuros eventos sustentáveis como workshops, palestras e oficinas. Na ocasião, será inaugurado ainda o showroom da Hidrologia.

A engenheira ambiental e diretora da Hidrologia, Isabella Cantarelli, afirma que para evitar que a situação do país se torne mais preocupante em um futuro próximo, é necessário que pequenas mudanças comecem a ser feitas a partir de agora. “Participamos sempre de iniciativas com foco na saúde e na qualidade de vida. A Caminhada pela Água é muito mais do que uma atividade socioeducativa, é uma causa sustentável”. Isabella também destaca a importância dos parceiros. “Todos trabalham com questões ambientais e desempenham um papel de extrema relevância para a realização do evento”.

Para a presidente do Instituto Rondon Minas, a professora Mônica Abranches, iniciativas de mobilização como a Caminhada pela Água podem repercutir e promover uma reflexão sobre o tema, além de incentivar multiplicadores de informação a partir dos participantes do evento. “A temática ambiental é parte de nossa vocação no Projeto RONDON e todas as ações socioeducativas para o fortalecimento de políticas e iniciativas nessa área é de nosso interesse e dos nossos jovens universitários, todos voluntários”, enfatiza.

“Plantar sementes do bem para conseguir uma transformação”. Esta é a expectativa do diretor da Sua Árvore Consultoria, o professor Fábio Pessoa, para a Caminhada pela Água. “Espero que a escolha do local e a forma que as trilhas serão percorridas sensibilizem os participantes para a responsabilidade que todos devem ter com o meio ambiente e com a natureza”, finaliza.

Os eventos surgem em um momento propício para a conscientização sobre o consumo da água. De acordo com pesquisa realizada pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), em 2015, 34 milhões de brasileiros ainda não possuem acesso à água tratada e 100 milhões não contam com o serviço de coleta de esgotos. Antes da crise hídrica de 2014, somente a grande São Paulo consumia 80,5 bilhões de litros mensais e 5,4 bilhões de litros de esgoto são descartados sem tratamento.

Conforme estudo de 2012, realizado pela WWF Internacional, 45% dos brasileiros não estão preocupados em tomar atitudes que possam reduzir o consumo de água e 30% afirmou gastar mais de 10 minutos no banho. Porém, este estudo mostrou que 80% acreditam que podem enfrentar problemas com fornecimento de água no futuro e 68% apontam o desperdício como a causa do problema.

Programação da Caminhada pela Água – Informações AQUI

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