21 jun 2017

Moderação é a dica para curtir as festas juninas com saúde

festa junina

As festas populares do mês de junho são divertidas e fartas de delícias da culinária sertaneja que nos deixam com água na boca. É difícil resistir a tenta tentação: milho verde, pamonha, canjica, pé de moleque, quentão, churrasquinho, tapioca, cachorro-quente, paçoca, doces e salgados. No entanto é importante evitar os abusos dos quitutes das festas juninas que, geralmente, são muito calóricos e perecíveis.

Nesta época do ano são comuns casos de infecções intestinais ou intoxicações provocadas por bactérias que proliferam em alimentos estragados. Uma dica importante nestas festas é observar as condições de higiene e limpeza do local, o acondicionamento dos alimentos, a aparência das comidas, a vestimenta dos vendedores e o prazo de validade dos quitutes da época.

Além da higiene dos alimentos, outros cuidados são importantes para garantir uma boa festa: evite o consumo de maionese e ketchup em bisnagas, apenas em sachês individuais; não abuse dos alimentos gordurosos e dos carboidratos; quentão e vinho quente são muito calóricos e açucarados; coma sempre com moderação sem muitas misturas de alimentos; não esqueça de tomar água.

No mais, boas festas!

24 jan 2017

A estreita e incrível relação entre depressão e nosso intestino

alimentos-para-depressao
Por Mônica Vitorino
O nosso cérebro produz substâncias neurotransmissoras que controlam inúmeras funções cerebrais. Dentre elas está a serotonina que é capaz de dar ao cérebro a sensação de bem-estar regulando o nosso humor e a nossa saciedade. Ela age transmitindo e processando informações e estímulos sensoriais através dos neurônios.

Para a síntese cerebral da serotonina há necessidade de nutrientes fundamentais  como o triptofano (aminoácido), magnésio,cálcio (minerais), vitamina B6, ácido fólico (vitaminas). Seria então correto pensar que quanto mais deste alimentos ingerirmos mais bem estar iremos sentir. Contudo a matemática biológica é diferente e de nada adianta estes alimentos se não houver saúde intestinal. Sim, por mais estranho que nos pareça, o intestino produz e armazena 95% da serotonina do nosso organismo. A serotonina  intestinal é produzida pelos probióticos , ou seja, bactérias que residem no intestino, que na  etimologia da palavra  significa  as bactérias para a vida e que conhecemos no dia a dia  com o nome de flora intestinal ou de microbiota intestinal.

Além das bactérias, o intestino possui cerca de 100 milhões de neurônios– perdendo apenas para o cérebro (por isto é chamado de segundo cérebro) Neurotransmissores como a serotonina conectam o que acontece no cérebro com o que acontece no intestino e vice-versa através destes neurônios. Além da serotonina, o intestino fabrica e utiliza mais de 30 neurotransmissores Todos esses neurônios e neurotransmissores são necessários para a complexa rede neural responsável pela conexão entre o bem-estar emocional e o bem-estar físico. Desta forma, o intestino determina, em grande parte, nossas emoções. Chego até a afirmar que a saúde do intestino depende a saúde do cérebro. Neurotransmissores como a serotonina conectam o que acontece no cérebro com o que acontece no intestino e vice-versa.

A base do pensamento e da emoção é a energia. A emoção quando reprimida gera uma energia bloqueada que fica gravada no nosso corpo sob a forma de rigidez, dor, tensão. Por isso, a mente e o corpo relacionam-se e influenciam-se mutuamente. O equilíbrio da serotonina determina, em última analise a possibilidade de equilíbrio emocional. Dependendo da dose presente, como também de oxigênio proveniente da respiração profunda , de momentos de relaxamento e da meditação (que tem por finalidade o autoconhecimento) e da quantidade de probióticos presentes no intestino esta emoção  pode ser interpretada como alegre, triste, pavorosa, engraçada, neutra, relaxante ou aterrorizante. E também, é claro, o mal-estar e depressão.

Quase todos aqueles que sofrem de doenças crônicas envolvendo o cérebro, como a depressão, pânico, ansiedade, enxaqueca, autismo, esquizofrenia etc, sofrem  também de problemas no sistema digestivo  em maior ou menor grau. Intestino preso, alternância entre períodos com intestino muito solto e períodos com intestino preso, enjoo fácil quando em movimento, por exemplo, numa simples viagem de carro ou ônibus, colite, doença de Crohn  e todo tipo de má digestão e intolerâncias alimentares são comuns.

O stress, os alimentos de difícil digestão como são  os leite e seus derivados, frituras,  carnes , alimentos industrializados, ricos em glúten dentre outros,  resultam em aumento da permeabilidade do intestino , morte dos probióticos com consequente inflamação intestinal sub clinica. E inflamação é exatamente o que não precisamos. Enxaqueca, cólicas menstruais, doenças inflamatórias como tendinite,  doenças auto imunes, esclerose múltipla, esquizofrenia, autismo, entre uma série de problemas de ordem cerebral, mental e comportamental  como a depressão e ansiedade são causadas e/ou “turbinadas” por processos inflamatórios.

Esse ciclo vicioso somente pode ser quebrado através das mudanças-chave no estilo de vida e da alimentação.  Para ajudar o seu organismo a viver com o PH ideal, manter o equilíbrio e a ecologia interna saudável, seja saudável. Evite produtos animais, aumente a quantidade de fibras através das frutas, verduras, alimentos integrais e suco detox. Procure seguir as dicas dadas neste pequeno texto. O uso de probióticos é de suma importância. Existem os naturais (keffir, kombucha, caspian, rejuvelac, dentre outros e os comprados ou manipulados em farmácia. Sem eles, nada feito!!) .Abaixo os alimentos fontes dos precursores de serotonina:

Triptofano e ômega-3: ovo, castanha, linhaça, chia, cogumelos, amendoim, ervilha, abacate, couve-flor, banana, grão-de-bico, feijão;
Cálcio: sementes e folhas verde escuras
Magnésio: chocolate, castanhas, amêndoas, sementes de abóbora, arroz integral, gérmen de trigo, aveia, abacate e banana;
Vitaminas do complexo B: espinafre, couve, ovos, brócolis, cereais integrais, ervilhas, amendoim, castanhas, nozes  aspargos, espinafre e vegetais folhosos de coloração verde escura, brócolis, lentilha, feijão, ervilha,sementes de girassol cogumelos, amendoim
Vitamina C: acerola, goiaba, abacaxi, laranja, limão, tangerina, amora, framboesa, kiwi, folhas em geral.

15 nov 2016

Somos os únicos animais a ingerir leite de outra espécie

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Sou há quase 3 anos sou vegetariana restrita (como ovos, queijo e alguns derivados). Foi uma decisão importante que contribuiu para o meu crescimento pessoal e espiritual. Na verdade, seria vegetariana desde criança, mas na época meus pais me convenceram de que a carne era a única fonte de proteína- o que não é verdade.

A minha intenção é reduzir o consumo de queijo, mas confesso que sou uma mineira devoradora das delícias da culinária regional, em especial do pão de queijo e o queijo tipo Canastra. Com relação aos ovos, dou preferência aos caipiras. Qual o motivo? Pelo menos as galinhas são criadas soltas no quintal. Sim… Sou uma defensora dos animais e amo os vegetais. Se pudesse me alimentaria de luz. Sou louca? Sim… pelos animais.

Mas voltando o assunto: QUEIJO. Amo de paixão, apesar de saber que a iguaria não é tão inofensiva como gostaria que fosse. Pedi um SOS para Mônica Vitorino, nutricionista vegetariana, para acelerar meu processo de desmame do queijo e derivados. Confira:

queijoPense e me responda: De onde vem o cálcio da vaca?

Por Mônica Vitorino

“Precisamos de bom senso sobre a mesa, escolhendo bem aquilo que vamos nos alimentar. Critério, ética, senso crítico e ambiental não podem faltar no cardápio. Somos os únicos animais a ingerir leite de outra espécie. O ato nos parece normal e rotineiro, mas  na verdade tem trazido grandes estragos ao organismo.

O leite branquinho e nutritivo vendido na embalagem com a vaquinha sorridente e feliz está em nossa memória, pois desde a infância é oferecido como um ótimo alimento. É associado inclusive a imagem materna  — LEITE = CARINHO MATERNAL— e por isto muitas vezes libertar desta bebida, que veremos adiante, é difícil. É uma quebra de paradigma alimentar.

Somos educados acreditando que o leite branquinho é fonte super importante de cálcio. Sim, o leite possui e bastante. Contudo o cálcio do leite de animais não humanos é de péssima biodisponibilidade, ou seja, é pouco absorvido pelo nosso organismo. Uma média de 32% de absorção e o restante é depositado nas artérias ao longo do corpo.

Os males ligados a ingestão desta secreção animal são vários, mas o maior problema é que seus efeitos são conhecidos apenas a médio ou longo tempo, como a osteoporose, que inicia o seu desenvolvimento na infância e se apresenta na fase adulta pelo fato de acreditarmos que a ingestão de leite é um facilitador da boa estrutura óssea das crianças.

Portanto, se quisermos manter a saúde, alguns tabus e paradigmas alimentares necessitam cair por terra. Como, por exemplo, a  crença  de que a proteína do leite é saudável. Muito pelo contrário,  causa em qualquer pessoa, problemas como; alergia alimentar, e com o passar do tempo, bronquite, rinite, asma e outras auto-imunes como a diabetes tipo 1, infantil, através do que chamamos de mimetismo molecular, o que acaba por destruir as células do pâncreas devido o uso da proteína do leite.

No período da gravidez, como todos  sabemos, os níveis de progesterona em uma mulher aumentam . Não há vida sem progesterona e o mesmo acontece na vaca. Mas o hormônio da vaca é a estrona e em níveis muitos elevados devido ao fato da vaca leiteira estar constantemente sendo fertilizada. A estrona  está relacionada com câncer no ser humano, principalmente o câncer de mama na mulher.

O leite o os produtos derivados do leite são os maiores contribuintes para a indústria bilionária das doenças. Soma-se aos fatos acima que ele traz resquícios de vacinas, antibióticos, pesticidas, substâncias radioativas, hormônios, metais pesados, outros medicamentos e bactérias perigosas.

O uso do leite  causa alergias, gases, prisão de ventre, obesidade, câncer, doenças cardíacas, doenças infecciosas e osteoporose. Infelizmente, as doenças aparecem com o consumo do leite, principalmente do queijo – que nada mais é do que a precipitação destas proteínas chamadas caseínas.

Esta substância provoca o mesmo efeito do que as substâncias conhecidas como opiáceos. Quando o leite é transformado em queijo essas substâncias ficam mais concentradas  e as pessoas  se viciam no sentimento de satisfação e felicidade  após comer o queijo. Qualquer queijo é assim, provoca esta dependência química.

A casomorfina, derivada do uso da caseína, afeta zonas do cérebro compostas por vias dopaminérgicas, serotoninérgicas e gabanérgicas, que relacionam-se  aos comportamentos emocional, motivacional, a adaptação social, alucinação e delírio. Isto explica o vício e a adoração das pessoas pelo inocente queijo.

Algumas pessoas orgulhosamente e sem saber de que fato são, se declaram viciadas em queijo. Expressões como “não vivo sem o meu queijinho” são comuns… e infelizmente verdadeiras. E assim, quanto mais  se come o queijo, mais vontade você terá de comer queijo.  A introdução de queijos e soro de leite em produtos  industrializados é cada vez maior.  Observe os rótulos dos produtos que você consome!

A correta relação nutricional de nutrientes e a sua biodisponibilidade pelo organismo  pode ser perfeitamente obtida através da combinação de outros alimentos. Inclusive se desejar, você pode consumir somente alimentos do reino vegetal. Se você quer se livrar deste veneno que é o leite, comece já, agora! Sua saúde agradece!”

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