30 nov 2017

Animais também podem ser doadores de sangue

sangue-1024Doar sangue é um ato de solidariedade. Quando estamos doentes, é gratificante encontrar uma pessoa disposta a oferecer sangue. Mas não são só os humanos que necessitam de atenção e dedicação. Em diversos casos, animais também precisam fazer transfusão de sangue e, para isso, requerem doadores.

No entanto, achar animais que podem doar não é uma tarefa simples. Muitas vezes, quando é encontrado um doador compatível, os proprietários –  por falta de informação – ficam receosos em permitir que seus animais doem sangue, com medo de eles sofrerem ou de aparecer algum efeito colateral.

Mas a coleta, quando feita da forma correta, ocorre de maneira cuidadosa e obedece a uma série de critérios. Ela dura cerca de 10 minutos e são colhidos, em média, 450 ml por animal. A saúde e o bem estar do doador são preservados durante o processo, de forma que o animal não se machuque ou sinta dor, nem tenha a saúde prejudicada.

A transfusão de sangue, também chamada hemoterapia, é indicada para pacientes em diferentes condições de saúde, como anemia, hemorragia, coagulopatia e hipoproteinemia. Para atendimento aos hospitais veterinários, existem bancos de sangue canino que fazem coletas em animais saudáveis para disponibilidade no caso de emergências médico-veterinárias.

Um exemplo é o Laboratório Clínico Veterinário da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu (SP). A equipe oferece o serviço de coleta em casa, com agendamento, participa de feiras e promove mutirões ou campanhas específicas para alavancar o número de doações.

Criado em 2009, o banco de sangue consegue, em média, coletar 25 bolsas ao mês. “É um volume que está abaixo das nossas necessidades, mas que é crescente devido à maior divulgação da existência do banco de sangue”, afirmou em entrevista à Revista CFMV a médica veterinária Regina Takahira, do Departamento de Clínica Veterinária da Unesp.

Perfil dos doadores

Para ser doador, o cão precisa estar com o calendário de vacinação em ordem, ter no mínimo 25 kg e idade entre um e oito anos. Ele passa por exames clínicos e colheita de exames laboratoriais para atestar a sanidade. Também é verificado se o animal tem perfil doador, ou seja, se é calmo e tranquilo, para que a coleta traga o menor trauma possível.

O tempo mínimo recomendado entre doações para um mesmo animal é de dois meses. Contudo, pesquisas já mostram que em casos de emergência um cão pode sofrer doações em intervalos de 15 dias sem danos à sua saúde. Também há a possibilidade de acelerar a recuperação dos animais por meio da suplementação de vitaminas e minerais.

07 jun 2016

Cães são descartados em caminhões de lixo no México

animal no lixo

Reprodução Facebook

NOTA BLOG SAÚDE DO MEIO: Recebi algumas informações de pessoas idôneas e que conhecem os mecanismos de manipulação de imagens que a foto dos cães no caminhão de lixo é uma montagem viral. No entanto, há casos, até mesmo no Brasil e noticiado na grande imprensa, de animais descartados como lixo. Lamento o ocorrido  e mais uma vez levanto minha voz contra toda forma de maus-tratos contra animais não humanos.

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A foto acima foi registrada no bairro Ticoman na Cidade do México. Um homem marcado pela extrema crueldade se livrou de seus cães de estimação como lixo, por meio de um caminhão de coleta da região. É visível o pavor dos cães, desamparados e descartados como produtos de consumo

Este não é um incidente isolado. No início deste ano, a imprensa local mostrou indignada um vídeo com alguns homens coletores de lixo com um bando de cães na parte traseira de um caminhão no momento da eliminação de resíduos.

03 fev 2016

Cientistas chineses criam macacos autistas em pesquisa cruel

Macacos-autistas

Anti-vivisseccionistas criticaram a “cruel” e “falha” criação dos primeiros macacos autistas do mundo. Cientistas na China modificaram geneticamente oito macacos para carregarem um gene ligado ao autismo em humanos. As informações são do The Huffington Post UK.

De acordo com a revista de ciência Nature, os pesquisadores disseram que os animais começaram a mostrar sinais da doença, incluindo correr “obsessivamente em círculos”, ignorar seus colegas e grunhir ansiosamente quando encarados.

Até agora, as investigações sobre o autismo têm explorado predominantemente camundongos e ratos.

O principal cientista, Dr. Qiu Zilong, do Instituto de Neurociências da Academia Chinesa de Ciências, disse em uma coletiva de imprensa: “O modelo do rato não é próximo o suficiente. Não há escolha. Temos que ir para uma espécie de primatas não-humanos.”

Mas o estudo tem sido criticado pelo grupo de campanha anti-vivissecção, Cruelty Free International, que disse que não só a pesquisa tem probabilidade de falhar, mas também provoca um enorme sofrimento para os macacos.

“O autismo é uma desordem complexa e as causas genéticas estão longes de ser claras”, afirmou Dr Katy Taylor, diretora de ciência da Cruelty Free International

“As tentativas de explorar macacos para modelar doenças humanas são, ao nosso ver, falhas e improváveis de ter sucesso”, disse.

“Enquanto você pode ser capaz de alterar um ou dois genes, você não pode superar as enormes diferenças entre nós e outros primatas não humanos em outras áreas, incluindo a expressão do gene. Também é cruel; vários macacos neste recente trabalho ficaram muito doentes e foram mortos”, explica Taylor.

“Em vez de desenvolver técnicas que possam levar a um aumento na exploração de macacos em pesquisas, os cientistas deviam concentrar seus esforços no desenvolvimento de abordagens mais relevantes para humanos.”

A equipe de pesquisadores deu o gene MECP2 – pensado a ser ligado ao autismo em humanos – para dezenas de óvulos de macacos, que foram fertilizados in vitro.

Os animais nasceram de fêmeas fertilizadas e foram estudados à medida que eles cresciam.

Fonte: ANDA

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