29 jun 2018

Fake news: notícias falsas fazem mal à saúde

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fofoca

Notícias falsas sempre existiram, desde que homens e mulheres aprenderam a mentir. Acontece que as novas tecnologias e a diversidade de redes sociais permitem um solo fértil para pessoas que não têm o compromisso com a verdade e acreditam em qualquer tolice. Todos perdem. Os prejuízos são incalculáveis e atingem os espaços públicos e privados, além de afetar a saúde do cidadão. Há pessoas que acreditam em vacina com a finalidade de matar idosos; curas milagrosas contra o câncer e, até mesmo, ovos de plásticos sendo comercializados nos supermercados do Brasil.  É o “Apocalipse da informação”! Fiz uma reflexão sobre o assunto. Veja:

15 fev 2016

Cinco filmes para saber mais sobre saúde

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Imagem/Google

A saúde é um tema muito vasto e repleto de vertentes e pontos de vista interessantes. Por isso, o Blog da Saúde explorou o catálogo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e indica cinco de filmes e documentários para enriquecer o seu conhecimento sobre a área. Os títulos abrangem diversos assuntos, desde registros da história da saúde brasileira, até discussões atuais como o uso de drogas e as formas de nascer.

Aproveite as sugestões e conheça um pouco mais sobre saúde:

Revolta da Vacina

O documentário mistura esquetes teatrais e depoimentos de médicos, pesquisadores e historiadores, para apresentar a história da varíola, da vacina e da revolta popular de 1904, conhecida como Revolta da Vacina, ocorrida no Rio de Janeiro. O material aborda questões sociais, políticas e culturais que envolveram a campanha de vacinação do governo de Rodrigues Alves.

Crack, repensar

O uso de crack cresce no mundo de modo alarmante. É uma droga de fácil dependência após uso inicial. A abstinência gera grande desconforto ao usuário, depressão, ansiedade e agressividade contra terceiros. A necessidade do uso frequente acarreta delitos, para obtenção de dinheiro, venda de bens pessoais e familiares, e até prostituição, tudo para sustentar o vício.

No documentário “Crack, repensar” (2015) os diretores Felipe Crepker e Rubens Passaro buscam desconstruir estigmas e preconceitos em torno do crack e usuários.

Parir é Natural

A discussão sobre os procedimentos que envolvem o parto tem sido destaque na sociedade. A redução das cesarianas desnecessárias é uma das bandeiras do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O documentário “Parir é Natural” apresenta depoimentos de mulheres que viveram a experiência do parto e o posicionamento de profissionais de saúde, especialistas em parto e nascimento, com o intuito de ampliar o debate sobre a cesárea e todas as suas consequências.

Cinematógrafo brasileiro em Dresden

Registros do começo do século XX foram resgatados para este documentário que conta com imagens de época e entrevistas com pesquisadores de história da saúde e do cinema. O material é o primeiro filme científico brasileiro conhecido, marcando o pioneirismo do Brasil e do Instituto Oswaldo Cruz na utilização de imagens em movimento na comunicação e informação em saúde.

O material conta com dois filmes exibidos em 1911 no pavilhão brasileiro da Exposição Internacional de Higiene em Dresden (Alemanha). O tema principal é o combate à febre amarela no Rio de Janeiro e a recém-descoberta doença de Chagas em Lassance (MG).

A peleja dos guerreiros Sá & Ude contra os monstros Dó & Ença no país dos tropicais

Utilizando referências do cordel, o filme de Wilson Freira conta de forma divertida a história do embate entre guerreiros que lutam em defesa da vida e monstros que disseminam enfermidades.

Os vídeos e documentários pode ser adquiridos na Editora Fiocruz pelos contatos comercialeditora@fiocruz.br ou (21) 3882-9007

Fonte: Gabriela Rocha/ Blog da Saúde

21 jul 2015

Médico lança guia sobre comunicação e tratamento de câncer

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comunicacao medico paciente

Complexa e delicada, a comunicação entre médico e paciente é fundamental para o sucesso do tratamento. Quando o assunto é o câncer, ela é ainda mais vital. Partindo da experiência de mais de 30 anos em oncologia, o médico Ricardo Caponero criou um guia de orientação sobre como estabelecer, de forma respeitosa e franca, uma comunicação efetiva e terapêutica com os portadores de câncer.

Apesar de todos os avanços médicos e tecnológicos das últimas décadas, o câncer ainda é considerado tabu para a maioria das pessoas. Assim, quando o indivíduo tem o diagnóstico de câncer, por vezes depara com uma espécie de “conspiração do silêncio”, o que pode prejudicar o tratamento e provocar consequências psicológicas profundas. Por outro lado, a equipe médica nem sempre está preparada para transmitir ao paciente informações claras, precisas e verdadeiras. Partindo de uma experiência de mais de 30 anos na área, o oncologista Ricardo Caponero dispôs-se a criar um guia sobre como dialogar com esses pacientes. No livro A comunicação médico-paciente no tratamento oncológico – Um guia para profissionais de saúde, portadores de câncer e seus familiares (184 p., R$ 53,10), lançamento da MG Editores, ele explica como estabelecer e manter uma comunicação respeitosa e franca e, ao mesmo tempo, efetiva e terapêutica.

Embora seja uma atividade comum e rotineira na área da saúde, a arte da comunicação assume um papel muito mais significativo em situações particulares em que a mobilização de grande quantidade de conteúdo emocional está em evidência. Na oncologia, ela se dá entre o profissional e um paciente que não gostaria de estar ali, que sabe que vai ouvir muitas coisas que não desejaria ouvir ou nega a doença que tem. Se a comunicação já apresenta dificuldades, nessas circunstâncias ela se torna ainda mais desafiadora.

Por isso, segundo Caponero, os oncologistas deveriam conhecer em profundidade os meandros da comunicação dinâmica, já que ela é parte fundamental do tratamento. “Os profissionais que participam do diagnóstico devem estar minimamente esclarecidos sobre a importância e o impacto que a comunicação exerce – tanto como alento quanto como sofrimento”, afirma.

Entrevista com o oncologista Ricardo Caponero

Adriana Santo: Qual a melhor maneira de comunicar o diagnóstico de uma doença com tantos esteriótipos, como é o caso do câncer, sem perder a esperança e adesão ao tratamento?

Ricardo Caponero: Com sensibilidade e sinceridade. É exatamente sobre como fazer isso, e as dificuldades que encontramos, que discorremos no livro. A infomração correta e adequada é o principal fator para garantir a adesão do paciente ao tratamento. Ele fica sabendo exatamente o que está tratando, como e porquê.

Adriana Santos: O paciente deve ser informado sobre todos os aspectos do câncer?

Ricardo Caponero: Sim, sem dúvida, mas essa informação deve ser gradual, dosada com as suas necessidade em cada momento da evolução da doença.

Adriana Santos:  Como a família pode colaborar no entendimento do câncer, em especial em casos terminais?

Ricardo Caponero: O mais importante é sendo franca, aberta, e mostrando-se pronta para conversar sobre as questões delicadas da existência. O que não ajuda é o fazer de conta que a situação não é grave, que nada está acontecendo. Isso é o que chamamos de conspiração do silêncio, e impede o paciente de falar diretamente sobre os assuntos que lhe são caros e delicados.

Adriana Santos: Qual o papel da mídia no entendimento do câncer?

Ricardo Caponero: Bom por colocar o tema frequentemente em pauta, mas ruim por muitas vezes se esquivar de discussões sérias e voltar-se mais para o “marketing” da cura

Adriana Santo:  O paciente tem direito à informações sobre o tratamento do câncer, mesmo que a família rejeite essa ideia?

Ricardo Caponero: O paciente tem direito a sua autonomia. Ninguém melhor do que você mesmo para decidir sobre a sua vida. As Diretivas Antecipadas de Vontade, como definidas pelo Conselho Federal de Medicina, orientam os médicos que a família só deve ser ouvida se esse for o desejo do paciente. No entanto, o Código de Ética Médica permite ao médico omitir a informação ao paciente em uma única condição, se essa comunicação causar-lhe um mal maior.

Adriana Santos:  A internet é uma boa fonte de consulta para o entendimento é tratamento do câncer?

Ricardo Caponero: Sim, mas é preciso que os pacientes sejam orientados quanto aos melhores sites, e sobre o como procurar as informações e interpretar os dados encontrados. Ou seja, a internet é excelente se o paciente é auxiliado na busca e interpretação dos dados que ele precisa.

Câncer no Brasil

No Brasil, estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) para os anos de 2015 e 2016 apontam a ocorrência de aproximadamente 576.358 casos novos de câncer por ano. Estima-se um total anual de 302.350 casos novos para o sexo masculino e 274.230 para o feminino. Nos homens, os tipos mais incidentes seriam os cânceres de pele não melanoma, próstata, pulmão, colón e reto e estômago; nas mulheres, os cânceres de pele não melanoma, mama, colo do útero, colón e reto e glândula tireoide.

O autor

Graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Ricardo Caponero é especialista em Oncologia pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (Sboc) e em Cancerologia Clínica pela Associação Médica Brasileira (AMB), além de mestre em Oncologia Molecular pelo Centro de Investigaciones Oncológicas de Madri, Espanha. Membro da American Society of Clinical Oncology (Asco), da European Society for Medical Oncology (Esmo), da Multinational Association of Supportive Care in Cancer (Mascc), da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (Sboc), da Sociedade Brasileira de Psico-Oncologia (SBPO) e da Associação Brasileira de Cuidados Paliativos (ABCP), é ex-presidente e atual diretor científico dessa última instituição. Atua como oncologista na Clinonco – Clínica de Oncologia.