10 out 2015

Vidas Esquecidas, Pacientes Ocultos: este é o tema do Dia Mundial de Cuidados Paliativos

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Reprodução/Google

“Vidas Esquecidas, Pacientes Ocultos” – este é o mote da campanha que marca o Dia Mundial de Cuidados Paliativos, que neste ano será comemorado boje (10).

Criada pela World Hospice and Palliative Care Association (WHPCA), ONG internacional dedicada ao desenvolvimento de Cuidados Paliativos no mundo, a campanha de 2015 foca em grupos específicos que precisam lutar por acesso a cuidados paliativos, tais como crianças, prisioneiros e populações que moram em regiões distantes dos grandes centros.

Em comemoração ao Dia Mundial dos Cuidados Paliativos, no dia 17 deste mês, sábado, de 8h às 10h, na Praça Floriano Peixoto, a Sociedade de Tanatologia de Minas Gerais (Sotamig), em parceria com a Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), realiza uma ação educativa sobre a importância dos cuidados paliativos. Haverá a distribuição de folder e especialistas para orientar e responder questões do público presente.

Os cuidados paliativos foram definidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2002, como uma abordagem ou tratamento que melhora a qualidade de vida de pacientes e familiares, diante de doenças que ameacem a continuidade de sua existência. Para tanto, é necessário avaliar e controlar de forma impecável não somente a dor, mas, todos os sintomas de natureza física, social, emocional e espiritual. A vice-presidente da Sotamig, Cristiana Savoi, explica que é necessário conscientizar a sociedade quanto ao acompanhamento de pacientes com doenças graves e/ou terminais.

Savoi afirma que a ação também objetiva deixar clara a urgência da criação de políticas públicas para garantir o acesso da comunidade aos cuidados paliativos. Como possíveis soluções, a especialista aponta: “um programa nacional para o desenvolvimento e manutenção de equipes para a assistência em cuidados paliativos; interface com programas já existentes; estímulo à reformulação da grade das escolas médicas e de outras áreas da saúde, com a inclusão do tema como matéria; educação continuada aos profissionais da área; e um trabalho voltado ao público leigo sobre uma melhor aceitação do fim da vida”.

Pesquisa britânica do instituto Economist Intelligence Unit, divulgada pela imprensa no dia sete de outubro, revelou que o Brasil está no 42º lugar no Ranking Global dos Cuidados Paliativos, muito atrás do Reino Unido, primeiro colocado, que inspirou o modelo do Sistema Único de Saúde (SUS). A vice-presidente da Sotamig avalia que o caminho é longo, mas começa com esclarecimento e atitudes pontuais por parte dos governos. “Hoje, no sistema público de saúde, há programas municipais de assistência domiciliar. Em Belo Horizonte, há hospitais como o das Clínicas e o Risoleta Neves, e ainda serviços ligados à Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig)”, destaca. Na saúde suplementar há operadoras com equipes de atendimento em domicílio e hospitais credenciados.

VAMOS FALAR DE CUIDADOS PALIATIVOS?

Publicação da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Acesse: AQUI

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