16 ago 2016

II Fórum de Diabetes de Minas alerta sobre a falta de informações sobre a doença

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diabetes
II Fórum de Diabetes de Minas Gerais coloca em discussão os direitos e deveres das pessoas que têm diabetes no sentido de contribuir para a  conscientização e o controle da doença em nosso estado. A iniciativa pretende promover o debate público junto com: a classe de profissionais de saúde, gestores municipais e estaduais, e usuários dos serviços de saúde suplementar e a indústria farmacêutica. O objetivo é pontuar as necessidades e as realidades do tratamento atual de um paciente com diabetes. Além disso, informar a população sobre os direitos e deveres do diabético, possibilitando melhoria de vida para essas pessoas.
O tema de 2016 é: O diabético que adquire conhecimento prolonga sua vida”.  A proposta foi inspirada na frase de Elliot P. Joslin, em 1916. O Fórum será realizado no próximo dia 20 de agosto (sábado) – das 08 às 17:30, no CREA. Av. Álvares Cabral, 1600. Mais informações: AQUI

DIABETES NO BRASIL

No Brasil, cresceu o número de pessoas que tem diabetes, mas não sabem. São 3,2 milhões casos não diagnosticados da doença, um aumento de 14% em relação a 2013. O estudo foi feito pela Federação Internacional de Diabetes, que divulgou o mapa mundial da doença.

Segundo a pesquisa, o Brasil tem mais de 11,6 milhões diabéticos, 8,7% da população de 20 a 79 anos. No número estimado de doentes, o país ocupa o quarto lugar no ranking, atrás da China, Índia e Estados Unidos.

Deste número, segundo dados da OMS um número muito pequeno tem condições de tratar-se de uma forma eficaz, não permitindo que, consequências e /ou sequelas tornem essas pessoas estigmatizadas em função da doença.

Essa ocorrência é identificada principalmente por fatores tais como: – Falta de conhecimento; falta de condições para um tratamento adequado; falta de especialistas; falta de programas voltados para esta especialização; falta de maior intercâmbio entre as entidades envolvidas, mas principalmente na falta de informações nas áreas de detecção, identificação e tratamento do diabetes.

PROGRAMAÇÃO 2016

8h00 – CREDENCIAMENTO E ENTREGA DE MATERIAL
8h30 – ABERTURA
Coordenação: Irma Pires de Oliveira
Vice presidente da Federação Nacional de Assoc. de Diabetes – FENAD
8h45 – NECESSIDADES E REALIDADES DO ATENDIMENTO AO DIABÉTICO
Dra. Janaína Koenen – Endocrinologista
Moderador: Dr. Daniel Dutra Romualdo Silva – Endocrinologista
9h15 – INSTITUTO DA CRIANÇA DIABÉTICA – UMA INICIATIVA DE SUCESSO
Dr. Balduíno Tschiedel
Diretor-Presidente do Instituto da Criança com Diabetes – Porto Alegre-RS
Médico endocrinologista
Moderador: Dra. Maria José Sieiro
Presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes – Regional Minas Gerais
9h45 – POLÍTICAS DE SAÚDE EM DIABETES EM MINAS GERAIS – PANORAMA ATUAL
• Promotoria do Ministério Público do Estado de Minas Gerais
• Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte
• Secretaria de Estado de Saúde do Estado de Minas Gerais
• Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais
Deputado Antônio Jorge
Moderadora: Dra. Maria José Sieiro
Presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes – Regional Minas Gerais
10h45 – INTERVALO
11h00 – IMPACTO ECONÔMICO DAS COMPLICAÇÕES DO DIABETES
11h00 – 11h15: RETINOPATIA DIABÉTICA
Palestrante: Dr. Luiz Felipe Silva Carneiro
Oftalmologista
11h15 – 11h30: NEFROPATIA DIABÉTICA
Palestrante: Dra. Michele Hostalácio Duarte
Nefrologista
11h30 – 11h45: ABORDAGEM CARDIOLÓGICA
Palestrante: Dr. Marcus V. Bolivar Malaquias
Cardiologista
11h45 – 12h00: – ABORDAGEM DA NEUROPATIA E PÉ DIABÉTICOS
Palestrante: Dra. Júnia Cordeiro
Endocrinologista
12h00 – 12h15: – DISCUSSÃO
Moderador: Dr. Márcio Lauria
Presidente da SBEM – Regional Minas Gerais
12h15 – INTERVALO PARA O ALMOÇO
13h30 – REALIDADE ATUAL DOS SERVIÇOS DE DIABETES EM BELO HORIZONTE
13h30 – 13h50: – CENTRO DE DIABETES DA SANTA CASA
Dra. Janice Sepúlveda Reis
Endocrinologista e Coordenadora do Centro de Diabetes da Santa Casa de BH
13h50 – 14h10: – HOSPITAL DAS CLÍNICAS DA UFMG
Dra. Milena Moreira Guimarães
Endocrinologista
14h10 – 14h30: – ATENÇÃO À SAÚDE DO PORTADOR DE DIABETES – EXPERIÊNCIA DA UNIMED-BH
Dra. Flávia Roberta Roza
Nefrologista
14h30 – 14h50: ATENDIMENTO NAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE
Dr. Rafael Machado Mantovani
Endocrinologista
14h50 – 15h10: ATENDIMENTO NOS SERVIÇOS DE URGÊNCIA
Dra. Janaína Koenen
Endocrinologista
15h10 – 15h30: ATENDIMENTO NO CENTRO ESTADUAL ESPECIALIZADO – CEAE
Dra. Thaís Pereira Costa Magalhães
Endocrinologsta
15h30 – 15h45: – DISCUSSÃO
Moderador: Dra. Maria Regina Calsolari
Endocrinologista
15h45 – INTERVALO
16h00 – DIREITOS E DEVERES DO PACIENTE DIABÉTICO
Palestrantes: Dra. Mariana Rezende Batista
Advogada
Moderadores – Dra. Maria José Sieiro
Presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes – Regional Minas Gerais
16h30 – REUNIÃO DAS ASSOCIAÇÕES DE DIABETES DE MINAS GERAIS
O PAPEL DAS ASSOCIAÇÕES NO TRATAMENTO
Palestrante: Dr. Fadlo Fraige Filho
Professor de Patologia Clínica e de Endocrinologia da Faculdade de Medicina Laboratorial da Escola Paulista de Medicina – UNIFESP – da Fundação ABC – Presidente da Federação Nacional das Associações de Diabetes (FENAD) e da ANAD.
Moderadora: Maria Aparecida Campos
Presidente da Associação de Diabetes Infantil de Belo Horizonte
17h30 – LEITURA DA CARTA DE MINAS E ENCERRAMENTO
21 jul 2016

Suspenso lote de solução de cloreto de sódio da Equiplex

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A Anvisa suspendeu a distribuição, a comercialização e o uso do lote 1513334 da Solução Fisiológica de Cloreto de Sódio a 0,9%,  fabricado por Equiplex Indústria Farmacêutica Ltda. O produto é destinado ao restabelecimento de fluído e eletrólitos no organismo.

Laudo de Análise Fiscal de amostra única emitido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) revelou resultado insatisfatório no ensaio de aspecto para o lote. Segundo o parecer, havia um corpo estranho na amostra.

A determinação está na Resolução RE 1.915/2016, publicada no Diário Oficial da União.

Fonte: Ascom/Anvisa

26 jun 2015

Brasil ainda não tem consenso sobre descarte correto de medicamentos

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Restos de medicações sem o destino correto podem ocasionar, por exemplo, o uso inadvertido por outras pessoas resultando em reações adversas graves e intoxicações. De acordo com o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas, o Sinitox, os medicamentos ocupam o primeiro lugar entre os agentes causadores de intoxicações desde 1996.  Além disso, o meio ambiente é agredido com a contaminação da água, do solo e dos animais.

Atualmente, está sendo discutido no âmbito da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) o funcionamento do sistema de descarte de medicamentos no país. O objetivo é que a população tenha alternativa apropriada para o descarte seguro e ambientalmente correto das sobras dos medicamentos por falta de uso ou com prazo de validade vencido.

Entrevistei o presidente do Conselho Federal de Farmácia, Walter da Silva Jorge João, sobre os perigos (para a saúde e para o meio ambiente) gerados pelo descarte incorreto de medicamentos vencidos, avariados e as suas sobras e em que estágio encontra-se a construção da Logística Reversa de Medicamentos.

No Brasil, ainda não há acordo setorial legalizado sobre descarte de medicamento domiciliar. Para a legalização na ambiência domiciliar, é necessária uma ampla discussão sobre as diretrizes e responsabilidade compartilhada.

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Adriana Santos:  Quais os impactos para a saúde e o meio ambiente do descarte incorreto de medicamentos feito, atualmente, pela maioria dos brasileiros através do lixo comum ou da rede pública de esgoto?

Walter Jorge João: Descartar incorretamente medicamentos que não estão em uso e que perderam a validade representa um perigo em potencial para a saúde das pessoas, porque esses produtos podem contaminar os lençóis freáticos, os riachos, ribeirões e rios, voltando, depois, para a população que, sem saber, passa a consumi-los, de novo, direta ou indiretamente. Importa realçar que os metabólitos não são eliminados no processo de tratamento de esgotos. Os resultados deste erro podem ser a resistência microbiana, as reações adversas, as intoxicações, entre outros problemas, sem contar as agressões ao meio ambiente, por meio da contaminação da água, do solo e de animais.

Adriana Santos: O que é sistema de logística reversa de resíduos de medicamentos? Quais as principais dificuldades para a implantação no Brasil?

Walter Jorge João: A logística reversa é um meio que o Brasil adotará, com vistas a dar uma destinação correta aos medicamentos que precisam ser descartados. Consiste em se realizar a coleta dos resíduos sólidos e devolvê-los ao setor empresarial – no caso dos medicamentos, à indústria farmacêutica – para que sejam reaproveitados, ou para que tenham outra destinação final adequada.

As dificuldades para a implantação da logística reversa têm origem na própria complexidade da proposta, vez que abrange todos os envolvidos com o medicamento – dos produtores aos usuários. A maior dificuldade concentra-se na não aceitação em arcar com todos os custos da destinação final e adequada dos resíduos, por parte da indústria farmacêutica. Tanto que a indústria pediu um prazo para discutir a proposta.

Adriana Santos: Até que ponto a indústria e as farmácias estão colaborando na implantação do sistema?

Walter Jorge João: O Brasil está construindo um acordo setorial para a implementação da logística reversa que abrange todos os envolvidos com o medicamento (o usuário, as farmácias, as distribuidoras e as indústrias farmacêuticas) em total consonância com a Lei 12305, de 02 de agosto de 2010, que dispõe sobre o assunto. Representantes de todos esses segmentos estão participando ativamente das discussões sobre a logística reversa, e esta já é uma forma de colaboração. O que se busca é a elaboração de um acordo entre todas as partes envolvidas, com o compromisso de que ele seja cumprido. O CFF tem sido um participante ativo das discussões sobre a logística reversa e será, sempre, um incentivador do acordo.

Adriana Santos:  Quais os perigos do consumo de medicamentos fora da data de validade?

Walter Jorge João: Alguns medicamentos, depois de abertos, perdem o efeito, ao fim de um determinado tempo. Outros têm o prazo de validade previsto pelo fabricante. O perigo do consumo fora do prazo é o de a terapia não apresentar nenhuma eficácia, expondo o seu usuário a riscos, como o de a sua doença ser prolongada, de sofrer uma recidiva, ou até de morrer.

Adriana Santos:  Como as pessoas devem descartar os medicamentos vencidos ou sobras de medicamentos usados em tratamentos prescritos?

Walter Jorge João: O ponto de partida para um descarte correto é jamais jogar os medicamentos no lixo comum, na pia, nem no vaso sanitário. Antes, é recomendável que as pessoas procurem os farmacêuticos, nas farmácias, para obter informações sobre como proceder para fazer o descarte adequado. Os medicamentos devem ser levados em suas embalagens originais para as farmácias que participam de algum programa de descarte. A destinação final adequada dos resíduos de medicamentos é a incineração ou os aterros industriais. Mas a maioria dos Municípios, ainda, não dispõe de programas voltados para o descarte.

Importa realçar que, entre os agentes causadores de intoxicações, os medicamentos ocupam o primeiro lugar, segundo o Sistema Nacional de Informações Tóxico-farmacológicas (Sinitox). O descarte incorreto pode contribuir para o surgimento desses problemas. Realço, ainda, que o uso racional de medicamentos deve estar no núcleo das discussões sobre o descarte. O uso racional diminuiria drasticamente o volume do descarte.