09 jun 2015

Os cinco estágios da morte e do morrer.

Arquivado em Saúde & Literatura

morte

Falar sobre a morte não é nada fácil, principalmente em uma sociedade que valoriza o copo, o sexo e a juventude eterna. Com certeza é um assunto desconfortável. Acreditamos, muitas vezes, que somos imortais, infalíveis, quase deuses. A morte é encarada como algo distante. Falar sobre a morte pode atrair a própria morte, acreditam muitos. Para entender melhor sobre os estágios de uma morte próxima, a escritora suíça, Elisabeth Kübler – Ross, escreveu o livro “Sobre a morte e o morrer”.

Durante dois anos e meio, a autora trabalhou junto a pacientes desenganados pela medicina, com poucas chances de sobrevida. Este livro conta o começo desta experiência. Não pretende ser um manual sobre como tratar pessoas a beira da morte, tampouco um estudo exaustivo sobre a psicologia do comportamento dos pacientes que convivem com a proximidade da morte. Na verdade, é uma oportunidade nova e desafiante de abordar uma vez mais o paciente como ser vivo integral, de fazer participar dos diálogos, de saber dele os méritos e as limitações de nossos hospitais no tratamento dos doentes.

O livro “Sobre a morte e o morrer” tenta demonstrar na prática por meio de relatos de experiências reais às pessoas diversas situações em que indivíduos por algum motivo deparam com a morte, seja ele um paciente ou um ente que acompanha o estágio final de alguém querido. Além destes relatos o livro faz comentários interessantes aos profissionais de saúde á equipe multiprofissional mais precisamente de como lidar com as diversas situações da morte em si.

Outro ponto relevante é a religião, antigamente as pessoas viam na morte uma possibilidade de redenção. Muitos acreditavam que se sofressem na terra, sua morte seria um alívio, e também acreditavam na vida após a morte, uma vida melhor que na terra, hoje em dia a religião tem levado um número menor de adeptos que vão aos templos mais pelo encontro social do que pela própria crença.

O primeiro sentimento relatado na pesquisa diante de uma notícia de doença terminal foi a negação, por parte dos pacientes, independente do modo como tomaram conhecimento dessa condição, seja pelo médico, no início da doença ou até mesmo depois. A fase de negação foi observada em todos os pacientes. Após esta fase vem a aceitação parcial, a maioria dos pacientes não se utilizada negação por muito tempo, é um estado temporário do paciente do qual eles e recupera gradualmente á medida que vai se acostumando com a sua realidade, ele reage. Alguns pacientes utilizam da negação perante alguns membros da equipe hospitalar e até mesmo são exigentes na escolha dos familiares que podem ficar a par do seu real estado, para tanto se utilizam da negação principalmente diante daqueles familiares que ele considera mais vulneráveis a sua perda e diante de membros da equipe hospitalar que não passam confiança para o paciente.

O sentimento de raiva aparece quando já não é mais possível manter firme o primeiro estágio de negação, e ele é substituído por sentimento de raiva, revolta, inveja e de ressentimento. Nessa fase, a pergunta que permanece nos pensamentos do paciente é: Por que eu? Por que não poderia estar acontecendo com outra pessoa?

O terceiro estágio é a barganha, menos conhecido, porém muito útil ao paciente. É o momento em que o paciente começa a ter algumas reações com esperança de receber o que quer de Deus, uma possibilidade de cura. Isso acontece muito com pacientes terminais, quando almeja um prolongamento de sua vida. A barganha, na realidade, é uma tentativa de adiantamento, uma promessa; tem de incluir um prêmio oferecido “por um bom comportamento”.

O quarto estágio ocorre quando o paciente, em fase terminal, não pode mais negar sua doença, sendo forçado a diversos procedimentos como cirurgias, hospitalizações. Não há como negar um corpo debilitado. O paciente começa a perder coisas importantes para ele como sua própria identidade. Os encargos financeiros elevados fazem com que estes pacientes tenham que dispor de muitos recursos dos quais muitas vezes não o tem, ou abrir de mão de muitos sonhos, principalmente relacionados á família. Muitos perdem seus empregos e se afastam do convívio com a família por causa das hospitalizações o que aumenta o sentimento de culpa dos mesmos.

O quinto estágio decorre sobre a aceitação da doença sem depressões de correntes ao seu estado de saúde. Este paciente já passou pela fase de não aceitação da enfermidade e não mais sentirá raiva quanto ao seu destino. Ele terá externado seus sentimentos, sua inveja pelos vivos e sadios e sua raiva por aqueles que não são obrigados a enfrentar a morte tão cedo. Terá lamentado a perda iminente de pessoas e lugares queridos e contemplara seu fim próximo com certo grau de tranquilidade e expectativa. Ele estará cansado e bastante fraco, na maioria dos casos, sentindo a necessidade de cochilar e dormir com frequência em intervalos curtos diferindo da fase de dormir da depressão. Não e um sono de fuga, nem um instante de descanso para aliviar a dor e sim uma necessidade gradual e crescente de aumentar as horas de sono. Isso indica o fim da luta, mas com um significado de aceitação.

De todos os estágios pelos quais as pessoas passam quando diante de problemas trágicos, a única coisa que persiste é a esperança. Até os pacientes mais conformados com sua situação terminal, sempre deixam transparecem que sentem um sinal de esperança.

05 jun 2015

Um orgasmo por semana pode fazer maravilhas pela sua saúde

Arquivado em Saúde & Literatura

vitamina o

Por que o orgasmo é vital para a saúde e a felicidade da mulher? A pergunta é o subtítulo do livro Vitamina O ( O de orgasmo) da Dra. Natasha Janina Valvez, uma das mulheres mais populares da Internet da sexualidade, segundo a Revista Playboy.

Segundo a especialista, o orgasmo modera o apetite, diminui o colesterol, reduz o risco de doenças cardíacas e derrame, fortalece o sistema imunológico, deixa a pele mais bonita, diminui o estresse, melhora o desempenho no trabalho e o no humor. Tantos benefícios que até mesmo as mulheres que ignoram o orgasmo no sexo ficam interessadas em manter a saúde em dia. Um orgasmo por semana pode fazer maravilhas pela sua saúde, informa Natasha.

“Vitamina O” é uma publicação deliciosa, descontraída e informativa que se dedica à sexualidade feminina e as dificuldades para a obtenção de prazer. “Um dos problemas sexuais mais comuns das mulheres é não ser capaz de ter orgasmos”, relata Valdez sobre a sua experiência em clínica. Ela adverte: “não existem orgasmos ‘ruins… Orgasmos nunca são exatamente iguais. Homens e mulheres podem senti-los de maneira diferente, em termos de potência, duração e intensidade”. Segundo a autora, “a boa notícia para nós, mulheres, é que nossos orgasmos podem ser muito mais intensos”. Outra boa notícia é que você pode começar hoje mesmo, sem contra indicação.

As primeiras 43 páginas – “Descubra o Poder do Orgasmo” mostram o que acontece ao corpo quando se tem um orgasmo, e reúnem dicas e técnicas para não desperdiçar uma chance de chegar ao clímax sempre que desejar. O livro mostra também na Parte 2 – “Libere seu poder”: as várias possibilidades do orgasmo e até mesmo as posições mais confortáveis para o dia a dia. É claro que uma boa parte do livro é dedicada ao clitóris, considerado o pênis feminino, além de como atingir o máximo prazer no sexo vaginal, técnicas para encontrar o tão sonhado Ponto G. Você sabia que a mulher também pode ter muito prazer quando o homem introduz o pênis próximo ao útero? Que algumas mulheres ejaculam? Que a mulher pode ter orgasmos quando os seios são tocados pelo parceiro?

O livro traz também algumas dicas de brinquedinhos eróticos que estimulam o orgasmo feminino e também fornece informações importantes sobre os vários tipos de lubrificantes vaginais encontrados no mercado e os benefícios para uma penetração prazerosa e divertida.

02 jun 2015

Livro esclarece sobre os benefícios da psicoterapia breve em situações de crise

Arquivado em Saúde & Literatura

psicoterapia-breve-52b047e88e2dd

Conversei com o psicoterapeuta, Eduardo Ferreira Santos, que lançou pela editora Ágora o livro: “Psicoterapia Breve – Abordagem sistematizada de situações de crise”. O autor faz uma retrospectiva histórica, explicando conceitos e critérios de indicação. Além disso, ele analisa o uso de medicamentos em concomitância com o atendimento clínico e apresenta casos em que a psicoterapia breve foi usada com sucesso. Em um capítulo especial, Eduardo trata o uso da abordagem com vítimas de transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).

Dividido em nove capítulos, o livro mostra a psicoterapia breve em um enfoque psicodramático como proposta de solução da situação de crise em que se encontram determinadas pessoas, que buscam ou demandam por psicoterapia, principalmente em instituições, ambulatórios de saúde mental e postos de saúde. O psicoterapeuta discute as implicações metodológicas do psicodrama na abordagem e apresenta a proposta de um modelo de ação terapêutica, considerando não só a discussão da indicação do próprio processo como também as fases que envolvem a evolução da psicoterapia breve psicodramática.

Adriana Santos: Há diferença entre psicoterapia e terapia?

Eduardo Ferreira: Não, não há. Na verdade se chama terapia para simplificar, mas o processo é o mesmo, embora o termo terapia queira dizer tratamento e vale para qualquer processo até mesmo uma “quimioterapia”.

Adriana Santos: A psicoterapia breve é indicada em quais situações de crise?

Eduardo Ferreira: Em todas aquelas situações em que um incidente externo (desde uma separação conjugal até um assalto) tenham gerado um desiquilíbrio psíquico que não ocorria antes. Isto é, a pessoa estava bem com seus problemas do cotidiano até que tal acontecimento tenha sido tão traumático que rompeu os mecanismos habituais de adaptação e defesa que todos nós temos para enfrentar as vicissitudes da vida.

Adriana Santos: Quais os benefícios da psicoterapia breve?

Eduardo Ferreira: A Psicoterapia Breve trabalha com objetivo determinado (restabelecer o equilíbrio psíquico anterior) e com um tempo definido (aproximadamente 12 a 15 semanas), durante os quais procura-se encontrar o motivo inconsciente mais profundo que, associado ao trauma propriamente dito, causou o estado de estresse e depressão.

Adriana Santos: Como a psicoterapia pode ajudar as pessoas que passam por grandes traumas emocionais, como exemplo, o abuso sexual e o estresse pós traumático?

Eduardo Ferreira: A Psicoterapia, através de seus métodos de resolução, procura transformar a pessoa que se sente uma vítima em sobrevivente, incorporando a experiência traumática em sua história de vida, mostrando o quanto tal fato pode ter contribuindo para seu crescimento, como ocorre com as diversas frustrações que vivemos no desenvolver de nossa vida.

Adriana Santos: Qual o profissional apto para sugerir a psicoterapia breve?

Eduardo Ferreira: Qualquer profissional da área médica ou psicológica ou até mesmo um familiar ou amigo que perceba o estado de estresse de desiquilíbrio que a pessoa esteja vivendo. No entanto, para aplicar a Psicoterapia Breve, exige-se do profissional, psiquiatra ou psicólogo, uma grande experiência em lidar com estas situações.

Adriana Santos: Crianças e adolescentes podem se beneficiar da psicoterapia breve?

Eduardo Ferreira: Sim, desde que acompanhadas por um profissional experiente

Página 6 de 71234567