30 maio 2015

Profissionais da saúde e da aviação ajudam pessoas que tem medo de voar

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Na atualidade, o avião é o meio de transporte mais econômico para percorrer longas distâncias. Além disso, é o  mais rápido e o mais seguro que existe. No entanto muitas pessoas sentem medo ou até mesmo pavor diante da possibilidade de voar, em especial depois de experiências traumáticas ou de acidentes aéreos noticiados na mídia.

Conversei com a Dra Cristina Albuquerque, psicóloga da aviação, psicoterapeuta cognitivo-comportamental, especialista no tratamento de fobias de voo. Ela é diretora do primeiro centro especializado no estudo, prevenção  e tratamento da fobia de voo em Portugal, Voar sem Medo em cooperação com a VALK Foundation (um dos primeiros e mais prestigiados centros de investigação e tratamento da aerofobia a nível mundial, fundado na Holanda em 1989). Ela relata as experiências clínicas e reúne dicas importantes para enfrentar o medo de voar no livro Voar Sem Medo – Um guia prático para voar confiante e descontraído (Ed.Gradiva, 2010).

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Adriana Santos: O que é Aerofobia?

Dra Cristina Albuquerque: As definições médicas mais correntes definem a aerofobia como um medo acentuado, persistente e excessivo que surge quando a pessoa é confrontada com a perspectiva de viajar de avião. A exposição a este estímulo fóbico provoca quase sempre uma reação de ansiedade – em alguns casos pode atingir o ataque de pânico – que o indivíduo reconhece como desproporcionada e que produz um enorme transtorno e interferência na sua vida pessoal, profissional, social ou familiar.

O medo de voar pode ter graus de severidade diferentes: desde a ansiedade de voo ligeira até ao medo paralisante, com total incapacidade de entrar num avião. Pode afectar desde aquelas pessoas que nunca voaram na vida até aos passageiros aéreos mais frequentes.

Adriana Santos: E como se manifesta?

Dra Cristina Albuquerque: O medo de voar pode ter traduzir-se através de sintomas cognitivos, comportamentais e fisiológicos que variam muito de pessoa para pessoa.

Enviesamento e estreitamento da atenção
A pessoa vai hiperalerta e regista todos os ruídos e movimentos do avião. Evita falar, comer, levantar-se e nem se distrai a ler um livro porque sente necessidade de ir a verificar “se está tudo a correr bem”. Vai sempre de olho nas expressões e comportamentos da tripulação para detectar o mínimo sinal de perigo nos seus comportamentos.

Alterações da concentração
A pessoa não se consegue concentrar em tarefas simples porque está preocupada com pensamentos relacionados com situações de voo trágicas. Tem dificuldade em ler, ver um filme ou fazer qualquer outra coisa que implique um esforço de concentração.

Dificuldade no raciocínio
As ideias fluem de forma acelerada e desorganizada. O cérebro está a funcionar no “modo de perigo” e a pessoa tem dificuldade em agir de forma racional.

Alteração da memória
Memória é seletiva, focando-se sobretudo em recordações negativas. Todos os registos mnésicos associados a acidentes de aviação ou más experiências prévias vêm à memória, deixando a pessoa ainda mais apavorada.

Expectativas e interpretações negativas
Medo de desmaiar, que falte o ar, que haja uma explosão ou um incêndio, que o mau tempo impeça o piloto de aterrar, interpretação errada de ruídos que são normais.

Pensamentos tipo obsessivo
Pensamentos catastróficos recorrentes. A ideia de que “algo vai correr mal” está constantemente presente.

Fuga ou evitamento de estímulos que possam evocar o medo dos aviões
Ver filmes ou imagens sobre aviões, idas ao aeroporto, fazer a mala, embarcar para fazer uma viagem, etc.

Catastrofização
A pessoa prepara-se para a viagem como se fosse para a morte. Faz despedidas dramáticas dos amigos e familiares, redige o testamento, deixa uma carta escrita, faz um seguro de vida, etc.

Exemplos de sintomas Físicos
> Sensação de falta de ar (hiperventilação)
> Palpitações ou coração acelerado, pressão no peito
> Tensão muscular, tremores, formigueiros
> Boca seca
> Dores de cabeça, dificuldade no sono, irritabilidade
> Tonturas, visão turva
> Palidez ou rubor
> Desconforto abdominal e intestinal (dores de barriga, gases)
> Alterações gastrointestinais como náuseas, vómitos, diarreia
> Transpiração excessiva (mãos frias e suadas)
> Poliúria (aumento da necessidade de urinar)

Adriana Santos: Por que muitas pessoas sentem medo da viagem aérea, já que o avião
é um dos transportes mais seguros que temos na atualidade?

Dra Cristina Albuquerque: O medo de viajar de avião resulta duma combinação de vários factores individuais: predisposição genética para a ansiedade, história pessoal, personalidade, vivencia de experiencias traumáticas a bordo. Existe também uma série de condições relacionadas com o ambiente físico e emocional que rodeia a viagem que pode contribuir para a ansiedade de voo. Além das malas, cada passageiro, sempre que vai viajar de avião, transporta consigo as suas próprias tensões, preocupações e problemas pessoais . O próprio trajecto até ao aeroporto pode ser stressante se houver congestionamento de transito ou atrasos: perder um voo pode significar perder uma oportunidade de negócio ou umas férias planeadas em família… Chegado ao aeroporto, as pessoas, a temperatura das instalações, as luzes, o ruído e a confusão ajudam à tensão.

Adriana Santos: Quais os medos associados mais comuns que afetam a experiência de voar?

Dra Cristina Albuquerque: Geralmente é difícil estabelecer uma única razão que permita explicar  o que está na origem do medo de voar. Nalguns casos, o aerofóbico consegue determinar com clarividência o que desencadeou o seu medo, o momento exacto a partir do qual ficou com medo de viajar de avião. Outras vezes, nem a própria pessoa consegue estabelecer uma relação causal entre um determinado acontecimento ou situação e o principio do medo.

De acordo com os resultados preliminares dum estudo que a Voar Sem Medo, em PORTUGAL realizou numa amostra de 670 pessoas, os medos mais frequentemente associados ao medo de voar são:

Medo do mau tempo (87.9%)

Medo do acidente (87.4%)

Medo de falhas humanas (86.5%)

Medo de falhas técnicas (85.7%)

Medo de cair (82.6%)

Medo da turbulência (81.2%)

Medo de morrer (78.2%)

Adriana Santos:  Como surgiu a iniciativa do “Voar Sem Medo”?

Dra Cristina AlbuquerqueAo fim de longos anos de experiência como psicologa clínica da aviação, fui-me apercebendo da magnitude da Fobia de voo e da forma (por vezes dramática) como este problema afecta a vida das pessoas: luas-de-mel que não se fizeram porque o noivo abandona o avião; profissionais competentes e de reconhecido mérito profissional impedidos de evoluir na carreira devido ao medo de voar; evitamento de férias no estrangeiro; famílias separadas “à força”; negócios não consumados; atletas de alta competição impossibilitados de participar em campeonatos desportivos internacionais.  Enfim, tudo consequências dramaticas relacionadas com o medo de viajar de avião (um problema  que, de acordo com um estudo realizado pela Boeing, afecta entre 20 a 40 % da população adulta).

Além do tratamento da aerofobia, desenvolvemos actividades de âmbito preventivo (acções de informação e sensibilização para o publico em geral, formação de profissionais da aviação/turismo, seminários para médicos, etc) e também investigação científica na área da fobia de voo

Adriana Santos: Como uma pessoa pode deixar de ter medo de avião?

Dra Cristina Albuquerque: À semelhança do que acontece na generalidade das fobias, as pessoas com fobia de voo têm a perfeita noção de que o seu medo é excessivo, irracional e desproporcionado à realidade. No entanto, a verdade é que não conseguem controlar a sua reação emocional quando chega a hora de andarem de avião (o coração dispara, as pernas tremem, as mãos suam e os pensamentos catastróficos não param de invadir a mente. Em suma, a emoção vence a razão…).

Uma vez assumido o problema, o segundo passo é procurar ajuda médica especializada. Como se processa o tratamento? Primeiro, é necessário fazer uma avaliação psicológica com o objectivo de conhecer as necessidades particulares de cada paciente e, em função disso, decidir qual a abordagem terapêutica mais adequada: individual ou em grupo. Em ambos os casos, a intervenção termina com um “voo terapêutico” (ida e volta) na companhia dos terapeutas. O voo terapêutico é uma etapa decisiva do processo, sendo a derradeira prova de que a pessoa ultrapassou o seu medo de voar.

O tratamento é conduzido por uma equipa pluridisciplinar, composta por dois psicólogos, um piloto, um tripulante de cabine, um engenheiro aeronáutico e um controlador de tráfego aéreo. Após o tratamento fazemos o acompanhamento de todos os participantes ao longo de dois anos, avaliando a sua evolução clínica.

Adriana Santos: O que se pode fazer quando se é surpreendido por uma crise de
ansiedade a bordo?

Dra Cristina Albuquerque: O passageiro deve chamar um tripulante de cabine dizendo que está ansioso e solicitar a sua ajuda. As tripulações  possuem formação em primeiros socorros e estão preparadas para ajudar o passageiro a controlar a crise de ansiedade.

Adriana Santos: Bebidas alcoólicas agravam o problema do stress da viagem?

Dra Cristina Albuquerque: Muitas pessoas com medo de viajar de avião ingerem álcool Para tentar reduzir o medo e tornar a viagem mais suportável. Para aqueles que têm medo de voar, pode ser muito grande a tentação de recorrer a substâncias que supostamente podem ajudar a aliviar o sofrimento associado à viagem.

Contudo, o consumo de álcool a bordo dum avião produz efeitos fisiológicos no corpo que muitos desconhecem. Numa cabine pressurizada, em que a concentração de oxigénio do ar é inferior ao normal (equivalente a uma altitude de 2000 metros), os efeitos fisiológicos da ingestão alcoólica encontram-se significativamente aumentados, podendo observar-se um nível de intoxicação inesperado com apenas uma ou duas bebidas. (a mesma quantidade de álcool bebida a 12 000 metros de altitude produz um efeito 2 a 3 vezes superior ao que é obtido ao nível do mar. Ou seja, beber um whisky a bordo é o mesmo que beber 2 a 3 whiskies em terra). Assim, o consumo de bebidas alcoólicas antes e durante o voo está longe de ser a melhor forma para lidar com a ansiedade de voo.

Em alternativa ao álcool, recomendamos a ingestão de pelo menos um copo de água por cada hora de voo, ajudando assim a eliminar a adrenalina que se encontra em excesso no corpo.

Adriana Santos: Quais as principais dicas e sugestões para não agravar o stress associado à viagem?

Dra Cristina Albuquerque:  

  • Na véspera do voo restrinja o consumo de café e açucar. Evite bebidas alcoólicas. Beba muita água.
  • Organize-se e prepare  tudo com tempo. Evite deixar tarefas para a última hora.
  • Garanta uma boa noite de sono na noite anterior ao voo.
  • No dia do voo, levante-se assim que o despertador tocar. Tome o seu duche relaxadamente seguido dum pequeno-almoço ligeiro. Evite sumo de laranja (ou outras bebidas ácidas). Evite o café. Beba água. Procure fazer tudo num ritmo calmo e pausado.
  • Saia de casa com tempo de forma a chegar ao aeroporto com a calma e antecedência necessárias.
  • Depois de fazer o check-in, passeie calmamente pelas lojas e boutiques do aeroporto. Se encontrar uma revista interessante, adquira-a .
  • Esteja atento à hora de embarque de forma a não chegar atrasado à sala de embarque. Uma vez lá, sente-se, relaxe e dê uma olhadela às revistas que comprou. Observe também o movimento das pessoas.
  • Vá preparado para lidar com os atrasos. Pense “não posso fazer nada, não depende de mim, quando chegar cheguei…”
  • Durante o voo vá entretido e desfrute o melhor possível do tempo que vai permanecer dentro do avião. Pense que se fôr ocupado e distraído com tarefas que lhe preenchem a mente, o tempo passa mais depressa. Leve consigo um bom livro ou uma revista.
  • Mantenha o seu pensamento no presente. Se começarem  a surgir pensamentos negativos, não os alimente. Interrompa a corrente do pensamento e dedique-se a fazer alguma coisa que o distraia. Por exemplo, faça palavras cruzadas ou SUDOKU. Conversar com a pessoa que vai ao seu lado também pode ser útil.
  • Acima de tudo, confie no sistema da aviação e na segurança de voo. Em aviação, nada é deixado ao acaso: tudo está regulamentado e pensado até ao mais ínfimo pormenor, existindo uma complexa engrenagem de procedimentos e regulamentos que garantem  a máxima segurança dos passageiros.
21 maio 2015

Uma pessoa morre a cada 40 segundos por suicídio

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Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o suicídio representa uma das vinte maiores causas de morte no mundo e um importante problema de saúde pública. A cada ano, cerca de um milhão de pessoas morrem por suicídio em todo o mundo (uma morte a cada 40 segundos), representando a triste estatística de estar entre as dez principais causas de morte na maioria dos países.

Existe uma forte relação entre a presença de transtornos mentais e risco de suicídio. Estudos mostram que praticamente 100% dos suicidas têm uma doença psiquiátrica que não foi diagnosticada nem tratada, muitas vezes. Os diagnósticos mais frequentes são depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia e transtornos relacionados ao uso de substancias (álcool, crack, etc)

No Brasil, estima-se em  dez mil mortes anuais, com um aumento significativo de morte por suicídio entre jovens nas ultimas décadas.  Os principais grupos de risco são jovens entre 15 e 29 anos e idosos.  Segundo o vice- presidente da Associação Latinoamericana de Suicidologia, representante do Brasil na IASP (International Association of Suicide Prevention) e vice-presidente da Associação Mineira de Psiquiatria, Humberto Corrêa, os homens se suicidam três a quatro vezes mais do que as mulheres.

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Adriana Santos: Há como se prevenir contra o suicídio?

Dr. Humberto Correa: Sim, o suicídio pode ser prevenido. Sabemos hoje que praticamente cem por cento dos suicidas tinha um transtorno psiquiátrico no momento em que se mataram, embora muitos não tivessem um diagnóstico e muito menos um tratamento adequado.O mais comumente associado ao suicídio sendo a depressão.

Há várias estratégias possível para a prevenção, mas uma muito importante consiste na identificação e tratamento rápido e eficaz de pessoas que passam por uma doença mental. Sabemos também que uma tentativa de suicídio é um importante predispor de nova tentativa de suicídio e de suicídio. Assim, o acompanhamento próximo, rigoroso, de pessoas que fizeram uma tentativa de suicídio seria também fundamental para a prevenção do suicídio.

Adriana Santos: O que é comportamento suicida?

Dr. Humberto Correa: Comportamento suicida é o nome que se dá ao conjunto de fenômeno associados ao suicídio e se divide, de forma didática em: Pensamentos de morte, pensamentos de suicídio, com ou sem planos para sua execução, tentativa de suicídio e suicídio.
Define-se o suicídio como: Todo ato provocado pelo próprio indivíduo, cuja intenção seja a própria morte, usando um método que ele acredita ser letal.

Adriana Santos: Quais os comportamentos suicidas associados a doenças psiquiátricas?

Dr. Humberto Correa: Todo suicídio está associado a doença psiquiátrica.

Adriana Santos: É comum uma pessoa que não apresenta transtornos mentais cometer suicídio? Em quais situações?

Dr. Humberto Correa: Não é comum, diria mesmo que é muito raro, embora, em tese possam existir pessoas que, em seu perfeito juízo, optem, por escolha pessoal tirarem suas próprias vidas.

Durante um episódio de doença mental, vamos tomar a depressão como exemplo, o indivíduo perde a capacidade de avaliar de forma neutra o que acontece a seu redor. Na depressão o indivíduo enxerga sua vida e tido o que está a sua volta de forma mais pessimista, parece a esse indivíduo que todos os seus problemas são sem solução, ele sente muitas vezes que se tornou um peso, um fardo para as pessoas próximas. Esse tipo de alteração da visão da realidade, provocada pela doença mental, pode fazer com que o indivíduo pense em se matar e pode fazer com que ele tire sua própria vida. O tratamento da doença fará com que essa visão pessimista da realidade desapareça e as ideias de suicídio desaparecerão também.

Adriana Santos: Quais os fatores de risco e fatores protetores para o comportamento suicida?

Dr. Humberto Correa: Todos os laços sociais são fatores protetores: trabalho, família, filhos..etc.

Assim, quem esta trabalhando se suicida menos do que quem esta desempregado ou aposentado. Quem é casado se suicida menos do que quem é solteiro ou viúvo ou separado. Quem tem filhos se suicida menos do que que não tem. Quem tem uma fé religiosa se suicida menos do que quem não tem nenhuma. Ou seja, laços sociais são protetores, falta desses laços são fatores de risco

Temos ainda fatores de risco epidemiológicos; Ser do sexo masculino (os homens se suicidam três a quatro vezes mais do que as mulheres) , jovens (15 a 29 anos de idade) e idosos (mais de 60 anos).

Ter uma historia familiar de comportamento suicida (tentativa dou suicídio). Hoje sabemos que o suicídio também em parte geneticamente determinado.

Ter feito uma tentativa de suicídio anterior (esse eh o principal fator de risco).

Estar passando por alguma situação de vida estressante.

Ter sofrido abuso físico, sexual ou psicológico na infância

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Suicídio: Informação para prevenir. Publicada pela Associação Brasileira de Psiquiatria em 2014, o livro aborda de forma sucinta, porém não menos completa questões como definição, mitos, avaliação, prevenção entre outras questões importantes para a abordagem do tema. Acesse gratuitamente: AQUI

20 maio 2015

Suicídio em pauta com André Trigueiro

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O jornalista do programa de televisão “Cidades e Soluções”, André Trigueiro, confirmou presença no XVII Congresso Mineiro de Psiquiatria, entre os dias 11 e 13 de junho, em Belo Horizonte, para o lançamento do seu livro “Viver é a Melhor Opção – A prevenção do suicídio no Brasil e no mundo” da Editora Correio Fraterno.

André reúne na obra elementos de convicção baseados em estudos recentes da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde para afirmar a importância da prevenção do suicídio em todos os setores da sociedade.

O suicídio tem provocado curiosidade e reflexão em função de casos recentes, como a morte do ator Robin Williams, as referências ao autoextermínio na cerimônia do Oscar 2015, a ação do copiloto do avião que caiu nos Alpes franceses. Isso sem falar nos casos de morte por overdoses e comuns referências sobre a falta de sentido para a vida.

O livro traz como foco a prevenção do suicídio através da informação e enfoca o valor da vida, trazendo também os fundamentos do espiritismo sobre o que é o viver e a realidade da vida após a morte.

“O silêncio em torno do assunto – um abominável tabu – agrava a situação. Falar de suicídio, portanto, pode salvar vidas. O suicídio atinge gente de todas as idades, credos, nível de renda ou escolaridade. A boa notícia é que ele é prevenível em 90% dos casos. Mas para que se reduzam as estatísticas de autoextermínio (mais de 800 mil casos por ano no mundo) é preciso informação, planejamento e, acima de tudo, a coragem de se retirar o véu que há séculos encobre esse tema” explica o jornalista em entrevista para o site da Associação Brasileira de Psiquiatria.

André Trigueiro também participa do XXXIII Congresso Brasileiro de Psiquiatria, ente os dias 4 e 7 de novembro, em Florianópolis, com o tema:  “Como o jornalista deve abordar o tema suicídio”.

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