05 jan 2018

10 dicas para organizar melhor a rotina de medicamentos, após a alta médica

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 remédio

Logo após a alta médica, muitos pacientes que foram hospitalizados recebem várias informações como, por exemplo, a maneira correta de tomar os medicamentos. Ás vezes, há necessidade de vários remédios em horários distintos. Manter a disciplina necessária nem sempre é fácil. Existem vários fatores que interferem no uso de medicamentos e, consequentemente, no resultado do tratamento. Esquecer de tomar o remédio pode comprometer a cura ou o controle da doença.

Selecionei algumas dicas, a partir da minha experiência como consultora de comunicação e saúde em instituições de saúde:

*Tome o medicamento como prescrito.  Não pule e nem acumule doses. Se está com dúvidas sobre o quanto um medicamento pode fazer bem ou não, converse com um profissional qualificado;

*Evite tomar qualquer medicamento que não tenha sido prescrito especificamente para você;

*Não abandone o tratamento sem orientação médica, mesmo que você esteja se sentindo melhor. A maioria das doenças é tratável e controlável na medida em que o paciente tenha disciplina e faça a  adesão ao tratamento;

*Evite a automedicação;

*Converse antes com seu médico, se é possível tomar um medicamento similar ou mesmo o genérico,  se o preço for atrativo;

*Mantenha a lista dos medicamentos visível;

*Anote o que você está tomando e quais são os horários de cada medicamento. Mantenha uma lista com você e outra em casa, a vista de todos.  Atualize a lista a cada consulta ou mudança e inclua também orientações específicas como “tomar após o café da manhã” ou “30 minutos antes do almoço”;

*Considere dar uma cópia para um amigo ou um ente querido,  que você confia, para que ele possa te ajudar, especialmente,  em caso de emergência ou até mesmo quando você estiver  viajando e, por alguma razão, perdeu as orientações;

*Faça o acompanhamento periódico necessário com seu médico;

*Esteja ciente das potenciais interações medicamentosas e efeitos adversos que um medicamento pode trazer.

08 jul 2016

Medicamentos com Descontos: Saiba como retirar pelo Programa Farmácia Popular

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Por: Blog Ministério da Saúde

Medicamentos com Descontos: Saiba como retirar pelo Programa Farmácia Popular.

Até 2006, o Programa Farmácia Popular disponibilizava , em todo o país, medicamentos para hipertensão e diabetes com até 90% de desconto. A partir de 2011, essa oferta passou a ser gratuita. Atualmente, por meio das farmácias credenciadas no “Aqui tem Farmácia Popular”, a população pode adquirir 14 medicamentos para diabetes, asma e hipertensão sem custo. Além disso, são ofertados descontos de até 90% em 10 medicamentos para rinite, dislipidemia, Parkinson, osteoporose, glaucoma, contraceptivos e também fraldas geriátricas. Esse benefício não está direcionado somente aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Isso significa que, mesmo estando em mãos com uma receita de uma clínica ou médico particular, quem precisar adquirir esses medicamentos poderá contar com os descontos do Programa.

Quais são as doenças que são abordadas no Farmácia Popular?
No Programa Farmácia Popular, estão disponíveis medicamentos gratuitos para hipertensão, diabetes e asma. Além disso, são ofertados com até 90% de descontos medicamentos para o tratamento de rinite, dislipidemia, mal de Parkinson, osteoporose, glaucoma, além de contraceptivos e fraldas geriátricas para incontinência.

Como saber se o medicamento que tomo está disponível para mim?
Na página do Ministério da Saúde, você tem acesso a todos os medicamentos que fazem parte do Programa. Basta clicar AQUI.

Esses medicamentos são ofertados por princípio ativo. Por exemplo, para hipertensão está disponível o “Losartana Potássica”. Para esse princípio ativo há várias opções de medicamentos com nomes “de marca” e genéricos no mercado. O paciente deverá verificar junto à farmácia credenciada quais são as opções disponibilizadas para aquisição daquele princípio ativo.

Todas as farmácias terão disponíveis todos os medicamentos existentes no mercado?
O Farmácia Popular é uma parceria voluntária de farmácias privadas com o Ministério da Saúde, que escolhe quais itens estarão disponíveis nos estabelecimentos. Por essa razão, caso o paciente não esteja satisfeito com as opções disponíveis em uma farmácia poderá recorrer a outra para adquirir o medicamento desejado.

Quais documentos são necessários para ser beneficiado pelo Programa Farmácia Popular? É preciso fazer algum cadastro?
Não é necessário fazer cadastro! Você precisa apresentar à farmácia escolhida, para a retirada do medicamento, a receita médica e um documento oficial com foto no qual conste o seu número de CPF, como a certeira de motorista, por exemplo. A farmácia irá verificar seus dados, os dados da receita e, em seguida, acessar o sistema de vendas do Programa Farmácia Popular. Após concluir a venda, serão emitidos 02 cupons: Cupom Fiscal e Vinculado.

O Cupom Vinculado deve ser obrigatoriamente assinado pelo próprio paciente e deverá ser preenchido com o seu endereço no momento da compra. Serão emitidas duas vias (uma via ficará com você e outra com a farmácia).

O estabelecimento irá tirar uma cópia da receita médica para deixar armazenado junto aos cupons.

ATENÇÃO! A receita original não poderá ser deixada na farmácia e sim, apenas a cópia que deve ser feita pelo próprio estabelecimento !Quais informações devem conter na receita médica para que seja válida para a aquisição dos medicamentos? A receita tem prazo de validade?

A receita do medicamento deve conter o nome completo do médico, número e UF do registro junto ao Conselho Federal de Medicina, endereço do estabelecimento de saúde, data da prescrição, nome e endereço do paciente. A receita tem validade de 180 dias a partir da data da emissão. Somente no caso de anticoncepcionais a validade da receita é de 1 (um) ano.

Em casos de pacientes acamados com impossibilidade ou dificuldade de assinar o recibo, como será feita a aquisição dos medicamentos?
Nesse caso, é importante ressaltar que Certidão de casamento, declaração do paciente, procuração particular sem firma reconhecida não possuem validade e não podem ser consideradas na compra. Caso o paciente esteja incapacitado de assinar uma procuração particular, será necessário obter esse tipo de documento por meio de sentença judicial. Para isso, o usuário poderá buscar amparo na Defensoria Pública do estado em que vive.

Já nas situações em que o usuário for analfabeto e/ou cadeirante poderá ser feita uma “Procuração a Rogo”, que é a denominação dada à procuração passada por aqueles que não sabem ou não podem escrever, os analfabetos ou aqueles que não possam manifestar a sua vontade por intermédio da escrita. Nesses casos, a procuração deverá obrigatoriamente ser outorgada por instrumento público.

Pai ou mãe podem comprar para o filho menor de 18 anos?
Os pais podem comprar um medicamento para o filho (com até 17 anos de idade) pelo Programa Farmácia Popular, porém, a autorização deve ser realizada no CPF do menor. Caso o filho ainda não tenha sido cadastrado, a venda pode ser feita no CPF da mãe ou do pai, porém, as farmácias devem orientar que o documento seja providenciado, uma vez que os medicamentos possuem uma liberação máxima mensal.

No caso de vendas realizadas para o filho sem CPF, a farmácia precisará arquivar a cópia do CPF e Documento de Identidade dos pais (pai ou mãe que estiver comprando), e, ainda, a cópia da certidão de nascimento do filho.

26 jun 2015

Brasil ainda não tem consenso sobre descarte correto de medicamentos

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Restos de medicações sem o destino correto podem ocasionar, por exemplo, o uso inadvertido por outras pessoas resultando em reações adversas graves e intoxicações. De acordo com o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas, o Sinitox, os medicamentos ocupam o primeiro lugar entre os agentes causadores de intoxicações desde 1996.  Além disso, o meio ambiente é agredido com a contaminação da água, do solo e dos animais.

Atualmente, está sendo discutido no âmbito da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) o funcionamento do sistema de descarte de medicamentos no país. O objetivo é que a população tenha alternativa apropriada para o descarte seguro e ambientalmente correto das sobras dos medicamentos por falta de uso ou com prazo de validade vencido.

Entrevistei o presidente do Conselho Federal de Farmácia, Walter da Silva Jorge João, sobre os perigos (para a saúde e para o meio ambiente) gerados pelo descarte incorreto de medicamentos vencidos, avariados e as suas sobras e em que estágio encontra-se a construção da Logística Reversa de Medicamentos.

No Brasil, ainda não há acordo setorial legalizado sobre descarte de medicamento domiciliar. Para a legalização na ambiência domiciliar, é necessária uma ampla discussão sobre as diretrizes e responsabilidade compartilhada.

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Adriana Santos:  Quais os impactos para a saúde e o meio ambiente do descarte incorreto de medicamentos feito, atualmente, pela maioria dos brasileiros através do lixo comum ou da rede pública de esgoto?

Walter Jorge João: Descartar incorretamente medicamentos que não estão em uso e que perderam a validade representa um perigo em potencial para a saúde das pessoas, porque esses produtos podem contaminar os lençóis freáticos, os riachos, ribeirões e rios, voltando, depois, para a população que, sem saber, passa a consumi-los, de novo, direta ou indiretamente. Importa realçar que os metabólitos não são eliminados no processo de tratamento de esgotos. Os resultados deste erro podem ser a resistência microbiana, as reações adversas, as intoxicações, entre outros problemas, sem contar as agressões ao meio ambiente, por meio da contaminação da água, do solo e de animais.

Adriana Santos: O que é sistema de logística reversa de resíduos de medicamentos? Quais as principais dificuldades para a implantação no Brasil?

Walter Jorge João: A logística reversa é um meio que o Brasil adotará, com vistas a dar uma destinação correta aos medicamentos que precisam ser descartados. Consiste em se realizar a coleta dos resíduos sólidos e devolvê-los ao setor empresarial – no caso dos medicamentos, à indústria farmacêutica – para que sejam reaproveitados, ou para que tenham outra destinação final adequada.

As dificuldades para a implantação da logística reversa têm origem na própria complexidade da proposta, vez que abrange todos os envolvidos com o medicamento – dos produtores aos usuários. A maior dificuldade concentra-se na não aceitação em arcar com todos os custos da destinação final e adequada dos resíduos, por parte da indústria farmacêutica. Tanto que a indústria pediu um prazo para discutir a proposta.

Adriana Santos: Até que ponto a indústria e as farmácias estão colaborando na implantação do sistema?

Walter Jorge João: O Brasil está construindo um acordo setorial para a implementação da logística reversa que abrange todos os envolvidos com o medicamento (o usuário, as farmácias, as distribuidoras e as indústrias farmacêuticas) em total consonância com a Lei 12305, de 02 de agosto de 2010, que dispõe sobre o assunto. Representantes de todos esses segmentos estão participando ativamente das discussões sobre a logística reversa, e esta já é uma forma de colaboração. O que se busca é a elaboração de um acordo entre todas as partes envolvidas, com o compromisso de que ele seja cumprido. O CFF tem sido um participante ativo das discussões sobre a logística reversa e será, sempre, um incentivador do acordo.

Adriana Santos:  Quais os perigos do consumo de medicamentos fora da data de validade?

Walter Jorge João: Alguns medicamentos, depois de abertos, perdem o efeito, ao fim de um determinado tempo. Outros têm o prazo de validade previsto pelo fabricante. O perigo do consumo fora do prazo é o de a terapia não apresentar nenhuma eficácia, expondo o seu usuário a riscos, como o de a sua doença ser prolongada, de sofrer uma recidiva, ou até de morrer.

Adriana Santos:  Como as pessoas devem descartar os medicamentos vencidos ou sobras de medicamentos usados em tratamentos prescritos?

Walter Jorge João: O ponto de partida para um descarte correto é jamais jogar os medicamentos no lixo comum, na pia, nem no vaso sanitário. Antes, é recomendável que as pessoas procurem os farmacêuticos, nas farmácias, para obter informações sobre como proceder para fazer o descarte adequado. Os medicamentos devem ser levados em suas embalagens originais para as farmácias que participam de algum programa de descarte. A destinação final adequada dos resíduos de medicamentos é a incineração ou os aterros industriais. Mas a maioria dos Municípios, ainda, não dispõe de programas voltados para o descarte.

Importa realçar que, entre os agentes causadores de intoxicações, os medicamentos ocupam o primeiro lugar, segundo o Sistema Nacional de Informações Tóxico-farmacológicas (Sinitox). O descarte incorreto pode contribuir para o surgimento desses problemas. Realço, ainda, que o uso racional de medicamentos deve estar no núcleo das discussões sobre o descarte. O uso racional diminuiria drasticamente o volume do descarte.