27 jun 2018

Voluntários mineiros: os inconfidentes da atualidade

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Enquanto alguns ganham milhões para fazer quase nada em prol da população, muitos ganham nada para salvar vidas, para encantar a existência do outro. No Brasil, segundo dados da pesquisa Pnad Contínua, divulgados pelo IBGE, 6,5 milhões de pessoas exerceram algum tipo de trabalho voluntário em 2016. Esse grupo corresponde a 3,9% da população acima de 14 anos. As regiões Norte e Sul apresentaram as maiores taxas de participação voluntária.

Pela classificação do IBGE, o trabalho voluntário pode ocorrer de forma individual, desenvolvido diretamente para outros domicílios, ou por meio de organizações, como, por exemplo, instituições sem fins lucrativos, entidades governamentais e empresas privadas. Além disso, as atividades de voluntariado podem ser feitas para beneficiar uma grande variedade de organizações e causas: pessoas, meio ambiente, animais e a comunidade em geral.

Os leitores do blog Saúde do Meio já sabem que sou fã dessa gente grande, que exala o perfume de Deus. “Ver a bondade é estar acordado ao Senhor”. Durante minha trajetória como jornalista, conheci pessoas que merecem os nossos mais sinceros aplausos de gratidão. Se eu pudesse fazer um pedido ao futuro governador de Minas Gerais, diria: os voluntários são os verdadeiros merecedores da Medalha da Inconfidência Mineira.

Conheci trabalhos que me emocionam, como: Liga da Justiça;  Quinta do Bem da jornalista Flávia Freitas de Betim; Voluntárias da Santa Casa de Lagoa Santa; Capoeira adaptada para pessoas com necessidades especiais do jovem Bráulio de Vespasiano… E tantos outros que me ensinaram a ser mais humana.

Governo lança Prêmio Nacional de Voluntariado 2018

O Programa Nacional de Voluntariado do governo federal irá premiar, neste ano, oito iniciativas de voluntariado que estão transformando o país. Organizações da sociedade civil sem fins lucrativos, organizações públicas e empresas privadas que desenvolvam atividades de voluntariados podem participar da seleção em quatro categorias:

Organizações da Sociedade Civil
Voluntariado Empresarial
Voluntariado no Setor Público
Líder voluntário

As inscrições devem ser feitas até 29 de junho. Mais informações no site Viva Voluntário.

Assessoria de Comunicação Social do MDIC

(61) 2027-7190 e 2027-7198
imprensa@mdic.gov.br

 

Veja só um pouquinho do trabalho do capoeirista Bráulio Alves – realizado na Escola Municipal Vovó Mariquita de Vespasiano. Grande Bráulio!

18 jun 2018

OVNI: estranhos fenômenos em Mariana

Arquivado em Cidade, Comportamento, Ufologia

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Por: Paulo Baraky Werner
Colaboração: Acam

Mariana foi a primeira vila, cidade e capital do estado de Minas Gerais. No século XVIII, foi uma das maiores cidades produtoras de ouro para o Império Português. É uma região visitada por turistas de todo o mundo, atraídos por sua magnífica arquitetura e um passado repleto de glórias e mistérios. E ao que parece, além de turistas, Mariana também é alvo de outros visitantes, estes, sorrateiros e imprevisíveis.

Minas Gerais é considerado o Estado com o maior número de registro de OVNIs do Brasil. Aqui, desde 1954, com a criação do Cicoani – Centro de Investigação Civil de Objetos Aéreos Não Identificados, as pesquisas sobre o fenômeno tornaram-se mais constantes e muitos grupos de estudos e pesquisadores autônomos catalogaram durante mais de 5 décadas, milhares de relatos e várias evidências sobre a presença em solo mineiro destas estranhas aeronaves e seus tripulantes.

Há regiões em Minas que são classificadas pelos pesquisadores como “zonas de contato” por seu elevado número de ocorrências. Destaca-se nesta relação, a Serra do Cipó, região central, que engloba vários municípios e pequenos distritos. Evidentemente os números de relatos tiveram uma redução drástica desde a década de 80. O Cipfani, chegou a fazer um levantamento destes números. Será que o fenômeno OVNI realmente mudou seu “modus operandi”? Será que as “zonas de contato” já foram exploradas à exaustão? Normal se entendermos que há um propósito definido na atuação destes seres. Seria muita presunção acreditar que estariam aqui apenas a passeio, dando sustos em moradores da zona rural, e brincando com aviões militares de pega-pega. Há sim, uma organização, e somente o estudo in loco poderá definir esta questão.

Um dos motivos para a redução na observação de OVNIs foi batizado pelo Cipfani de “efeito parabólica” ilustrando um fato comum nas zonas rurais pesquisadas nas décadas passadas, com elevado número de observações. E após a chegada da luz e de antenas, alterou completamente a rotina do homem do campo. Antes acostumado a escuridão total e atento a qualquer fenômeno luminoso nos céus, teve as conversas nas ruas com os amigos substituída pelas novelas. Houve então uma redução nas testemunhas, não do fenômeno OVNI. Ele continua atuante. E dentre estes locais com intensa casuística, destaca-se Mariana, situada a pouco mais de 120 km da capital mineira, possui um rico folclore e também inúmeras lendas, dentre elas, a do Caboclo d´água, ser antropomorfo, meio homem, meio réptil, que habita os rios da região, atacando criações dos povos ribeirinhos, e que segundo testemunhas é real.

A equipe da Acam, liderados pelo jornalista Leandro H. dos Santos, vem realizando levantamentos na região, e coletando dezenas de testemunhos. Casos antigos e recentes, que apenas retratam uma realidade comum em Minas Gerais. A observação de luzes, bolas de fogo, pequenas sondas (mãe do ouro) e até de naves imensas.

A seguir alguns relatos coletados em recente pesquisa de campo na região.

Luzes no céu de Mariana

No início do ano a equipe da ACAM esteve em Camargos, distrito de Mariana-MG, coletando relatos de moradores que alegam terem visto luzes estranhas no céu, leia um trecho da entrevista com as testemunhas Jorge e José de Farias – Fazenda da Palha.

Acam: O que o senhor viu?

Jorge: Uma luz tipo uma bola de fogo.

Acam: Que cor era essa luz?

Jorge: -Da cor da Lua.

ACAM: Quando foi isso?

Jorge: No dia nove de outubro do ano de dois mil e dezessete (09/10/2017).

ACAM: Como foi?

José de Farias: No dia nove de outubro o Jorge estava na lagoa pescando, eu e a Efigênia estávamos na horta. Por volta das 18h30 o Jorge me chamou para eu trazer uma isca para ele, ai quando desci, atravessei a porteira, veio um clarão mais ou menos uns três a quatro metros de distância, tipo uma roda de fogo ela tinha mais ou menos trinta a cinquenta centímetros de diâmetro e no meio dela um eixo ou um furo, isso eu não enxerguei direito não e o fogo rodando, nas bordas, no sentido horário numa velocidade mais ou menos controlada.

Bom, eu vendo aquilo passando devagarinho na minha frente e clareando tudo onde eu estava clareando a horta onde eu estava uma claridade azulada. Mas eu não pensei que poderia ser um objeto diferente, eu fiquei meio bobo na hora.

Na parte de trás do objeto tinha tipo um caixotinho com uma largura de uns trinta a quarenta centímetros com, tipo assim, umas fitas azul, vermelha, amarela e verde. Era a mesma coisa você pegar uma folha de papel e corta numa espessura de uns dez centímetros e com uns trinta centímetros de comprimento, mais ou menos, e deixar tudo misturadinho e abrir uma mangueira com oxigênio por baixa dela, ai elas ficam misturando umas nas outras, sabe? Tudo isso atrás dentro desse caixotinho.

A íeu fiquei olhando aquilo e ele foi assim, andando, eu sei que tive tempo de reparar a traseira do caixotinho, aí eu pensei que poderia ser uma brincadeira que alguém está fazendo, mas depois aquele troço foi para frente numa altura de uns três metros do chão, parou e depois sumiu. Aí depois escureceu tudo aí eu parei e falei assim: Mais que coisa mais linda! Eu falando sozinho (riso), mas o negócio foi bacana demais rapaz, você precisa ver. Mas escureceu tudo aí eu pensei: Que brinquedo é esse? Como é que estava claro e agora escureceu de uma vez, por quê? Então isso não é brincadeira de alguém não, eu pensando sozinho. Ai eu fiquei com aquele troço na cabeça, aí eu pensei assim:

– Ah vou chegar lá e vou contar para o Jorge (riso), né? Ele estava na lagoa e eu já ia. Bom, quando eu fui chegando lá o Jorge disse:

Jorge: Veio um negocio aqui, que…uma coisa estranha, eu vou contar para o pessoa do Espeto (Jornal) quando eles vierem aqui, mas eles não vão acreditar não, eles vão achar que é mentira, mas não é mentira não, esteve aqui agorinha mesmo.

José de Farias: Jorge não é mentira não, eu vi lá em cima quando eu estava descendo ,ele esteve pertinho de mim.

O problema é que ele não tem som, não tem temperatura, não tem nada não.

ACAM: O senhor não ficou com medo não?

José de Farias: Fiquei não, para mim era uma brincadeira. Custei para a ficha cair que aquilo não era (riso) coisa que os outros estavam fazendo não.

José de Farias: Aí viemos embora por volta das…devia ser umas oito horas (20 h) e no mesmo lugar nós ficamos conversando então avistamos uma Lua que já tinha sido nova (Lua crescente), e ao redor da “Lua” um círculo grandão ,aí eu falei com o Jorge assim:

– Oh Jorge aquilo parece ser Lua nova mas não é Lua não, ela já foi nova, não pode ser não.

Jorge: Mas é a Lua, olha lá.

José de Farias: Aí eu falei com o Jorge:

– Sabe por que não é a Lua?

– Ela está vindo de lá para cá (oeste/leste). Aí eu falei com Jorge:

– Parece que estamos enxergando coisa demais, vamos embora, vamos conversar com o pessoal lá (demais moradores da fazenda), aí nós viemos para aqui (fazenda) estava a Tita, o Igor e a Efigênia, aí quando nós contamos para eles a “Lua nova” vindo de lá para cá, ela estava no meio do céu e eles viram. No mesmo dia que nós vimos esse troço aqui, nós vimos essa Lua que não era Lua. Aí depois fui conferir (calendário), a Lua tinha sido cheia no dia quatro ou cinco para o dia nove ela deve ter sido nova… então… não tinha condição. Achei que nós estávamos delirando, mas não, o pessoal (moradores da fazenda) também viu (suposta Lua).

Após a entrevista a equipe da ACAM foi ao local onde os senhores Jorge e José de Farias relataram terem visto o OVNI.

Senhor Alípio Evangelista Borges, morador de Mariana há 70 anos, policial civil aposentado, relata uma experiência que aconteceu com ele e seus amigos que jamais esqueceu.

Era meio dia, muito sol, Alípio e seus amigos brincavam no Cruzeiro em Mariana, bairro Santana, por cima do ICHS. De repente uma luz muito forte, tamanho de uma porta, cor azulada, prateada, veio descendo pelos céus, caiu pertinho deles.

Admirados os meninos queriam saber o que eram, e chegaram perto, assim que aproximaram mais a tal “porta” subiu de volta para o céu. Todos ficaram assustados.

“ Desceu e subiu, parecendo elevador. Era como uma porta. Muito bonito. Estávamos em sete pessoas. Todos nós vimos. Nunca esqueci.”

O mecânico Zé Felipe, da autoelétrica Marquês de Pombal afirma que também viu em Mariana um fenômeno muito estranho, era uma bola de luz cor amarela e prateada :

“Fui testar a regulagem dos faróis do carro e subi para a estrada de Camargos. Uma luz forte ficou em cima do carro, que me atrapalhava a ver se o farol estava bom, quando olhei para cima, era como um farol, redondo, amarelo prateado, brilhante, acelerei e fui embora, mas a luz seguia o carro, parei de uma vez e a luz passou, fiquei com muito medo, achei aquela luz muito esquisita.”

Texto – Revista OVNI Pesquisa edição 01 – Maio de 2018

07 jun 2018

Campos Gerais é destaque na produção de café

Arquivado em Cidade, Comportamento

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O município de Campos Gerais, no Sul de Minas, revelou-se o 2º do Estado em área cultivada em café. São 25.713 hectares plantados com a lavoura, ficando atrás apenas de Patrocínio, com 52 mil hectares. A façanha do município desponta num raio x da cafeicultura de Minas Gerais, que mapeou o parque cafeeiro de toda Minas Gerais. Essa pesquisa teve início em 2016 e foi concluída em 2018. A iniciativa visa oferecer informações precisas sobre o setor, contribuindo com o desenvolvimento e a implantação de políticas públicas. Os resultados foram apresentados durante a Expocafé, no município de Três Pontas.

Para o diretor comercial da Cooperativa dos Cafeicultores de Campos Gerais (Coopercam), José Eduardo Vanzela, o levantamento demonstra a confiança e a credibilidade dos produtores na cultura do café, que se reporta aos tempos dos imigrantes italianos, que por ali se instalaram e iniciaram os primeiros cultivos. “Eles deram o ponta pé inicial no cultivo do grão e hoje chegamos ao segundo lugar em plantio. Cremos, no entanto, que estamos muito próximos dessa posição em relação à produção também. Talvez até estejamos nessa mesma posição, face os níveis tecnológicos que os produtores têm adotado na condução de suas lavouras, que vem resultando em alta produtividade; porém não podemos afirmar essa colocação em virtude da falta de dados oficiais sobre o assunto”, pondera.

Vanzela acredita que tão logo existam dados oficiais sobre a produtividade por município, Campos Gerais também se destacará. “Acreditamos que tão logo esses dados sejam divulgados poderemos comemorar essa posição de 2º lugar em produção. Até lá, vamos continuar nosso empenho, por manter nosso município em posição de destaque no segmento café dentro do cenário nacional”, completa.

O mapeamento do parque cafeeiro mineiro obteve informações precisas sobre o tamanho e a distribuição geográfica da produção de café no estado. Primeiro foi feito o levantamento da área plantada em 463 municípios produtores de café, com o uso de imagens de satélite. Em seguida houve a validação desses dados em campo, trabalho realizado pelos extensionistas da Emater-MG.

No total, Minas Gerais tem uma área cultivada de 1,2 milhão de hectares. A macrorregião Norte e Vales do Jequitinhonha e Mucuri possuem 77 municípios produtores e uma área plantada de 37,8 mil hectares. Já o Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Nordeste somam 51 municípios e uma área cafeeira de 211,9 mil hectares. Na Zona da Mata mineira, Vale do Rio Doce e região Central são 181 municípios e uma área cultivada de 322 mil hectares. As regiões Sul e Centro-Oeste juntas possuem a maior área. São 649,9 mil hectares plantados em 154 municípios.

Safra

Minas Gerais é o maior produtor de café do Brasil, produzindo mais de 50% da safra nacional. Além de fornecer informações precisas sobre a safra mineira de café, o mapeamento ainda será útil no levantamento de custos de produção.

“A partir da conclusão do mapeamento, algumas metodologias já propostas de estimativa de produtividade, e outras a serem desenvolvidas, deverão ser implementadas para obtenção das previsões de safras, através de critérios mais objetivos e precisos”, explica o assessor especial de Cafeicultura da Seapa, Niwton Moraes.

Caracterização das regiões

Outra ação do mapeamento do parque cafeeiro é a caracterização das regiões produtoras. Com a utilização da metodologia Caracterização das Unidades de Paisagem foi possível conhecer as potencialidades, limitações e aptidões de cada uma delas. O trabalho permitiu a integração e o estabelecimento das correlações entre as variáveis ambientais: geologia, relevo e solo.

Essa metodologia, por exemplo, foi utilizada para caracterizar a macrorregião Norte e Vales do Jequitinhonha e Mucuri. E a conclusão é de que nesta macrorregião há restrições para o cultivo de café arábica, devido às condições térmicas e hídricas. Porém, observou-se aptidão da macrorregião para o desenvolvimento da variedade Café Robusta.

“Será uma grande ferramenta para tomada de decisões do produtor e para a geração de políticas públicas na implantação de novas lavouras”, afirma o coordenador estadual de Planejamento e Gestão da Emater-MG, Edson Logato.

Geoportal

A partir do mapeamento do parque cafeeiro foi criado o Geoportal do Café, que reunirá dados socioeconômicos para subsidiar políticas públicas e investimentos privados de toda a cadeia produtiva do setor. A implantação da plataforma tecnológica tem a participação da Fundação João Pinheiro (FJP), Seapa, Codemge, Emater-MG e Epamig.

Com o Geoportal do Café, o produtor conseguirá localizar sua propriedade, o que será fundamental para melhorar o planejamento e a gestão da atividade. Também para os gestores municipais e estaduais, os dados levantados e disponibilizados facilitarão o direcionamento de ações para todas as regiões. O Geoportal pode ser acessado pelo endereço eletrônico: geoportaldocafe.emater.mg.gov.br/ferramenta.

O mapeamento do parque cafeeiro, foi realizado pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Codemge, Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e Fundação João Pinheiro (FJP). Conta ainda com a parceria da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a Embrapa.

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