22 maio 2018

Ministério da Saúde e Aeronáutica juntos com uma missão: salvar vidas

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AER

Agência Força Aérea

Quem espera por um transplante está sempre lutando contra o tempo. A mesma coisa ocorre com o órgão que é retirado para ser transplantado. O tempo de isquemia, período que o órgão sobrevive sem circulação sanguínea, é geralmente muito curto, e cada minuto conta.

Mas para que o transplante ocorra dentro do prazo esperado e com segurança, é preciso seguir um processo complexo, que deve ser rápido e eficiente. E a parceria entre o Ministério da Saúde, a Força Aérea Brasileira (FAB), e as companhias aéreas comerciais é essencial para garantir o sucesso da operação.

Desde a assinatura do decreto nº 8.783, de 6 de junho 2016, que autoriza uma aeronave da Força Aérea Brasileira a estar à disposição para o apoio ao transporte de órgãos para transplante, até o dia 4 de março de 2018, já foram transportados 476 órgãos. Desse total, foram 223 fígados, 129 corações, 71 rins, 21 pâncreas, 22 pulmões, 06 tecidos ósseos e 04 baços.

Veja o passo a passo com a missão de salvar vidas.

1 – Para que um indivíduo seja considerado apto a doar os órgãos, é necessário que o Hospital confirme a morte encefálica. Em seguida, a Central de Transplantes do Estado é notificada, como manda a lei, e a família do potencial doador é consultada a respeito da vontade e autorização de doar ou não os órgãos.

2 – Se a família autorizar a retirada dos órgãos, a Central de Transplantes do Estado fica encarregada de gerar uma lista de receptores para cada órgão que será doado. Pode ser fígado, pulmão, coração, rins, pâncreas, intestino ou córneas. Também é marcada a cirurgia de retirada dos órgãos em conjunto com o Hospital.

A Coordenação Geral do Sistema Nacional de Transplantes (SNT) do Ministério da Saúde (MS) explica que quando ocorre uma doação no estado a Central Estadual, por meio do Sistema Informatizado de Gerenciamento (SIG), gera uma lista de receptores compatíveis. “A posição na lista de espera é definida basicamente pela compatibilidade sanguínea, pela gravidade, pelo tempo em lista do receptor, e em alguns tipos de transplantes por compatibilidade genética, peso e altura. Os pacientes também podem ser enquadrados nas chamadas “situações de urgência” ou “priorização”, conforme situações que agravam a condição clínica do receptor levando-o ao risco de morte iminente”, conforme explica a SNT.

3 – Depois que a cirurgia é agendada, a Central de Transplantes Estadual fica encarregada de organizar a logística para o transporte dos órgãos que serão retirados, para que cheguem dentro do prazo ao local onde está o receptor. Entretanto, pode acontecer de não haver nenhum doador compatível no local. “Se isso acontecer, o órgão é ofertado para os demais Estados dentro da respectiva macrorregião. Não havendo receptor na macrorregião, o órgão é distribuído nacionalmente, sendo estas duas últimas situações gerenciadas pela Central Nacional de Transplantes”.

4 – Levando em conta a Lista Única Nacional e os critérios pré-estabelecidos de compatibilidade de um doador com um receptor e identificada a melhor opção, é hora de escolher qual a melhor maneira de transportar o órgão. Pode ser por terra (carro) ou por ar (avião). É o tempo de isquemia que determina o meio de transporte, pois esse prazo varia de órgão para órgão. Um coração, por exemplo,  pode sobreviver fora do corpo humano em temperatura de resfriamento adequada entre 4h e 6h. Entretanto, um pâncreas pode ficar entre 12h e 24h a espera do receptor.

5 – A Força Aérea Brasileira pode ser acionada para auxiliar o transporte caso o tempo de isquemia seja curto. Desde junho do ano passado, um decreto presidencial determina que haja sempre uma aeronave a disposição para estes casos. A FAB explica que um profissional da CNT coordena a distribuição nacional e o transporte aéreo de órgãos a partir de Brasília, por meio de um Centro de Operações em funcionamento 24 horas. A partir daí, verifica-se qual aeronave poderá ser utilizada e de qual Unidade Aérea, e emite-se uma Ordem de Missão para realizar o planejamento da missão e o voo. Outro suporte também é feito através do controle de tráfego aéreo, priorizando voos relacionados ao transporte de órgãos. Aeronaves de matrículas civis, inclusive estrangeiras, que estejam no espaço aéreo brasileiro em quaisquer situações nas quais vidas humanas possam ser salvas, têm todo o apoio dos profissionais de controle de tráfego para tornar os voos mais curtos.

6 – O acionamento da FAB sempre vai ser a última opção, quando todas as outras de transporte já estão esgotadas e não são possíveis, e isso ocorre apenas no Centro de Operações do Comando de Preparo (COMPREP), localizado em Brasília. Nesse local, atua o Oficial de Comando e Controle (OCC), que recebe o pedido da CNT com todas as informações referentes ao local do doador e do receptor, bem como as condições do órgão a ser transplantado.

7 – Todo o fluxo de acionamento das missões FAB segue as diretrizes da Central Nacional de Transplantes, o que resulta cada vez mais em transplantes de sucesso. A Coordenação Geral do Sistema Nacional de Transplantes (SNT) do Ministério da Saúde (MS), reforça também que “a garantia da disponibilidade integral de uma aeronave da FAB para o transporte de órgãos e tecidos foi de grande importância principalmente para o transporte de órgãos de tempo de isquemia curto. Além disso, as aeronaves possuem maior autonomia para pousar em pistas e aeroportos menores, o que possibilita uma maior mobilidade em municípios pequenos”.

Fonte: Blog Saúde/FAB
18 jan 2018

Perguntas e respostas sobre a Febre Amarela

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sus

Crédito: Blog da Saúde – Ministério da Saúde

1. O que é febre amarela (FA)?

A febre amarela (FA) é uma doença viral aguda, imunoprevenível, transmitida ao homem e a primatas não humanos (macacos), por meio da picada de mosquitos infectados.

2. Onde ocorre a FA?

Nas últimas décadas, a Febre Amarela (FA) tem sido registrada a ocorrência de casos e epizootias, além dos limites da área considerada endêmica (região amazônica), a exemplo do Espirito Santo, Bahia e Rio de Janeiro.

3. O que são áreas com recomendação de vacinação (ACRV) e áreas sem recomendação de vacinação (ASRV) e Área de Recomendação de Vacinação Parcial (ASRVP)?

Área Com Recomendação de Vacinação (ACRV): Área com registro histórico de febre amarela (FA) silvestre e, portanto, com recomendação permanente de vacinação. Área Sem Recomendação de Vacinação (ASRV): Área sem registro histórico de FA silvestre e, portanto, sem recomendação de vacinação.

Área de Recomendação de Vacinação Parcial (ASRVP): Área afetada quando registrada em regiões metropolitanas, com grandes centros urbanos e elevados contingentes populacionais, para efeito de priorização das populações sob maior risco e priorização da vacinação para bloqueio de foco.

4. Existe tratamento para a FA?

Não existe um tratamento específico, é apenas sintomático. Os pacientes que necessitarem de hospitalização devem ter uma cuidadosa assistência, permanecendo em repouso, com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado.

5. Como se previne a doença FA?

A principal forma de prevenção da FA é por meio da vacinação.

6. Quais outras medidas se previne a doença FA?

Recomenda-se que outras medidas de proteção individual sejam adotadas, principalmente para quem tem alguma contraindicação para receber a vacina como: usar repelente de insetos de acordo com as indicações do produto; proteger a maior extensão possível de pele através do uso de calça comprida, blusas de mangas compridas e sem decotes, de preferência largas, não coladas ao corpo, meias e sapatos fechados; evitar na medida do possível o deslocamento para áreas rurais e, principalmente, adentrar em matas, seja a trabalho ou turismo; passar o maior tempo possível em ambientes refrigerados, uso de mosquiteiros e telas nas janelas. Atenção às crianças menores de 9 meses de idade, pois não irão receber a vacina, devendo utilizar-se repelente de acordo com as orientações de faixa etária de cada produto, bem como utilizar mosquiteiros e ou ambiente protegido.

7. Qual é a vacina febre amarela utilizada no país e oferecida pelo SUS?

Desde 1937, a vacina utilizada no Brasil, é composta de vírus vivo atenuado, contendo subcepa 17DD do vírus da febre amarela, cultivado em ovos de galinha embrionados livres de germes patogênicos. É produzida no Brasil, pelo Laboratório Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz/Fiocruz, do Ministério da Saúde, credenciado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

8. O que é dose fracionada da vacina febre amarela?

É a utilização de um quinto (1/5) de uma dose padrão (0,5 mL) da vacina febre amarela (VFA), ou seja, 0,1mL. Retira-se do frasco da vacina uma dosagem menor do que habitualmente é utilizado. No entanto, a proteção e segurança da dose fracionada é a mesma do que a dose padrão.

9. Qual é a diferença da dose fracionada para a dose padrão?

A diferença está na dosagem e no tempo de proteção. Na dose padrão será aplicado 0,5 mL da vacina febre amarela, enquanto da dose fracionada será aplicado 0,1 mL. O tempo de proteção da dose padrão é para toda a vida, já com a dose fracionada ela tem duração de pelo menos 8 anos. Estudos em andamento continuarão a avaliar a proteção posterior a esse período.

10. Qual a via de administração da vacina febre amarela, dose fracionada?

Via injetável (subcutânea).

11. O que especialistas dizem a respeito da dose fracionada?

A Organização Mundial da Saúde, em julho de 2016, revisou evidências existentes que demonstraram que o uso de dose fracionada da vacina febre amarela proporciona proteção contra a doença similar à observada com o uso da dose padrão.  Portanto, uma dose fracionada de 1,5, definida como 0,1mL foi recomendada para a utilização (dose padrão consiste de 0,5mL).

12. Qual é a validade da dose fracionada?

Estudos realizados por Bio-Manguinhos/Fiocruz apontam a presença de anticorpos contra febre amarela, após 8 anos, semelhante ao observado com a dose padrão neste mesmo período. Estudos em andamento continuarão a avaliar a proteção posterior a esse período.

13. Quando a dose fracionada da vacina febre amarela deve ser utilizada?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a utilização da dose fracionada em situações de surtos, quando existe o risco de expansão da doença em cidades com elevado contingente populacional e que exigem intensificação das estratégias de vacinação em curto período de tempo.

14. Por que a dose fracionada da vacina febre amarela deve ser utilizada?

O uso de doses fracionadas é a melhor maneira de ampliar o suprimento de vacinas e proteger o maior número possível de pessoas, impedindo, portanto, a propagação da febre amarela em situações de emergência.

15. Quem deverá ter avaliação dos serviços (tanto para a dose padrão como para a fracionada)

• Crianças menores de 9 meses de idade
• Mulheres amamentando crianças menores de 6 meses de idade
• Pessoas com alergia grave ao ovo
• Pessoas que vivem com HIV e que tem contagem de células CD4 menor que 350
• Pessoas em de tratamento com quimioterapia/ radioterapia
• Pessoas portadoras de doenças autoimune
• Pessoas submetidas a tratamento com imunossupressores (que diminuem a defesa do corpo)

16. Quem não pode tomar a vacina?

• Crianças menores de 9 meses de idade
• Mulheres amamentando crianças menores de 6 meses de idade
• Pessoas com alergia grave ao ovo
• Pessoas que vivem com HIV e que tem contagem de células CD4 menor que 350
• Pessoas em de tratamento com quimioterapia/ radioterapia
• Pessoas portadoras de doenças autoimune
• Pessoas submetidas a tratamento com imunossupressores (que diminuem a defesa do corpo)

17. Quem são as pessoas que devem receber a dose padrão da VFA?

• Pessoas que vivem com HIV e que tem contagem de células CD4 maior que 350;
• Pessoas que terminaram tratamento de quimioterapia e radioterapia;
• Pessoas com doenças hematológicas (do sangue);
• Grávidas;
• Crianças de 9 meses a menores de 2 anos de idade;
• Viajantes internacionais também receberão a dose padrão, uma vez que o Regulamento Sanitário Internacional (RSI) ainda não autorizou a utilização da dose fracionada para a emissão do Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP). Deverá ser apresentado no ato da vacinação, comprovante de viagem (boleto de passagem área ou hotel, convite para participação em eventos internacionais, entre outros) para países que exijam o CIVP para entrada no país.

18. As pessoas que receberão a dose fracionada receberão o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP)?

Não, pessoas que irão viajar para países para que exijam o CIVP para entrada no país deverão receber uma dose padrão, pois somente essa é válida e dá direito a emissão do CIVP. Deverá ser apresentado no ato da vacinação, comprovante de viagem (boleto de passagem área ou hotel, convite para participação em eventos internacionais, entre outros) para países que exijam o CIVP para entrada no país.

19. A pessoa residente em município sem recomendação para vacinação contra febre amarela e que irá se deslocar para uma área onde está ocorrendo vacinação contra febre amarela com dose fracionada, deverá receber a dose fracionada ou dose padrão antes da viagem?

Deverá receber a dose padrão, 10 dias antes da viagem.

20. A pessoa residente no município onde está ocorrendo vacinação contra febre amarela com dose fracionada e que irá se deslocar para uma área com recomendação para vacinação (ACRV) deverá receber a dose fracionada ou dose padrão antes da viagem?

Deverá receber a dose fracionada de acordo com a estratégia local.

21. Como serão identificadas as pessoas que receberem a dose fracionada da VFA?

O Ministério da Saúde disponibilizará aos estados etiquetas adesivas para a identificação da dose fracionada administrada. Esta etiqueta deve ser preenchida e fixada na Caderneta de Vacinação.

22. Existe um maior risco de ocorrência de eventos adversos com uma dose fracionada da vacina?

A composição da dose fracionada é mesma vacina de dose padrão e é tão segura e eficaz quanto esta. Não há evidências de aumento de eventos adversos ao usar uma dose fracionada.

23. Como deve ser realizado o registro da dose fracionada?

Deve ser realizado nominalmente por meio de formulário próprio a ser utilizado pelos serviços de saúde do SUS. As informações contidas neste, devem ser digitadas exclusivamente no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI) por meio do site http://sipni.datasus.gov.br para quem utiliza SIPNI online ou por meio do SIPNI desktop.

22. Depois de quanto tempo após receber a vacina febre amarela, eu posso doar sangue?

A doação de sangue só poderá ser feita após 28 dias do recebimento da vacina, com isso, o doador poderá procurar o serviço de hemoterapia para realizar a doação antes de receber a vacina.

23. Como proceder em relação à emissão do Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP) diante da decisão de adotar o fracionamento da Vacina de FA nos estados SP, RJ e BA? Para tanto como se dará a diferenciação entre um comprovante de vacinação fracionado e o padrão?

Caso a pessoa que tomou a dose fracionada necessite do CIVP para viajar, deverá ser vacinada novamente com a dose padrão, respeitando o intervalo mínimo de 30 dias entre as doses. Deverão apresentar no ato da vacinação, comprovante de viagem (boleto de passagem área ou hotel, convite para participação em eventos internacionais, entre outros) e desta forma receberão a dose padrão.

Na caderneta de vacinação das pessoas que serão vacinadas com a dose fracionada haverá uma etiqueta que comprove o recebimento desta dose.

Mais informações sobre os países que exigem vacinação para febre amarela podem ser obtidas por meio do link:

http://portal.anvisa.gov.br/noticias/-/asset_publisher/FXrpx9qY7FbU/content/quais-paises-exigem-vacina-de-febre-amarela-/219201?inheritRedirect=false

24. Quem são as pessoas que devem receber a dose fracionada da VFA?

Todas as pessoas a partir de 2 anos de idade sem comprovação de vacinação, inclusive idosos e indígenas, exceto aquelas com alguma contraindicação ou com recomendação de receber a dose padrão.

25. Se a pessoa não reside na área de recomendação da vacina ou não vai se deslocar a essas áreas, precisa vacinar?

Não, a vacina é recomendada para quem reside ou vai se deslocar para as áreas com recomendação para vacinação (ACRV).
Para maiores informações sobre estas áreas, acessar http://bit.ly/2DfpIcg e www.saude.gov.br/viajante.

26. Todas as pessoas que vão viajar para São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia precisam se vacinar?

É necessário avaliar, exatamente, para onde a pessoa vai se deslocar nesses estados, pois existem as seguintes situações a serem consideradas:

• Área Com Recomendação de Vacinação (ACRV): Área com registro histórico de febre amarela (FA) silvestre e, portanto, com recomendação permanente de vacinação.
• Área Sem Recomendação de Vacinação (ASRV): Área sem registro histórico de FA silvestre e, portanto, sem recomendação de vacinação.
• Área de Recomendação de Vacinação Parcial (ASRVP): Área afetada quando registrada em regiões metropolitanas, com grandes centros urbanos e elevados contingentes populacionais, para efeito de priorização das populações sob maior risco e priorização da vacinação para bloqueio de foco.

No entanto, os viajantes com destino aos municípios destes estados (SP, RJ e BA) onde haja circulação do vírus ou registro histórico da doença, sobretudo àqueles que vão se deslocar ou pretendem realizar atividades na zona rural, áreas próximas ou dentro de florestas e que não estão vacinados, ou sem registro de vacina, devem ser vacinados dez dias antes da viagem. Estas pessoas estão mais expostas e apresentam maior risco de contrair a doença.

17 maio 2017

Vacinação contra a gripe, higiene e não fumar são medidas preventivas contra a pneumonia

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A pneumonia é uma doença provocada por micro-organismos (vírus, bactéria ou fungo) ou pela inalação de produtos tóxicos. Ela pode ser adquirida pelo ar, saliva, secreções ou, no caso do inverno, devido a mudanças bruscas de temperatura. Essas mudanças comprometem o funcionamento adequado do sistema respiratório, o que acarreta em uma maior exposição aos micro-organismos causadores da doença.

Segundo o diretor do Hospital Bom Jesus de Congonhas, Dalbert Dutra: “a doença é o principal motivo de internação clínica, corresponde a cerca de 10% do total de internações da instituição”.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ela é a maior responsável pelas mortes de crianças menores de 5 anos: mais de 1 milhão em todo o mundo. Os sintomas mais comuns são tosse com secreção, febre alta, calafrios e falta de ar ou dor no peito durante a respiração. O diagnóstico é feito por meio do exame clínico e de raio-x do tórax. Exames complementares também podem ser necessários para identificar o agente causador da doença.

Desde 2010, o Ministério da Saúde oferece no Programa Nacional de Imunização a vacina Pneumocócica 10-valente. As crianças são vacinadas em 3 doses: aos 2 meses, 4 meses e reforço aos 12 meses. A vacina, além de prevenir contra a pneumonia, também imuniza as crianças contra problemas como otite, meningite e infecções causadas pelo Pneumococo.

Outra vacina disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) é a Pneumocócica 23, também contra a pneumonia, mas direcionada aos idosos e demais pacientes com indicação.

As principais formas de prevenção são recomendações simples: lavar as mãos, não fumar, evitar aglomerações e se vacinar. Segundo o Ministério da Saúde, a vacinação contra a gripe reduz bastante as hospitalizações por pneumonias e a mortalidade global pela doença. Por isso, devem ser vacinados os grupos considerados mais vulneráveis às formas graves da doença: gestantes, mulheres com até 45 dias após o parto, crianças de 6 meses a 2 anos, profissionais de saúde, doentes crônicos, pessoas privadas de liberdade ou com 60 anos de idade ou mais.

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