07 mar 2017

Tribunais de Justiça iniciam semana de ações contra a violência doméstica

Arquivado em Cidade, Comportamento

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Por: Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil

Teve início hoje em a Semana da Justiça pela Paz em Casa, iniciativa que mobiliza todos os tribunais de Justiça do país. Em sua sétima edição, a ideia é promover palestras, rodas de conversa, capacitações e outros eventos de combate à violência doméstica e valorização da mulher. Em Brasília, por exemplo, as ações começaram com uma palestra  sobre os motivos que levam mulheres a permanecerem em relações violentas, com a professora Laura Frade.

Além de eventos de disseminação de informação e conscientização, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) fará, na quinta-feira (9), atendimento jurídico na comunidade de Santa Maria, Região Administrativa do DF. A programação completa das ações está disponível no TJDFT. A mobilização nacional foi uma ideia lançada em 2015 pela ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia.

Minas Gerais

Em Minas Gerais, além das quatro varas especializadas na Lei Maria da Penha sediadas em Belo Horizonte, todos os juízes criminais que atuam em municípios do interior darão nesta semana atenção especial para os casos de violência doméstica e familiar. Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o número de processos no estado que envolvem estes crimes e tramitam em primeira instância dobrou em cinco anos e meio. Em julho de 2011 eram 106 mil e atualmente são 212 mil. Isso significa que cerca de 2% das mulheres mineiras possuem ações envolvendo violência doméstica e familiar. A população feminina em Minas Gerais é de aproximadamente 10,7 milhões.

Na edição da Semana da Justiça pela Paz em Casa de 2016, o TJMG realizou 1.052 audiências. Também foram dadas 1.037 sentenças e determinadas 2.937 medidas protetivas. Somando com as outras duas edições da semana realizadas em 2016 – em agosto e em novembro -, foram ao todo 2.095 audiências, com 2.909 sentenças e 3.118 medidas protetivas.

30 set 2015

Grávidas com problemas na gengiva têm mais de partos prematuros

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higienebucalnagravidez

Para preparar o organismo para o desenvolvimento de um bebê, o corpo de uma mulher passa por diversas mudanças físicas, hormonais, metabólicas e emocionais. O que muita gente não sabe é que essas transformações podem afetar diretamente na saúde bucal da gestante. Uma das causas é a maior produção de estrogênio e progesterona pela placenta, hormônios que promovem alterações vasculares e propiciam o acometimento por bactérias nocivas á saúde.

De acordo com pesquisa realizada pela UFJF – Universidade Federal de Juiz de Fora, 83% de 88 gestantes acompanhadas diariamente apresentaram problemas periodontais, como infecções ou inflamações na gengiva. “O problema mais comum, a gengivite, é caracterizado por vermelhidão, inchaço e sangramento da gengiva que, se não tratada, pode se transformar na doença periodontal, trazendo mais riscos à mãe e, também, ao bebê”, conta Dr. Paulo Coelho Andrade, mestre especialista em implantodontia e odontologia estética.

Segundo o profissional, um estudo conduzido pela UNIFESP – Universidade Federal de São Paulo declara que gestantes com problemas periodontais correm maior risco de ter partos prematuros e nascimentos de bebês abaixo do peso (menos de 2,5 kg). “Já a mãe corre o risco de desenvolver até mesmo cardiopatias – doenças que comprometem o coração – pois inflamações na gengiva podem servir como porta de entrada para bactérias que são capazes de chegar até o órgão. A alteração hormonal ainda pode estimular o aparecimento de cáries, uma vez que altera o PH da saliva”.

Conversei com o Dr. Paulo Coelho Andrade, mestre especialista em implantodontia e odontologia estética sobre saúde bucal da gestante e do bebê que ainda amamenta no peito. Confira:

Adriana Santos: Quais os cuidados que a mãe que tem herpes na boca deve ficar atenta para não transmitir a doença para o bebê?

Dr. Paulo Coelho: Os riscos são maiores para mães portadoras de herpes genital. A contaminação geralmente ocorre durante o parto. A transmissão do vírus para o recém-nascido pode ter efeitos graves. A extensão do quadro pode ir desde lesões na pele ao envolvimento dos olhos e da boca, até infecções cerebrais e em outros órgãos.

Adriana Santos: É aconselhável fazer a higiene bucal do bebê que ainda é alimentado por meio do leite materno?

Dr. Paulo Coelho: Sim. A higiene deve ser feita assim que nascerem os primeiros dentinhos. Pode ser feita usando gaze ou até mesmo uma fralda macia umedecida. É importante que a criança seja habituada a fazer a higiene oral desde cedo. Assim que mais dentes forem nascendo e outros alimentos sendo introduzidos, pode-se usar uma escova de dedo com pasta dental sem flúor.

Adriana Santos: Quais as doenças que atacam a boca e a gengiva podem ser transmitidas para o bebê?

Dr. Paulo Coelho: A carie, na maioria das vezes, é transmitida ao bebe pelos próprios pais. Hábitos de beijar a criança na boca, provar a comida na mesma colher antes de servir o bebê, transmitem à criança a bactéria Streptococcus mutans. Essa bactéria se instala nos primeiros dentinhos do bebê e ficam para sempre na boca contaminada. O Streptococcus mutans é a principal bactéria no processo da cárie.

Adriana Santos: A partir de qual idade o bebê ou criança pode usar pasta de dente?

Dr. Paulo Coelho: Há muitos estudos divergentes nesse ponto. Por segurança e prevenção à Fluorose (manchas nos dentes por ingestão em excesso do flúor), recomenda-se o uso de cremes dentais com flúor depois dos 6 anos. Antes dessa idade, ainda há formações dentárias nos dentes permanentes, que podem ser alteradas caso, por exemplo, a criança engula frequentemente o creme dental durante as escovações. Cremes dentais com sabor devem ser usados com supervisão dos pais para evitar que a criança coma a pasta. Os cremes dentais sem flúor podem ser usados em quantidades pequenas (tamanho de um grão de arroz), assim que for introduzido na dieta de alimentos sólidos.

Adriana Santos: A mulher grávida pode fazer tratamento dentário com uso de anestesia?

Dr. Paulo Coelho: A gestante pode e deve fazer tratamento dentário. Só é preciso que ela informe estar grávida ao dentista, para que sejam tomados alguns cuidados. Problemas na boca da gestante levam bactérias pela corrente sanguínea, o que pode afetar a saúde do bebê.