02 out 2017

Minas Trend 2017: “Amigas do Peito” alertam sobre a prevenção do câncer de mama

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Carmelita

“Se você quer vestir a roupa que ela veste, porque não fazer o exame que ela faz ?”

Instalação do fotógrafo Márcio Rodrigues estará no Minas Trend 2017; objetivo é alertar e fazer uma provocação às mulheres sobre a importância da mamografia para aumentar as chances de cura do câncer de mama.

“Se você quer usar o shampoo que ela usa, porque não fazer o exame que ela faz?”. “Se vc quer vestir a roupa que ela veste, porque não fazer o exame que ela faz ?”

Essa é a provocação da instalação “Minhas amigas do Peito”, criada pelo fotógrafo Márcio Rodrigues em homenagem ao Outubro Rosa e que poderá ser vista no Minas Trend 2017. A instalação é formada por fotografias de modelos famosas, que posavam para o fotógrafo sempre que terminavam o trabalho do dia. Enquanto esperava o táxi que iria levá-la ao aeroporto, Márcio montava uma luz e fazia um retrato para postar no Instagram. Com o tempo, todas que chegavam para o job do dia, passaram a pedir para serem fotografadas para o “After Job”, nome do projeto que originou a instalação.

Inspirado no trabalho do também fotógrafo Bob Wolfenson, que na década de oitenta tinha um projeto chamado “Amigas do Peito”, Márcio começou a fotografar as modelos de seios de fora como contribuição à campanha Outubro Rosa, de Prevenção ao Câncer de Mama. Há dois anos passou a postá-las no Instagram, com uma tarja rosa cobrindo os mamilos e um texto de alerta sobre a importância da mamografia para o sucesso na cura dessa doença, que acomete mulheres de todo o mundo.

Com esse projeto, Márcio pretende chamar a atenção para o fato das mulheres serem “modelos” de tantos produtos. “ Se há tantas pessoas que se espelham nelas para o consumo de bens, por que não se espelhar nelas e passar a fazer a mamografia na faixa etária adequada? questiona ele. O grande mérito das imagens é retratar a confiança das modelos, todas importantes no mercado de moda brasileiro e internacional, que se expuseram confiantes em participar de um projeto social e de promoção da saúde. Muitas delas nunca haviam posado de seios à mostra.

O fotógrafo Márcio Rodrigues recebeu o apoio do ex-secretário estadual de Saúde e atual membro da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Antônio Jorge, que fez um apelo à organização do Minas Trend para que a instalação fizesse parte da programação oficial do evento, no que foi prontamente atendido. Junto a ela, cartilhas explicativas serão distribuídas durante o credenciamento dos participantes para que a informação correta, aliada à ação, consiga fazer com que as mulheres cuidem ainda mais da própria saúde. Prevenção nunca sai de moda!

OUTUBRO ROSA

Em sua décima edição, a campanha nacional Outubro Rosa visa conscientizar a sociedade sobre o enfrentamento do câncer de mama. Durante o mês, várias campanhas de prevenção são realizadas em todo país e vários prédios púbicos são iluminados com a cor rosa.

O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação de células anormais da mama, que formam um tumor. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa é de 60 mil novos casos por ano em mulheres cada vez mais jovens. Quanto mais cedo, porém, o diagnóstico, mais chances de cura. A entidade informa que, quando descoberto no início, há 95% de probabilidade de recuperação total.

06 set 2017

Quando a vida perde o sentindo…

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O Próximo ao Dia Mundial de Prevenção do Suicídio (10 de setembro) o sinal vermelho acende: o número de casos é crescente no país. Segundo dados do Mapa da Violência 2017, a taxa de suicídio entre jovens de 15 a 29 sobe 10% desde 2002. Considerado um tema delicado, a conversa e orientações sobre os fatores que levam uma pessoa a cometer essa atitude e as principais indicações que isso pode ocorrer devem ser divulgados para que casos sejam evitados.

A médica e psicanalista Soraya Hissa de Carvalho explica que, por meio da observação dos casos, pode-se constatar que há certos fatores que estão relacionados a uma maior ou menor probabilidade de cometer o suicídio. “Por exemplo, as mulheres tentam mais suicídio que os homens, mas, os homens o cometem (isto é, morrem devido à tentativa) mais do que as mulheres”, afirma. Para Soraya, a idade também está relacionada às taxas de suicídio, sendo que a maioria ocorre na faixa dos 15 aos 44 anos. “Doenças físicas ou mentais, como alcoolismo, drogas, depressão, transtorno afetivo bipolar e esquizofrenia são fatores relacionados às taxas mais altas de suicídio. Além disso, uma pessoa que já tentou cometer o suicídio anteriormente tem maior risco de cometê-lo”, exemplifica.

Segundo a psicanalista, as pessoas podem tentar ou cometer suicídio por diversos motivos: numa tentativa de se livrarem de uma situação de extrema aflição para a qual acham que não há solução; por estarem num estado psicótico, isto é, fora da realidade; por se acharem perseguidas, sem alternativa de fuga; por se acharem deprimidas, achando que a vida não vale a pena; por terem uma doença física incurável e se acharem desesperançados com sua situação; por serem portadores de um transtorno de personalidade e atentarem contra a vida num impulso de raiva ou para chamar a atenção, dentre outras causas.

Soraya alerta para o fato de que o suicídio é algo que, em geral não pode ser previsto, mas existem alguns sinais indicadores de risco, e eles são: tentativa anterior ou fantasias de suicídio, disponibilidade de meios para o suicídio, idéias de suicídio abertamente faladas, preparação de um testamento, luto pela perda de alguém próximo, história de suicídio na família, pessimismo ou falta de esperança, entre outras. “Pessoas que apresentem tais indicadores devem ser observadas mais atentamente. No entanto não se pode ter certeza alguma a respeito, pois a ideia de morrer pode mudar na mente da pessoa, de um momento para outro”, justifica a psicanalista.

A médica e psicanalista aconselha que quando a preocupação sobre um risco de suicídio ocorrer em relação a uma pessoa, esta deve ser encaminhada a uma avaliação psiquiátrica para que se possa checar adequadamente o risco e oferecer um tratamento para essa pessoa. “Esse tratamento poderá ser uma internação, quando for avaliado que o risco é muito grave, ou tratamento ambulatorial (consultas regulares com psiquiatra), ocasião em que é feita uma avaliação das circunstâncias da vida da pessoa. Se ela tem uma família que possa estar presente, observando-a e fornecendo-lhe suporte, e a qual, ela própria, apesar da vontade de se matar, possa comunicar isso e pedir ajuda antes de cometer o ato”, explica Soraya Hissa.

25 nov 2016

“Diabetes na Praça” alerta sobre a doença e orienta sobre prevenção

diabetes3Evento terá atrações como food trucks de comidas saudáveis, degustação de doces diet, demonstração do dispositivo que emite alertas em casos de crises de hipoglicemia, mediação de glicose, aferição de pressão, apresentações musicais, palhaços e malabares.

Você sabia que dirigir um carro automático pode levá-lo a engordar até quatro quilos por ano? Que deixar de subir e descer o vidro do seu carro pode levar você a adquirir 360 gramas no mesmo período? E que 80% dos casos de hemodiálises poderiam ser evitados se as pessoas fossem menos sedentárias e tivessem uma alimentação mais saudável? O sedentarismo e o ganho de peso podem ter como consequências o adoecimento por diabetes.

Para alertar o cidadão sobre esses riscos é que neste sábado (26.11), de 10 às 16 horas, na Praça Floriano Peixoto, Bairro Santa Efigênia, em Belo Horizonte, será realizado “Diabetes na Praça – Encerramento do Mês de Prevenção à doença”.

No local estarão disponíveis dez food trucks, com alimentos saudáveis. Também haverá uma tenda, a “Vovó Diet, para degustação de doces sem adição de açúcar, além de atividades lúdicas, com a apresentação de palhaços, malabares, danças, atividades físicas. No estande de prestação de serviços estarão voluntários farão aferição de pressão, glicemia capilar, orientações sobre saúde bucal e atividade física, além da coleta de exames de PSA e DST/AIDS.

Artistas também se apresentarão voluntariamente ao longo do dia. Além da dupla Carlos e Roberta, do cantor Vine Fonseca, haverá aula de rumba e de exercício funcional com o professor Marcílio.

Botão do pânico – Em outra tenda estará será feita a demonstração de um dispositivo de alerta destinado a socorrer diabéticos durante as crises de hipoglicemia. O dispositivo funciona como um botão de pânico. Quando acionado, o emite um sinal que é captado pelo cuidador, pelo familiar ou até mesmo por um serviço de urgência, previamente cadastrados. O dispositivo, criado pelo designer de interação Vitor Moura a partir de uma demanda do deputado Antônio Jorge, foi doado à Associação de Diabetes Infantil, que busca um parceiro privado que produzir o equipamento em escala industrial.

O evento é promovido pela Sociedade Brasileira de Diabetes, Associação de Diabetes Infantil (ADI), Federação Nacional das Associações de Diabetes (Fenad) e tem o apoio do deputado Antônio Jorge (PPS), membro da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), da Associação dos Food Trucks de Belo Horizonte e da UniBH.

Cenário diabetes no Brasil e no mundo – No mundo, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, há 422 milhões de adultos diabéticos, dos quais, 14 milhões são brasileiros, número que corresponde a 7% da população total. Neste universo, 46,3% têm diabetes tipo 2 e não sabem que têm a doença. Hoje, 72 mil pessoas morrem por ano no País em decorrência do Diabetes. Estudo conduzido no Brasil, envolvendo mais de seis mil pacientes, mostrou resultados preocupantes: 90% de pessoas com diabetes tipo 1 e 73% de pessoas com diabetes tipo 2 não fazem controle da doença. Amputação, cegueira e problemas de circulação são os danos mais conhecidos. A relação com doença cardíaca e AVC – duas das maiores causas de morte no mundo – aparecem em 11º e 12º lugar em uma lista dos maiores prejuízos.

O diabetes – Trata-se de uma doença crônica metabólica caracterizada pelo aumento da glicose no sangue. O distúrbio acontece porque o pâncreas não é capaz de produzir a insulina em quantidade suficiente para suprir as necessidades do organismo. A insulina promove a redução da glicemia ao permitir que o açúcar presente no sangue possa penetrar as células, para ser utilizado como fonte de energia. Se não tratado, o diabetes pode causar insuficiência renal, amputação de membros, cegueira, doenças cardiovasculares, como AVC (derrame) e infarto.
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