07 fev 2018

PREVENÇÃO: Mamografia é um exame seguro, indolor e com baixa irradiação

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exameO diagnóstico precoce é um dos maiores benefícios da mamografia. O exame é feito pelo mamógrafo, usando um aparelho de Raios-X, onde a mulher é posicionada e, posteriormente, radiografada – o que vai resultar em imagens que servirão de base para o estudo dos tecidos da mama. Assim, é possível ver em detalhes e saber se há ou não algum nódulo ou cisto.

A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda o exame a partir dos 40 anos, mesmo para as mulheres consideradas com risco habitual para desenvolvimento da doença. Alguns estudos científicos já comprovaram que o uso da mamografia em programas de rastreamento do câncer de mama diminui em até 36% a taxa de mortalidade. O exame é capaz de detectar nódulos a partir de 2 a 3 mm, um grande avanço da medicina, fundamental para detecção, diagnóstico e tratamento bem-sucedido.

Segundo a vice-presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia – regional Minas Gerais, Annamaria Massahud, apesar de não prevenir o câncer de mama, a mamografia confere à mulher maior chance de um diagnóstico precoce. “Um tratamento efetivo desde o início, com a lesão ainda pequena, aumenta para 90% as chances de cura e diminui a necessidade de cirurgias mutilantes”, afirma a especialista.

São dois, os tipos de exames de mamografia que podem ser realizados: mamografia digital e mamografia convencional. O mais comum é realizado com o auxílio de um filme que faz a exposição da mama ao raio-X. Em seguida, a imagem é armazenada nesse filme. Na mamografia digital, por meio de sinal elétrico, as imagens realizadas no raio-X são armazenas e enviadas ao computador. Os resultados de ambos são confiáveis da mesma maneira, o que muda é que no resultado digital os riscos de perder a imagem por danos externos são menores.

A radiação do exame não é perigosa, pois é obtida com o uso de feixe de raios – X de baixa energia. Em relação à dor, é comum que as pacientes reclamem de algum desconforto, mas a mamografia é rápida e o incômodo é suportável. O medo de descobrir o câncer também impede que muitas mulheres façam a mamografia, mas, cerca de 80% dos nódulos encontrados tendem a ser benignos. “As mulheres devem procurar um mastologista assim que perceberem qualquer alteração nas mamas. O diagnóstico é feito por meio de avaliação física das mamas e axilas, dos exames complementares e de uma biópsia da lesão”, explica Massahud.

ESTATÍSTICAS

Dados recentes divulgados Instituto Nacional do Câncer (INCA) mostraram que o câncer de mama será, novamente, o tipo mais comum da doença entre as mulheres brasileiras. A expectativa é que sejam diagnosticados 59.700 novos casos de câncer de mama em 2018.

SUS

O Senado Federal aprovou, recentemente, o decreto legislativo que garante às mulheres entre 40 e 49 anos, o acesso ao exame da mamografia no Sistema Único de Saúde (SUS). O decreto tornou sem efeito a portaria do Ministério da Saúde, de 2014, que mudava a fonte de recursos e obrigava os municípios a arcarem com os custos do procedimento para mulheres mais novas, garantindo a mamografia totalmente gratuita apenas àquelas com idade entre 50 e 69 anos. A decisão do Ministério da Saúde foi contestada pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), uma vez que 30% dos casos de câncer de mama ocorrem em mulheres com menos de 50 anos e a mudança dificultava o acesso ao exame para quem está nessa faixa etária.

25 jan 2018

Hospital Felício Rocho inaugura Unidade de Saúde da Mulher

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mulher
As mulheres estão cada vez mais envolvidas com o autocuidado, apesar da correria do dia e das várias tarefas que precisamos cumprir. Somos conscientes sobre a importância da prevenção para uma vida próspera em saúde. Pensando nelas, o Hospital Felício Rocho criou um centro especializado em saúde feminina, focado em oferecer um atendimento especial e personalizado para cada paciente, em todas as faixas etárias. A Unidade de Saúde da Mulher será inaugurada, no dia 30 de janeiro, terça-feira, às 9h, na rua Platina, 33, Prado, Belo Horizonte.

Segundo o Diretor-presidente do Hospital Felício Rocho, Pedro de Oliveira Neves, o local foi projetado cuidadosamente para garantir a privacidade, o conforto e o bem estar das pacientes, enquanto realizam seus exames e recebem o atendimento dos médicos especializados. “Alguns dos nossos objetivos são proporcionar um ambiente com a identidade feminina, deixando as pacientes mais à vontade para a realização dos procedimentos e acompanhada de toda dedicação do nosso corpo clínico e multidisciplinar”, ressalta.

Ultrassonografia de mamas e axilas, Biópsia (Core-biopsy) de mamas, Punção aspirativa por agulha fina (PAAF) de mamas e axilas, Ultrassonografia para rastreamento de endometriose, Ultrassonografia para rastreamento de ovulação, Ultrassonografia pélvica feminina, são alguns dos exames que serão realizados pela Unidade.

04 ago 2016

Mulheres diagnosticadas com câncer podem engravidar. Saiba mais:

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O diagnóstico de um câncer é encarado como um momento difícil na vida da mulher. Felizmente, os avanços na medicina têm contribuído para a cura ou controle da doença, no entanto as intervenções terapêuticas ainda continuam agressivas, podendo ocorrer a falência ovariana precoce.

Como o câncer alcança cada vez mais os jovens, em idades férteis, a preservação da fertilidade também deve ser levada em conta durante o tratamento da doença. A estimativa do Instituto Nacional do Câncer – INCA – é que no biênio 2016 e 2017, ocorram 600 mil novos casos de câncer, sendo que 10% dos tumores estejam entre as mulheres mais novas.  A medicina reprodutiva aliada à oncologia tem avançado e oferecido técnicas que permitem que as pacientes, em tratamento do câncer, consigam futuramente se tornarem mães.

Conversei por e-mail com o Dr. Marco Melo, ginecologista e diretor da Vilara – Clínica de Reprodução Assistida. Saiba mais como uma mulher diagnosticada com câncer pode engravidar.

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Adriana Santos: Qual o período aconselhado, após tratamento, para que a mulher possa engravidar com segurança?

Dr. Marco Melo: Dependendo do tipo do câncer, recomenda-se um período de 2 a 5 anos para que se possa buscar uma gestação. Este período é considerado como um período médio onde ocorre a maioria das recidivas do tumor.

2- Os efeitos colaterais da quimioterapia e da radioterapia podem trazer prejuízos para o desenvolvimento do bebê?

Sim, por isto não se deve engravidar durante o tratamento de câncer. Os efeitos podem variar desde alterações moleculares das células dos bebês, passando por geração de defeitos de formação (efeito teratogênico), até mesmo, o óbito.

3- Mulheres que fizeram tratamento do câncer de mama também podem engravidar?

Sim, com certeza! Claro que devem fazê-lo após comprovada a remissão da doença e vencido o período de “controle de cura”, cerca de 5 anos após o término do tratamento do tumor.

4- Qual a restrição, ou seja, qual grupo de mulheres que tiveram algum tipo de câncer não pode engravidar?

Em geral, todas as mulheres que tiveram câncer e foram tratadas adequadamente e chegaram a curam, podem engravidar. A restrição, é claro, será quando o tratamento provocar sequelas no útero que o impossibilitem de o seu desenvolvimento normal durante a gravidez.

5- Como a medicina moderna por ajudar mulheres que tiveram câncer a engravidar?

Primeiramente, com a preservação de óvulos ou embriões, antes delas serem submetidas ao tratamento quimioterápico e/ou radioterápico. Para as mulheres solteiras, sem parceiro definido, o recomendado é que congelem óvulos; já as casadas, o mais adequado seria o congelamento de embriões. Desta forma, poderemos preservar a possibilidade de uma gravidez caso haja um possível dano ao funcionamento dos ovários.

Para as mulheres que, por algum motivo, tiveram um comprometimento do útero pelo tratamento ou que tiveram que retirar seu útero acometido pelo câncer, podemos recorrer ao “útero de substituição”, método pelo qual uma familiar da paciente gestará os embriões da mesma. Por fim, para aqueles casos em que não foi possível criopreservar óvulos nem embriões da paciente, podemos recorrer à doação de óvulos ou adoção de embriões, a fim de se obter a gestação desejada.

Além destes tipos de tratamento, o maior conhecimento sobre o funcionamento ovariano e métodos de se avaliar a reserva ovariana (quantidade de óvulos existente nos ovários) permitem com que os especialistas em reprodução humana possam aconselhar melhor as mulheres sobre o seu planejamento familiar.

6- A idade pode ser um complicador, mesmo com os avanços da medicina?

Sim, em se tratando de reprodução humana, a idade da mulher é o melhor fator de prognóstico de gestação, exceto quando se recorre ao congelamento de óvulos e embriões e se decide obter a gestação numa idade mais avançada. Neste caso, não percebemos uma alteração nas taxas de gestação, mas podemos observar uma maior taxa de complicações obstétricas devido à maior idade da gestante, como por exemplo, diabetes gestacional e doença hipertensiva específica da gravidez.

Explicando um pouco melhor, ao congelarmos óvulos ou embriões de mulheres com idade inferior aos 35 anos, mantemos suas altas taxas de gestação. Entretanto, se estas mulheres desejarem uma gestação após os 40 anos, por exemplo, apesar de apresentarem boas taxas de gravidez, elas apresentam maior risco de complicações obstétricas.

Sabemos também que os danos aos ovários são maiores quando a quimioterapia é realizada em mulheres com idade mais avançada. Isto é, o risco de uma falência ovariana (perda da função ovariana) é mais frequente nas mulheres mais velhas submetidas ao tratamento do câncer.

7- E se o câncer voltar no período de gestação ou amamentação? Qual a orientação?

Este é um quadro muito complicado e grave. Infelizmente, acontecendo este tipo de problema, a paciente deverá ser acompanhada e orientada por uma junta médica composta por obstetra de alto risco, oncologista e neonatologista, a fim de se tomar a melhor conduta, que sempre será, em primeiro lugar, a preservação da vida da gestante. Claro, que como é um caso muito delicado, toda a discussão sobre o que se fazer deverá ser discutido com o casal.

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