28 mar 2017

Comissão de Direitos Humanos da Câmara visita empresa de cimento de Vespasiano

Arquivado em Cidade, Meio Ambiente, saúde

liz

A Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Vespasiano formada pelos vereadores: Luciene Fonseca, Filipe Caldeira e Edimar Antônio esteve reunida com representantes da empresa Cimento Liz. Os parlamentares estão preocupados com várias denúncias feitas pelos grupos criados no Facebook sobre a qualidade do ar na cidade. Os moradores reclamam da poluição, dos caminhões lotados de cimento circulando na região central do município, dos problemas respiratórios, além de um cheiro forte de enxofre. Algumas publicações na rede social exibem fotos de carros sujos de pó  e fumaça preta vinda da empresa – que fica no centro de Vespasiano, Região Metropolitana de Belo Horizonte:.

Os vereadores conversaram com os representantes da empresa sobre qualidade do ar, caminhões circulando no centro da cidade sem a proteção das lonas, queima de pneus e outros materiais de descartes, uso do filtro e medidores dos índices de poluição, além das ações de responsabilidade social assumida pela empresa.

O gerente do Meio Ambiente da Cimento Liz, Rubner Rodrigues, explicou sobre os procedimentos da empresa para causar o menor impacto possível ao meio ambiente. Ele informou que o filtro elétrico utilizado para separar partículas no fluxo de gases industriais é ultrapassado e não é mais utilizado pela empresa. Hoje a Cimento Liz adota o filtro de mangas que é a solução mais segura para se garantir o controle na emissão de poluentes. A troca é feita no período de quatro anos. Quando é preciso de uma manutenção, a produção é interrompida.

Rubner informou ainda que a queima de material co-processado é feito em ambiente controlado, portanto de forma segura sem prejuízo para a população. Com relação à qualidade do ar, ele disse que há quatro estações na cidade para controlar possíveis desajustes nas taxas permitidas por lei. Ele completou ainda que a empresa já conquistou vários prêmios importantes de reconhecimento de responsabilidade ambiental.

A empresa divulgou um canal de comunicação para sugestões, críticas e denúncias e apuração dos relatos feitos no Facebook. A ligação é gratuita e pode ser feita pelo número: 2138 2358

27 mar 2017

Especialista alerta sobre os benefícios e riscos do Balão Intragástrico

Arquivado em saúde

OBESIDADE2

A OMS prevê que em 2025, cerca de 2,3 bilhões de adultos estejam com sobrepeso e mais de 700 milhões, obesos

Atualmente, o mundo possui mais pessoas acima do que abaixo do peso de acordo com análise das tendências globais do índice de massa corporal (IMC) organizado pelo periódico médico “The Lancet”, em parceria com a Organização Mundial de Saúde (OMS).  A organização prevê que em 2025, cerca de 2,3 bilhões de adultos estejam com sobrepeso e mais de 700 milhões, obesos. Ainda segundo a OMS, se nada for feito, a obesidade pode atingir 75 milhões de crianças no mundo.

Com este cenário, a busca por emagrecimento se tornou uma corrida pela saúde. Para a rápida perda dos quilos a mais, a maioria das pessoas recorrem a remédios e procedimentos clínicos e cirúrgicos.

Segundo o cirurgião bariátrico e diretor do Instituto Mineiro de Obesidade, Leonardo Salles, um dos métodos de emagrecimento é o Balão Intragástrico, que se apresenta como uma alternativa eficaz e não invasiva.  “O dispositivo consiste em um balão de silicone, que é introduzido no estômago, por via endoscópica e é preenchido com solução salina e azul de metileno estéril (400 a 700ml). O dispositivo aumenta a sensação de saciedade e limita a ingestão excessiva de alimentos, proporcionando a perda média de 20% do peso corporal em seis meses e de 30% em um ano”, ressalta.

No entanto, Leonardo Salles alerta que é necessário pensar que os resultados deste método podem ser temporários, caso não exista a adoção de uma alimentação saudável e a prática de exercícios físicos. “Durante o tratamento é preciso manter o acompanhamento junto a especialistas das áreas de nutrição, psicologia, psiquiatria, endocrinologia para contribuir para tratarmos não só o sintoma peso, mas principalmente a causa da obesidade”, comenta.

Leonardo Salles explica que o método não é indicado para todas as pessoas e é preciso ficar atento quanto as contraindicações. A inserção do dispositivo não é aconselhada a pessoas com IMC abaixo de 27; doenças gástricas; esofagite grau III; hérnia de hiato grande; cirrose; insuficiência renal crônica; gravidez em curso; dependência química e outros.

O procedimento é indicado para pacientes com sobrepeso ou obesidade, com peso acima de 10% do seu peso normal e com dificuldades de emagrecimento por métodos convencionais; mães com dificuldade na perda de peso após a gravidez; Diabetes tipo 2; no tratamento da apneia do sono em obesos; obesidade na adolescência; e pré-operatório de pacientes obesos em cirurgias.

APLICATIVO
O IMO possui aplicativo tanto para Android quanto para Iphone que ajudam na monitoração dos pacientes e acompanhamento dos resultados. O programa de emagrecimento do hospital visa uma mudança efetiva de hábitos de vida, para alcançar o bem-estar e a manutenção de resultados.
24 mar 2017

PPS vai ao STF para defender direito do uso da maconha para efeito medicinal

Arquivado em Comportamento, saúde

cannabis2Os relatos de pacientes que se beneficiam com o uso terapêutico da cannabis são frequentes e se popularizam nas redes sociais. Utilizando-se da base constitucional à saúde, muitas famílias buscam na Justiça o direito de cultivar a planta para atender às necessidades de seus filhos, na maioria dos epiléticos refratários que não têm alternativa, a não ser plantar, tendo em vista os preços elevados dos extratos de cannabis importados autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Esses relatos estimularam algumas famílias e organizações de pacientes a optarem por cultivar cannabis para fins medicinais em casa, contrariando a Lei 11.343 conhecida como a Lei de Drogas.

Além de ser contravenção penal, o uso medicinal expõe contradições. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), até março deste ano, já havia concedido mais de 2.300 autorizações para importação de extratos de cannabis para atender a pacientes com indicação ao tratamento. Por outro lado, a Justiça brasileira penaliza as famílias que manipulem a erva para produzir o medicamento. No Brasil, quem cultiva a erva pode pegar de 5 a 15 anos de cadeia.

Para mudar esse cenário, o deputado Antônio Jorge (PPS/MG), acompanhado do presidente da Associação Brasileira de Pacientes de Cannabis Medicinal (Ama+Me), Leandro Ramires, e do advogado da entidade, Maurício Sullivan, reuniu-se em Brasília, na semana passada, com o senador Cristovam Buarque (PPS/DF) e com o presidente honorário do partido, ministro Roberto Freire, que declararam o apoio do PPS à causa. Nos próximos dias, a legenda vai entrar com uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF). Esse processo se justifica porque o impedimento do consumo da cannabis para fins medicinais desrespeita um preceito fundamental, que é o direito à saúde. “Privar o paciente do acesso a esses tratamentos é desrespeitar um preceito garantido constitucionalmente”, alerta Antônio Jorge.

A Medicina Canabinoide é indicada para pacientes portadores de Alzheimer, autismo, câncer (vários tipos), depressão, distonia, dor crônica, encefalopatia, epilepsia, esclerose múltipla, esquizofrenia, fibromialgia, paralisia cerebral, Parkinson e retardo mental com transtorno do desenvolvimento.

Dificuldades de Acesso na importação – Além dos entraves burocráticos, outra barreira encontrada pelas famílias é encontrar um médico prescritor. Atualmente, menos de 100 profissionais prescrevem cannabis medicinal no Brasil. Apesar do número reduzido, especialistas de 27 especialidades e subespecialidades já prescreveram formalmente, o que demonstra o interesse dos médicos brasileiros, de várias áreas, pelo potencial terapêutico da cannabis.

O custo elevado dos produtos importados é outro impeditivo. O custo médio de um tratamento com extrato de cannabis rico em CBD pode variar de R$ 1.020,00 a mais de R$ 21 000,00 por mês, valor que impede o acesso para a maioria das famílias. Além de caro, os extratos canábicos importados são considerados suplementos alimentares nos países de origem e, portanto, não são submetidos à mesma fiscalização das autoridades sanitárias como acontece para fármacos e fitoterápicos.

“Se considerarmos somente o benefício alcançado no tratamento da epilepsia refratária com cannabis medicinal, os números impressionam”, alerta Leandro Ramires. Segundo ele, o custo médio com a medicação anticonvulsivante para pacientes epiléticos refratários é de R$ 825,00 por mês. Cerca de 92% desses pacientes fazem uso de três ou mais drogas anticonvulsivantes, sendo as mais comuns: ácido valpróico, topiramato e oxcarbazepina; com nomes comerciais de Depakote, Topamax e Tryleptal, respectivamente. O movimento financeiro para atender 320 mil pacientes, somente com anticonvulsivantes, é da ordem de R$ 264 milhões por mês.

Estudo “Uso de óleo de cannabis rico em canabidiol para controle de epilepsia refratária: estudo observacional” mostra que após o uso oral de extrato de cannabis rico em CBD, 73% dos pacientes reduziram para a metade o uso de medicação anticonvulsivante tradicional. “Se a metade dos pacientes epiléticos refratários do Brasil (180.000) utilizasse um óleo de cannabis seriam economizados perto de R$ 55 milhões por mês para as famílias e para o SUS”, alerta Ramires.

Uma vez garantido o direito ao cultivo medicinal, as associações de pacientes, já existentes e atuantes no país terão a oportunidade de buscar qualidade, continuidade, dosagens adequadas dos canabinoides, técnicas de cultivo e beneficiamento da planta para que mais pacientes possam ser beneficiados. Iniciativas que partem das famílias de pacientes mobilizam instituições de pesquisa país afora.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) se dispôs a ajudar famílias que já cultivam, sob a guarda de um Habeas Corpus, a produzirem um extrato respeitando protocolos de qualidade dentro de suas instalações.

Novas perspectivas acadêmicas surgem com manifestações de apoio e interesse científico da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Universidade Estadual do Piauí (UESPI) e Universidade Federal da Paraíba (UFPB), que se juntam às outras universidades brasileiras que já possuem pesquisa em cannabis e canabinoides para fins medicinais.

As possibilidades terapêuticas, fundamentadas na correta manipulação clínica do Sistema Endocanabinoide para várias condições patológicas, abrem um mercado de cannabis medicinal que vai muito além do direito ao cultivo pelos próprios pacientes individual ou coletivamente. “O Brasil não deve ficar para trás neste contexto e pode até servir como referência internacional, se o direito ao cultivo para fins medicinais for garantido aos pacientes e seus coletivos em todo território nacional. Será um grande passo em busca do acesso mais igualitário a todos que precisam e se beneficiam do uso medicinal da cannabis, assegura Leandro.

Página 3 de 211234567... 21Próximo