07 jun 2018

Voluntários realizam campanha para incentivar doação de medula óssea, em Betim

doação

A campanha Quinta do Bem, de incentivo a doação de medula óssea, está de volta ao Centro Administrativo João Paulo II. No próximo dia 14 de junho, a quarta edição será realizada na sede do governo municipal de Betim. A campanha é idealizada pela jornalista Flávia Freitas, em parceria com a Fundação Hemominas. Em Betim, as secretarias municipais de Saúde e Comunicação também apoiam a ação. O objetivo do evento é incentivar o cadastro para doação de medula óssea e ajudar a salvar vidas de pessoas em tratamento contra a leucemia.

Para participar, os interessados devem levar o documento de identidade. Qualquer cidadão com idade entre 18 e 55 pode se cadastrar como doador de medula óssea. Ao todo, 50 pessoas serão cadastradas no dia 14. Em seguida, os dados pessoais preenchidos no formulário, juntamente com 5 ml de sangue coletado (similar a coleta de exame de sangue normal), são encaminhados para o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome).

Voluntários da campanha serão responsáveis pelo preenchimento do formulário e será a Fundação Hemominas a responsável pela coleta da amostra de sangue. Os participantes serão convidados a usar lenço (homens) em apoio à causa.

Para o dia do cadastro está confirmada a presença da servidora pública da Procuradoria-Geral, Eliana Santos, doadora compatível, cadastrada na coleta para doação de medula óssea durante a campanha realizada na Prefeitura de Betim, em 2011. Ela realizou o transplante que salvou a vida de um paciente de leucemia morador de Natal, capital do Rio Grande do Norte, em 2015. Haverá também a distribuição dos exemplares da revista em quadrinhos “A Liga da Quinta do Bem”, criada pela Flávia Freitas, que é servidora da Secretaria de Saúde.

Doação

De acordo com o Ministério da Saúde, as chances de encontrar um doador compatível fora da família é de 1 em 100 mil voluntários. Havendo a compatibilidade genética, o Instituto Nacional do Câncer (Inca)/Ministério da Saúde, órgão responsável por manter os dados sigilosos, entra em contato com o doador para confirmar o interesse da doação. Confirmado o interesse, o doador é chamado para fazer exames complementares. Após a realização dos procedimentos, o transplante é agendado.

A doação é realizada em ambiente hospitalar, quando é coletada a medula óssea na região da bacia do doador – ele sentirá um pequeno incômodo passageiro. Para o leucêmico, o gesto de solidariedade representa a esperança de cura. O cadastro é feito nos hemocentros de todo o país. Em Minas Gerais, os interessados devem procurar a Hemominas.
Mais informações no site do Inca: www.inca.gov.br

05 jun 2018

Governo de Minas deve mais de 35,5 milhões para Santa Casa de BH

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santa casa

Juarez Rodrigues/EM/D.A.Press

O maior hospital filantrópico de Minas Gerais luta diariamente para equilibrar suas contas. A irregularidade nos repasses dos convênios por parte do Governo de Minas Gerais é um dos principais responsáveis por esse desajuste orçamentário. A dívida com o hospital é de R$ 35.416.852,07 (valor atualizado em 15/05) por conta de diversos convênios cujos repasses estão acumulados desde 2016. No dia 5/05, a Santa Casa BH foi comunicada oficialmente que deste total, R$ 8.096.262,09 deixarão de ser pagos por conta do decreto 47.101/2016, que decretou situação de calamidade financeira no estado e incapacidade de honrar com o custeio para manutenção dos serviços públicos.

Os recursos provenientes de convênios assinados em 2015 deixarão de ser investidos no atendimento às gestantes, recém-nascidos e crianças com problemas cardíacos que dependem do SUS. No convênio com a Maternidade Hilda Brandão, R$ 4.346.105,69 seriam utilizados para aquisição de equipamentos, mobiliários e materiais de consumo. Já o convênio que beneficiaria a Cirurgia Cardiovascular Pediátrica, no valor de R$ 3.700.208,40, seria destinado à aquisição de equipamentos, mobiliários, materiais de consumo, além da execução de obras e de reforma para ampliação dos leitos de UTI Pediátricos para pacientes da especialidade. Outro convênio, de R$ 49.948, seria para aquisição de cadeiras de rodas para banho.

O Diretor de Finanças, Recursos Humanos e Relações Institucionais do Grupo Santa Casa BH, Gonçalo de Abreu Barbosa, recebeu a notícia da rescisão dos convênios com muita preocupação: “precisamos que o governo pague a Santa Casa agora. Estamos sendo enrolados. O estado tem que cumprir com a sua obrigação e ajudar a população que depende do hospital. Contamos com esses convênios para colocar as nossas contas em dia. Muitas vezes precisamos contrair empréstimos bancários por conta desses atrasos e da defasagem nos valores pagos pelos procedimentos. Por conta disso, deixamos de investir em unidades estratégicas e de comprar materiais médicos e insumos”.

REFERÊNCIA NOS ATENDIMENTOS

De acordo com o DATASUS, a Santa Casa BH ocupa a 1ª posição em Belo Horizonte e em Minas Gerais na realização de cirurgia cardiovascular pediátrica, que inclui pacientes de até 17 anos. Na comparação nacional, está em segundo lugar. Os números são expressivos: em 2017, foram 259 procedimentos. Na Maternidade Hilda Brandão, foram realizados no mesmo período 3.650 partos, sendo 2.482 normais e 1.168 cesáreas, além de 16.057 consultas obstétricas. Já na UTI Neonatal, foram 589 atendimentos.

SOBRE O DÉFICIT DA SANTA CASA BH

Com 119 anos e 1.086 leitos destinados exclusivamente aos usuários do SUS, a instituição realiza cerca de 36,5 mil internações mensais. Dos 1.086 leitos, 126 estão fechados por falta de verba. O custo do leito da SCBH é o menor da capital mineira (R$ 23 mil). Ainda assim, há um grande déficit mensal (R$ 3,5 mil) a ser suportado pela instituição, causado pela diferença entre o custo real dos procedimentos e os valores constantes na tabela SUS. Fecha-se o mês negativo em mais de R$ 3,3 milhões. Por ano, o hospital realiza: cerca de 23 mil cirurgias, 22 mil sessões de quimioterapias, 250 transplantes e 51 mil sessões de radioterapias.

19 abr 2018

SUS pode ter que divulgar fila de espera para consultas e cirurgias

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Vai ser transformada em projeto de lei a sugestão para que o Sistema Único de Saúde (SUS) seja obrigado a divulgar na internet, por telefone ou presencialmente informações sobre a fila de espera para consultas, cirurgias e outros procedimentos ofertados. Apresentada pelo instituto Oncoguia, a Sugestão 11/2016 foi aprovada pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) nesta quarta-feira (18) e, por isso, passa a ser analisada como projeto.

O objetivo da sugestão é acelerar o atendimento no SUS. O texto também obriga o fornecimento, em até cinco dias úteis, de protocolo de encaminhamento para os pacientes que solicitarem procedimentos de saúde. No documento, devem constar a data do pedido, a data e o local marcados para a realização do procedimento e a descrição clínica do caso.

As informações sobre fila de espera serão separadas para cada tipo de procedimento ofertado e publicadas semanalmente. Devem constar o número do protocolo entregue ao paciente, as iniciais dele e as datas do pedido e da futura realização do procedimento, além de números como a média de vagas ofertadas por mês, a média do tempo de espera e a quantidade de pessoas na fila.

Serão considerados atos de improbidade administrativa o não fornecimento do protocolo ao paciente, a não publicidade da fila de espera e a fraude na ordem dos pacientes a serem atendidos.

A ONG Instituto Oncoguia luta pelos direitos dos pacientes com câncer. De acordo com o Instituto, a sugestão nasceu de discussões entre gestores públicos, parlamentares e o próprio instituto sobre a demora no atendimento do SUS. O parecer favorável à transformação em projeto foi do senador José Medeiros (Pode-MT).

Crédito: Agência Senado

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