10 ago 2017

Trabalho voluntário ajuda na humanização do antendimento hospitalar

Arquivado em Cidade, Comportamento, SUS
IMG_9061

Voluntárias da Santa Casa de Lagoa Santa

 

Adriana Santos para o INSTITUTO LABORARE

O trabalho voluntariado é regulamentado no Brasil pela Lei 9.608/1998. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o voluntário é aquela pessoa que tem interesse pessoal e espírito cívico, dedicando parte de seu tempo (sem remuneração), as várias formas de atividades.O Dia Nacional do Voluntariado foi instituído em 28 de agosto de 1985, e internacionalmente é comemorado  em 5 de dezembro. O objetivo é reconhecer a ação das pessoas que doam tempo, mão de obra e talento para causas de interesse social e para o bem estar da comunidade.

O trabalho voluntário deve ser exercido de forma séria e profissional, uma vez que é realizado em locais como hospitais, clínicas, escolas, entre outros. Nas instituições hospitalares, é uma participação que exige uma ação responsável e humanizada no sentido de promover a qualidade do acolhimento e o conforto aos pacientes no seu processo de tratamento.

O voluntariado faz a diferença no cotidiano da instituição e todos ganham: pacientes, voluntários, profissionais e colaboradores, tendo como principais benefícios:

*Humanização no ambiente hospitalar;
*Melhora a recuperação e o bem estar do paciente;
*Contribui para o fortalecimento institucional;
*Incentiva a participação da comunidade no hospital.

18 nov 2016

Encontro de Saúde promovido pela Assembleia de Minas reúne especialistas internacionais

Arquivado em Comportamento, saúde, SUS

jorge

A abertura do o “Encontro Internacional Direito a Saúde, Cobertura Universal e Integralidade Possível” lotou um dos salões do Minascentro, em Belo Horizonte, e contou com a presença de especialistas de países como Chile, Argentina, México, Costa Rica e Portugal.

A iniciativa tem como objetivo abordar questões importantes como; modelos constitucionais de direito a saúde, financiamento da área em diferentes países e a cobertura oferecida à população pelos sistemas públicos de saúde.

O evento foi organizado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em parceria com o Grupo Banco Mundial, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

Pelo Brasil, o ex-ministro da saúde José Gomes Temporão realizou a palestra de abertura oficial, enfatizando que o Sistema Único de Saúde (SUS) é um sucesso como macro estratégia para impactar os indicadores sanitários e que o sistema brasileiro não é apenas para pobres, mas para toda população brasileira.

Temporão alertou que a saúde não é um gasto, mas um investimento. “Saúde produz riquezas”, afirmou o ex-ministro da Saúde. Lamentou que o Brasil é o país mais violento do mundo, matando homens, jovens e negros. Violência urbana é um problema de saúde, um dos mais sérios em nosso país.

A mesa de abertura contou com a presença da procuradora do Ministério Público de Contas de São Paulo que alertou sobre a tragetória errática do dever de custeio adequado do direito á Saúde, enfatizando as disparidades regionais e o papel da União.

A experiência exitosa da saúde do Chile nos últimos 20 anos foi abordada pelo superintendente de Saúde é advogado da Universidade do Chile, Sebastián Pavlovic Jeldres. Ele mostrou que o país catalogou 80 problemas de saúde, como câncer, diabetes, hipertensão e problemas odontológicos, que são monitorados e recebem recursos do Chile. A expectativa de vida do Chile subiu para 80 anos graças ao acesso á água potável e ao tratamento de esgoto. “Trabalhamos com um novo contrato social com foco no indivíduo”, disse Pavlovic.

Durante a programação até sábado (19/11), serão debatidas experiência internacionais na oferta de saúde pública, tanto do ponto de vista legal quanto prático. Algumas mesas vão tratar também de restrições orçamentárias e padrões de integralidade de acesso adotados em diferentes países.
temporao

 

16 nov 2016

Conheça a palhaçoterapia e saiba como ela contribui para melhorar a humanização no SUS

Arquivado em Cidade, Comportamento, saúde, SUS

palhaco

Por: Aline Czezacki, para o Blog da Saúde

Os hospitais podem parecer ao primeiro olhar, um ambiente triste e melancólico, mas com o trabalho de alguns profissionais e estudantes da área da saúde, ele pode se tornar um lugar alegre e repleto de risadas.

Em todo o país, existem diversas redes que utilizam a palhaçoterapia e o teatro como metodologia para humanizar cada vez mais o atendimento e tratamento de pacientes que passam a maior parte do tempo internados.

A figura do palhaço dentro do hospital surgiu em 1980, quando o oncologista infantil Patch Adams buscou melhorar o ambiente hospitalar e a relação médico paciente, através do amor, humor e gentileza.

Hoje, o exemplo do médico é seguido por milhares de voluntários em todo o mundo. O objetivo dessas pessoas é melhorar a vida de quem está dentro de um hospital, seja paciente, familiar, enfermeiro, médico, ou outros profissionais que trabalham na unidade, como secretários, zeladores, etc.

Na Universidade da Região de Joinville (Univille), em Santa Catarina (SC), esse tipo de humanização é ensinado para os alunos desde a sala de aula. Angela Finardi, professora de propedêutica no curso de medicina, também ensina teatro através do grupo de extensão Palhaçoterapia.

A professora conta que por se tratar de um trabalho extensionista da universidade, um dos objetivos é a formação acadêmica, mas que durante o trabalho, os alunos acabam aprendendo muito mais do que ensinando.

“Nós escutamos muitos relatos sobre como eles voltam transformados dessas visitas ao hospital. A partir do momento que quem está na área da saúde descobre o poder das ações de generosidade, de olhar para o outro com mais atenção, eles também se transformam”.

Atualmente, as equipes atuam no Hospital Municipal São José e no Hospital Infantil Dr. Jeser Amarante Faria. A professora também reforça que falar de gentileza é essencial, pois é disso que parte todo o restante do trabalho. “Sempre parte do ato de ver o outro como o mais bonito, o mais importante, e que eu, como palhaço, preciso interagir”.

Barbara Uliana estuda medicina na Univille, e participou do projeto durante o primeiro ano do curso. Ela conta que a identificação com a proposta foi quase instantânea.

“Vi a oportunidade de fazer a diferença na vida dos pacientes logo no início da faculdade. Era uma oportunidade de crescimento que nenhuma sala de aula iria me proporcionar. A partir dele desenvolvemos empatia, compartilhamos histórias e a gratidão torna-se mútua”.

Para se tornar um palhaço que atua dentro dos hospitais, é necessário um intenso trabalho de preparação, já que a responsabilidade e cuidados devem ser maiores. Cuidados com o paciente, onde pode e onde não pode entrar, o tipo de brincadeiras que podem ser feitas, o respeito ao paciente que não quer receber a visita dos palhaços, entre outras questões, que devem ser levadas a sério.

Grupo Sagrado Riso

Ser palhaço tem uma responsabilidade tão grande, que em estados, como no Distrito Federal, são ofertados cursos preparatórios, com seleções rígidas para começar a desenvolver o trabalho.

O Grupo Sagrado Riso lançou em outubro um edital de seleção para pessoas que querem trabalhar com palhaçaria em Hospitais. Alessandra Vieira, coordenadora do projeto, trabalha há 18 anos como palhaça e pretende capacitar 40 pessoas para dar continuidade a humanização.
“O sonho veio de uma vontade de encarar o Hospital não só como um lugar de muitas necessidades, mas também de muito crescimento”.

Para saber mais sobre o projeto, clique aqui. E sobre a Palhaçoterapia, basta acessar a página do facebook do projeto.

Página 1 de 9123456789