03 jun 2015

SUS abre edital para pesquisa em saúde pública

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sus

O Ministério da Saúde está com edital aberto para inscrições de projetos em 23 linhas de pesquisa em temas estratégicos para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Ao todo, o Ministério irá disponibilizar R$ 23,5 milhões para o desenvolvimento das pesquisas. Entre os temas levantados: Programa Mais Médicos em áreas vulneráveis, as principais causas de morte materna entre os povos indígenas, a investigação sobre a situação vacinal nas capitais brasileiras, o impacto da implantação das Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e avaliação da qualidade da atenção hospitalar no país.

Podem participar instituições brasileiras de ensino superior, institutos ou centros de pesquisa e desenvolvimento, além de empresas públicas que executem atividades de pesquisa em ciência, tecnologia e inovação. O prazo para apresentação dos projetos termina em 15 de julho. Após 30 dias, o Ministério divulgará os projetos aprovados, que terão duração de 24 meses. O Ministério da Saúde irá acompanhar a execução das linhas de pesquisa por relatórios técnicos e, se necessário, videoconferências e visitas in loco.

Informações: pesquisa.decit@saude.gov.br ou  (61) 3315 6288.

27 maio 2015

Não é a primeira vez que a família Huck utiliza o SUS

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luciano

Não é a primeira vez que a família Huck utiliza do SUS e, provavelmente, não será a única. Não é praga, meus amigos! É informação! Com certeza o casal foi à farmácia adquirir um medicamento, vacinou os filhos pequenos, fez uma compra no supermercado, foi à padaria, cuidou da aparência e das unhas em um respeitado salão de beleza, embarcou e desembarcou nos terminas internacionais dos Aeroportos. Não fiquem espantados, infelizmente, os brasileiros não têm essa informação disponível nos meios de comunicação. É incrível, mas até hoje, depois de 27 anos, muitos dizem que enfrentam as longas filas do INAMPS (criado pelo regime militar em 1974).

Levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em fevereiro de 2011, indica que boa parte da população ainda desconhece a amplitude do SUS: 34,3% afirmaram nunca ter usado o sistema — o que é pouco provável. A iniciativa apontou que a avaliação positiva do SUS se dá por quem utiliza os serviços assistenciais. O sistema público de saúde recebeu melhor avaliação de quem declarou tê-lo utilizado (68,9%) do que daqueles que afirmaram não fazê-lo.

Outro equívoco é achar que o SUS “é coisa do PT”, assim como o programa de governo Bolsa Família. O SUS é uma política de Estado, resultado de conquistas, movida pela determinação de bravos sanitaristas, políticos de partidos diferentes, movimentos sociais, intelectuais. O SUS é garantido pela Constituição de 1988 e regulamentado dois anos depois, pelas leis 8.080 e 8.142.

Poucos conhecem sobre a abrangência e os pilares que norteiam o SUS, até mesmo os comentaristas sobre saúde. Meu querido e eterno professor, o jornalista Valdir Oliveira, desde 2000 já chamava atenção para uma pesquisa realizada em 1998, que mostrava que a maioria dos entrevistados não sabia definir com precisão o significado da sigla SUS. No artigo publicado na edição de agosto de 98 da revista Interface (www.interface.org.br) — voltada a comunicação, saúde e educação —,  ele apontava que as principais imagens e informações divulgadas pela mídia sobre o sistema realçavam aspectos negativos, impedindo que o SUS criasse para si melhor imagem na esfera pública.

Para finalizar, o Sistema Único de Saúde é para todos: ricos, pobres, famosos ou anônimos. Até mesmo aqueles que condenam a Saúde do Brasil utilizam os serviços públicos de uma maneira ou de outra, inclusive os brasileiros que pagam planos de saúde. Por isso a necessidade da soma de forças nas esferas públicas e privadas para que o SUS seja de qualidade e universal.

Quer saber mais sobre a história do SUS?

25 maio 2015

Quem usa, defende o SUS. Caso família Huck

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Quem conhece, defende o SUS. Fiquei muito comovida com a notícia do acidente aéreo envolvendo os apresentadores de televisão, Angélica e Luciano Huck. Angélica e a família voltavam de gravações do Programa Estrelas no Pantanal de Mato Grosso do Sul, quando o avião teve de fazer um pouso forçado em uma fazenda a cerca de 30 km de Campo Grande. Notícias como essa são sempre trágicas, principalmente porque estavam a bordo os filhos do casal. O atendimento de todos foi feito, com êxito, pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Hoje, os apresentadores agradeceram, por meio de um comunicado enviado pela CGCOM (Central Globo de Comunicação) os serviços prestados pela Santa Casa de Campo Grande, unidade de referência no atendimento à politraumatizados no Estado.

Luciano Huck:
“É importante também agradecer todo pessoal da Santa Casa de Campo Grande, que foi de uma gentileza enorme”.

Angélica:

“Também quero agradecer todo mundo que ajudou lá na Santa Casa de Campo Grande”.

É sempre bom lembrar que o SUS tirou do “corredor da morte” várias pessoas com Aids. O sistema é referência mundial com relação à prevenção e ao tratamento do vírus HIV. Muitos idosos também não estão mais no “corredor da morte”, porque recebem vacina contra a gripe pelo sistema púbico de saúde, evitando problemas mais sérios como a pneumonia ou outras complicações respiratórias. Somos recordistas em transplantes de órgãos. Fomos o primeiro país a erradicar a poliomelite. Reduzimos com louvor a mortalidade infantil.

O SUS deve ser tratado como patrimônio nacional, uma construção coletiva de saúde pública. Somos um sistema universal, um dos poucos para países com mais de 100 milhões de pessoas. É um equívoco dizer que o SUS é para os anônimos. O SUS é de todos, porque de uma forma ou de outra os brasileiros usam o Sistema Único de Saúde, inclusive  celebridades, jornalistas, juízes, colunistas políticos, apocalípticos da mídia…
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