29 jan 2016

SUS opera primeira criança para retirada de tumor raro do abdômem

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O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) informou quinta-feira (28/01) ter feito, com sucesso, a primeira cirurgia de citorredução associada a quimiohipertermia em uma criança, no Sistema Único de Saúde (SUS).

A cirurgia ocorreu há um mês em uma criança de 7 anos e envolveu a retirada completa de um tumor agressivo da cavidade abdominal, seguida da aplicação de quimioterápico aquecido na área afetada pela doença. O objetivo foi eliminar possíveis resíduos de células cancerígenas. O equipamento de perfusão usado na cirurgia foi desenvolvido no próprio instituto, especialmente para esse tratamento, informou a assessoria de imprensa do Inca.

O procedimento foi feito pelo médico Odilon de Souza Filho, da seção de cirurgia abdômino-pélvica do Inca, especializado nessa área, onde tem efetuado operações semelhantes em adultos. O Inca foi pioneiro no procedimento de citorredução associado à quimiohipertermia em adultos em 1998. No instituto costumam ser operadas dois adultos por mês pelo SUS, informou Souza Filho. Em países como Estados Unidos e França, médico disse que os centros especializados fazem apenas uma cirurgia mensal desse tipo, que custa cerca de US$ 100 mil e 58 mil euros, respectivamente.

Segundo relatou o médico, a criança operada passa bem e já teve alta. “Está um espetáculo”, comemorou o cirurgião. ”O sucesso é a gente conseguir fazer a cirurgia e em caso que há pouca doença”. Ele disse que no caso desse paciente pediátrico, a patologia foi tratada previamente, o que determinou uma redução do tumor. Com isso, a cirurgia teve menor complexidade.

O tumor desmoplásico de pequenas células redondas abdominal é uma doença rara que acomete a camada interna da cavidade abdominal e diminui a qualidade de vida do paciente, explicou o especialista. Ele explicou que o tratamento de quimiohipotermia só tem sucesso quando é feita uma cirurgia de citorredução máxima. De acordo com o Inca, o tratamento tem um custo alto e deve ser feita apenas em casos que exigem uma citorredução agressiva, nos quais há ressecção completa do tumor na cavidade peritoneal.

Odilon de Souza Filho acredita que o sucesso da operação e do tratamento dessa criança abrirá oportunidade para que novos pacientes pediátricos sejam operados no Inca dessa mesma patologia.

Crédito: Agência Brasil

18 jan 2016

SUS incorpora risperidona para comportamento agressivo em adultos com autismo

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Portaria do Ministério da Saúde publicada hoje (18) no Diário Oficial da União incorpora o uso da risperidona no tratamento de comportamento agressivo em adultos com transtorno do espectro do autismo no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Em 2014, a pasta já havia anunciado a incorporação do remédio para tratar sintomas de autismo em crianças. A distribuição da droga, nesse caso, começou no ano passado. O medicamento também já é utilizado na rede pública para outros fins, como no tratamento de transtorno bipolar.

De acordo com a pasta, o autismo aparece nos primeiros anos de vida. Apesar de não ter cura, técnicas, terapias e medicamentos, como a risperidona, podem proporcionar qualidade de vida para os pacientes e suas famílias.

A estimativa da Organização Mundial da Saúde é que 70 milhões de pessoas no mundo tenham a síndrome. No Brasil, o número é próximo de 2 milhões de pessoas.

A inclusão de medicamentos no SUS obedece a regras da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias, que exige comprovação da eficácia, do custo-efetividade e da segurança do produto por meio de evidência clínica consolidada.

Após a incorporação, o remédio pode levar até 180 dias para ficar disponível ao paciente.

Agência Brasil

14 jan 2016

Novas inscrições para o Mais Médicos terminam na sexta

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As inscrições para ingresso de profissionais no Programa Mais Médicos terminam na próxima sexta-feira (15). O Ministério da Saúde estima que serão abertas cerca de 2.600 vagas.

O número de postos será calculado quando os municípios que já participam do programa confirmarem se ainda precisam dos profissionais. O prazo para a manifestação dos municípios também vai de 12 a 15 deste mês.

O processo seletivo será para reposição de vagas que serão abertas com o fim do ciclo de um ano, no qual cerca de 2.300 profissionais atuam, e também para o preenchimento de cerca de 300 vagas que são abertas normalmente a cada três meses com a desistência de médicos, por exemplo, por passarem em residência médica ou aceitarem ofertas de emprego.

Os clínicos que estão fechando o ciclo de um ano este mês poderão continuar no programa por mais três anos, sem sair do município onde já trabalham. “O esperado é que a maioria desses profissionais saia agora em janeiro, já que se inscreveram para ganhar pontuação na residência médica ”, disse, em entrevista a jornalistas, o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Hêider Pinto.

Desde o ano passado, o Ministério da Saúde permite que o candidato, no momento da inscrição, opte pela modalidade que prevê atuação por um ano e ganho de pontuação adicional de 10% em provas de residência, ou pela permanência no município por três anos, com ajuda de custo.

Como sempre, as vagas serão abertas primeiro para médicos com registro nos conselhos regionais de Medicina brasileiros. Caso esses profissionais não preencham todos os postos, os brasileiros formados no exterior terão oportunidade de concorrer. Por último, profissionais estrangeiros porão ficar com as vagas restantes.

No dia 25 deste mês, o Ministério da Saúde publicará edital com as cidades com vagas abertas pela desistência de profissionais. Os inscritos poderão escolher os municípios entre os dias 25 e 27.

De forma geral, a taxa de desistência do programa é de 5% dos médicos por ano. Segundo Hêider Pinto, quando o foco está nos médicos brasileiros, a taxa sobe para 13%, o que ele considera um bom número, se comparado a uma pesquisa que indica uma taxa de 50% dos médicos do serviço público de forma geral.

D acordo com o secretário, a tendência é que os municípios maiores passem a contratar profissionais com meios próprios, diminuindo a demanda do programa. Porém, Pinto diz não imaginar que os provimentos pelo programa acabem antes de 2020.

Hoje o Mais Médicos conta com 18.240 médicos em 4.058 municípios e 34 distritos sanitários indígenas especiais. O programa foi criado em 2013 para levar médicos a localidades carentes desses profissionais.

Crédito: Agência Brasil

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