26 jun 2017

Jardineiro que intrigou o mundo com imagens de um suposto ovni

Arquivado em Cidade, Comportamento, Ufologia

geraldo2

É sempre uma grande surpresa participar dos encontros promovidos pelo Fórum Permanente para Estudos de Fenômenos Transcendentes de Minas Gerais (FOTRANS) – na Universidade FUMEC. A organização é impecável e o clima de confraternização deixa o ambiente com um gostinho de quero saber mais sobre ufologia.

IMG_8705[1]

No último sábado (24/06) foi ainda mais especial. A data marcou o Dia Internacional do Ufólogo. A palestra ficou por conta de uma pessoa que sempre cultivou a vida na terra fértil, mas sempre com os olhos grudados no céu: Geraldo Bruzinga.

Bruzinga, 54 anos,  jardineiro aposentado estuda, há 30 anos, objetos não identificados em Belo Horizonte.  Já conseguiu reunir 30 vídeos com registros de luzes e formas desconhecidas. “Não  me considero ufólogo, mas gosto de olhar para cima. As pessoas não olham mais para o céu”, diz.

Geraldo ganhou fama internacional, depois que publicou um vídeo de 44 segundos, no dia 12/03 desse ano, com imagens de um objeto não identificado no bairro Nova Cintra, na capital mineira. As imagens foram exibidas na emissora T3M no México. O apresentador compara as imagens feitas pelo senhor Geraldo com outra filmagem realizada em 29 de janeiro de 2017 por um israelense.

Ele conta um pouco no pequeno vídeo abaixo como conseguiu filmar o objeto no telhado de sua casa, apesar das dificuldades de locomoção provocadas por uma degeneração na medula.

Veja as imagens do objeto voador não identificado captadas pelo Geraldo Bruzinga, por meio de um telescópio médio porte (Toya de 200 mm). O equipamento foi adaptado com um artefato de madeira com o objetivo de fotografar os fenômenos.

05 jun 2017

Ufologia: Os alienígenas já vivem entre nós?

alienigenas

O tão esperado  XX Congresso Brasileiro de Ufologia será realizado, em Belo Horizonte, de 21 a 23 de julho. O evento ocorrerá simultaneamente ao I Encontro de Ufologia Avançada de Minas Gerais no Hotel Othon Palace, no centro da capital mineira. A iniciativa conta com a presença de  14 conferencistas de todo país e ainda um especialista em abduções alienígenas dos Estados Unidos (EUA), o doutor John Carpenter – da Mutual UFO Network (MUFON).

O Congresso é uma oportunidade de entender um pouco sobre objetos voadores não identificados, presença de alienígenas no planeta Terra, abduções, tipos de contatos, tecnologia e outros pontos de vista. Entrevistei com exclusividade um dos ufólogos mais reconhecidos no Brasil e no mundo pelos trabalhos na área da ufologia.

Ademar José Gevaerd é ufólogo e editor da Revista UFO. Participou de várias produções de TV e de documentários sobre ufologia no Discovery Channel, National Geographic Channel e no History Channel. É conhecido internacionalmente pelas investigações de campo dos casos de Ovnis no Brasil.

REVISTA UFO

Foto: Revista UFO

Adriana Santos: Na sua opinião, o estudo Ufológico cresceu no Brasil e é cada vez mais aceito pela sociedade e pela mídia ou ainda é um assunto tabu?

Gevaerd: Uma pequena parcela da mídia de massa  e uma pequena parcela da sociedade ainda permanecem alheios à questão ufológica. Não acreditam. Não dão importância. Não se interessam. Agora, muita coisa mudou em 20 anos. Vamos dizer que naquela época a rejeição ficaria em torno de dois terços da população. Hoje a rejeição não chega a um terço. A imprensa mais esclarecida tem apoiado a ufologia com publicações sérias. No Brasil, por exemplo, a Veja não publica coisas sérias sobre ufologia. Parece que a revista tem uma doença, uma patologia, porque eles não conseguem escrever três linhas com seriedade e respeito sobre o assunto.  A Folha de São Paulo, o Estadão, a Revista Isto tratam a coisa com bastante seriedade. Há sim um crescente esclarecimento na sociedade.

Adriana Santos: Desde quando os seres de outros planetas ou “alienígenas” visitam a Terra?

Gevaerd: Desde sempre.  O universo tem quase 5 bilhões de anos. Há planetas  que existem há 4 bilhões de anos e civilizações que existiram ao logo de todo esse período. A Terra tem uma civilização que, segundo estudiosos,  tem por volta de 160 mil anos. Isso não é nada comparado com a escala de existência da vida no universo.  Há civilizações que surgiram  e desenvolveram como a nossa surgiu e desenvolve, mas há milhões de anos. Essas civilizações se desenvolveram e passaram a explorar outros mundos, assim como estamos fazendo agora. Começaram a explorar seus sistemas estrelares,  ir até os planetas vizinhos e depois a lugares mais distantes  do sistema solar. Então, desde sempre, a Terra vem sendo visitada por muitas civilizações. Há aquelas civilizações mais antigas que visitam a Terra e aquelas que estão chegando agora. Estima-se que daqui a trinta anos, nós terráqueos teremos tecnologia para  visitar outros planetas.

Adriana Santos: Por que os contatos não são públicos, já que, segundo alguns estudos, muitos deles têm consciências superiores e tecnologias avançadas?

Gevaerd: A maioria deles tem  consciência superior à nossa. Todos, absolutamente todos,  têm tecnologia mais avançada,  porque eles conseguem chegar até a Terra. Eles têm máquinas que conseguem  ir a outros planetas.  Veja a nossa dificuldade.  Para que possamos enviar uma sonda para marte, precisamos de alguns bilhões de dólares e 26 meses de espera. Agora, parece que tem uma técnica que pode levar  uma sonda lá  em 18 meses, mas estamos muito longe de levar uma tripulação.  E quando chegarmos ao ponto de levar uma tripulação, ela não voltará. Vai morrer lá.  Com certeza as civilizações que nos visitam têm tecnologias mais avançadas. É muito provável  que suas consciências, que suas espiritualidades, que seus conceitos de moral e ética  também sejam bastante avançados. Essas coisas devem andar juntas, mas nós não sabemos. Agora, qual o motivo dos contatos não serem públicos?  Talvez porque eles não queiram. Será que eles têm regras para não interferir. Isso é muito importante. Uma civilização mais avançada  do que a nossa poderia provocar um impacto tão grande, tão profundo que não nos reconheceríamos mais.  Logicamente, historicamente, religiosamente, cientificamente, moralmente, eles estão mais avançados. Seria inconcebível  um relacionamento com eles. A não interferência deve equilibrar as regras do jogo. Eles vão se apresentar quando estivermos em condições de entender e o impacto não for tão duro.

Adriana Santos: Qual a relação entre Ufologia e Espiritualidade? Quando as duas áreas começaram a ter alguma relação?

Gevaerd: Estamos falando de espiritualidade e não de espiritismo. Estamos falando de uma coisa mais ampla. Espiritismo é espiritualidade, mas espiritualidade não é espiritismo. Eu entendo da seguinte maneira:  nós e os seres que nos visitam somos praticamente idênticos. Eles quando descem de suas naves, há milhares de anos, sempre foram vistos com dois braços, duas pernas,um tronco, uma cabeça.   É uma indicação clara que a humanidade  está espalhada por uma vasta área  do universo,  em inúmeros planetas, inclusive em planetas mais atrasados do que o nosso. Se levarmos em consideração  que somos  entidades que  temos um corpo  dotado de um espírito,  é possível que eles sejam também.  Se eles são mais avançados do que nós, eles  vão ter um controle do seu espírito, assim como nós pretendemos ter um dia. Primeiro é por aí, uma explicação bem óbvia.  Segundo  a ufologia, são  muitos campos  de exploração  do conhecimento humano, não só material,  mas também espiritual.  A ufologia  necessita de todas as ferramentas  para que possamos entender o fenômeno ufo. Nós temos a ferramenta da ciência, da psicologias, da sociologia, mas também precisamos das ferramentas espirituais.  Na falta de  uma expressão melhor,  vamos chamar de ferramentas espirituais, canalizações, corporações. Coisas que acontecem  muitas vezes em centros espíritas, são manifestações de seres extraterrestre, que se encontram nessa situação para se aproximar da gente por um outro ângulo.

Adriana Santos: Os “alienígenas” têm valores morais e éticos como os humanos?

Gevaerd: Sim. Eles demonstram uma semelhança, um provável grau de parentesco. São seres que agem com ética. É provável  que devem ter conceito de moral.  Pelo menos é assim  que se acredita. Não há muita lógica um civilização progredir, sem ter condições de um refino gradual da ética e moral.  Nós próprios temos, ao longo do tempo,  refinado nossos princípios de ética, moral e comportamentos sociais. Nos últimos 20 anos, nós temos mais respeito pelo meio ambiente. Não fumamos mais em restaurantes. Aceitamos relacionamentos homoafetivos, quando antes era tabu. Hoje temos um senso moral mais refinado.

Adriana Santos: Há planetas habitados por seres mais primitivos que os humanos?

Gevaerd: Certamente que sim. Se você fizer uma escala,  digamos de 0 a 100,  em termos de degraus  de evolução,  vamos dizer que a Terra esteja aí  em um degrau 30, 40 por ai. É um planeta razoavelmente civilizado, mas não avançado. Imagine  que temos 7,5  bilhões de seres humanos, sendo que 2,5 bilhões passam fome. Então a Terra  é um planeta atrasado. Em compensação temos uma tecnologia e uma perspectiva  de futuro.  Mas claro que há aqueles planetas que estão  nos degraus inferiores. Há civilizações que estão germinando hoje, ainda em estado embrionário. Assim  como há civilizações que estão na idade da pedra. Os caras devem estar comendo picanha crua porque não descobriram o fogo. Há civilizações tão lá na frente que não temos ideia como seriam de tão avançadas.

Adriana Santos: Há “alienígenas” ente os humanos?

Gevaerd: Sim justamente porque eles são tão semelhantes a nós, perfeitamente idênticos,  têm condições de passar despercebidos  entre nós.  Ai eu recorro mais uma vez o exemplo  humano. Suponha que daqui a  30, 50, 100 anos tenhamos uma tecnologia que nos leve com segurança e rapidez a outros planetas mais atrasadinhos (uma Terra dos anos 40 e 50  ou até mesmo agora).  Como seres semelhantes a eles, provavelmente faríamos uma experiência antropológica, sociológica em outras civilizações planetárias. Nós infiltraríamos para ver como eles vivem,  como eles formam suas famílias, como eles formam seus conceitos  de sociedade, como eles edificam suas residências, como se locomovem, como eles apreciam a natureza. Nós certamente vamos ter esse interesse. Isso é a ralidade de uma grande quantidade de raças que nos visitam. Alguns são mais altos, outros mais baixos, uns têm  a pele mais escura ou  mais clara  têm aqueles com cabelo mais alvo. Não importa. Importa que o formato humano  é idêntico. Você na rua não vai encontrar duas pessoas iguais, mas parecidas. Mesmo que esses seres sejam parecidos  conosco, eles não serão iguais, mas eles poderão passar desapercebidos.  Você passa pela rua de Belo Horizonte e vai ver gente feia, gente bonita, gente magra. Não dá para dizer quem é ou não é daqui.  Pelas mesmas razões não temos condições de detectá-los.  Talvez algumas pessoas possam identificar.

Adriana Santos: O que é e como acontecem as abduções?

Gevaerd: As abduções até um tempo atrás, as clássicas, aquelas de sempre, ocorrem quando você, por exemplo, está dirigindo o seu automóvel por uma estrada erma e de repente, por alguma razão, sente vontade de parar o carro. Depois você retorna para seguir até o seu destino, porém você esperava chegar em uma hora X e você chega cinco horas depois. O que aconteceu com você? A mesma coisa acontece quando uma pessoa desce de um ônibus, à noite, depois da escola, da faculdade, do trabalho e precisa andar seis quadras até chegar em casa, mas a pessoa só vai chegar na manhã seguinte. Como? São situações que as pessoas são levadas contra sua vontade. Elas não se lembram  do que aconteceu  durante horas. Podem ser duas, três, cinco, seis horas… Ás vezes as pessoas são levadas por dia. Quando são devolvidas, 99,9 por cento ficam sem memória. Apenas algumas pessoas têm sintomas, fragmentos de memória que se manifestam, possibilitando uma investigação através de um método chamado hipnose regressiva. Descobrimos que durante aquele tempo que elas não lembram do que aconteceu, elas  foram abduzidas, levadas a bordo de naves. Lá em geral são submetidas a exames médicos. Inclusive são extraídos das mulheres óvulos e extraídos dos homens sêmen. A gente sabe o que se faz com isso ai. O material genético serve para fazer bebê – 9 de cada 10 abduções são para retirar material genético. Agora de um tempo para cá nós descobrimos, não quer dizer que isso já não vinha acontecido ha muito tempo,  mas descobrimos  que os seres extraterrestre não necessariamente precisam levar as pessoas a bordo das naves. Eles podem entrar em nossa casa. Podem entrar no nosso quarto, quando dormimos. Eles fazem praticamente a mesma coisa, quando nos levam a bordo das naves. E mesmo que você esteja dormindo com seu namorado, seu marido, e os interesses deles é por você,  não adianta gritar, tentar acordar seu companheiro. Eles vão fazer o que precisam fazer com você. São formas de abdução, entre muitas outras coisas.

15 maio 2017

Conheça a história do mineiro que visitou Marte no Congresso de Ufologia

ufo1

Foto: Arquivo UFO

Minas são muitas… E o estado com o maior número de registros de UFOs do Brasil, cerca de 80% de todos os casos relevantes. A pedido dos mineiros, será realizado o  XX Congresso Brasileiro de Ufologia, em Belo Horizonte, de 21 a 23 de julho. O evento ocorrerá simultaneamente ao I Encontro de Ufologia Avançada de Minas Gerais no Hotel Othon Palace, no centro da capital mineira. A iniciativa conta com a presença de  14 conferencistas de todo país e ainda um especialista em abduções alienígenas dos Estados Unidos (EUA), o doutor John Carpenter – da Mutual UFO Network (MUFON).

O evento contemplará os mais variados e atuais temas da Ufologia Brasileira e Mundial, como casuística avançada, contatos diretos com aliens, Ufologia e espiritualidade, ação de sumérios no Brasil, abduções e híbridos, paradoxo de Fermi, projeciologia, agroglifos etc.  O jornalista mineiro César Vanucci será homenageado por incentivar e divulgar estudos ufológicos em Minas, quando o assunto ainda era tabu no meio jornalístico.

As inscrições estão abertas, mas as vagas são limitadas. Além das 15 palestras, haverá também um jantar de confraternização com todos os conferencistas e um workshop especial sobre abduções alienígenas, proferido pela médica abduzida Mônica de Medeiros.

INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES: www.ufologiabrasileira.com.br/mg

Você gosta de descontos? Então aproveite para acessar os cupons de desconto.

descontos3
 A HISTÓRIA DO MINEIRO QUE FOI A MARTE

plinio (1)O caso foi pesquisado com exclusividade pelo jornalista Paulo H. Baraky Werner, um dos palestrantes do XX Congresso Brasileiro de Ufologia. O suposto contato entre um homem de Governador Valadares (MG) e seres de outro planeta teria ocorrido no Pico do Ibituruna, ponto culminante da região.

Na segunda feira, dia 09 de dezembro de 1.996, por volta das 18:30 h, o marceneiro Plínio Bragatto, 74 anos, semianalfabeto pai de 2 filhos, voltava para o sítio em que trabalha como caseiro.

Na subida, segundo Plínio, teria parado para beber uma latinha de cerveja , sentando em uma pedra no meio do caminho. Já estava escuro e Plínio bebia calmamente, quando sentiu a aproximação de um objeto voador não identificado (OVNI).

O objeto tinha uma forma ovalada e várias “pernas” como barbatanas de peixe ( trem de pouso). Uma porta se abriu, seguindo de uma pequena escada com corrimão. Do interior saiu um humanóide com quase 2 metros de altura. Na ufologia classificado como tipo gama, sendo responsável em 8% nos casos registrados até hoje.

O estranho do outro mundo acenou para Plínio e o convidou para entrar no objeto. Depois do tour dentro da nave, ele foi convidado para conhecer o planeta de origem dos visitantes. Plínio diz ter concordado com o convite sem preocupação, alegando que eles “eram gente boa”.

Plínio passou por uma avaliação médica por três seres supostamente alienígenas. Sua barriga foi apalpada com aparelhos com pontas de borracha. Foi colocado um colete, que Plínio não soube explicar sua função. Um dos seres chegou a ficar nú. “O corpo deles é igual ao nosso, até mesmo naquelas partes…” disse achando graça.

“Planeta Marte”

naveDurante a viagem ao suposto “planeta Marte”, Plínio diz ter comido uma fruta parecida com o mamão chamada “pico” e saboreado uma iguaria bem parecida com uma empada. Tomou uma bebida adocicada, segundo ele levemente alcóolica. Em retribuição Plínio diz ter oferecido uma das latas de cerveja, o que os seres aceitaram de imediato.

Não demorou muito e Plínio chegou em “Martiolo”, capital de Marte. “Havia mais gente me esperando que quando o Papa veio ao Brasil”, disse o morador de Governador Valadares. Assim que a nave pousou, todos vieram receber o visitante do planeta “Bacha” (nome do planeta Terra conhecido em Marte).

“O planeta era muito bonito com grandes prédios e imensas pontes feitas de um material parecido com o nylon, muito resistente”. Plínio diz que conseguiu apanhar uma pedra e a escondeu. Um dos seres se aproximou e falou que era hora de voltar, pois já estavam lá mais de 8 horas. Por volta das 4:30 h da manhã, os seres teriam deixado Plínio em um pasto.

Como Plínio Bragatto foi sumir de Governador Valadares, no leste de Minas, e reaparecer na madrugada do dia 10.12.96 em Montes Claros – distante mais de 800 quilômetros?

O caso completo será relatado no XX Congresso Brasileiro de Ufologia. Além do homem de Governador Valadares que teria visitado Marte, os interessados vão ter a oportunidade de conhecer vários pontos de vista que envolvem os contatos com os alienígenas, o aparecimento de objetos não identificados, a relação entre espiritualidade e ufologia e outras linhas de pensamento ufológico.

titulo:revista/subtitulo:editorial/finalidade: materia:objetos nao identificados-UFOS/descricao: paulo werner(ufologo)foto:/local serra do cipo/data:10-11-2008

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM O JORNALISTA E PESQUISADOR PAULO WERNER

Adriana Santos: O caso do homem que teria visitado Marte ainda repercute no meio ufológico por ser um caso com bastante detalhes ou pelo fato de ter ocorrido uma viagem interplanetária?

Paulo Werner: O caso do Sr. Plínio Bragatto, já falecido (2015), ainda atrai a atenção de pesquisadores de todo o mundo. Tanto pelas características da suposta abdução, como pelos detalhes e testemunhos oficiais. Estive em Governador Valadares em 1996 a pedido do jornal Estado de Minas, e fui o primeiro pesquisador a documentar o fato. Fiz uma entrevista com o Plínio, à época com 74 anos, lúcido e bastante ativo. Como pesquisador, apenas fiz os procedimentos habituais de uma investigação. Coletei todos os dados, fotos e vídeos. E posteriormente publiquei um artigo no UFOnews, nosso informativo oficial. Depois disso, o caso foi citado em livros, revistas, jornais e vários sites sobre o tema.

Adriana Santos: Nos seus estudos ufológicos, como você classifica o caso do homem que teria visitado Marte?

Paulo Werner: Como disse o astrônomo Josef Allen Hynek (1910-1986), “como não temos os discos voadores para uma pesquisa, resta-nos o que há de mais importante, a testemunha.” E portanto, o caso do Sr. Plínio Bragatto é bem complexo. Há falhas, como a pedra que ele alega ter trazido do planeta, e que nunca foi mostrada. Se o fato foi uma jogada para dar mais volume ao caso, nunca saberemos, pois o mesmo faleceu há dois anos. O Cipfani sempre se pautou em não bater o martelo sem antes ter todos os elementos que possam dar sustentação aos casos pesquisados. Como trabalhamos com algo “subjetivo” é muito importante fazer algo muito bem documentado. Em Valadares colhi depoimentos do policiais envolvidos e com amigos e familiares. E em nossa avaliação, mediante os fatos apresentados, houve sim algo anormal, mas não podemos dizer que se trata de uma abdução. Esse é o processo normal de investigação. Tudo o que seja diferente disso é crença, e quando isso ocorre não é pesquisa ufológica.

Adriana Santos: Após o ocorrido, o que aconteceu o homem de Governador Valadares? Ele apresentou problemas físicos ou mentais?

Paulo Werner: Durante a entrevista, isso foi perguntado ao contactado. E segundo ele nada de anormal foi notado. Ele alegou ter passado por exames dentro da nave, onde um aparelho com ponta de borracha era encostado em seu corpo e dava leves choques. Plínio me parece ter levado uma vida normal até seu falecimento em 2015.

Adriana Santos: Qual a sua expectativa para o Congresso em BH?

Paulo Werner: Minas Gerais é o Estado com o maior número de registros de UFOs do Brasil. Aqui ocorreram quase 80% de todos os casos de grande relevância. E sempre é interessante este tipo de evento. Atrai a atenção da mídia. E consequentemente, pessoas que passaram por experiências estranhas e que nos procuram para dar seu testemunho. A engrenagem funciona melhor assim, quando o tema é exposto de forma séria, atraindo a atenção de todos os interessados e até mesmo dos céticos em relação ao fenômeno, pois é a chance de ver de perto várias teorias e ter acesso a muita documentação sobre o fenômeno UFO. A Revista UFO hoje é a maior publicação do mundo nesta área. Com mais de 30 anos de estrada, possui um acervo enorme, à disposição de todos. E será a oportunidade única de conhecer vários pesquisadores, fazer novas conexões e trocas de experiências.

Página 1 de 6123456