20 jan 2016

Caso Varginha comemora 20 anos hoje, mas Exército ainda nega as evidências

Arquivado em Cidade, Comportamento

Reprodução/Youtube

Por: Revista UFO

Caso Varginha, principal caso da Ufologia Brasileira e sem dúvida um dos mais importantes da Ufologia Mundial, completa 20 anos neste 20 de janeiro de 2016. São nada menos que duas décadas de pesquisa, revelações espantosas, descobertas impressionantes, muita polêmica e inúmeras versões oficiais desencontradas, além das sempre presentes negativas oficiais. Em 1996, quando se tornou evidente que algo de proporções monumentais acontecia no sul do estado de Minas Gerais, alguns dos principais ufólogos do país para lá se dirigiram, em um esforço para descobrir toda a verdade a respeito.

O descobridor do caso foi o advogado e então ainda pesquisador Ubirajara Rodrigues, morador de Varginha e que decidiu investigar os rumores de que uma estranha criatura havia sido avistada. Ele então entrou em contato com as primeiras testemunhas do caso, as jovens Kátia Andrade Xavier, Liliane Fátima da Silva e Valquíria Aparecida da Silva, que na tarde daquele dia 20 tiveram um estarrecedor encontro com um ser diferente de tudo que já haviam visto. De forma chocante, em 2009 Rodrigues renegou suas descobertas em uma bombástica entrevista, publicada nas edições 153 e 154 da Revista UFO. Contudo, de forma alguma o afastamento de seu primeiro pesquisador representou o fim do Caso Varginha.

Outro pesquisador, que havia se unido à numerosa equipe que realizou uma profunda investigação naqueles meses inesquecíveis, foi Marco Antonio Petit. Coeditor da Revista UFO, ele denunciou já em 2005, em artigo para a edição especial 34, Reabrindo o Caso Varginha, da Revista UFO, a existência de um Inquérito Policial Militar destinado a identificar e silenciar as testemunhas militares do incidente, e que viria inclusive a convocar os então principais pesquisadores do caso, Rodrigues e Vitório Pacaccini, para que apresentassem aos militares sua versão dos acontecimentos. Petit somente fez essas estarrecedoras revelações quando ficou patente que a investigação não avançava, e o descobridor do Caso Varginha parecia ter perdido o interesse no mesmo.

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Marco Petit

COBRANDO EXPLICAÇÕES DO EXÉRCITO

Ao longo de tanto tempo de investigação, Marco Petit sempre afirmou que parte das estarrecedoras descobertas que fez ainda não poderia ser revelada, por uma série de razões. Contudo, há pouco tempo esses motivos deixaram de se aplicar, e então o coeditor da Revista UFO anunciou que faria essas revelações. E o fez, em um dos maiores sucessos da Coleção Biblioteca UFO, seu mais novo livro, Varginha: Toda a Verdade Revelada. Conforme o próprio Petit explica: “No início de 1996, algo muito especial aconteceu no sul de Minas Gerais. Inúmeros testemunhos revelam a queda de uma nave alienígena e o recolhimento de sua tripulação ainda viva por forças militares. Depois do início de uma manobra de acobertamento dos fatos por essas mesmas forças, sob o comando do Exército, que parecia ter controlado as coisas e mantido tudo sob sigilo, a atuação dos principais investigadores do caso e falhas no processo de acobertamento permitiram que uma parte dos incríveis fatos fosse divulgada à imprensa naquela época”.

O coeditor da Revista UFO prossegue: “Mas, com o passar do tempo e a instauração de um Inquérito Policial Militar (IMP), que foi assumido por membros da inteligência do Exército que passaram a comandar a operação de acobertamento da recuperação do UFO acidentado e dos tripulantes ainda vivos, coisas misteriosas e sem explicação começaram a acontecer, deixando algumas importantes perguntas no ar: por que foi solicitado ao primeiro investigador do caso, após seu depoimento no IPM, que não revelasse sua existência? O que temia o Exército?”. O mesmo Exército que até hoje nega possuir informações quanto aos acontecimentos do sul de Minas Gerais naquele ano inesquecivel, alegando que a documentação se resume ao Inquérito Policial Militar (IPM), realizado pelo Exército nas dependências da Escola de Sargento das Armas (EsSA). Contudo, as conclusões do mencionado IPM foram completamente desmentidas graças à investigação dos ufos.

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Kátia Andrade Xavier, Liliane Fátima da Silva e Valquíria Aparecida da Silva

A cronologia do Caso Varginha foi objeto de um detalhado trabalho, realizado pelo saudoso coeditor da Revista UFO Claudeir Covo, para o site do Instituto Nacional de Investigação de Fenômenos Aeroespaciais (INFA), e publicado no final dos anos 90 na edição Coleção Planeta ETs, número 1. O artigo aponta o avistamento de um UFO cilíndrico pelo casal Eurico e Oralina tendo ocorrido à 01h30 do dia 20 de janeiro de 1996. A seguir, às 10h30, os bombeiros capturaram a primeira criatura, no bairro Jardim Andere, e às 14h00 uma testemunha viu militares entrando em uma mata, ouviu disparos, e depois os militares saíram com dois casos pretos, sendo que um se mexia. Às 15h30 as moças tiveram seu histórico avistamento do ser em um terreno baldio, criatura que provavelmente foi capturada por oficiais da Inteligência da Polícia Militar às 20h00.

FATOS ESTARRECEDORES NEGADOS AO PÚBLICO

Seguiu-se a intensa movimentação nos hospitais, a transferência dos seres e todo o material recolhido para a Escola de Sargentos das Armas de Três Corações (EsSA), e o translado para Campinas no dia 23 de janeiro. Em 08 de maio aconteceria a desastrada intervenção do general de brigada Sérgio Pedro Coelho Lima, então comandante da EsSa, que leu uma declaração para jornalistas presentes e respondeu com irritação à indagação de um dos profissionais da imprensa, em vídeo pode ser assistido clicando aqui. Extremamente significativa foi a reunião, ocorrida em 29 de maio em Campinas, do então Ministro do Exército Zenildo Zoroastro de Lucena com 29 generais, compondo todo o Alto Comando e ainda contando com o chefe do Estado Maior, general Délio de Assis Monteiro. Cercada de sigilo e pouco divulgada, a inédita reunião, a primeira fora de Brasília em todos os tempos, teve uma pauta oficial que não condizia com os altos cargos de seus participantes.

Mesmo diante de todas as espetaculares revelações, contidas em diversas edições da Revista UFO e em dois de seus livros, O Caso Varginha, de Ubirajara Rodrigues, e o recém lançado Varginha: Toda a Verdade Revelada, de Marco Petit, o Exército Brasileiro continua negando conhecimento dos fatos do Caso Varginha. Conforme Marco Petit escreveu: “O Exército continuou em silêncio, e na verdade ainda pode manter o sigilo sobre o caso legalmente dentro da atual legislação, que permite que documentos classificados como ultrassecretos, fiquem mantidos longe da população por 25 anos, ou seja, até o ano de 2021.

Devido a essa realidade e na verdade depois de ser convencido pelo editor da revista UFO no final do ano passado, já que eu era o único a ter estudado a fundo o IPM, e ter conhecimentos sobre todos os detalhes, que envolveram os bastidores da própria pesquisa, resolvi escrever e publiquei meu oitavo livro, o primeiro inteiramente dedicado a Varginha. Afinal, eu havia sido membro do pequeno grupo que liderou as investigações a partir de maio de 1996, e ao contrário dos outros, continuava disposto a seguir falando, ou a escrever sobre a verdade, abordando os aspectos potencialmente perigosos”.

A COMISSÃO BRASILEIRA DE UFÓLOGOS SE MOVIMENTA

Diante da falta de respostas do Exército, a Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU) decidiu protocolar o livro de Marco Petit, Varginha: Toda a Verdade Revelada, no Ministério da Defesa, o que foi feito em 07 de abril de 2015. A intenção foi apresentar toda a gravidade dos fatos que envolviam o Exército Brasileiro nesse episódio. Outras cópias da obra foram igualmente encaminhadas, a fim de que chegassem aos comandos da Força Aérea e da Marinha. A CBU, pouco tempo depois, tomou conhecimento que o livro foi analisado dentro do Ministério da Defesa, porém o Exército continuou a negar possuir qualquer documento relativo ao Caso Varginha além do já mencionado IPM. Conforme o próprio Marco Petit, autor de Varginha: Toda a Verdade Revelada, explica: “Nenhum comentário foi feito em relação ao conteúdo do meu livro, mesmo em termos de uma possível crítica, além de sua citação por explícito logo no primeiro parágrafo do ofício que recebemos”.

Paradoxalmente, na mesma ocasião a CBU teve acesso a mais documentos, liberados pela Força Aérea Brasileira, descrevendo a presença de UFOs no espaço aéreo de nosso país. O Exército, lamentavelmente, prossegue em sua postura de negar a realidade, e Marco Petit comenta: “Não vamos aceitar este tipo de postura, e continuaremos a expor publicamente de maneira séria, e responsável, e principalmente contrariando a ampla existência de evidências a favor do caso, o silêncio inaceitável de nossas autoridades, agora inclusive com a denúncia pública mediante meu livro sobre as irregularidades descobertas por mim dentro do Inquérito Policial Militar realizado pelo Exército nas dependências da Escola de Sargento das Armas (EsSA), na cidade mineira de Três Corações. Logo após iniciar meus estudos sobre o IPM, anos atrás, quando a CBU teve acesso ao seu conteúdo mediante nossa campanha, eu já havia iniciado a divulgação dessas irregularidades de forma menos detalhada, em artigo publicado na revista UFO. Essas denúncias não poderiam ser ignoradas agora, até porque o livro foi oficialmente protocolado e lido dentro do próprio MD”.

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Os seres foram transladados para Campinas, autopsiados e analisados detidamente

DE IMPORTÂNCIA AINDA MAIOR QUE A DE ROSWELL

O Caso Varginha é o maior acontecimento ufológico registrado em território brasileiro. É ainda maior e mais importante do que Roswell, pois os pesquisadores já estavam em plena investigação na mesma semana em que se deram os primeiros fatos. Boa parte da numerosa equipe de ufólogos ainda trabalha para desvendar toda a verdade a respeito, graças aos quais seguramente esse importante episódio da Ufologia Mundial nunca será esquecido. O evento ainda inspirou, ao lado de outros casos da Ufologia Brasileira, trabalhos de ficção científica do consultor especial da Revista UFO, Renato A. Azevedo, que podem ser conhecidos clicando aqui e aqui, e também em seu blog. Varginha também é parte fundamental da campanha UFOs: Liberdade de Informação Já da Revista UFO, que já conseguiu obter a liberação de milhares de páginas dos arquivos oficiais sobre UFOs do governo e Forças Armadas do Brasil, e a campanha terá prosseguimento, com os pesquisadores exigindo do governo e dos militares o acesso pleno que a sociedade brasileira merece ter, a respeito de um dos episódios mais fundamentais da história da humanidade.

14 jan 2016

Após 20 anos do caso ET de Varginha, ufólogo promete novidades em breve

Arquivado em Cidade, Comportamento, Ufologia
revista ufo

Revista UFO

Na madrugada do dia 13 de janeiro de 1996, por volta das 01h30 horas, Eurico Rodrigues de Freitas e Oralina Augusta de Freitas, marido e mulher, avistaram uma pequena nave em forma de submarino, do tamanho de um microônibus, com um enorme buraco em uma das pontas, saindo muita fumaça branca, sem ruído, sem iluminação e voando lentamente. A nave estava com aparente dificuldade de voo. O objeto foi avistado sobrevoando uma fazenda cerca de 10 Km do Centro de Varginha, no Sul de Minas Gerais. No mesmo dia, por volta de 8h, Carlos de Sousa passava pela Rodovia Fernão Dias e viu a mesma nave, mas, agora, com um estranho ruído. Carlos acompanhou a nave pela rodovia por uns 20 Km, quando percebeu que o objeto não identificado estava caído no meio da mata. Ele levou uns 30 minutos para encontrar o local, mas os militares já estavam recolhendo os milhares de pedaços da nave. Ele foi convidado e se retirar do local e ficar em silêncio.

Já no dia 20 de janeiro, logo pela manhã, os bombeiros foram acionados para capturar um estranho animal no bairro Jardim Andere. A criatura teria sido levada pelo Exército. A captura foi realizada pelos bombeiros sargento Palhares, cabo Rubens, soldado Santos e soldado Nivaldo, sob a coordenação do major Maciel. No mesmo dia, por volta das 15:30h, Kátia Andrade Xavier, Liliane Fátima da Silva e Valquíria Aparecida da Silva retornavam do trabalho quando avistaram uma estranha criatura. Correram assustadas pensando que tinham visto o demônio.

No mesmo dia, por volta das 20:00 horas, a Polícia Militar fez uma segunda captura de uma estranha criatura. O “ser” foi encaminhado ao Hospital Regional. Durante a madrugada do dia 21 de janeiro do mesmo ano, a criatura foi transferida para o Hospital Humanitas, mas morreu. A operação teve a participação do soldado P2 Marco Eli Chereze e, provavelmente, o Capitão Siqueira.

No dia 22 de janeiro, no fim da tarde, um comboio vindo da ESA – Escola de Sargentos das Armas do Exército Brasileiro chegou em Varginha e retirou a “estranha criatura” do Hospital Humanitas.

“Um dos aspectos mais aterradores do caso foi a morte do soldado Marco Eli Chereze. Ele foi submetido a uma micro cirurgia na axila esquerda. Marco foi internado no Hospital Bom Pastor e depois transferido para o Hospital Regional, onde morreu no dia 15 de fevereiro. Causa da morte: insuficiência respiratória aguda, septicemia e pneumonia bacteriana. Existe a dúvida se o Chereze não foi contaminado por algum vírus ou bactéria do estranho ser”, revela Thiago Luiz Ticchetti, coordenador da Revista UFO Brasil, integrante da Comissão Brasileira de Ufólogos – CBU e autor de livros importantes sobre ufologia. Conversei com o ufólogo, por e-mail, sobre o “Caso ET de Varginha” que completa 20 anos de mistério. Ele promete divulgar novidades em breve. Confira:

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Adriana Santos: Podemos afirmar que o caso Varginha é o mais documentado relato ufológico do Brasil?

Thiago Luiz Ticchetti: Um dos mais bem documentados, certamente. Existem outros exemplos como: Operação Prato, além dos casos investigados pelo CICOANI. Mas o caso Varginha é o principal evento ufológico brasileiro.

Adriana Santos: Ainda há avistamentos de objetos não identificados na região?

Thiago Luiz Ticchetti: No Brasil todo, em destaque para Minas Gerais. Há uma grande incidência no estado.

Adriana Santos: Qual a posição da Aeronáutica e do Exército sobre o caso?

Thiago Luiz Ticchetti: A aeronáutica não tem nada a ver com isso, porque não participou dessa operação. Já o exército deu sua “explicação” em outubro de 2010 através do Inquérito Policial Militar (IPM) e de uma sindicância. Os arquivos estão no Superior Tribunal Militar (STM). Os interessados podem consultar a página 334 do material. São 357 no total. No documento está a história oficial contada pelos militares com relação ao suposto ET avistado pelas três garotas. Foram sete meses de investigação. Para o tenente-coronel Lúcio Carlos Pereira, encarregado do IPM, elas viram, na verdade, um homem popularmente conhecido como “Mudinho”. Ele costumava ficar agachado (mesma posição em que estaria o ET, segundo os relatos) e provavelmente apresentava algum desvio mental. Segundo o Exército, o ET nunca existiu. Na época, “Mudinho” tinha cerca de 30 anos e morava com a família em frente ao terreno onde as garotas afirmaram ter visto a criatura. Ainda hoje, esse morador é visto regularmente agachado recolhendo objetos do chão, como cigarros e galhos. Sabemos que essa não é a verdadeira história.

Adriana Santos: As testemunhas foram intimidadas de alguma forma?

Thiago Luiz Ticchetti: Intimidadas não. Não diretamente. Elas sofreram tentativas de suborno, principalmente a Liliane Fátima da Silva e a Valquíria Aparecida da Silva. Dois homens foram até a casa delas para oferecer dinheiro caso as garotas desmentissem o que tinham falado.

Adriana Santos: Em seu último livro, você relata o caso. Alguma novidade que nos ajude a entender o fato?

Thiago Luiz Ticchetti: A novidade está nas revelações do pesquisador Marco Antonio Petit no livro “Varginha – Toda a Verdade Revelada”, publicado no ano passado pela Biblioteca UFO, que mostra as gravações feitas com militares que participaram efetivamente da operação de captura dos seres.

Adriana Santos: A cidade ganhou muita visibilidade sobre o caso Varginha, inclusive o turismo na região. É positivo?

Thiago Luiz Ticchetti: Sim. No entanto poderia ser mais positivo se não fosse a falta de visão dos governantes e dos empresários. Varginha poderia ter se tornado um ponto turístico mundial para os ufólogos e para os turistas. Temos o exemplo de Roswell nos Estados Unidos, onde em 1947 um UFO caiu e seus ocupantes foram capturados. A cidade tornou-se a “Meca” da ufologia mundial, com eventos, congressos e o Roswell UFO Festival, que atrai dezenas de milhares pessoas para a cidade do interior dos EUA.

Adriana Santos: Qual o motivo de tantas quedas de objetos não identificados?

Thiago Luiz Ticchetti: Depois de quase 20 anos estudando esse aspecto da ufologia, ainda não descobri a razão; e duvido que alguém tenha a resposta definitiva. Como a palavra acidente mesmo diz, é uma casualidade, um erro, um fenômeno natural, como um raio, por exemplo, que pode causar a queda de um objeto voador. Mesmo com tanta tecnologia, não existe ser perfeito. Todos cometem erros. E isso pode ser a causa de algumas quedas.

Adriana Santos: Considerações finais. Obrigada pela entrevista.

Thiago Luiz Ticchetti: Para finalizar, gostaria de registrar aqui que o Caso Varginha será tão grande ou maior do que o Caso Roswell, visto que o evento americano aconteceu em 1947 e demorou quase 30 anos para que viesse à tona. Já Varginha, desde as suas primeiras notícias, vem sendo investigado por ufólogos brasileiros. Ainda temos muitas perguntas, mais do que respostas. Não chegamos ainda a 40% de toda a verdade. O exército brasileiro ainda não abriu seus arquivos sobre o fato, mas a Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU), da qual faço parte, está empenhada e trabalhando incansavelmente, dentro da lei que nos respalda, para que a verdade seja revelada através de documentos oficiais do exército e do Governo brasileiro. Aguardem que novidades serão divulgadas em breve.

21 out 2015

De Platão a Chico Xavier, o que está por trás da Atlântida

Arquivado em Comportamento

Edificação a beira mar

Atlântida (em grego,  “filha de Atlas”) é uma lendária ilha ou continente citada por Platão em suas obras “Timeu ou a Natureza” e “Crítias ou a Atlântida“. Nos contos de Platão, Atlântida era uma potência naval localizada “para lá das Colunas de Hércules”.

Conhecida como o oitavo continente, Atlântida é um verdadeiro mistério que divide opiniões apaixonadas dos mais renomados pesquisadores na nossa época. Não existem provas de que este reino realmente existiu.

A civilização perdida contava com o majestoso Palácio de Poséidon, que possuía muralhas de ouro, revestimentos de prata, teto em marfim e paredes em cobre. Atlântida teria entrado em colapso, o que resultou em terremotos e maremotos provocados pelos deuses para destruir o continente. O continente desapareceu sem deixar nenhum vestígio de sua existência. Essa destruição teria sido causada pelo excesso de materialismo do povo de Atlântida

Luciano Vidotto - Conselheiro Editorial e Tradutor - Revista UFO

Arquivo pessoal

Conversei com Luciano Vidotto, natural e residente de Colorado-PR, bacharel em Direito, conselheiro Editorial e tradutor da Revista UFO, pesquisa o fenômeno UFO desde 2010. Ele defende que Atlântida não é uma ficção, mas sim uma história verdadeira. Confira: 

Adriana Santos: Platão menciona a mítica Atlântida nos diálogos Timeu e Crítias. Como ele teve acesso ás informações sobre a civilização perdida?

Luciano Vidotto: Sua pergunta é excelente e também muito pertinente. Diferente do que muitos pensam, e até mesmo alguns poucos saibam, há uma linha otimista de pesquisadores na área da ufo-arqueologia indicando que Atlântida está cada vez mais distante de ser considerada apenas um mito.

A sua origem, vai muito além das citações de Platão nos diálogos de Timeu e Crítias, embora ambos sejam os únicos registros escritos existentes que fazem menção especifica a respeito de Atlântida. Os diálogos são conversas entre Sócrates, Hermocrates, Timeaus, e Crítias, aparentemente em resposta a uma conversa prévia de Sócrates a respeito de sociedades ideais.

Timeaus e Crítias concordaram em entreter Sócrates com um conto que “não é uma ficção, mas sim uma história verdadeira.”

Agora vem a parte mais pertinente à sua pergunta. A “coisa” toda foi decorrente de um conflito entre os antigos atenienses e os Atlantes, isso há 9.000 anos antes da época de Platão. O conhecimento do passado distante, aparentemente esquecido para os atenienses dos dias de Platão, aponta que a estória de Atlântida foi levada até Solon por sacerdotes egípcios. Solon, então passou o conto para Dropides, o bisavô de Crítias, Crítias por sua vez ouviu de seu avô que também se chamava Crítias, filho de Dropides, e assim acabou indo parar na ponta do “lapís” de Platão, bisneto de Crítias.

Adriana Santos: Depois das viagens de Colombo, ao comprovar-se que ele não havia descoberto as Índias, mas sim um novo continente, surgiram diferentes hipóteses para explicar a origem de seus habitantes, impropriamente chamados índios. Vários autores europeus afirmaram que eles tinham  vindo da Atlântida, antes de submersa. O que tem de verdade nessa  afirmação?

Luciano Vidotto: Tem muito de verdade nessa afirmação, a qual é perfeitamente fundamentada por análises genéticas criteriosas de DNA-mitocondrial, as quais atestam de forma inequívoca a veracidade da origem dos então chamados “índios”, cuja denominação lhes foi atribuída pelos colonizadores, uma vez que estes chamavam a América pelo nome de Índias Ocidentais.

Uma vez que o tema é complexo, a resposta adequada para esta pergunta demanda um certo cuidado e tempo para que haja o devido entendimento da origem.

Tais análises de DNA dos nativos americanos começaram na década de 80. No entanto, os esforços de investigação aceleraram muito na década de 90, em razão do rápido progresso tecnológico na área. Na verdade, os primeiros resultados confirmaram a teoria geralmente aceita, mostrando um elo claro entre os nativos americanos e as amostras de DNA coletadas de povos nativos da Sibéria-Asiática. Mesmo assim, como os estudos se aprofundaram e ampliaram para incluir os asiáticos em todo o continente, dados crescentes revelaram que o padrão de migração foi mais complexo do que os antropólogos imaginavam.

Os resultados iniciais mostraram que tribos nativas americanas eram compostas de quatro haplogrupos de DNAs mitocondriais distintos, A, B, C e D. As designações dos haplogrupos representam quatro linhagens (maternas) diferentes. Estas quatro linhagens são encontradas em toda a América do Sul, do Norte, e Central. No entanto, apenas três delas A, C, e D foram descobertas nas populações da Sibéria-Asiática. O haplogrupo B foi rastreado até os grupos populacionais aboriginas no Sudeste Asiático, China, Japão, Melanésia e Polinésia.

Antropólogos, arqueólogos e historiadores haviam postulado que as migrações tinham ocorrido a menos de 20.000 anos. A análise do DNA colocou a onda inicial de migração entre 38 e 50.000 anos. Este achado também deixou a comunidade científica ortodoxa de cabelo em pé. No entanto, nos últimos anos, material da América do Sul, Califórnia e do Sudoeste dos Estados Unidos foram submetidos ao teste de radio-carbono, revelando uma datação de acordo com as conclusões das pesquisas de DNAs.

Geneticistas determinaram que 96% dos nativos americanos “caíram” em um dos quatro haplogrupos A-D e, enquanto esses tipos de DNAs-mitocrôndriais também foram encontrados na Ásia, eles não estão presentes na Europa ou África. Isso também indica que a Ásia foi a região ancestral da maioria das tribos nativas americanas. Então, em 1997 outra linhagem foi descoberta, a qual os geneticistas apelidaram de X. Esta descoberta provocou uma tempestade de controvérsias que não parou até os dias de hoje. O haplogrupo X precisa de uma análise histórica profunda e cuidadosa, porque este grupo pode muito bem deter uma das mais importantes chaves para desvendar os segredos do nosso passado coletivo.

No início, os antropólogos argumentaram que uma vez que os europeus não tinham viajado através do Atlântico em um ponto remoto no tempo, o grupo X tinha que ser o resultado de um contato pós-Colombo, e com casamentos mistos. No entanto, quando os pesquisadores analisaram amostras de DNA antigo encontradas na região dos Grandes Lagos nos EUA, as quais remontam muito antes de Colombo, eles identificaram em algumas das amostras como sendo pertencentes ao grupo X. Isso provou que elas não eram o resultado de qualquer contato pós-Colombo, e que não eram de origem recente.

Além disso, a grande maioria das tribos não continham membros X. Na verdade, não foi encontrado em nenhuma tribo nativa da América do Sul ou Central. O que significariam esses padrões? Pesquisadores independentes em parceria com a Associação Edgar Cayce, rapidamente salientaram que os dados suportavam alguns dos materiais encontrados nas leituras mediúnicas de Atlântida que Cayce, então chamado de o “profeta adormecido”, teria feito na década de 30. Cayce observou que alguns refugiados de Atlântida tinham imigrado para a região nordeste dos Estados Unidos, e que mais tarde formaram a nação dos Iroquois. Foram nestas tribos que a concentração mais elevada do haplogrupo X foi encontrada.

Em 16 de fevereiro de 1932, Cayce relacionou algumas informações durante uma leitura que é extraordinariamente convincente para a elucidação desta estória genética misteriosa. Quando perguntado sobre a posição do continente de Atlântida, ele respondeu: “A posição que o continente de Atlântida ocupa, é a de entre o Golfo do México de um lado, e o Mediterrâneo do outro. Evidências desta civilização perdida podem ser encontradas nos Pirinéus e Marrocos de um lado, e Honduras Britânica, Yucatan e América do outro”.

Adriana Santos: A Atlântida é tema de doutrinas esotéricas. Qual a diferença do conceito espiritual e ufológico?

Luciano Vidotto: Embora seja possível diferenciá-los, a cada dia que passa fica mais difícil separá-los. O conceito ufológico define a questão do fenômeno através dos incontáveis depoimentos de pessoas idôneas que passaram pela experiência do contato, seja ele direto ou indireto, e mais ainda pelo uso do método científico fundamentando a veracidade das evidências materiais coletadas nas pesquisas de campo. Tomamos como referência material o famoso Caso de Varginha, ocorrido em 20 de janeiro de 1996, amplamente estudado pelo pesquisador Marco Antonio Petit de Castro, e registrado em seu livro “Varginha Toda a Verdade Revelada.”

Já o espiritual, tem seu lugar garantido no auxilio nas pesquisas para a elucidação do fenômeno ufológico através das canalizações recebidas por médiuns mais capacitados. O melhor exemplo que temos, vem do maior médium da história do Brasil, Chico Xavier, em seu estonteante depoimento dado no programa “Pinga Fogo” na década de 60, aliado aos depoimentos de alguns dos mais renomados pesquisadores brasileiros registrado no documentário “Data Limite – Segundo Chico Xavier”.

Um exemplo prático nos dias de hoje, seria o trabalho realizado pela médium e contatada doutora Mônica de Medeiros no Centro Espirita “Casa do Consolador”, onde Mônica recebe e auxilia as pessoas a como lidarem com a questão do contato. Você também poderá tirar muitas de suas dúvidas no livro de sua autoria em parceria com a doutora Margarete Áquila, “Projeto Contato” Vol. I e II.

É extremamente fundamental que a ciência se alie ao espiritismo para que assim haja a desmistificação, e um entendimento mais claro e breve a respeito do fenômeno.

Adriana Santos: As informações sobre a existência da Atlântida vem dos alienígenas?

Luciano Vidotto: A maior parte das informações coerentes sobre Atlântida são resultantes de décadas de trabalho árduo em pesquisas, tanto na área da história antropológica quanto nos mais diferentes ramos da ciência que estudam a respeito de sua possível existência. Quando se trata do envolvimento de alienígenas na questão, temos que dar a mão a palmatória, uma vez que os resultados das investigações, no final, sempre levam de encontro a eles. Ao contrário do que muitos pensam os alienígenas que sempre são citados nas pesquisas não eram, e nunca foram Deuses. São seres avançados de carne e osso que na época de Atlântida se valiam de sua tecnologia avançada para manipular o DNA dos seres humanos e assim servi-los. Quanto as informações virem deles, isso é difícil de ocorrer, na verdade eles são parte da informação.

Mas como toda a regra tem sua exceção, quando se trata de informações passadas por alienígenas não podemos nos dar ao luxo de ignorar as ciências não ortodoxas, como exemplo a parapsicologia e um de seus maiores expoentes, Edgar Cayce, um dos maiores médiuns conhecidos da estória moderna, e suas leituras impactantes a respeito de Atlântida. Quanto aos alienígenas e a informação, de acordo com as experiências com canalizações da doutora Mônica de Medeiros, sim, eles estão sempre nos auxiliando, e mais ainda, monitorando tudo.

Adriana Santos: Quem eram os moradores da Atlântida. O que faziam, pensavam, comiam e no que acreditavam?

Luciano Vidotto: Era uma civilização pacífica e avançada que vivia no conforto com ruas pavimentadas e esgotos, o que era inédito no mundo antigo. Eram dedicados à arte e ao amor à vida, valorizavam o mundo natural através de um estilo de arte naturalista notável, muito avançado para a época, até mesmo para os padrões modernos de hoje, e encontravam beleza em pequenas e grandes coisas. A sua alegria na vida pode ser comprovada em afrescos notáveis, ​​cheios de cores vivas que sobreviveram ao tempo.

Eles também valorizaram o tempo de lazer e recreação atlética que era praticada de modo sofisticado. As mulheres na cultura minóica tiveram um lugar importante como os homens, e todos prosperavam economicamente, e não somente alguns poucos ricos. Além da cidade ficava a planície fértil com 530 km de comprimento, e 190 km de largura, cercada por um outro canal usado para coletar água dos rios e córregos das montanhas. O clima era tal que duas colheitas eram possíveis a cada ano. Uma no inverno alimentada pelas chuvas, e outra no verão alimentada pela irrigação do canal, também viviam da comercialização de metais preciosos. Cercando a planície ao norte, ficavam montanhas que subiam até os céus. Vilas, lagos, rios e prados pontilhavam as tais montanhas. Além das colheitas, a ilha provia todos os tipos de ervas, frutas e nozes. Uma abundância de animais, incluindo elefantes, percorriam a ilha.

Ao que parece todos viviam em prosperidade, ao contrário de outras culturas antigas. A descendência era traçada através do sexo feminino, ao invés da linha masculina, e as mulheres desempenhavam um papel tão importante na sociedade quanto os homens. Não havia a necessidade de um exército permanente, e pareciam evitar conflitos militares. Eles se sentiam muito seguros, talvez por causa de sua grande frota, viviam em cidades não fortificadas ao longo da costa, o que também era inédito naquele tempo de guerras constantes.

Embora há muito que não saibamos sobre os Minóicos, ainda assim, podemos “pintar” um retrato notável de uma sociedade que era livre da maior parte dos problemas que continuam a nos atormentar. Aos olhos dos gregos que vieram após essa civilização, olhando essa cultura incrível, poderiam muito bem ter visto e pensado nela como uma utopia, um lugar perfeito de conhecimento, paz e prosperidade. Embora outros locais e povos tenham sido sugeridos ao longo dos anos, pesquisadores de renome concordam em dizer que os Minóicos podem muito bem ser o povo que formou a base da civilização de Atlântida, uma vez que são os que melhores se encaixam.

Adriana Santos: A ciência está próxima de confirmar a existência da Atlântida?

Luciano Vidotto: Creio, e espero que sim. O avanço constante da tecnologia torna possível ir mais longe e mais fundo nas investigações, proporcionando resultados cada vez mais rápidos nas investigações no fundo do oceano atlântico e parte do mediterrâneo. Espero que em curto, e a médio prazo possamos todos desfrutar dos resultados, que tenho certeza mudará tudo e todos para melhor. Atlântida é um elo perdido gigantesco, o qual pode nos auxiliar e muito na explicação de maneira clara e única a respeito da evolução da raça humana no planeta. A grande preocupação, no entanto, não recai sobre as dificuldades encontradas pelo caminho nas pesquisas, mas sim, nos obstáculos encontrados na divulgação dos resultados…

Adriana Santos: Por que e por quem a Atlântida foi destruída?

Luciano Vidotto: Há duas vertentes distintas que podem ser usadas para definir como de fato ocorreu o desaparecimento de Atlântida. A primeira conforme o relato de Platão seria decorrente de um grande terremoto e consequentemente o surgimento de um Tsunami gigantesco que teria varrido e afundado toda a ilha em um prazo de vinte e quatro horas. Outra, seria que por gerações os atlantes teriam vivido uma vida simples e virtuosa, mas aos poucos eles começaram a mudar. A Ganância e o poder os corromperam, e quando Zeus viu a imoralidade dos atlantes, ele reuniu os outros Deuses para determinar uma punição adequada. Logo, em uma onda violenta, tudo se foi. Atlântida, seu povo, e a sua memória foram engolidos pelo mar.

Em ambos casos o evento teria ocorrido a 11.600 anos atrás, 9.000 anos antes do surgimento da civilização grega, de acordo com análises geológicas feitas na costa da Grécia.

Os relatos sobre Atlântida em diferentes locais dos oceanos sempre ecoaram no tempo. Há quem diga que Atlântida não era uma ilha em sua essência, mas sim uma base alienígena no planeta. E vão ainda mais longe, que ela não teria afundado, mas que literalmente decolou para o espaço.

Três mulheres, possivelmente Rainhas

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