14 mar 2018

Casos de febre amarela reforçam necessidade do cartão de vacinação

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Especialista alerta que nem todos monitoram a imunização na vida adulta

Em meio a notícias sobre a disparada de casos prováveis de febre amarela e exigência de comprovação de vacinação para acesso a alguns pontos turísticos, a população começa a dar mais atenção ao cartão e descobre que nem todos fazem o acompanhamento da cobertura vacinal. Até o momento, em Minas Gerais foram confirmados 320 casos da doença, sendo que 108 evoluíram para óbito. Outros 624 casos estão sob investigação da Secretaria Estadual de Saúde. Os casos alteraram a rotina para os visitantes no Instituto Inhotim, em Brumadinho, e no Complexo Santuário do Caraça, por exemplo, onde o acesso só é permitido com a apresentação do cartão de vacinação que comprove a imunização dos visitantes contra a febre amarela há no mínimo dez dias.

Alguns pontos turísticos de Belo Horizonte, como o Jardim Zoológico, chegaram a fechar temporariamente em função da endemia e, atualmente, também estão exigindo a apresentação do cartão de vacina para o acesso de visitantes. “Com o surto da febre amarela e a atenção à vacinação, fica mais claro o quanto parte dos adultos é relapsa neste acompanhamento. Vale lembrar que o controle vacinal pode evitar uma série de doenças e que os postos de saúde têm os registros dos últimos anos, facilitando o controle. Monitorar as vacinas faltantes é importante para não ser pego de surpresa, especialmente em situações de surto como a que estamos vivendo”, orienta o infectologista da Unimed-BH, Adelino Melo Freire Júnior.

Ele esclarece que a atenção à imunização não pode ficar restrita aos primeiros anos de vida, e que há doses focadas em adolescentes e idosos. “Esse é um momento estratégico para reforçarmos o alerta para vacinações recomendadas para outras doenças, como a gripe, Hepatites A e B, difteria, coqueluche e meningite, além de HPV, indicada formalmente para adolescentes”, destaca o infectologista.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, até o momento, não há relato de vacinação para a Febre Amarela entre os casos confirmados e o número de infectados deixou em alerta as pessoas que ainda não tinham tomado a vacina. Paralelamente, a disseminação de informações desencontradas levanta dúvidas na população. A Unimed-BH é parceira das Secretarias Municipal e Estadual de Saúde e assumiu o compromisso de informar e orientar seus clientes e familiares quanto à importância da atenção à Febre Amarela. Atenta ao período de chuvas, crítico para as chamadas arboviroses, entre elas a febre amarela, a operadora trabalha intensamente junto aos clientes as orientações quanto ao combate e prevenção, e junto aos médicos cooperados, promovendo a atualização quanto ao manejo correto dos pacientes com suspeita das doenças em seminários com especialistas de referência.

Esclarecendo dúvidas

– A partir dos nove meses de idade, já é indicada uma dose única da vacina contra a febre amarela para todos aqueles que ainda não tiverem se imunizado. Acima dos 59 anos, a vacina também é recomendada, desde que avaliados por um médico.

– Gestantes e mulheres amamentando bebês acima de seis meses podem se vacinar contra a doença. Lactantes com filhos abaixo dessa idade devem receber a vacina e suspender o aleitamento por 10 dias após a aplicação.

– Viajantes não vacinados com destino a áreas de mata, cachoeiras, sítios e fazenda devem se imunizar, pelo menos, dez dias antes da viagem.

“Surgiram ainda alguns mitos, como o uso do própolis como repelente natural, o que não tem comprovação científica, e que reações como Síndrome de Guillain-Barré são comuns, o que também é equivocado, pois não há associação com a vacina da febre amarela. A vacina da febre amarela é raramente associada a eventos adversos graves, e os mais comuns são efeitos pequenos diante dos benefícios. Quanto à imunização permanente de quem já contraiu o vírus, não há comprovação, e sim, de uma proteção duradoura, de longo prazo”, esclarece o especialista da Unimed-BH, Adelino Melo Freire Júnior.

31 jan 2018

FEBRE AMARELA: Veja como tirar o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia

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Mais informações: ANVISA  Ministério das Relações Exteriores

17 maio 2017

Vacinação contra a gripe, higiene e não fumar são medidas preventivas contra a pneumonia

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A pneumonia é uma doença provocada por micro-organismos (vírus, bactéria ou fungo) ou pela inalação de produtos tóxicos. Ela pode ser adquirida pelo ar, saliva, secreções ou, no caso do inverno, devido a mudanças bruscas de temperatura. Essas mudanças comprometem o funcionamento adequado do sistema respiratório, o que acarreta em uma maior exposição aos micro-organismos causadores da doença.

Segundo o diretor do Hospital Bom Jesus de Congonhas, Dalbert Dutra: “a doença é o principal motivo de internação clínica, corresponde a cerca de 10% do total de internações da instituição”.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ela é a maior responsável pelas mortes de crianças menores de 5 anos: mais de 1 milhão em todo o mundo. Os sintomas mais comuns são tosse com secreção, febre alta, calafrios e falta de ar ou dor no peito durante a respiração. O diagnóstico é feito por meio do exame clínico e de raio-x do tórax. Exames complementares também podem ser necessários para identificar o agente causador da doença.

Desde 2010, o Ministério da Saúde oferece no Programa Nacional de Imunização a vacina Pneumocócica 10-valente. As crianças são vacinadas em 3 doses: aos 2 meses, 4 meses e reforço aos 12 meses. A vacina, além de prevenir contra a pneumonia, também imuniza as crianças contra problemas como otite, meningite e infecções causadas pelo Pneumococo.

Outra vacina disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) é a Pneumocócica 23, também contra a pneumonia, mas direcionada aos idosos e demais pacientes com indicação.

As principais formas de prevenção são recomendações simples: lavar as mãos, não fumar, evitar aglomerações e se vacinar. Segundo o Ministério da Saúde, a vacinação contra a gripe reduz bastante as hospitalizações por pneumonias e a mortalidade global pela doença. Por isso, devem ser vacinados os grupos considerados mais vulneráveis às formas graves da doença: gestantes, mulheres com até 45 dias após o parto, crianças de 6 meses a 2 anos, profissionais de saúde, doentes crônicos, pessoas privadas de liberdade ou com 60 anos de idade ou mais.

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