Facebook Twitter Youtube Google+ Image Map
18 fev 2019

A ativista da causa animal, Brigitte Bardot, revela: “Sei o que é ser caçada”

Arquivado em Saúde & Literatura
Foto: Leonard de Raemy

Foto: Leonard de Raemy

Uma das mulheres mais cobiçadas do cinema francês dos anos 1950 e 1960,  Brigitte Bardot, hoje com 84 anos, já foi até tema de marchinha de carnaval.

“Brigitte bardot, bardot
Brigitte beijou, beijou
Lá dentro do cinema
Todo mundo se afobou

Bb, bb, bb
Por que é que todo mundo
Olha tanto pra você ?
Será pelo pé ? -não é
Será o nariz ? -não é
Será o tornozelo ? -não é
Será o cotovelo ? -não é (Jorge Veiga)

livro2A musa de todos os tempos trocou o glamour do cinema para defender a causa animal. Já são 46 anos de ativismo.  Ela acredita que foi uma decisão acertada e não se arrepende.  “A maioria das grandes atrizes teve um fim trágico. Quando disse adeus a esse trabalho, a essa vida de opulência e brilho, de imagens e adoração, a busca de ser desejado, eu estava a salvar a minha vida”, afirma Bardot ao The Guardian.

BB, como também se tornou conhecida, conta ao jornal britânico que o mundo das celebridades a sufocava. Ela revela em seu livro de memórias ” Tears of Battle: An Animal Rights Memoir”, lançado em França no ano passado, com a edição em português prevista para abril de 2019, que  lamenta o estrelato e o poder destruidor que exerceu na sua vida e que lhe roubou o anonimato. Bardot disse ainda que sempre  foi tímida, o que, aliado à vida de estrela de cinema, a fazia ficar doente. “No início, gostava que as pessoas falassem de mim, mas rapidamente isso sufocava-me e destruía-me. Ao longo dos 20 anos como atriz de cinema, sempre que uma filmagem começava eu ficava com herpes”, lembra.

A ex-atriz francesa que se tornou uma deusa da sétima arte dedica grande parte do seu livro aos direitos dos animais.  “Os seres humanos magoaram-me. Profundamente. Foi só com os animais, com a natureza, que encontrei a paz.” Ao jornal inglês, Brigitte Bardot garante: “Sei o que é ser caçada.” E dá como exemplo o assédio que sofria quando era uma estrela de cinema mundial e de como os paparazzi a perseguiam. “Eu podia sentir a presença deles”, lembra.

Em Tears of Battle: An Animal Rights Memoir, Bardot aborda o sofrimento dos animais causado pelo homem, que considera ser “fundamentalmente egoísta”. “A maior parte das pessoas não reage a uma causa a não ser que a afete diretamente. Quero que o público fique indignado, saia da zona de conforto.”

*Com informações do Jornal Diário de Notícias de Portugal

17 fev 2019

Madame Blavatsky: a buscadora espiritual considerada a mãe da espiritualidade moderna

HelenaBavatsky

SAÚDE & LITERATURA. Filha de aristocratas russos, Helena Petrovna Blavatsky foi uma buscadora espiritual que viajou por cinco continentes na tentativa de sintetizar o conhecimento esotérico e oculto, unindo Oriente e Ocidente. Foi uma das fundadoras da Sociedade Teosófica. Amada por muitos, mas também considerada uma fraude por alguns opositores. Confira a minha resenha sobre o livro Madame Blavatsky: A mãe da espiritualidade Moderna do autor – Gary Lachman.

15 fev 2019

Hospital Felício Rocho inaugura banco de peruca para pacientes oncológicos

perucas

Uma parceria entre o Hospital Felício Rocho e a ONG Fio de Luz, irá repaginar a autoestima de suas pacientes em tratamento de câncer. A Instituição acabou de inaugurar um banco de perucas para doar às mulheres que tiverem seu cabelo raspado ao longo do processo de procedimentos oncológicos.

A partir de agora, a paciente do Hospital Felício Rocho que se sentir à vontade para usar uma peruca, pode recorrer ao banco, experimentar, selecionar a sua e levar para casa. É bom ressalvar que se trata de uma doação do material, sem nenhum custo, e não carece de devolução após o término do procedimento.

Cerca de 20 perucas estarão disponíveis para serem experimentadas e doadas, com reposição conforme demanda. Além disso, o Hospital torna-se um ponto para doação de cabelo. Todo o material arrecadado será direcionado para a ONG Fio de Luz e transformado em perucas. Qualquer quantidade de cabelo superior a 20 centímetros é bem-vinda. Para doar, basta procurar o Ambulatório Oncológico, na Rua Aimorés, número 3580, no Barro Preto.

A diretoria comemora mais este feito e reforça seu compromisso com os pacientes. “Para nós do Hospital Felício Rocho essa é mais uma iniciativa que endossa nosso empenho com a harmonia e o bem-estar de nossos pacientes. Enxergamos que pequenos feitos como esses podem contribuir para a o tratamento de pacientes oncológicos, levando a eles mais alegria e um reforço à autoestima. Não medimos esforços nesse objetivo de cuidar bem de todas as pessoas que procuram o Hospital diariamente”, comenta o diretor Dr. Pedro de Oliveira Neves.

Enquanto isso, o responsável pela ONG Fio de Luz, Edimilson Marques Oliveira, fala a respeito da missão desse projeto. “Fazer o bem, faz bem! Quando você ajuda alguém, você se sente melhor do que quem está sendo ajudado. E nós estamos muito felizes com essa parceria porque sabemos da importância dela para que mais pessoas se sintam acolhidas e tenham mais força para enfrentar a doença”, comenta.

Primeiras pacientes

Assim que as perucas estavam disponíveis, algumas pacientes que já realizam tratamento no Hospital Felício Rocho puderam escolher as suas próprias perucas. Tímidas, porém dispostas, uma a uma das mulheres se sentaram diante ao mostruário e aos poucos experimentavam os modelos para conferir o novo visual.

A primeira a provar foi a jovem Samanta Antunes, de 27 anos. Para ela, a iniciativa é um alívio para a autoestima e, também para o bolso, por conta do alto custo de uma peruca. “Quando recebi o diagnóstico fiquei desnorteada. Desde sempre quis usar perucas, mas não sabia onde procurar. Cheguei a fazer alguns orçamentos e não encontrei nada abaixo de R$ 3 mil. É muito dinheiro para quem está enfrentando a doença. Saber dessa parceria entre o Felício Rocho e a ONG Fio de Luz é muito gratificante porque serve de apoio para nós. Sem dúvida a falta do cabelo retira a feminilidade de nós mulheres e hoje, com a minha peruca, vou sair daqui mais feliz”, comenta a paciente.

E por falar em felicidade, a paciente Fabíola Neri, comenta a iniciativa sorridente. “Você joga o cabelo para o lado, joga para o outro. É perfeito! A sensação é a de ter o meu cabelo novamente, nem parece peruca. E também é interessante porque é gratuito. Muita gente não tem dinheiro para comprar uma peruca assim, porque custa em média R$ 4 mil. Sem dúvida que um presente desses, faz muita diferença e levanta muito a nossa autoestima”, reporta a paciente.

Por Rose Leoni/Naves Coelho

 

Página 1 de 18412345... 184Próximo