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07 mar 2021

HOJE: O que você fez para melhorar a vida de outra pessoa?

Arquivado em Comportamento, opinião

 O mais estranho de tudo isso é que alguns humanos se acham muito melhores do que de fato são

Por Adriana Santos (jornalista e especialista em Comunicação e Saúde)

Hoje, aqui em Belo Horizonte, o tempo é cinza… Os trovões indicam que pode chover a qualquer momento. As ruas estão vazias. A maioria das pessoas está em casa. O domingo está chato demais da conta. Muitas famílias não estão completas. Falta café no bule.  Falta alegria em torno de uma mesa farta de macarronada. Falta paz. Falta tolerância. Falta música. Falta tanta coisa boa… Inclusive, falta clareza mental para agradecer por tudo e por todos.

O planeta passa por transformações profundas, antes mesmo do surgimento da pandemia COVID. O vírus é só mais uma sinalização que precisamos ter cosmovisão e abandonar as ilusões. O Antropocentrismo já não faz nenhum sentido civilizatório. Fazemos parte de um projeto maior de humanidade. Por isso, no atual momento, não podemos jamais nos esquecer: a vida se comporta em redes. O sucesso de um depende do esforço do outro. O fracasso de muitos depende do sucesso de poucos. A evolução humana depende da união de todos.

No entanto, nós não acordamos ainda com relação às armadilhas de um ego demasiadamente humano e de uma posição arrogante em relação às necessidades do outro. Infelizmente, muitos ainda dormem, enquanto alguns estão cansados de tantas injustiças e poucos colocam a mão na massa em prol da nossa civilização humana. Nesse sentido, nada faz tanto sentido do que uma vida que não tem sentido nenhum. Aí surgem as velhas perguntas: Por que estamos aqui? De onde viemos? Para onde vamos?

Algumas novas perguntas surgem para nos causar ainda mais desconforto: Estamos sozinhos no universo? A ciência é capaz de responder todas as nossas perguntas? Os fins dos tempos estão chegando?  Qual a minha missão de vida? Sim, a quarentena está sendo uma oportunidade de lançar novos questionamentos existenciais.

No entanto, ainda não nos conscientizamos sobre a importância de uma evolução civilizatória ética. A ganância ainda dita as “regras do jogo”. As desigualdades sociais são cada vez mais evidentes no nosso Continente, mas isso nos importa pouco. A miséria é ainda a grande aposta dos impérios econômicos espalhados no mundo, mas acreditamos que não podemos fazer nada para reverter essa situação. A corrupção é endêmica no Brasil e achamos isso cultural. As relações de trabalho são, geralmente, abusivas e discriminatórias. Os idosos são discriminados no mercado de trabalho, principalmente as mulheres mais velhas. As brasileiras ainda ocupam poucos cargos de chefia e muitas são assediadas moralmente ou sexualmente pelos ditos “superiores”. Ainda temos poucas mulheres na política e na ciência. A política deixou se ser uma ciência para se transformar em um reduto de homens habilidosos na arte de enganar a população. A Justiça está cada vez mais cega. A imprensa é movida por interesses econômicos. Jornalistas independentes são vistos como ameaças a soberania nacional. Os jovens encontram nas drogas a única forma de enxergar uma nova realidade…

O mais estranho de tudo isso é que alguns humanos se acham muito melhores do que de fato são.

Para finalizar: Qual a sua missão de vida? O que você tem feito para melhorar o planeta Terra? O que você tem feito para melhorar a vida de outra pessoa? Com o objetivo de colaborar um pouco, listei algumas dicas para iluminar suas reflexões:

  • Escreva em um caderno as boas ações do dia ou o que você fez para melhorar a vida de outra pessoa. Ex: reservei um pedaço de bolo para o porteiro do seu prédio; preparei um almoço especial para o meu marido; lavei as roupas da minha mulher; elogiei o meu colega de trabalho; ajudei o meu amigo(a) a encontrar um novo trabalho; fiz as compras do mês para os meus vizinhos que já são idosos; telefonei para o meu um amigo que enfrenta a depressão; orei pelo bem da humanidade; fiz uma doação anônima para alguma instituição social; comprei um brinquedo lindo para uma criança em situação de rua…;
  • Medite durante 30 (trinta) minutos todos os dias. No Youtube,  é possível encontrar várias boas meditações guiadas. Gosto muito das meditações da Louise Hay; 
  • Escolha um dia da semana para escrever uma carta de agradecimento para uma pessoa amada (filho, marido, esposa, primos, irmãos. colegas de trabalho, avós…). Se possível, envie a cartinha (correio, WhasApp, e-mail…);
  • Ouça músicas clássicas e anote as emoções que surgiram durante a experiência;
  • Faça caminhadas (pelo menos 30 minutos)
  • Antes de dormir, agradeça a oportunidade de fazer diferença no mundo.
05 mar 2021

Mulher: uma conquista a cada dia

Arquivado em Cidade, Comportamento, opinião

Por: Emília de Castro Belo, administradora de empresa, sócia- Fundadora da Aspen Investimentos

Entrada no mercado de trabalho, independência financeira, direito político, liberdade sexual. Essas são algumas conquistas da mulher moderna. Mas será que isso basta? Acho que não, pois essas vitórias e os obstáculos do dia a dia parecem andar juntinhos, como por exemplo, conciliar a vida profissional com a familiar e ainda priorizar as atividades profissionais; desempenhar plenamente os papéis, como o de mãe, profissional, dona de casa e ainda ser uma esposa exemplar; e etc.

Vale dizer que tudo começou no dia 28 de fevereiro de 1909, nos Estados Unidos, quando mulheres foram para as ruas para reivindicar por seus direitos. Já naquela época, havia muitas denúncias de más condições de trabalho em fábricas formadas essencialmente pelo sexo feminino. Era nítido, que os privilegiados que tinham melhores condições, eram os homens, com cargo de chefia.

Com as reivindicações do Movimento Feminista, especialmente a partir da década de sessenta do século XX, as mulheres conseguiram inúmeras conquistas, ou seja, mesmo não evitando a desigualdade entre os sexos, diminuíram consideravelmente as diferenças.

As profissões importantes e de prestígio, à época, eram muito menos associadas a nomes femininos do que são atualmente. Com acesso negado aos estudos e ambientes intelectuais durante séculos, a primeira mulher a alcançar um diploma de ensino superior o conquistou estudando sozinha, e não dentro das salas de aula. A heroína foi a filósofa italiana Elena Lucrezia Piscopia Cornaro, que reclamou este direito acredite, apenas em 1678.

Foi apenas no início do Século XX que as mulheres de classe média começaram a atuar nas empresas, preenchendo funções de auxiliar, como secretárias. Aos poucos, elas foram ganhando espaço no mercado de trabalho, bem como sua inserção na política. Além disso, as mudanças na economia, a globalização e o capitalismo, trouxeram como consequência a busca pelo aumento da renda familiar, favorecendo o crescimento das mulheres dentro das empresas.

Diante do atual cenário, mediante o surgimento da pandemia em decorrência do novo coronavírus, a vida de muitas mulheres virou pelo avesso. De acordo com a pesquisa Mulheres na pandemia, realizada pela Gênero e Número, 50% das mulheres no Brasil passaram a ser cuidadoras de alguma pessoa, sendo que 16% delas foram prejudicadas em suas finanças por conta desse fato.

Mas no Dia Internacional da Mulher, que se comemora no dia 8 de março, temos também que destacar as coisas boas: direito de expressão, direito ao voto, direito de escolher ter ou não filho, direito de tomar as próprias decisões. O resultado desse mix positivo foram as transformações ideológicas e psicológicas nas novas gerações.

A mulher tem a capacidade de sempre encontrar equilíbrio entre a sua carreira e a vida familiar. Ela sabe dividir e diferenciar o que é trabalho e o que é lazer encontrando uma nova forma de viver bem na sociedade. Que assim seja!

04 mar 2021

Sexpionage: o agente secreto da sedução

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depositphotos

As histórias de espionagem ficam ainda mais quentes, quando entram em cena os agentes secretos da sedução: no jargão policial, as andorinhas (mulheres) ou corvos (homens). Elas ou eles são treinados para seduzir as vítimas  até encontrarem provas, documentos, senhas, vídeos e informações relevantes para o sucesso da missão. Como missão dada é missão cumprida, os espiões do sexo fazem de tudo para conquistar a confiança dos “inimigos”, por isso usam e abusam das artimanhas do sexo.

A prática do sexo nos serviços de espionagem tem nome: sexpionage. Muitos espiões do sexto foram presos e até mesmo executados.  Entrevistei Thiago da Silva Pacheco, doutor em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde defendeu a tese Da Ditadura a Democracia: Uma comparação das atividades de Inteligência da Polícia Política no Estado Novo e na República de 1946. É autor de vários artigos no campo da espionagem, Operações Encobertas, Serviços Secretos, Crime Político e Terrorismo. Pesquisador do Ateliê de Humanidades. Confira:

Adriana Santos: O que é Sexpionage?

Thiago Peixoto: É o uso da sedução e do sexo para se aproximar de um alvo e obter informações dele. Pode ser usado também para coagi-lo por meio de chantagens ou distraí-lo para roubo de documentos, por exemplo.

Qual foi o primeiro caso de sexpionage registrado na história mundial?

É impossível precisar isto. As Kunoichi (mulheres ninja) já dominavam técnicas sofisticadas para isto pelo menos desde o século XVII, mas sem dúvida sexpionage era usada antes e em outros espaços geográficos.

No Brasil, há casos registrados de sexpionage nas operações de inteligência?

Um caso detalhado com uma personagem biografada, não que eu saiba. Mas o uso da sedução e do sexo consta nos relatórios policiais pelo menos desde a década de 1930. Uma certa espiã de codinome “Princesa” no DOPS de São Paulo. O Manual de Polícia Política de 1943 alerta pormenorizadamente o perigo que mulheres sedutoras podiam representar aos agentes brasileiros. E Cecil de Borer, importante personagem ligado à espionagem na História do Brasil, elogia moças que iam “até a cama” se fosse necessário.

Alguém já foi preso por praticar sexpionage?

Sim. Um caso recente e que gerou repercussão foi o da espiã russa Anna Chapman. Ruiva, bonita e sem desprendimento sexual, seduziu alvos americanos mas foi presa pelo FBI em 2010. Há outros casos.o

Como são recrutados mulheres ou homens?

É difícil responder a esta pergunta porque cada Agência tem seus métodos. Os soviéticos usavam dançarinas e atrizes, por exemplo. Na verdade, o candidato ou candidata deve ter alto poder de sedução e desprendimento para não se envolver. Há casos em que se usa prostitutas, ou se coagem um(a) amante próximo(a) do(a) alvo.

Quando é utilizado o sexpionage? (espionagem governamental, empresarial…)

A sexpionage é uma ferramenta assim como o suborno, a coerção, o grampeamento de telefones, etc. Embora oficialmente os americanos demonstrassem no passado algum pudor ao falar dela, a sexpionage foi e é usada sempre que se considerar uma forma prática de se chegar a um objetivo.

Qual o caso mais emblemático sobre sexpionage?

Como gera escândalo, é muito complicado falar de um caso específico. Pela fama e repercussão, sem dúvida Mata Hari e seus amantes são uma demonstração de sexpionage, embora Mata Hari não tenha sido uma espiã relevante como normalmente se imagina.

“Margaretha Gertruida Zelle (Leeuwarden, 7 de agosto de 1876 — Vincennes, 15 de outubro de 1917), conhecida como Mata Hari, foi uma dançarina exótica dos Países Baixos acusada de espionagem que foi condenada à morte por fuzilamento, durante a Primeira Guerra Mundial. Em diferentes ocasiões sua vida foi alvo da curiosidade de biógrafos, romancistas e cineastas. Ao longo do tempo, Mata Hari transformou-se em uma espécie de símbolo da ousadia feminina. “Mata Hari”, seu nome artístico, é uma palavra malaia que significa “Sol”, mas traduzida literalmente significa Olho do dia”. (Wikipédia)

Homens ou mulheres são mais vulneráveis ao sexpionage?

A questão é descobrir a vulnerabilidade. A preferência sexual (hétero ou homo) e o gênero importam menos que a vulnerabilidade do alvo ao jogo da sedução e a viabilidade de aplicá-lo.

Por que o tema é pouco abordado no Brasil?

Acredito que não pelo tema em si, mas, infelizmente, pelo fato de abordamos muito pouco o assunto da espionagem no Brasil em qualquer aspecto que seja, excetuando-se a ficção. Por falarmos pouco sobre espionagem no geral, falamos pouco sobre sexpionage em específico.

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