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24 set 2018

Caminhada encerra mês de prevenção ao suicídio

Arquivado em Cidade, Comportamento

setembro

Uma caminhada pelo Parque Municipal de Belo Horizonte encerrará as atividades da campanha Setembro Amarelo, cujo objetivo é alertar e conscientizar para a prevenção ao suicídio. A atividade será no domingo (30/9/18), das 9 às 12 horas, comandada por voluntários do Centro de Valorização da Vida (CVV), ao som da Banda do Exército.

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em parceria com a Associação Mineira de Psiquiatria (AMP) e os organizadores da caminhada, realizou uma programação especial ao longo do mês. Foi exibido o cine-debate, aberto ao público, com o filme Elena, e a Casa manteve uma iluminação especial amarela, no Palácio da Inconfidência.

O Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, 10 de setembro, foi criado em 2003 pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio e pela Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, a data passou a ser lembrada a partir de 2014.

Desde 2016, a Organização Mundial de Saúde (OMS) passou a considerar o suicídio como “um grande problema de saúde pública”. Dados da instituição indicam que no mundo 800 mil pessoas cometem suicídio todo ano e para cada ato concretizado existiram 20 tentativas frustradas.

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde, através do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), em 2017, mostram um crescimento do índice de suicídios no Brasil. Em 2011, foram 10.490 mortes: 5,3 a cada 100 mil habitantes. Já em 2015 o número chegou a 11.736: 5,7 a cada 100 mil.

O país com mais mortes é a Índia (258 mil óbitos), seguido de China (120,7 mil), Estados Unidos (43 mil), Rússia (31 mil), Japão (29 mil), Coreia do Sul (17 mil) e Paquistão (13 mil).

18 abr 2017

Hospital de Lagoa Santa alerta sobre aumento de casos de suicídios

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Imagem Google

A Santa Casa de Lagoa Santa registrou, no último mês, cinco tentativas de suicídio entre jovens na faixa dos 25 anos. A maioria dos casos provocado por praguicidas de uso doméstico, produtos de limpeza e consumo de medicamentos controlados.

Segundo Fabiana Saqueto, assistente social do Hospital, houve um aumento significativo de casos. As vítimas são atendidas no ambulatório do hospital. “Uma das dificuldades de tratar o paciente é a ocultação de informações do próprio paciente ou dos familiares. As situações de extremo sofrimento, angústia e outros conflitos podem provocar, com o tempo, algum tipo de distúrbio psiquiátrico”, esclarece Fabiana.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que o suicídio é um problema de saúde pública responsável por uma morte a cada 40 segundos no mundo, sendo a segunda principal causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos. Setenta e cinco por cento dos suicídios ocorrem em países de baixa e média renda. O Brasil é o oitavo país com mais registros de suicídios.

Alguns casos estão relacionados com transtornos mentais, em particular, depressão e abuso de álcool. Os casos mais frequentes acontecem em momento de crise ou na dificuldade de lidar com os estresses da vida – tais como problemas financeiros, términos de relacionamento ou dores crônicas e doenças. Além disso, enfrentamento de conflitos, desastres, violência, abusos ou perdas e solidão estão fortemente associados com o comportamento suicida.

Segundo dados da OMS, até o momento, apenas alguns países incluíram a prevenção ao suicídio entre suas prioridades de saúde e só 28 países relatam possuir uma estratégia nacional para isso. O suicídio é uma questão complexa e, por isso, os esforços de prevenção necessitam de coordenação e colaboração entre vários setores da sociedade, além da conscientização da população por meio de informações claras, sem preconceitos e com o objetivo de alertar as famílias sobre os principais sinais de uma pessoa com perfil suicida.

08 set 2016

Especialistas discutem prevenção ao suicídio em BH

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 Por: Assessoria de Comunicação da Associação Médica de Minas Gerais

De acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), todos os anos são registrados cerca de dez mil suicídios no Brasil e mais de um milhão em todo o mundo. Os especialistas consideram o problema uma silenciosa epidemia e realizam um grande debate na Reunião Multidisciplinar do dia 10 de setembro (sábado), a partir das 8h30, na Associação Médica de Minas Gerais (AMMG), e lançam a campanha ‘Setembro Amarelo’, que fala sobre prevenção ao suicídio durante todo o mês. Além de psiquiatras, participam representantes da clínica médica, geriatria, ginecologia, medicina do trabalho e pediatria;

Quando se fala em suicídio, a principal abordagem é a prevenção. Conforme a cartilha ‘Suicídio: Informando para prevenir’, desenvolvida pela ABP, juntamente com o Conselho Federal de Medicina (CFM), em 2014, “é possível prevenir o suicídio, desde que os profissionais de saúde, de todos os níveis de atenção, estejam aptos a reconhecer os seus fatores de risco”. O psiquiatra Frederico Garcia explica que, de maneira geral, o paciente com pensamento suicida quase sempre procura um médico alguns dias antes de fazer uma tentativa. O médico pode, muitas vezes, perceber o risco e interceder favoravelmente pelo paciente. “Ao contrário do senso comum, falar sobre suicídio não causa suicídio, o previne! É preciso abordar claramente o tema com a pessoa, quando a ideia de tirar a própria esteja presente”, ressalta.

Os médicos alertam que o suicídio ou comportamento suicida está quase sempre relacionado a fatores externos, por exemplo, às doenças mentais e a uso de drogas. Os diversos públicos e faixas etárias nas quais as pessoas tiram a própria vida também serão tema de discussão e foram divididos em: suicídio em médicos; militares; idosos; gestantes; jovens e adolescentes. O Centro de Valorização da Vida (CVV), organização não governamental que oferece apoio emocional e prevenção do suicídio, é parceiro do evento. Um dos membros estará presente para contar as experiências que ultrapassam o ponto de vista clínico. O CVV atende voluntária e gratuitamente as pessoas que se sentem fragilizadas, que querem e precisam conversar, de maneira sigilosa, por telefone, email, chat e Skype, durante 24 horas.

Participam do encontro, Associação dos Ginecologistas de Obstetras de Minas Gerais (Sogimig), Associação Mineira de Medicina do Trabalho (Amimt), Associação Mineira de Psiquiatria (AMP), Sociedade Brasileira de Clínica Médica – Regional Minas Gerais (SBCM-MG), Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia – Regional Minas Gerais (SBGG-MG), Sociedade Mineira de Pediatria (SMP), e Sociedade dos Acadêmicos de Medicina de Minas Gerais (Sammg). A Reunião Multidisciplinar é promovida pela AMMG na sede da entidade. Informações e inscrições pelo site: seaci@ammgmail.org.br ou (31) 3247 1619.

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