Posts de Adriana Santos
17 maio 2019

Aprenda a cuidar de recém-nascidos e crianças na Santa Casa de BH

Arquivado em acolhimento, cursos

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Estão abertas as inscrições para o curso de Cuidador de Recém-nascidos e Crianças, oferecido pela Santa Casa BH Ensino e Pesquisa. A capacitação tem início em 15 de junho e prepara os alunos para aplicação de cuidados específicos em cada fase do desenvolvimento da criança, além de apresentar as situações emergenciais e possíveis intercorrências no processo de cuidar, com reconhecimento dos sinais de danos, riscos e gravidade. O requisito para participar é ter idade a partir de 18 anos. O curso tem 40 horas de duração (5 sábados, das 8 às 17 horas). O investimento é de R$ 80 (matrícula) e duas parcelas de R$ 135. As inscrições devem ser feitas no site santacasabh.org.br/ver/iep. Informações: (31) 3238-8704 | (31) 3238-8601 | (31) 3238-8672

09 maio 2019

Mortes por insuficiência cardíaca aumentam em adultos mais jovens

Arquivado em saúde

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Por Agência Brasil

As taxas de mortalidade devido à insuficiência cardíaca estão aumentando, e esse aumento é mais proeminente entre os adultos com menos de 65 anos, considerados como morte prematura, segundo um estudo da Northwestern Medicine.

O estudo utilizou dados da ampla gama de dados online dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças para Pesquisa Epidemiológica, que inclui a causa de morte subjacente e contribuinte de todas as certidões de óbito de 47.728 milhões de indivíduos nos Estados Unidos de 1999 a 2017. Pesquisadores analisaram a taxa de mortalidade ajustada por idade para adultos negros e brancos entre 35 e 84 anos que morreram de insuficiência cardíaca.

O estudo mostrou, pela primeira vez, que as taxas de mortalidade por insuficiência cardíaca vêm aumentando desde 2012. O aumento das mortes ocorre apesar dos avanços significativos nos tratamentos médicos e cirúrgicos para insuficiência cardíaca na última década.

O aumento no número de mortes prematuras por insuficiência cardíaca foi maior entre homens negros com menos de 65 anos de idade, e estima-se que 6 milhões de adultos nos Estados Unidos tenham insuficiência cardíaca. É a principal razão pela qual os adultos mais velhos são admitidos em hospitais.

“O sucesso das últimas três décadas em melhorar as taxas de mortalidade por insuficiência cardíaca está agora sendo revertido, e é provável que seja devido às epidemias de obesidade e diabetes”, disse Sadiya Khan, professora assistente de medicina na Escola de Medicina da Universidade Northwestern Feinberg e cardiologista da Northwestern Medicine.

“Dada a população em envelhecimento e as epidemias de obesidade e diabetes, que são os principais fatores de risco para a insuficiência cardíaca, é provável que esta tendência continue a piorar”, disse ela.

Dados recentes mostram que a expectativa média de vida nos Estados Unidos também está diminuindo, o que compõe a preocupação de Khan.

No próximo passo, os pesquisadores vão tentar entender melhor o que causa as disparidades na morte cardiovascular relacionada à insuficiência cardíaca.

O estudo foi publicado na segunda-feira no Diário do Colégio Americano de Cardiologia.

Northwestern Medicine é uma colaboração entre a Northwestern Memorial Healthcare e a Escola de Medicina Northwestern da Universidade Feinberg, que inclui pesquisa, ensino e assistência ao paciente.

07 maio 2019

O amor incondicional de uma mãe é a bússola de todas as relações

Arquivado em Comportamento

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A maternidade não é uma etapa na vida de uma mulher, mas um processo desafiador do desenvolvimento humano. Somos co-responsáveis por uma vida. Ninguém nasce sabendo todos os códigos de um bom relacionamento entre mães e filhos. Somos aprendizes de um mundo muitas vezes caótico. No entanto, o amor incondicional de uma mãe é a bússola de todas as relações. E as mães amam demais.

Sou mãe de um adolescente lindo de 17 anos. Confesso que a maternidade é um exercício diário de sabedoria. E quanto mais sabedoria, mais humildade e menos conflitos. O problema é domar o coração aflito de uma mãe. É difícil não cair na tentação da superproteção materna. Somos latinas de sangue quente. Quanto o assunto é a felicidade dos nossos filhos, nos transformamos em onças-pintadas prontas para atacar qualquer um que diga o contrário.

As mães são adoráveis, mas nem tanto… Somos mulheres comuns e cheias de sonhos, muitas vezes incompatíveis com a maternidade “ideal”. Mas o que é ser uma verdadeira mãe? Existe a mãe perfeita?

Conversei com a psicóloga Paula Ramos Pimenta, professora do curso de Psicologia da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, sobre os desafios da maternidade. Confira:

Adriana Santos: A maternidade perfeita é um mito?

Paula Pimenta: Sim, é um mito. É impossível dizer de perfeição no que se refere às relações humanas. Mesmo que a mulher já tenha passado pela experiência de ser mãe (e imperfeita, claro), o novo filho que chega é sempre “inédito”, com temperamento e personalidades próprios, e que vai interpretar de um modo bem singular o que vem da mãe ( ou do pai ou dos demais à sua volta). Ou seja, não há previsibilidade, mas sim descobertas no momento mesmo do exercício da maternidade.

Houve uma autora em psicologia, Melanie Klein, que dizia da “mãe boa”; na mesma época, um pediatra que se interessou pelo assunto, Winnicott, afirmou não existirem mães boas, apenas as “suficientemente boas”, demarcando a incompletude do exercício da maternidade, ao lado das boas intenções e dos acertos das ações e das interpretações do que se passa com o filho.

Ultimamente, varias mães aproveitam as redes sociais para desabafar com relação às angústias da maternidade. O que a sociedade atual espera das mães?

Um certo nicho da sociedade, esse que trata do sucesso em qualquer área de atuação do sujeito, sob a concepção neoliberal que dá ênfase às ações individuais e suas consequências, pode vir a causar uma pressão nas mulheres que se tornam mães, que acreditariam na maternidade perfeita ou quase.

Mas garanto que todas as mulheres que são mães sabem, no fundo, que isso não existe.

Quais as vantagens e desvantagens emocionais de uma maternidade “tardia”?

As vantagens seriam um desejo grande de ter filhos, que supostamente a levou a tê-los em idade não tão comum, o que propicia um investimento afetivo genuíno nessa relação.

As desvantagens podem ser pensadas como consequência da vantagem: o risco de uma postura de superproteção, avançando sobre e tolhendo a individualidade e a autonomia do filho. Outra desvantagem é a indisponibilidade física que a idade mais adiantada comporta.

Na sua avaliação, é mais fácil ser mãe nos tempos atuais?

Nunca é fácil ser mãe, em nenhum tempo. Mas os tempos atuais trazem situações desestabilizadoras ao exercício da maternidade, porque novas. Gerenciar o uso dos tablets por parte dos filhos tem sido uma questão para as mães; elas se perguntam até que ponto ele pode ser nocivo e não um auxílio ao desenvolvimento.

Ainda no campo dos eletrônicos, os grupos de mães do WatsApp também se mostram com aspectos bons e ruins. Enquanto permitem a troca de experiências com as soluções que cada uma foi encontrando para as diversas situações que surgem, e que podem servir à outra, são positivos. Mas a diversidade de experiências e de conselhos do tipo “faça assim”, leva às mães à exasperação e ao sentimento de incapacidade, ao perceber que não está conseguindo solucionar seu problema (qualquer que seja ele) e as demais conseguem.

Sob essa via, os grupos de WatsApp de mães devem ser usados com parcimônia e com senso crítico. Porque uma mãe deve, sempre, acreditar na sua intuição (que é um saber que não se sabia que tinha) para se guiar no trato com os filhos, e não ficar perdida dentre o saber das outras (que serviu a elas, mas pode não ser o melhor para a primeira mãe).

Quais as principais angústias de mães, conforme a faixa etária do filho: bebê, criança, adolescente e adulto?

Este é o assunto de um curso inteiro que dou, portanto serei bem sucinta:

Com o bebê, a sua sobrevivência. Ler os sinais que demonstra, saber cuidar das doenças sem se desesperar.

Com a criança, a pergunta sobre o que fazer, quais escolhas ter para lhe dar um desenvolvimento pleno e feliz.

Com o adolescente, conseguir estar a seu lado para acompanhá-lo nos caminhos que vai descobrindo por meio de sua autonomia, sem, no entanto, atravancá-lo nessa descoberta, permitindo-lhe “ir”.

Com o adulto, o olhar de respeito e de preocupação sobre as responsabilidades que o filho passa a ter e que deve conseguir manter e encaminhá-las bem.

Mãe é padecer no paraíso?

Sim. É a felicidade de gerar e cuidar de uma nova vida (o paraíso) que lhe encanta a cada dia, ao lado das dúvidas e dificuldades que o cotidiano desse cuidado apresenta (o padecimento).

Por que mãe não relaxa nunca?

Porque ela toma pra si a responsabilidade pelos cuidados dessa vida que ela pôs no mundo. Mas tem aquelas que relaxam mais que outras.

Como evitar a superproteção com relação aos filhos?

Saber que, apesar de você tê-los feito, de que existem por sua causa, eles são pessoas únicas e autônomas, independentes de você! Esse é o paradoxo de ser mãe e o mais difícil para as superprotetoras, que, na melhor das intenções, acreditam continuarem responsáveis por cada passo do filho, quando, na verdade, não é mais necessário.

Como ser uma mãe saudável emocionalmente?

Saber disso acima. Assim conseguirá lidar com a separação (necessária) do filho que ela mesma gerou.

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